As Profundas Práticas de um Bodhisattva do Sutra de Lótus

O Buda disse a Manjushri. “Se um Bodhisattva Mahasattva deseja pregar este Sutra na futura era da maldade, ele deve estabelecer-se seguramente nas quatro Leis (monásticas). Primeiro, restringindo-se às regras das práticas e das associações próprias de um Bodhisattva, ele estará apto a expor este Sutra para seres viventes”.

 “Manjushri, o quê significa restringir-se às regras das práticas próprias de um Bodhisattva Mahasattva? Se um Bodhisattva Mahasattva baseia-se na paciência, é gentil e complacente, não impetuoso ou volúvel; se o seu pensamento não é sobressaltado; e se, além disso, ele não pratica em observância a uma determinada lei, mas ao invés contempla os aspectos de todas as leis como elas realmente são – isto é, sem fazer qualquer discriminação ou distinção entre elas – a isto se chama restringir-se às práticas de um Bodhisattva Mahasattva[1]”.

 


[1] Em resumo, essas são as primeiras normas básicas para a prática bem sucedida de um verdadeiro Bodhisattva Mahasattva. Evidentemente, espera-se esta conduta do Bodhisattva mesmo diante dos três poderosos inimigos citados no Capítulo 13 – Exortação para Abraçar o Sutra. Naquele capítulo, os Bodhisattvas Mahasattvas admoestam sobre as dificuldades de abraçar o sutra numa era maligna vindoura e fazem seus votos de assim o fazer no mundo Saha.

Extraído do CAP. 14: Conduta para a Prática Bem-Sucedida.

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