“Quanto às minhas próprias e vossas causas e condições anteriores,
eu agora direi: todos vocês, ouçam bem!”.
(CAP. 06: Concessão de Profecias)
“Naquela ocasião, o Tathagata Vitória da Sabedoria da Grande Penetração, tendo recebido a súplica dos Reis do Céu Brahma das dez direções, bem como dos dezesseis príncipes, girou três vezes a Roda da Lei de doze partes, que não pode ser girada por Shramanas, Brahmans, Seres Celestiais, Maras, Brahmas, ou quaisquer outros seres do mundo. Ele disse: ‘Este é o sofrimento. Esta é a origem do sofrimento. Esta é a extinção do sofrimento. Este é o caminho para a extinção do sofrimento’”.
“E assim, extensivamente ele discorreu sobre a Lei das doze causas e relações, ou Lei da causação: ‘A ignorância causa a ação. A ação causa a consciência. A consciência causa o nome e a forma. O nome e forma causam os seis sentidos orgânicos. Os seis sentidos orgânicos causam o contato. O contato causa a sensação. A sensação causa o desejo. O desejo causa o apego. O apego causa a existência. A existência causa o nascimento. O nascimento causa a velhice e a morte; a aflição e a dor; o sofrimento e a angústia. Quando a ignorância é extinta, as ações são extintas. Quando as ações são extintas, então a consciência é extinta. Quando a consciência é extinta, então o nome e a forma são extintos. Quando o nome e a forma são extintos, então os seis sentidos orgânicos são extintos. Quando os seis sentidos orgânicos são extintos, então o contato é extinto. Quando o contato é extinto, então a sensação é extinta. Quando a sensação é extinta, então o desejo é extinto. Quando o desejo é extinto, então o apego é extinto. Quando o apego é extinto, então a existência é extinta. Quando a existência é extinta, então o nascimento é extinto. Quando o nascimento é extinto, então a velhice e a morte; a aflição e a dor; o sofrimento e a angústia são extintos’”.
“Quando o Buda pregou esta Lei, em meio à grande assembléia de seres celestiais e humanos, seiscentas miríades de milhões de Nayutas de seres humanos, em razão de não mais se apegarem a quaisquer coisas do mundo fenomenológico, tiveram seus pensamentos libertos de todas as falhas. Todos eles atingiram uma profunda e sutil concentração Dhyana, as Três Compreensões, os Seis Poderes das Penetrações, e tornaram-se dotados das oito Emancipações. Na segunda, terceira e quarta vezes que ele expôs esta Lei, bilhões de Nayutas de seres viventes, em número como as areias do rio Ganges, também em razão de não mais se apegarem a quaisquer coisas do mundo fenomenológico, tiveram seus pensamentos libertos de todas as falhas. Daquele momento em diante, a assembléia de Ouvintes tornou-se ilimitada, incontável e inconcebível em número”.
Excerto do CAP. 07: A Parábola da Cidade Fantasma, pág. 163.












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