A Parábola da Lua

O Buda disse a Kashyapa: “Como um exemplo: existe um homem aqui que, como ele vê que a lua ainda não saiu, diz que a lua foi embora, e nutre o pensamento de que a lua sucumbiu. Mas essa lua, pela sua natureza, jamais sucumbe. Quando ela aparece no outro lado do mundo, as pessoas do outro lado dizem que a lua nasceu. Por quê? Uma vez que o Monte Sumerú obstrui [a visão], a lua não pode revelar-se. A lua está sempre lá. Ela, por natureza, não nasce ou sucumbe. O mesmo é o caso com o Tathagata, o Merecedor de Ofertas, o Todo-Iluminado. Ele manifesta-se nos três mil grandes sistemas de mil mundos, e dá a entender que possui pais no Jambudvipa (que nasce) ou que entra no Nirvana no Jambudvipa (que morre). O Tathagata, por natureza, não entra no Nirvana. Mas todos os seres dizem que ele verdadeiramente entra no Parinirvana. O caso é análogo ao da sucumbência da lua. Oh bom homem! O Tathagata, por natureza, não possui a natureza do nascimento e da morte. Para socorrer os seres, ele manifesta-se nascendo e morrendo.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 15: Sobre a Parábola da Lua.

2 Comentários

  1. Sara disse,

    23/06/2009 às 22:01

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    • muccamargo disse,

      24/06/2009 às 10:00

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