Naufrágio nas Profundezas de Samsara

Gentle Giant – Wreck – Tradução Livre de Marcos Ubirajara, adaptada para o contexto do Budismo

“O embicar do navio do mar para o céu, heyeheh, assim vai…
Apenas um grito de lamento e um choro desesperado, heyeheh, assim vai…
Suas vidas passam diante de si antes que morram, heyeheh.

O mar boceja ao redor como um redemoinho do inferno em ebulição, heyeheh, assim vai…
E as almas (tragadas) desaparecem com o dobre daquele sino, heyeheh, assim vai…
Os braços do mar vão arrastando-os para baixo, heyeheh, assim vai…
Perdidos nas aflições e pecados, eles naufragam, heyeheh.

Como é estranho quando você pensa que o mar era o seu caminho;
E uma morte sem sentido é o preço que pagam.
Por suas vidas serem feitas da profundidade,
Para estar em conforto e segurança,
Mantenham-se as pessoas em seus lugares,
E nunca mais serão vistos novamente, afagados em seu último abraço.
E o beijo (da morte) tem um gosto de sal amargo.

Agora tudo que resta é o cruel e profundo mar, heyeheh, assim vai…
E os destroços das coisas que eram, heyeheh, assim vai…
Nenhuma pedra marca o lugar daquela sepultura aquosa, heyeheh, assim vai…
Juntos morrem, tanto os fracos como os fortes, heyeheh, assim vai…”

…. Os braços do mar …. etc, etc.

Gentle Giant » Wreck (Acquiring the taste, 1971) – Original Lyrics

“The ship’s rising up from the sea to the sky heyeheh Hold on
Just one sorry scream and a desperate cry heyeheh Hold on
Their lives pass before them before they die heyeheh –

The sea yawns around like a boiling hell heyeheh hold on
And souls disappear with the toll of that bell heyeheh hold on
The arms of the sea they are dragging them down heyeheh hold on
And sorrows and sins they are lost as they drown heyeheh –

How strange when you think that the sea was their way;
And a meaningless death is the price they pay
For their living was made from the deep
To their people in comfort and keep
Keep all their people and places there
Never to be seen again, never to be loved and their last embrace –
And the kiss has a salt bitter taste

Now all that remains is the deep cruel sea heyeheh hold on
And wreckage of things that used to be heyeheh hold on
No stone marks the place of that watery grave heyeheh hold on
Together they die both the weak and the brave heyeheh hold on“
The arms of the sea…. etc.

http://www.lyricsdomain.com/7/gentle_giant/wreck.html

Ensaio Sobre a Cegueira

“Alguém que seja cego não pode ver as coisas. Mesmo quando acompanhado por muitas pessoas cegas, não é possível ver.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

Essa frase do Sutra do Nirvana leva-nos a refletir sobre todos os tipos de cegueira, a exemplo da grande obra de José Saramago.

Sobre “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago

Cego é aquele que vê!

A limitada visão humana nada enxerga aquém do infravermelho (ondas de calor) e nada além do ultravioleta (radiações de alta energia). Isto equivale a dizer que o ser humano anda na companhia de demônios, e também de seres celestias, mas não pode enxergá-los.

Os Olhos Búdicos transpõem essas barreiras.

Em 12/12/2008.

Torre de Babel – O Tormento de Arrabal

Na Torre de Babel, As pessoas acham que podem acabar com as coisas assim: categorizando-as como problemas!

Esta Torre é um lugar onde ninguém se entende? Ou não entendemos a Torre?

Revoada de cupins no sítio da Dôra em 20/10/2007.

Sobre o “Capítulo 1 – Introdução” do Sutra de Lótus

O auto-conhecimento não é um processo através do qual se conclui “o quê” você é. Nem é um processo, mas um mergulho através do qual se descobre “quem” você é. O “o quê” representa o impermanente, o transitório. O “quem” abarca o presente, o passado e o futuro; o Carma, o Ser Universal, sua Verdadeira Identidade. Então, lá diz:

“A multidão dos quatro tipos de crentes, com alegria,
olha para você, humano, e para mim.
Por que o Honrado pelo Mundo emitiu tal resplandecente luz?
Discípulo do Buda, responda agora,
elimine nossas dúvidas, para que possamos exultar.
Que benefício está para ser ganho a partir da emissão dessa luz brilhante?
Que Lei maravilhosa o Buda alcançou quando ele tomou o assento do Dharma?
Ele deseja pregá-la agora?
Ou ele fará profecias?
As manifestações das terras Búdicas,
adornadas com muitas jóias e purificadas,
bem como a visão dos Budas não prenuncia pequenas coisas.
Manju, como seria de se esperar,
a assembléia dos quatro tipos de crentes, dragões e espíritos,
olha para você, humano, com esperança;
o que está para ser pregado?”

Leitor atento, humano, quem é você?

Sobre “Tuareg” de Alberto Vazquez-Figueroa

Minha Impressão sobre Tuareg:

Só existe uma coisa potencialmente mais destrutiva do que
uma mentira[1]:

é uma convicção!

 


[1] Neste caso, a “independência” daqueles povos como uma “concessão” de seus
exploradores.

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Foto: André Felipe. Local: Sítio da Dôra em 27/02/2006.

Sobre “A Caverna” de José Saramago

A fantástica obra “A Caverna” de José Saramago começa, e termina, com a seguinte frase:

Que estranha cena descreves e que
estranhos prisioneiros. São iguais a nós.

Platão, República, Livro VII

Minha Impressão:

A verdade, muitas vezes não a encontramos procurando-a fora de nossas vidas. Essa verdade última, encontramo-la no mais profundo dos nossos interiores. Uma parte encontra-se na mente, e se chama sabedoria e intuição; outra parte encontra-se no coração, e se chama amor e segredo; outra parte é compartilhada com outros seres e mundos, e se chama realidade objetiva e realidade mística.

“A Caverna” poderia chamar-se “O Espelho” dos interiores sombrios (das pessoas), e que são como cavernas.

A realidade objetiva de todos os fenômenos só existe como um fruto do poder místico de uma pessoa, e encontra-se na sua mente e no seu coração.

Flor de Lótus
Foto de André Felipe. Local: Sítio da Dôra em 27/02/2006.

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