Nesse dia 23/12/2011, às 05:00 hs, meu irmão Guarani, falecido em 13/12/2011, conversou longamente comigo. Com uma voz límpida e tranquila, saudou-me dizendo: “Olá, Marcos! Tudo bem”? “Guara!”, disse eu. “Eu mesmo. Você viu aquilo lá?”, disse ele. “Mas, Guara…”, interpelei. “Estou vivo, Marcos. Aquilo lá não era eu”. E prosseguiu perguntando pelas pessoas enquanto eu apressava meus passos para levar as boas novas.
A história, da qual não me lembro mais dos muitos detalhes, é que alguém, uma pessoa vil, estava no ‘lugar dele’. E isso foi tramado para fazer certas coisas acontecerem. Caminhando apressadamente, ao me aproximar de uma grande árvore, sob ela, o sinal foi interrompido e não mais se restabeleceu. Como Budista que sou, entendi tudo. E gostaria de transmitir aos familiares e amigos essa mensagem de paz e tranquilidade que ele me passou: “Estou vivo, Marcos! Aquilo lá não era eu”.
gostaríamos de disponibilizar o Sutra do Lótus do Sr. em nosso site www.budismo.com.br. O temos lá, mas naquela versão portuguesa de João Rodrigues. Seria muito mais interessante colocar a do Sr. e também já a divulgação dele para venda.
O que o Sr. acha da idéia? O Sr. o tem em versão digital para nos enviar? Caso aprove, por favor, me envie que tomarei as providências.
Muito obrigado por tudo.
Arigatougozaimashita!
Sacerdote Gyoen Campos.
Budismo Primordial HBS
Prezado Sacerdote Gyoen Campos,
Quanto à disponibilização do Sutra de Lótus no site do Budismo Primordial HBS – Honmon Butsuryu Shu do Brasil (www.budismo.com.br), recebo esta proposição com imensa alegria, pois se trata da primeira manifestação institucional de apoio a esse trabalho no Brasil.
Gostaria de publicar essa tratativa do Sutra de Lótus acima no Blog Cristal Perfeito, juntamente com a foto onde escrevo a dedicatória para o Arcebispo Correia. Para isso, solicito vossa expressa autorização. Caso haja algum inconveniente, não é necessário justificar para mim. Apenas diga: “melhor não”.
Muito obrigado por tudo, no aguardo de vossa próxima visita à Belo Horizonte.
“Estou muito satisfeito por ter iniciado esse trabalho com vocês. Doravante, nos veremos sempre. Estaremos sempre juntos com um único pensamento. O que isso pode significar? É como uma grande edificação. Não sou ‘eu’ a pensar, mas somos todos ‘nós’. Essa grande edificação, pode-se dizer, emerge do Grande Vazio e, no futuro, poderá até sofrer algumas pequenas fissuras ou pequenas perdas materiais. Mas, será sólida demais para ruir.”
Cenário:
Encontrava-me sentado num lugar central, como numa mesa redonda. As pessoas se postavam em círculo, às quais eu prelecionava. O conteúdo da preleção baseava-se num livro precioso e, ao prelecionar, já pensava no que viria a seguir. Entre essas pessoas estavam amizades recentes, mas também pessoas que há muito tempo não vejo como, por exemplo, uma amiga de faculdade para a qual eu não olhava diretamente, por estar à minha costa, mas sabia que ela estava lá.
Após a preleção, nos dirigimos para uma mesa onde muitas comidas estavam servidas. Conversávamos e falávamos das expectativas do nosso trabalho. Novamente disse: “Estou muito satisfeito”.
Acordei em 12/06/2011, às 03:30 hs. Foi apenas um sonho do qual acordei com uma sensação indescritível de bem-estar, uma satisfação plena. Levantei e pus-me a escrever o pouco que ainda recordava. Sonho? Estávamos todos lá. Pergunto-lhes: onde?
William escreveu: “Recebi há algum tempo o Sutra de Lótus da Lei Maravilhosa, demorei muito para entregar à Firmina, pois não desejava entregar a ela nas circunstâncias em que me encontrava.
Diante da retomada de forças que me impulsionaram no desafio da contínua transformação cármica, adentrei o ambiente sombrio e triste de uma delegacia de polícia, e entreguei a gema preciosa.”
Firmina ao receber o Sutra de Lótus das mãos de William Garcia
O Buda disse:
“Bons homens,
após a minha extinção,
quem poderá receber, ostentar,
ler e recitar este Sutra?
Agora, na presença dos Budas,
façam seu voto.
Este Sutra é difícil de ostentar,
se alguém ostentá-lo mesmo que por um instante,
eu rejubilarei,
bem como todos os outros Budas.
Uma pessoa assim será elogiada por todos os Budas:
‘Isto é coragem!
Isto é diligência,
isto é o que se chama observar os preceitos e praticar Dhutas’.”
A vida é uma escrita. Um dia, a tinta acaba, como de fato aconteceu quando escrevia uma homenagem póstuma ao meu irmão Hamiraldo do Amaral Camargo, no dia do seu falecimento. A escrita fica.
Minhas homenagens a Charles Edward Anderson "Chuck" Berry - Imagem Wikipedia
Assim se anunciava o tremor que abalaria minha vida para sempre: “Danny Preach”!
Quem era, ou o quê era “Danny Preach”?
Início da década de 60, eu então com 9 ou 10 anos. Meus pais nunca foram de igreja, sei lá por quê. Será porque era um segundo casamento? Quando nasci meu pai estava com 58 anos, minha mãe uns 30. Mas, lá estava a igreja, o Rafa (padre Rafael para os íntimos) e o salão paroquial, atrás da Igreja Nossa Senhora da Conceição em Osasco, Vila Quitaúna, cuja qual meu pai ajudou a construir contribuindo com materiais que o Rafa sempre estava a pedir.
Ali, com a anuência do Rafa, acontecia aos domingos o “Showzinho da Igreja”. Meus irmãos mais velhos, o Luizão e o Guara, eram coroinhas, faziam parte daquele movimento, embora nenhum de nós demonstrasse qualquer aptidão para tocar. Guitarras e baixos elétricos, bateria, microfones, conjuntinhos. Um desses conjuntinhos, acredite, chamava-se “The Fishers”. Algo de muito sério estava acontecendo: uma onda de rock na periferia da grande cidade de São Paulo. Estávamos em pleno esplendor da bossa nova, Brasília capital da esperança, o primeiro automóvel brasileiro chamado “Presidente”. Depois falam que o Lula gosta de aparecer.
Por que uma onda de rock quando dávamos os primeiros passos para a descolonização verdadeira do Brasil? Ah! Nunca segui os passos do Luizão e do Guara. Não fui coroinha, não gostava daquilo: missa, cruzada e tudo mais. Eu gostava mesmo era do “Showzinho da Igreja”. Ali eu me dava bem.
Então, tudo o que eu queria na vida era uma guitarra. Mas, como conseguir uma guitarra? Enquanto não era possível tê-la, deixei-me levar pela onda que, não sei por que, fazia-me sentir desgarrar daquele negócio de igreja, embora dentro dela. Foi ali!
Anunciava-se: “Danny Preach”!
Entrava um negão trajado com roupas espalhafatosas, muitas cores, lenço de seda amarrado ao pescoço. Cantava num idioma parecido com o inglês: rock! O que era aquilo? Aquela voz rouca e alta a clamar: “Camon Beibi”! Assim por diante, muito suor, platéia muda, a dor de ser negro diante dos brancos que riam. A dança? Nem falar. O palco do salão paroquial, feito de madeira, tremia, ameaçava cair. As batidas dos seus pés ecoavam salão afora, igreja adentro, como trovões em tempestade, um tremor.
Mas, aquilo era rock? Ou rock era aquela onda emergente de Beatles, Rolling Stones, dos cabelos ao vento? Aquele negão de “cabelo esticado”, parado no ar? Assim ficavam seus cabelos, parados no ar, e eu com apenas 10 anos. O pau quebrava pelos direitos civis dos negros e, até o aparecimento de Jimmy Hendrix, já no final da década de 60, fiquei preso naquele paradoxo. Em toda a minha adolescência e juventude estivera a serviço das contradições. Como construir algo a partir de contradições?
Acho que me afirmei como homem negro devido a “Danny Preach”, o qual, na vida real, chamava-se Praxedes. Vinha da “parte alta” do bairro, do gueto da Vila Isabel, família grande, festeira, promoviam bailes aos fins de semana ao som de Ray Charles, Chuck Berry, Little Richards, The Platters, etc. Eles é que sabiam das coisas. Não íamos a esses bailes porque levavam a pecha de “maloqueiros” pelas pessoas da “parte baixa” do bairro. Notou a flagrante inversão de valores?
Assim foi. Não sei por onde anda Praxedes, sequer se está vivo. Mas, sinto felicidade ao relembrar. Por que feliz? Porque me libertei daquele constrangimento que a sua figura me causava. O que não daria para vê-lo novamente naquele palco, ameaçando derrubá-lo ao bater dos pés. Onde quer que esteja, você pensa que as coisas mudaram, Praxedes? Não! Não mudaram. Sou você agora ao anunciar o tremor dos tempos. Como no grande oceano, as ondas se sucedem, sem que jovens ou velhos as compreendam. Einstein compreendeu e lançou as bases do Raio Laser. Qual é o princípio? Bater o pé! Sim, bater o pé no ritmo, na cadência correta, nos memoriais do passado. Assim, a amplitude dessa onda, na cavidade do ser, avassalará e varrerá para fora as impurezas, as inversões e as pequenas ondas.
Praxedes, estou de volta da Montanha Dourada com muitos tesouros. Aceite-os!
Com pesados capacetes amarrados sobre as cabeças,
Com pesados pentes de balas amarrados sobre o peito,
Com pesados fuzis amarrados aos braços,
Com pesados cinturões de granadas, punhais e pistolas amarrados sobre a cintura,
Com pesados coturnos amarrados aos pés.
Quem os amaria?
Deve-se começar pela cabeça.
Uma mente liberta logo se desfaz dos outros pesares,
Libertando corações, braços, mãos, quadris e pernas.
Para nunca mais o temor das batalhas,
O negror dos blackouts,
O furor dos tanques.
Então,
Uma brisa suave fará tremular os dosséis da paz.
Sentirás o potente, seguro e profundo som do Dharma,
Propagando-se através de ti, como num diapasão.
Não olhes para trás,
Para a cidadela em chamas do mundo tríplice.
O HOMEM E O MEIO AMBIENTE 5
1ª. Parte 5
2ª. Parte 7
3a. Parte 11
A DEVASTAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 13
BUDISMO E SOCIEDADE 15
A ENERGIA NUCLEAR E A PAZ MUNDIAL 17
1ª. Parte 17
2ª. Parte 20
CORRUPÇÃO E INCONSCIÊNCIA 24
BUDISMO E REFLEXÕES 29
O MAIS PROFUNDO EU SOMOS NÓS 31
A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos – 1ª. Parte 31
A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos – 2ª. Parte 33
O FIM DO MUNDO 36
1ª. Parte 36
2ª. Parte 39
BUDISMO RELIGIÃO E FÍSICA 43
RELIGIÃO? O QUE É? 45
1ª Parte 45
2ª Parte 47
3ª Parte 48
4ª Parte 49
AS TRÊS VERDADES 51
1ª parte 51
2ª parte 52
3ª parte 54
BUDISMO, CIÊNCIA, RAZÃO E SONHOS 57
O QUÊ A CIÊNCIA NÃO VIU E AS TRÊS GRANDES BARREIRAS 59
A RAZÃO, DO ABRANGENTE AO RESTRITO 61
UM SONHO SOBRE O PASSADO 65
CARTA A UM AMIGO 66
A CAIXA PRETA 68
A VISÃO DE 29 DE AGOSTO 69
BUDISMO, CARTAS, SONHOS E PARADOXOS 71
RESPOSTA A WILLIAM GARCIA 73
RESPOSTA A MATTUZALEM LOPES CANÇADO 75
O TEOREMA DA CONVOLUÇÃO NO BUDISMO 76
AS PERAMBULAÇÕES DE UM APRENDIZ 77
FATO RELEVANTE 78
O GRANDE BENEFÍCIO DE UM PAI 79
OS INIMIGOS MORTAIS DA PAZ MUNDIAL E DOS DIREITOS HUMANOS 80
DIANTE DA IRA E DA PROVOCAÇÃO 80
O PARADOXO DE ZENON NO BUDISMO 81
BUDISMO, CRISE E MEDITAÇÃO 85
CEM ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL 87
Carta aos Imigrantes Japoneses 87
AS VIRTUDES DOURADAS DOS GRANDES BODHISATTVAS 89
O BOLO CONSUMISTA: A FÓRMULA DA CRISE AMERICANA 90
O SEGREDO DA NÃO DISTINÇÃO 91
TOZAN 93
MONÓLOGO NO EXÍLIO 95
A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL 95
POEMAS DO DHARMA 97
UM OLHAR SEM DISTINÇÕES 99
FLOR MÍSTICA 100
ODE AO IDEAL SUPREMO [1] 101
O PICO DA ÁGUIA 101
QUÂNTICA 102
CRISTAL PERFEITO 103
VER O BUDA 105
A ÚLTIMA BARREIRA 106
O SUTRA DO CÁLICE VAZIO DO CRISTAL PERFEITO 106
LIBERTANDO-SE DAS AMARRAS 107
AS ÁGUAS DO VASTO OCEANO 108
A SOLIDÃO DO BUDA 110
MEDITAÇÃO 110
VENTOS DE SAMSARA 111
O REI DO VAZIO 112
FOTOSSÍNTESE 112
SEMENTES DA PAZ 114
CULTIVARES DA GRANDE COMPAIXÃO 114
DOENÇAS 114
VIDA À VIDA 115
A ASCENSÃO DO TOLO 115
A ÁRVORE DO BODHI 116
A SÍNDROME DO EU 116
O Sutra de Lótus e o Universo da Rede Cristalina. Reflexões e Traduções inéditas para Português do Brasil dos Sutras:
Flor de Lótus da Lei Maravilhosa do original "The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra" Translated from Chinese by The Buddhist Text Translation Society in USA.
Mahayana do Mahaparinirvana do original "The Mahayana Mahaparinirvana Sutra" Translated into English by Kosho Yamamoto. Edited, revised and copyright by Dr. Tony Page.
Cantinho do Leitor
Importante para Melhorar
ATENÇÃO LEITOR !!!
Nos links abaixo você poderá fazer o download GRATUITO dos livros e fascículos
Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus - 3a. Edição
Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo é Bacharel em Física pela PUC/SP, Mestre em Tecnologia Nuclear pelo IPEN-USP/SP-Brasil, e um estudioso do Budismo desde 1987. Das suas reflexões acerca das relações e paralelos entre os ensinamentos do Budismo e a Ciência, surgiu a decisão de realizar esse trabalho de tradução com o objetivo de dar acesso aos muitos milhões de pessoas de lingua portuguesa aos profundos ensinos do Buda Shakyamuni, cristalizados neste Sutra do Grande Veículo chamado Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, considerado o mais importante dos Sutras Mahayana.