O Rei do Vazio

Do não-Eu emergem a segunda e a terceira pessoas.

Penses no Buda,
e surgirás no pensamento Dele.
Fale Suas palavras,
e renascerás das palavras Dele.
Ajas como o Buda,
e a Sua ação te iluminará.

Fazendo assim,
com pensamentos, palavras e ações;
conhecerás o Rei do Vazio.

Marcos Ubirajara.
Em 24/10/2008, às 13:00 hs.

Ventos de Samsara

Tudo o que possuis, todavia,
irá embora feito balões de gás que escapolem
das mãos de uma criança encantada no parque,
à mercê dos ventos de Samsara.

Coragem! Solte teus balões,
e conhecerás o Fruto da Via.

Marcos Ubirajara,
em 07/10/2008, às 16:40 hs.

Meditação

Contemple, medite, fale menos.
Porque quando a palavra sai da boca,
já vem contaminada pelos sentidos impuros,
já vem distorcida pelas intenções.

Então, poderá desfrutar do poder do silêncio benéfico[1].

[1] Esse poder é citado no CAP. 20:O Bodhisattava Sem-Desprezo do Sutra de Lótus.

Em 29/08/2008.

Meditação - Foto de Dôra em seu sitio em 09/08/2008

Meditação - Foto de Dôra em seu sítio em 09/08/2008

A Solidão do Buda

Ao adentrar o Portal,

corpo de pureza,
que tudo reflete,
como um espelho;
seres, fenômenos,
montanhas e vales,
florestas e mares;

estarás só!

Em 22/08/2008, 02:00 hs.

Mianmar: E o Vento Passou

Mianmar

Mas, neste triste cenário, algo permanece indestrutível: a Fé. 

Peço licença aos visitantes deste blog, a reprodução na íntegra do post abaixo, publicado em 26/09/2007, prenúncio da catástrofe que viria a ocorrer 7(sete) meses e sete(7) dias após. Desculpem! Mas, para mim, foi demais!

Mianmar: Voluntários do Dharma, Uni-vos.

Homenagem à Sangua da Birmânia (Mianmar)

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Estava a meditar sobre o massacre dos monges na Birmânia quando recebi este poema de Cristina Margarida Granado, uma amiga de Portugal. Para você, Cristina, uma flor.

Flor de Lótus
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 22/09/2007.

 

27/09/2007.

STOP ABUSE !

Veja em Cristal Perfeito

Libertando-se das Amarras

As Águas do Vasto Oceano

Os meios hábeis do Buda são como um profundo e vasto oceano.

Lá desaguam as correntezas do sofrimento,
as correntezas do desejo,
as correntezas da violência,
as correntezas da ira,
as correntezas do delírio de uma paz e alegria ilusórias.

Lá nas suas profundezas, em meio ao lodo,
germina a pérola do Grande Veículo,
o imenso tronco de sândalo da Grande Árvore Bodhi.

Para aqueles de pouca sabedoria,
são águas tormentosas de Samsara.
Mas, para aqueles instruídos no Lótus da Lei Maravilhosa,
são águas que lhes permitirão se conduzirem à outra margem.

São as mesmas águas, e possuem um mesmo sabor.
Para singrá-las, os sábios declamarão louvores ao Provedor da Coragem:

Namu Avalokitesvara Bodhisattva!
Namu Guanshiyin Bossatsu!
Namu Kanzeon Bossatsu!
Homenagem ao Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo!
Namu Myoho Rengue Kyo!

Marcos Ubirajara, em 22/04/2008, às 23:00 hs.

Leitura Recomendada: CAP. 25: O Portal Universal do Bodhisattva Guanshiyin.

As Águas do Vasto Oceano
Foto de Dôra. Local: sítio da Dôra em 20/04/2008.

Libertando-se das Amarras

Quem amaria soldados?

Com pesados capacetes amarrados sobre as cabeças,
Com pesados pentes de balas amarrados sobre o peito,
Com pesados fuzis amarrados aos braços,
Com pesados cinturões de granadas, punhais e pistolas amarrados sobre a cintura,
Com pesados coturnos amarrados aos pés.

Quem os amaria?

Deve-se começar pela cabeça.
Uma mente liberta logo se desfaz dos outros pesares,
Libertando corações, braços, mãos, quadris e pernas.

Para nunca mais o temor das batalhas,
O negror dos blackouts,
O furor dos tanques.

Então,
Uma brisa suave fará tremular os dosséis da paz.
Sentirás o potente, seguro e profundo som do Dharma,
Propagando-se através de ti, como num diapasão.

Não olhes para trás,
Para a cidadela em chamas do mundo tríplice.

Em 25/03/2008 às 02:30 hs.

STOP ABUSE !


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Tibet é importante.
Apoio ao Dalai Lama

Mianmar: Voluntários do Dharma, Uní-vos.

Homenagem à Sangua da Birmânia (Mianmar)

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Estava a meditar sobre o massacre dos monges na Birmânia quando recebi este poema de Cristina Margarida Granado, uma amiga de Portugal. Para você, Cristina, uma flor.

Flor de Lótus
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 22/09/2007.

 

27/09/2007.

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O Sutra do Cálice Vazio do Cristal Perfeito

Cristal = Dharma = Lei;
Perfeito = Sad = Correto = Maravilhoso;
Cristal Perfeito = Sadharma = Dharma Correto = Lei Maravilhosa;

Cálice = Flor do Lótus;
Vazio = Branco = Ausente;
Cálice Vazio = Lótus Branco = Pundarika.

Cálice Vazio do Cristal Perfeito = Flor de Lótus da Lei Maravilhosa = Sadharma Pundarika = Mundo do Buda.

Se é de Cristal Perfeito,
esse Cálice não possui contornos,
abarcando todos os fenômenos,
todas as Leis!

Em Um Olhar Sem Distinções.

A Última Barreira

Reforce suas bases de fé,

ou o coração deste Sutra[1] irá detê-lo,

no ímpeto de alcançar a Sabedoria que Abarca Todos os Fenômenos.

Sólido e puro como o diamante,

é onde reside o Tathagata.

 


[1] Sobre o âmago deste Sutra de Lótus, ou o propósito do advento do Buda neste mundo, ler CAP. 02: Meios Hábeis. Em 03/07/2007 – às 05:00 hs.

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