O Mais Profundo Eu

Semelhante fato ocorre com as pessoas que procuram os verdadeiros ensinos do Buda, os encontram neste Sutra, mas continuam atribuladas com as questões mundanas. Enquanto isto ocorre, o Buda permanece oculto. Isto significa que o único Buda que uma pessoa pode “ver” é aquele que reside no espaço vazio sob si mesma, em seu próprio âmago. Neste sentido, “desejar ver o Buda” significa desejar “tornar-se um receptáculo da Lei” (Corpo de Dharma) ou desejar “vir a ser Buda” (o Bodhisattva). Este é o verdadeiro e único portal do Grande Veículo, da Via Recíproca que, em uma direção, faz penetrar a sabedoria do Buda e, na direção recíproca, representa o advento do Buda neste mundo (03/12/2005 – 05h30min).

Comentário de Marcos Ubirajara no CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 294.

Compaixão Para Com os Pobres e Humildes

“Assim, desde que atingi o Estado de Buda num muito remoto passado, a duração da minha vida foi de asamkhyas de kalpas, eterna e nunca se extinguiu. Bons homens, a duração de vida que adquiri quando originalmente pratiquei a Via do Bodhisattva ainda não se exauriu, e é o dobro daquele número acima”.

“Como agora proclamo que estou prestes a entrar em extinção, realmente não estou passando à extinção. O Tathagata usa esta passagem apenas como um meio hábil para ensinar e converter os seres viventes”.

“Por que razão? Se o Buda permanecesse no mundo um longo tempo, aqueles de escassas virtudes que não plantam boas raízes, que são pobres e humildes, que cobiçam os objetos dos cinco desejos, e que estão presos na malha das ilusões e das visões distorcidas; vendo o Tathagata constantemente presente e nunca se extinguindo, tornar-se-iam arrogantes, preguiçosos e irreverentes. Eles não considerariam o quão difícil é encontrá-lo, nem seriam respeitosos e reverentes em seus pensamentos”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 291.

O Sutra de Lótus na China

Templo Budista na Montanha de Li Cheng (c. 919 - c. 967 AD), China

Templo Budista na Montanha de Li Cheng (c. 919 - c. 967 AD), China

Budismo Chinês

By Jayaram V

A escola de T’ien-t’ai ou do Lótus Branco (Fa-Hua): A escola do Lótus Branco teve por base os mais elevados ensinamentos do Buda, mas se comparada com a escola Avatamsaka, o fez a partir de uma perspectiva mais elaborada da realidade cósmica.

Foi fundada por um monge chinês chamado Chih-i (538-597 DC), que viveu na província Chekiang na China, e que formulou suas doutrinas com base no Saddharma-Pundarika Sutra, ou o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, um antigo texto Budista, que ele compreendia ser o veículo de todas as outras verdades.

De acordo com esta escola, a Verdade operava a partir de três níveis ou aspectos: Em um extremo ficava o vazio ou a vacuidade, o desconhecido ou a não substância, acerca da qual nada mais poderia ser especulado exceto falando em termos da negação. No outro extremo ficava a transitoriedade, ou a impermanência, que estava numa realidade inexistente, mas que se manifestaria temporariamente ou momentaneamente, devido à atividade dos sentidos, como uma espécie de ilusão ou como uma imagem sobre a tela. O terceiro nível é um estado médio, ou caminho médio, “médio” para a nossa compreensão, mas não necessariamente meio ou metade, “diferente” para a nossa compreensão, mas não necessariamente diferente ou distinto, uma vez que esse estado médio unifica os dois extremos e apresenta-os em fusão como uma Verdade Maior. Estes três níveis da verdade também não são separados ou diferentes entre si. Eles são os aspectos de uma mesma realidade que é universal, assim como onipresente.

A escola defendeu a prática da concentração e do insight (Chih e Kuan) para compreender a transitoriedade das coisas e atingir o estado de Buda, no qual os três aspectos da Verdade acima mencionados residem em perfeita harmonia. Chih-i tornou-se muito popular durante a sua vida, chamando a atenção do Imperador que doou as receitas de um distrito para a manutenção de seu monastério. A escola do Lótus Branco foi introduzida no Japão no século IX DC e tornou-se popular como Tendai ou Tendai Hokke.

Fonte dos textos: HINDUWEBSITE

Fonte da Imagem: Wikipedia, a enciclopédia livre.

Sobre Direitos da Imagem.

Veja também em Cristal Perfeito Santai (As Três Verdades).

Que os Jogos Olimpicos 2008 na China transcorram em clima de paz e harmonia entre os Povos.

Namu-Myoho-Rengue-Kyo

O Lago do Lótus

Quero compartilhar com os(as) visitantes deste blog, imagens do local onde costumo passar meus finais de semana. Ali, como por uma dádiva, temos a flor de lótus em abundância. Sinta a tranqüilidade do local. Este é o tal do sítio da Dôra, onde fotografo a flor de lótus para ilustrar os posts de Cristal Perfeito. Se quizer compartilhar as imagens por uns poucos momentos, assista ao vídeo abaixo.

A Iluminação de Shariputra

Shariputra, numa era vindoura,
existirá um Buda, honrado e muito sábio,
chamado Brilho da Flor,
que salvará ilimitadas multidões.

Tendo feito oferecimentos a incontáveis Budas,
e concluído os estágios da conduta do Bodhisattva,
os Dez Poderes e outras qualidades meritórias,
ele certificar-se-á para a via insuperável.

Após incontáveis kalpas terem passado,
haverá um kalpa chamado ‘Adornado com Grandes Jóias’,
e um mundo chamado ‘Livre de Impurezas’,
sendo puro e sem fendas,
tendo um chão de lápis-lazúli;
e suas estradas ladeadas com cordas de ouro terão árvores multicoloridas feitas das sete jóias,
constantemente florescendo e carregadas de frutos.

Os Bodhisattvas naquela terra serão sempre firmes na concentração,
nas penetrações espirituais e práticas dos Paramitas,
todos inteiramente formados.
Na presença de incontáveis Budas,
eles serão bem versados na via do Bodhisattva.

Grandes Senhores tais como estes serão convertidos pelo Buda Brilho da Flor.
Aquele Buda, quando ainda era um príncipe,
renunciou à posse de suas terras e à celebridade,
e, na sua encarnação final,
abandonou o lar para realizar a via do Buda.
O Buda Brilho da Flor residirá no mundo por um período de doze pequenos kalpas.
As pessoas daquela terra viverão por oito pequenos kalpas.

Quando aquele Buda entrar em extinção,
a sua Lei correta remanescerá no mundo por trinta e dois pequenos kalpas,
beneficiando amplamente os seres viventes.
Quando a sua Lei correta extinguir-se,
a sua Lei adulterada remanescerá por trinta e dois pequenos kalpas.
Suas relíquias serão amplamente distribuídas para os oferecimentos de seres celestiais e humanos.

Os feitos do Buda Brilho da Flor serão tais como esses.

Honrado pela sabedoria, duplamente realizado,
aquele Buda será supremo e além das comparações.
E ele é você Shariputra, você mesmo!
Assim, é justo que se alegre”.

Excerto do CAP. 03 – A Parábola, pág. 68.

Brilho da Flor
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 09/03/2008.

O Giro da Roda da Lei

Quando pela primeira vez tomei assento no lugar da Iluminação,
em contemplação, ou caminhando ao redor da árvore,
por um período de três vezes sete dias ,
eu pensei em assuntos tais como estes:
‘a sabedoria que obtive é sutil,
maravilhosa e insuperável,
mas os seres viventes são de pouca capacidade,
apegados ao prazer, e cegos pela delusão;
seres tais como estes,
como possivelmente poderão se salvar’?

Então os Reis Celestiais Brahma,
bem como o Deus Shakra,
os Quatro Reis Celestiais Protetores do Mundo,
o Rei Celeste Grande Liberdade,
e outras multidões de seres celestiais,
com seguidores contados em bilhões,
reverentemente uniram as palmas das suas mãos,
e solicitaram-me girar a Roda da Lei.
Eu então pensei para mim mesmo:
‘Se eu fosse pregar somente o Veículo do Buda,
seres mergulhados no sofrimento seriam incapazes de compreender esta Lei.
Eles difamar-na-iam e desacreditar-na-iam,
e cairiam nos três maus caminhos.
É melhor que eu não pregue a Lei,
entrando rapidamente no Nirvana’.

Então me lembrei que os Budas do passado praticaram o poder dos meios hábeis,
e como eu agora atingi o Caminho,
quando assim estava pensando,
todos os Budas das dez direções apareceram,
e com o som Brahma encorajaram-me, dizendo:
‘Excelente, Oh Shakyamuni,
Supremo Mestre Guia.
Tendo atingido a Lei insuperável,
você segue o exemplo de todos os Budas,
ao empregar o poder dos meios hábeis.
Igualmente, nós também obtivemos essa Lei insuperável,
a mais maravilhosa.
Para os vários tipos de seres viventes,
fizemos distinções e ensinamos os Três Veículos.
Aqueles de pouca capacidade,
que se comprazem nas leis inferiores,
não compreendem que eles podem tornar-se Budas.
Essa é a razão de usarmos os meios hábeis,
para fazer distinções e ensinar os vários objetivos.
Mas, embora Três Veículos sejam ensinados,
o são unicamente em prol da instrução de Bodhisattvas’.

Shariputra, agora você sabe que,
quando eu ouvi o som profundo,
puro e maravilhoso dos Leões da Sabedoria,
eu bradei: ‘Homenagem a todos os Budas’.
Além disso, tive esse pensamento:
‘Encontro-me num mundo de impureza e de maldade;
portanto, seguirei de acordo com o que os Budas pregam’.
Tendo meditado sobre esse assunto,
segui diretamente para Varanasi.
Uma vez que o aspecto da extinção tranqüila de todos os fenômenos não pode ser expresso em palavras,
eu usei o poder dos meios hábeis para instruir os cinco Monges.
Isto se chamou o Giro da Roda da Lei.

Excerto do CAP. 02 – Meios Hábeis, pág. 55.

Muito interessante também, veja
O Impresumível Giro da Roda da Lei
Meios Hábeis do Buda
O Pedido do Brahma Buda
no blog Samsara.

A Dança de Guanshiyin, o Provedor da Coragem

Tai Lihua, diretora de arte da Companhia para Desenvolvimento Artístico de Pessoas Portadoras de Deficiências Físicas da China, dirigiu 20 dançarinas(os) surdas(os) na representação do “Bodhisattva das Mil Mãos, Avalokitesvara (sânscrito)”, ou Bodhisattva Guanshiyin (chinês), ou Contemplador dos Sons do Mundo (português), também conhecido como o Bodhisattva da Compaixão, o nome em tibetano desse Bodhisattva é Chenrezig, e seu mantra: Om Mani Padme Hung (*). Foi publicado no YouTube por asiapacificarts em 03 de dezembro de 2007.

Sobre essa divindade, não deixe de ler o CAP. 25: O Portal Universal do Bodhisattva Guanshiyin, onde são revelados os muitos poderes desse Bodhisattva para o benefício de todos os seres.

(*) Colaborou Emer do blog Samsara.

Náufragos do Poço dos Desejos

Shariputra, agora você sabe como eu os considero com os meus olhos Búdicos.
Eu vejo seres viventes nos seis caminhos,
empobrecidos, carentes de bênçãos e sabedoria,
entrando nos perigosos caminhos do nascimento e da morte,
onde sofrem incessantemente.
Eles estão profundamente apegados aos cindo desejos,
como um iaque enamorado da sua própria cauda,
eles sufocam a si mesmos com a avareza e a paixão,
cegos e no escuro, nada vêem.
Eles não procuram pelo poderoso Buda,
ou pela Lei que elimina os sofrimentos,
mas, ao invés, mergulham profundamente nas visões errôneas;
desejam livrar-se do sofrimento com mais sofrimento.
Em prol desses seres,
eu evoco um Sentimento de Grande Compaixão.

Excerto do CAP. 02 – Meios Hábeis, pág. 54.

Sutra de Lótus

Sutra de Lótus Download da 2a. Edição

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CAPITULO 1

O Livro:

O Sutra da Flor de Lotus da Lei Maravilhosa

Em sua íntegra, com os 28(vinte e oito) capítulos comentados, está em sua 2a. Edição!

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