Eu Fantasma

Senika disse: “Oh Gautama! Se não existe o eu, quem vê e quem ouve?”

O Buda disse: “Tem-se as seis esferas (dos sentidos) dentro, e as seis poeiras [isto é, os seis campos dos sentidos] fora. O interno e o externo se associam, e se ganha os seis tipos de consciência. Ora, essas seis consciências adquirem seu nome através das relações causais.

Por exemplo, um fogo surge de uma árvore, e falamos de ‘fogo da árvore’. A grama pega fogo, e falamos de ‘fogo da grama’. O farelo pega fogo, e falamos de ‘fogo do farelo’. O estrume de vaca pega fogo, e falamos de ‘fogo do estrume de vaca’. É a mesma coisa com a consciência dos seres, também. ‘Adquirimos consciência por meio dos olhos, cor, luz e desejo (que são as relações causais da visão); e dizemos ‘consciência dos olhos’.

Oh bom homem! Essa consciência dos olhos não existe no olho, nem no desejo, etc. As quatro coisas se associam e adquirimos essa consciência. É o mesmo com a consciência da mente. Se as coisas vêm a ser assim, não podemos dizer que conhecimento e visão são o eu, e que o tato é o eu.

Oh bom homem! Esse é o porquê dizemos que o eu é (o que abrange) desde a consciência do olho até a consciência da mente (passando pelos seis órgãos sensoriais), e que todas as coisas são fantasmas. Como elas são como fantasmas? Em vista do fato de que ‘o que originalmente não era, é o que é agora; e o que certa vez foi, agora não é mais’. Oh bom homem! Por exemplo, a mistura de manteiga, cevada, farinha, mel, gengibre, pimenta, pippali [tipo de pimenta comprida], uva, nozes, romã, e suishi [um tipo de ameixa] é chamada ‘kangigan’ [possivelmente o nome de uma droga]. A não ser a partir dessa mistura, não pode haver ‘kangigan’. As seis esferas do interior e exterior (dos sentidos) são o que chamamos de ser, eu, humano, macho, ou fêmea. A não ser a partir das seis esferas de dentro e de fora, não pode haver o ser, ou o humano.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 45 – Sobre o Bodhisattva Kaundinya 1.

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As Virtudes de Vasistha

Então Kaundinya foi ao Buda e disse: “Oh Honrado pelo Mundo! O Monge Vasistha se arrepende e diz: ‘Fui um tolo obstinado, toquei o corpo do Tathagata e agora sou um do seu grupo [de seguidores]. Não posso ter esse meu corpo perverso por muito tempo no mundo’. Ele agora deseja acabar com esse corpo, veio a mim e se arrepende.”

O Buda disse: “Oh Kaundinya! Vasistha de há muito acumulou virtudes nos lugares de inumeráveis Budas. Tendo sido ensinado agora por mim, ele está residindo corretamente na Via. Residindo corretamente na Via, ele chegou à fruição correta. Você deve fazer oferecimentos para o seu corpo carnal.”

Kaundinya, assim instruído pelo Buda, foi para onde a pessoa vivia e fez oferecimentos. Então, Vasistha, por ocasião da sua cremação, realizou muitos milagres divinos. Todos os tirthikas viram isto e clamaram alto: “Esse Vasistha adquiriu feitiçaria no lugar do Shramana Gautama.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 45 – Sobre o Bodhisattva Kaundinya 1.

the virtues of vasistha.mp3

A Conversão de Vasistha

Vasistha disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Agora venho realmente conhecer o Eterno e o não-eterno.”

O Buda disse: “Oh bom homem! Como você conhece o Eterno e o não-eterno?”

Vasistha disse: “Eu agora sei que o eu e a forma são não-eternos e que a Emancipação é Eterna. Assim é com [os cinco skandhas], até a consciência.”

“Oh bom homem! Agora você retribua bem a esse corpo carnal aquilo que você deve.”

Para Kaundinya, ele disse: “Esse Vasistha agora atingiu a fruição do Arhatship. Dê-lhe as três vestimentas [robes] e uma bacia (para donativos).”

Então Kaundinya deu as vestimentas conforme instruído pelo Buda. Então, ao receber os robes e a bacia, Vasistha disse: “Oh Kaundinya, grandemente virtuoso! Agora obtive sobre esse meu corpo carnal uma grande recompensa cármica. Por favor, oh grandemente virtuoso, condescenda em ir ao Buda e informar em detalhes o que aconteceu comigo. Esse meu corpo miserável tocou e maculou o Tathagata, e agora adota o seu nome da família Gautama. Por favor, informe-o em meu nome e diga que agora me arrependo dos meus maus atos. Também, não posso ter esse meu corpo por muito mais tempo na vida. Agora entrarei no Nirvana.”

Read More on the Nirvana Sutra, Chapter 45 – On Bodhisattva Kaundinya 1.

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A Conversão de Vasistha

Foto de Marcos Ubirajara em 24/06/2011 - Sítio da Dôra

Três Tipos de Doenças dos Seres

“Todos os seres possuem três enfermidades, as quais são: 1) a cobiça, 2) a má-vontade, e 3) a ignorância. Três tipos de remédio curarão essas três doenças. A meditação sobre as impurezas agirá como um remédio contra o desejo; (a meditação) sobre o amor-benevolente agirá como um remédio contra a má-vontade; (a meditação) sobre o conhecimento das relações causais agirá contra a ignorância.

Oh bom homem! No sentido de acabar com o desejo, medita-se sobre o não-desejo; para acabar com a má-vontade, a meditação sobre a não-má-vontade é feita; para acabar com a ignorância, medita-se sobre não-ignorância. Nas três doenças não temos os três tipos de remédio, e nos três tipos de remédio não temos os três tipos de doença. Oh Bom homem! Como não há os três tipos de remédio nos três tipos de doença (ou seja, não há pureza nas doenças), isto é não-eterno, não-êxtase, não-eu, e não-puro. Nos três tipos de remédio não há os três tipos de doença (ou seja, não há impurezas nos remédios). Por isso, o Eterno, Êxtase, o Eu, e o Puro.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 45 – Sobre o Bodhisattva Kaundinya 1.

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Existência ou Extinção Momentânea

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Como uma pessoa sábia medita sobre a extinção momentânea?”

“Oh bom homem! Por exemplo, há quatro pessoas, todas exímias atiradoras. Elas se reúnem num lugar, e cada uma atira uma flecha numa direção [particular]. Todas elas pensam: ‘Nós todos atiramos flechas juntos, todas as quais cairão’. E uma pessoa pensa: ‘Antes que as quatro flechas caiam ao chão, eu as capturarei com minhas mãos’. Assim ele pensa. Oh bom homem! Essa pessoa age rapidamente ou não?”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Ela faz isso de maneira muito rápida, oh Honrado pelo Mundo!”

O Buda disse: “Oh bom homem! O demônio que vive sobre a terra move-se mais rapidamente do que essa pessoa. Há um demônio voador que se move mais rápido que aquele sobre a terra. Os quatro guardiões da terra movem-se ainda mais rápido que o demônio voador. O sol e a lua, e os seres celestiais movem-se mais rápido que os quatro guardiões da terra. O garuda se move mais rápido que o sol e a lua. A duração de vida de um humano se vai mais rapidamente que um garuda. Oh bom homem! Em uma respiração e num piscar de olhos, a vida de um ser surge e morre 400 vezes. Se uma pessoa sábia medita sobre a vida humana assim, isto é meditar sobre a extinção momentânea.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

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O Brilho da Sabedoria

“Oh bom homem! A pessoa sábia pensa profundamente sobre o mundo. Ela vê: ‘Ele não é um lugar para se refugiar, para adquirir Emancipação, quietude, amor, não é a outra margem, e nada tem do Eterno, Êxtase, do Eu, e do Puro. Se eu procurar o mundo avidamente, como posso afastar-me dele? Isto é como com um homem que, abominando a escuridão, busca a luz e, no entanto, volta novamente para a escuridão. A escuridão é o mundo; a luz é o Supramundano. Se eu aderir ao mundo, mergulharei na escuridão e me afastarei da luz. Escuridão é ignorância, e luz é o Brilho da Sabedoria. A causa do Brilho da Sabedoria é a imagem onde não se sente qualquer expectativa de deleitar-se nas coisas mundanas. Toda a cobiça nada mais é que o laço da impureza. Agora buscarei avidamente a luz da Sabedoria, e não o mundo’. A pessoa sábia medita assim. Essa é a imagem onde não se busca (nada) para si.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

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O Brilho da Sabedoria

Foto de Diego Raphael em 24/06/2011 - Sítio da Dôra

Pérolas do Universo – Fascículo XI

“Oh bom homem! Por exemplo, colocamos uma coleira num cão e o prendemos a um pilar, e ele ronda o pilar o dia inteiro e não pode escapar. É o mesmo com todos os seres. Eles vestem o grilhão da ignorância, estão presos ao pilar do nascimento e da morte, repetem vidas através das 25 existências, e não podem escapar.

Oh bom homem! Por exemplo, há um homem que cai no banheiro, levanta-se, e cai novamente. Uma pessoa é curada de uma doença e então contrai a causa da doença novamente. Um viajante, em seu caminho, atravessa um deserto. Após tê-lo atravessado, ele retorna para o deserto novamente. Uma pessoa lava o seu corpo e então o enlameia novamente. Isto é como as coisas acontecem com todos os seres. Uma pessoa já está fora (isto é, ultrapassou) do estágio (‘bhumi’) da não-posse [isto é, o oitavo dos nove estágios de treinamento mental, no qual alguém não tem mais o sentido de posse], e ainda não está completamente fora do estágio (‘bhumi’) da irreflexão-não-irreflexão [isto é, o estágio final da prática mental]. E ela volta para os três reinos do infortúnio. Por quê? Todos os seres pensam somente sobre os resultados e não sobre a causação. É como com um cão que vai atrás de uma peça de barro (estátua), e não atrás do homem em si. É o mesmo com o mortal comum. Ele pensa somente sobre os resultados e não sobre as relações causais. Não pensando sobre isto, ele retorna do estágio (‘bhumi’) da irreflexão-não-irreflexão e cai nos três reinos do infortúnio.”

Leia mais em Pérolas dos Universo – Fascículo XI.

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Perolas do Universo 11

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Conteúdo deste Fascículo:

O Tathagata Não Entra no Nirvana  3

O Bodhisattva Extirpa Cinco Coisas  4

O Bodhisattva Aparta-se de Cinco Coisas  5

O Bodhisattva Realiza Seis Coisas  6

O Bodhisattva Pratica Cinco Coisas  7

O Bodhisattva Protege Uma Coisa  7

O Bodhisattva Aproxima-se das Quatro Coisas  8

O Bodhisattva é Fiel a Um Pensamento Único   8

O Bodhisattva Emancipa Completamente a Sua Mente  9

O Círculo Vicioso da Existência Mundana  9

A Meditação Minuciosa

“Ao meditar-se sobre o grosseiro, medita-se em seguida sobre as partes em detalhes. Como meditamos?

O Bodhisattva Mahasattva medita sobre todas as coisas, tanto dentro como fora, até a existência das partículas. O que quer que possa surgir no futuro será não-eterno. Por quê? Porque todas as coisas são perfeitas na forma de desintegração [isto é, completamente sujeitas à dissolução]. Se as coisas não fossem não-eternas no futuro, não poderíamos dizer que há diferenças nos dez tipos (estágios) da forma física. Quais são as dez? No momento, elas são: 1) membrana, 2) (tecido) esponjoso (espumoso), 3) pústula (pox), 4) bola de carne, 5) membros, 6) criança pequena, 7) criança, 8 ) jovem, 9) auge da vida, 10) velho decrépito. O Bodhisattva medita: ‘Se a membrana não fosse não-eterna, ela não poderia tornar-se (tecido) esponjoso. E se o auge da vida não fosse não-eterno, a velhice nunca chegaria. Se o tempo não fosse fugaz, momento após momento, ele nunca poderia durar muito. Tudo teria que crescer ao mesmo tempo e ser pleno no tamanho. Por isso, deve-se saber definitivamente que há existências de minúsculas partículas não-eternas, as quais têm que seguir existindo continuamente [isto é, mudando de momento a momento]. Também, vemos uma pessoa com todos os seus sentidos orgânicos perfeitos, e de uma fisionomia brilhante e resplandecente, [apenas para] tudo isto desaparecer (ser consumido) num estado debilitado’.

Também, ele pensa: ‘Existe o não-eterno com essa pessoa [isto é, o que é impermanente] sucedendo-se momento após momento’. Também, ele medita sobre os quatro grandes elementos e as quatro condutas. Também, ele medita sobre a causa do sofrimento, a fome, a sede, o frio e o calor que existem dentro e fora. Também, ele medita: ‘Se essas quatro coisas não fossem não-eternas, (sucedendo-se) momento após momento, não poderíamos falar desses quatro sofrimentos’.

Se o Bodhisattva medita bem assim, chamamos isto de meditação minuciosa (refinada) do Bodhisattva sobre o não-eterno.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

the minute meditation.mp3

A Meditação Grosseira

“O Bodhisattva que recém aspirou ao Bodhi, quando ele medita sobre a imagem do não-eterno, pensa: ‘Há dois tipos de coisa que se obtém no mundo: 1) interna, e 2) externa. O que é interno é não-eterno e muda. Quando se nasce, vê-se que as coisas que se obtém são diferentes conforme as fases da vida como ao nascer, quando se é pequeno, grande, no auge da vida, na velhice, e quando se morre. Vejo que em todas essas fases da vida, as coisas não são as mesmas. Por isso, tenho que saber que o que está comigo é não-eterno’.

Também, esse pensamento lhe ocorre: ‘Quando olho para os seres, um é bem nutrido e jovem, é perfeito na força física e nos movimentos do ir e vir, no caminhar adiante ou parar; e todas as coisas se procedem de forma desimpedida e sem obstáculos. Ou por causa da doença, a força física de uma pessoa é fraca e seu semblante é caído e assustador, nada de altivez e liberdade. Ou vejo que os armazéns de uma pessoa estão abarrotados, ou que outra pessoa é pobre e indigente. Ou vejo alguém que é pleno em virtudes, ou vejo alguém cheio de maldades. Assim, definitivamente sei que o que está dentro de alguém é não-eterno. Também, com respeito ao mundo externo, vejo que as coisas são diferentes umas das outras como, por exemplo, nas fases de semente, broto, haste, folha, flor, e fruto. Tudo o que se estabelece [lá] no mundo externo, ou é perfeito ou imperfeito. E sei que todas as coisas definitivamente são não-eternas’.

Ao assim perceber que todas as coisas são não-eternas, em seguida se medita sobre o que se ouve nos sermões: ‘Ouvi que embora os devas [deuses, seres celestiais] desfrutem dos melhores prazeres, e embora sejam desimpedidos nos poderes divinos, eles estão sujeitos aos cinco presságios de declínio [indicação do seu eventual declínio pessoal do status de ser um deva]. Devido a isto, sabe-se que o que existe é não-eterno’.

‘Também, ouvi que nos primórdios do kalpa [aeon, era], havia muitos seres. Cada um era trajado nas melhores virtudes. A luz que emanava dos seus corpos era tão intensa que não se dependia em nada das luzes do sol e da lua. [Mas,] devido ao poder do não-eterno, a luz desvaneceu e as virtudes diminuíram. Também, ouvi que viveu, em tempos passados, um Chakravartin [imperador do mundo] que governou sobre os quatro continentes. As sete gemas [que ele possuía] eram perfeitas, e seu poder era altamente irrestrito. E ainda assim, ele não podia derrotar o não-eterno’.

Também, ele medita que sobre a grande terra, num tempo passado, inumeráveis seres estavam totalmente estabilizados na vida e desfrutavam de paz, tal que nenhum sulco de roda se sobrepunha a outro. Remédios maravilhosos estavam à mão, e as pessoas cresciam e prosperavam. Arbustos, árvores e frutos eram abundantes. Os seres foram [gradualmente] menos abençoados e essa grande terra tinha pouca força. Tudo o que crescia se desperdiçava. Por isso, deve-se saber que todas as coisas são não-eternas.

Isto é o que chamamos (de imagem) ‘grosseira’ e não-eterna.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

the coarse meditation.mp3

Do Sentimento à Consecução

“Oh bom homem! Sentimento é chamado ‘assimilação’ (‘taking-in’). Os seres praticam o bem ou o mal na fase do sentimento. Por isso, dizemos que sentimento é a assimilação. Oh bom homem! Através da relação causal do sentimento, todos os tipos de impurezas surgem. Os 37 elementos do Bodhi realmente as aniquilam. Em razão disto, chamamos sentimento de assimilação. Bons pensamentos aniquilam totalmente as impurezas. Por isso falamos de ‘aumento’. Por quê? Fazemos esforços e tentamos aprender. E assim, chegamos àqueles 37 elementos da Iluminação. A meditação realmente destrói as más impurezas. Isto sempre está fundamentado na atenção exclusiva. Assim, meditar é o mestre. No mundo, todas as quatro forças armadas movem-se conforme a vontade do general-comandante. É o mesmo com os 37 elementos da Iluminação. Todos seguem a vontade do mestre, que é a mente.

Quando alguém entra em dhyana [meditação], os 37 elementos da Iluminação discriminam bem todas as fases do Dharma. Por isso, a meditação é o que conduz alguém. Olhamos para dentro dos 37 elementos da Iluminação e vemos que a Sabedoria é o mais superior. Por essa razão, a Sabedoria é o mais superior (dos 37 elementos). Este é o porquê [se estabelece] a Sabedoria como sendo superior. Assim, a Sabedoria vê as impurezas. Através do poder da Sabedoria, as impurezas morrem.

No mundo, as quatro forças armadas aniquilam os inimigos. Pode haver um ou dois que são valentes e fortes, e que o fazem bem. Assim é com os 37 elementos concernentes à Iluminação. Através do poder da Sabedoria, acaba-se com as impurezas. Por isso, a Sabedoria é aquele (elemento) que é superior.

Oh bom homem! Ao se aprender e praticar os 37 elementos da Iluminação, ganha-se os quatro dhyanas, os poderes divinos miraculosos, e a paz. Mas, isto não é chamado ‘real’. Quando se acaba com as impurezas e a Emancipação é encontrada, dizemos ‘real’. Uma pessoa pode aspirar aprender e praticar os 37 elementos da Iluminação, e ser abençoada com a felicidade mundana, a felicidade supramundana, a fruição da prática do Shramana, e a Emancipação. No entanto, não podemos chamar isto de ‘Ultimado’. Quando se acaba com todas as práticas dos 37 elementos da Iluminação, isto é Nirvana. Este é o porquê Eu digo que Ultimado é Grande Nirvana.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

from feeling up to attainment.mp3

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