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	<description>Sutra de Lótus e o Universo da Rede Cristalina. Reflexões e Tradução do Sutra de Lótus para Português do Brasil por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo do original &#34;The Wonderful Dharma Lotus Flower Sutra&#34; Translated by The Buddhist Text Translation Society in USA.</description>
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		<title>O Resgate de Jalin e Krishnajina</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 09:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste ínterim, Jalin e Krishnajina haviam chegado ao seu novo lar. A esposa do brâmane ficou muito satisfeita com esses dois jovens escravos, e não perdeu tempo em colocá-los para trabalhar. Ela se deleitava em dar ordens, e as crianças tinham que obedecer ao seu menor capricho. No início, eles fizeram o possível para satisfazer os seus desejos, mas ela era uma ama tão exigente que logo eles perderam toda a vontade de agradá-la, e muitas foram as repreensões e castigos que eles receberam. Quanto mais severamente eles eram tratados, mais desencorajados se tornavam, e a mulher, finalmente, disse ao brâmane: “Não posso fazer nada com essas crianças. Venda-os e traga-me outros escravos, escravos que saibam como trabalhar e obedecer”. O brâmane pegou as crianças e foi de cidade em cidade, tentando vendê-los, mas ninguém compraria: o preço era muito alto. Ele finalmente chegou a Jayatura. Um dos conselheiros do rei passou por eles na rua; olhou para as crianças, seus corpos emaciados e faces queimadas pelo sol, e de repente, reconheceu-os por seus olhos. Ele parou o brâmane e indagou: “Onde você obteve essas crianças”? “Eu as obtive na floresta da montanha, meu senhor”, respondeu o brâmane. “Eles foram dados a mim para escravos; eram indisciplinados, e agora estou tentando vendê-los”. O conselheiro do rei ficou ansioso, voltou-se para as crianças e indagou: “Será que essa servidão significa que seu pai está morto”? “Não”, respondeu Jalin, “ambos nossos pais estão vivos, mas meu pai deu-nos para esse brâmane”. O conselheiro correu para o palácio do rei. “Meu senhor”, ele gritou, “Visvantara deu seus netos, Jalin e Krishnajina, a um brâmane. Eles são seus escravos. Ele está insatisfeito com seus serviços, e está levando-os de cidade em cidade, com a intenção de vendê-los”! O Rei Sanjaya ordenou ao brâmane que as crianças fossem logo trazidas para diante dele. Elas logo foram encontradas, e quando o rei viu a miséria que havia advindo a essas crianças da sua raça, ele chorou amargamente. Jalin dirigiu-se a ele numa voz suplicante: “Compre-nos, meu senhor, pois somos infelizes na casa do brâmane, e desejamos viver com você, que nos ama. Mas não tome-nos a força; nosso pai deu-nos ao brâmane, e desse sacrifício ele espera receber uma grande bênção, para si e para todas as criaturas”. “Qual o preço que você quer pelas crianças”?, indagou o rei ao brâmane. “Você pode obtê-las por mil cabeças de gado”, respondeu o brâmane. “Muito bem”! O rei voltou-se para o seu conselheiro e disse: “Você que agora assumirá um posto próximo a mim em meu reinado, dê a esse brâmane as mil cabeças de gado, e pague-lhe também mil medidas de ouro”. Então o rei, acompanhado por Jalin e Krishnajina, foi à Rainha Phusati. Ao ver os seus netos, ela ria e chorava de alegria; vestiu-lhes em roupas finas, e deu-lhes anéis e colares para usar. Então, ela indagou-lhes sobre seu pai e sua mãe. “Eles vivem numa cabana rude, na floresta, ao sopé de uma montanha”, disse Jalin. Eles têm doado todas as suas posses. Vivem de frutos e água, e suas únicas companhias são os animais selvagens da floresta”. “Oh, meu senhor”, clamou Phusati, “você não resgatará seu filho do exílio”?</p>
<div id="attachment_7192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/andrc3a9-felipe-e-fernanda-regina.jpg"><img class="size-full wp-image-7192" title="André Felipe e Fernanda Regina" src="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/andrc3a9-felipe-e-fernanda-regina.jpg?w=477&#038;h=318" alt="André Felipe e Fernanda Regina" width="477" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">André Felipe e Fernanda Regina, meus filhos, no sítio da Dôra em 14/01/2012. Foto de Diego Raphael.</p></div>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7191/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7191&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os Expedientes de Indra</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 10:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ele finalmente chegou à uma montanha, encoberta por uma imensa floresta, e lá ele encontrou uma cabana que um eremita ocupou certa vez. De folhas, ele fez uma cama para si e sua família, e ali, enfim, imperturbado pelo remorso, ele encontrou descanso e paz. Todos os dias, Madri ia floresta adentro para colher frutos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7181&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele finalmente chegou à uma montanha, encoberta por uma imensa floresta, e lá ele encontrou uma cabana que um eremita ocupou certa vez. De folhas, ele fez uma cama para si e sua família, e ali, enfim, imperturbado pelo remorso, ele encontrou descanso e paz. Todos os dias, Madri ia floresta adentro para colher frutos silvestres; era a única comida que tinham, e bebiam a água de uma fonte límpida e borbulhante, que eles haviam descoberto próximo à cabana. Durante sete meses, eles não viram ninguém; então, certo dia, um brâmane passou por lá. Madri estava longe, colhendo frutos, e Visvantara estava olhando as crianças enquanto brincavam na frente da cabana. O brâmane parou e observou-os cuidadosamente. “Amigo”, disse ele ao pai, “você me daria suas crianças”? Visvantara ficou tão surpreso que foi incapaz de responder. Ele olhou ansiosamente para o brâmane que, novamente, o questionou: “Sim, você me daria suas crianças? Eu tenho uma esposa, muito mais jovem do que eu. Antes de tudo, ela é uma mulher altiva. Está cansada de fazer as tarefas do lar, e pediu-me para encontrar duas crianças que pudessem ser seus escravos. Por que não me dá as suas? Você parece ser muito pobre; deve ser difícil para você alimentá-los. Em minha casa eles terão fartura de alimentos, e eu farei com que minha esposa os trate tão gentilmente quanto possível”. Visvantara pensou: “Que sacrifício doloroso estou sendo solicitado a fazer. O que farei? Apesar do que diz o brâmane, minhas crianças serão muito infelizes em sua casa; sua esposa é cruel, ela lhes baterá e lhes dará somente restos de comida. Mas, uma vez que ele tenha solicitado-me por elas, eu tenho o direito de recusar”? Ele pensou um pouco mais, e então finalmente disse: “Leve as crianças com você, brâmane; deixe-os ser escravos da sua esposa”. E Jalin e Krishnajina, com suas faces banhadas em lágrimas, foram embora com o brâmane. Madri, neste ínterim, tinha estado colhendo romãs, mas cada vez que ela arrancava uma da árvore, ela escapava das suas mãos. Isto amedrontou-lhe, e ela correu de volta para a cabana. Ela sentiu a falta dos filhos, e voltando-se para o marido, perguntou-lhe: “Onde estão as crianças”? Visvantara estava soluçando. “Onde estão as crianças”? Ainda nenhuma resposta. Ela repetiu a questão uma terceira vez: “Onde estão as crianças”? E acrescentou: “Responda, responda logo. Seu silêncio está me matando”. Visvantara falou, com uma voz triste, ele disse: “Um brâmane veio; ele queria as crianças para escravos”! “E você os deu a ele?”, gritou Madri. “Eu poderia recusar”? Madri desmaiou; ficou inconsciente por um longo tempo. Quando ela se recobrou, suas lamentações eram tristes. Ela clamava: “Oh, minhas crianças, vocês que me despertavam do meu sono à noite, vocês que me davam o melhor dos frutos que eu havia colhido, um homem mau os levou para longe! Posso vê-lo forçando-os a trabalhar, vocês que mal aprenderam a caminhar. Naquela casa, vocês passarão fome; serão brutalmente espancados. Vocês estarão trabalhando na casa de um estranho. Vocês furtivamente espreitarão as estradas, mas nem pai e nem mãe verão novamente. Seus lábios ressecarão; seus pés serão feridos pelas pedras cortantes; o sol queimará suas faces. Oh, minhas crianças, sempre fomos capazes de poupá-los das dificuldades que tivemos que enfrentar. Carregamos-lhes através do temeroso deserto; vocês não sofriam então, mas agora, quanto será o seu sofrimento”? Ela ainda estava chorando quando um outro brâmane chegou através da floresta. Era um homem velho e caminhava com grande dificuldade. Ele olhou para a princesa com os olhos lacrimejantes, e então dirigiu-se ao Príncipe Visvantara: “Meu senhor, como você vê, estou velho e fraco. Não há ninguém em casa para ajudar-me quando me levanto pela manhã ou quando vou dormir à noite; não tenhos filhos ou filhas para cuidar de mim. Ora, essa mulher é jovem; parece muito forte. Deixe-me levá-la como empregada. Ela me ajudará a levantar; e me colocará para dormir; e tomará conta de mim enquanto durmo. Dê-me essa mulher, meu senhor; você estará fazendo uma boa ação, uma ação sagrada, a qual será enaltecida por todo mundo”. Visvantara havia escutado atentamente; estava pensativo. Olhou para Madri, e disse: “Amada, você ouviu o que o brâmane disse; o que você responderia”? Ela respondeu: “Uma vez que você deu nossas crianças: Jalin, o mais amado, e a querida Krishnajina; então você pode dar-me a esse brâmane; não reclamarei”. Visvantara pegou as mãos de Madri e colocou-as nas mãos do brâmane. Ele não sentiu remorso; nem mesmo chorou. O brâmane recebeu a mulher; agradeceu ao príncipe e disse: “Você pode conhecer a grande glória, Visvantara; você pode tornar-se um Buda algum dia”! Ele começou a se afastar mas virou, de repente, e voltou para a cabana. E disse: “procurarei uma empregada em alguma outra terra; deixarei essa mulher aqui, para ficar com os Deuses da montanha, e as Divindades da floresta e da fonte; e, doravante, você não deve dá-la a mais ninguém”. Enquanto o velho homem estava falando, sua aparência gradualmente mudou; ele tornou-se muito belo; sua face era gloriosamente radiante. Visvantara e Madri reconheceram <a class="zem_slink" title="Indra" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Indra" rel="wikipedia">Indra</a>. Eles caíram aos seus pés e adoraram-lhe; e o Deus disse-lhes: “Cada um de vocês pode pedir-me um favor, e será atendido”. Visvantara disse: “Oh, que eu possa tornar-me o Buda algum dia e trazer a libertação para aqueles que nascem e que morrem nas montanhas”! Indra respondeu: “Glória a você que, um dia, será o Buda”! Madri falou a seguir: “Meu senhor, atenda meu pedido: que o brâmane, a quem minhas crianças foram dadas, decida vendê-las ao invés de mantê-las em sua casa, e que ele encontre um comprador justamente em Jayatura, e que o comprador seja o próprio Sanjaya”. Indra respondeu: “Assim será!” Conforme ele ascendeu ao céu, Madri murmurou: “Oh, que o Rei Sanjaya perdoe seu filho”! E ela ouviu o Deus dizer: “Assim será”!</p>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7181&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Folhas de Outono</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 18:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mais Profundo Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas do Dharma]]></category>

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		<description><![CDATA[Os olhos do mundo indagam a mim: &#8220;Como estás?&#8221; Respondo: &#8220;Bem!&#8221; Em termos dos valores mundanos: arruinado. Em termos do Supramundano: não tenho olhos para ver. Em termos dos votos passados: leve como folhas de outono. Pronto para voar! Marcos Ubirajara. Em 25/01/2012.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7184&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os olhos do mundo indagam a mim: &#8220;Como estás?&#8221;</p>
<p>Respondo: &#8220;Bem!&#8221;</p>
<p>Em termos dos valores mundanos: arruinado.</p>
<p>Em termos do Supramundano: não tenho olhos para ver.</p>
<p>Em termos dos votos passados: leve como folhas de outono.</p>
<p>Pronto para voar!</p>
<p>Marcos Ubirajara.</p>
<p>Em 25/01/2012.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7184/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7184/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7184&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Cidade de Indra</title>
		<link>http://muccamargo.com/2012/01/24/a-cidade-de-indra/</link>
		<comments>http://muccamargo.com/2012/01/24/a-cidade-de-indra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 13:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Vida do Buda]]></category>
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		<category><![CDATA[Lugares Sagrados do Budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Do céu, Indra vinha acompanhando Visvantara e sua família. Ele estava sensibilizado pela aflição de Madri, e decidiu descer à terra. Ele assumiu a forma de um gentil homem de idade e, montado em um cavalo veloz, ele avançou ao encontro do príncipe. Ele abordou Visvantara e se dirigiu a ele de uma maneira envolvente. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7174&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do céu, <strong><a class="zem_slink" title="Indra" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Indra" rel="wikipedia">Indra</a></strong> vinha acompanhando Visvantara e sua família. Ele estava sensibilizado pela aflição de Madri, e decidiu descer à terra. Ele assumiu a forma de um gentil homem de idade e, montado em um cavalo veloz, ele avançou ao encontro do príncipe. Ele abordou Visvantara e se dirigiu a ele de uma maneira envolvente. “Pela sua aparência, meu senhor, fica evidente que você tem sofrido grandes dificuldades. Há uma cidade não muito longe daqui. Mostrarei a você o caminho. Você e sua família devem vir para minha casa e lá permanecer o quanto queiram”. O velho homem estava sorrindo. Ele pediu que os quatro exilados subissem em seu cavalo, e como Visvantara parecia hesitar, ele disse: “O cavalo é poderoso, e você não é pesado. Quanto a mim, seguirei a pé, não me cansará, pois não temos muito a caminhar”. Visvantara ficou atônito ao saber que uma cidade havia sido construída naquele deserto cruel; além disso, ele nunca tinha ouvido falar dessa cidade. Mas a voz do velho homem era tão gentil que ele decidiu seguí-lo, e Madri estava tão cansada que ele aceitou o convite  para montar com ela e as crianças.</p>
<p>Eles haviam caminhado cerca de trezentos passos quando uma magnífica cidade apareceu diante deles. Era imensa. Um majestoso rio fluía através dela, e havia muitos belos jardins e pomares cheios de frutas maduras. O velho homem conduziu seus convidados até os portões de um palácio brilhante. “Aqui é minha casa”, disse ele; “aqui, se desejarem, vocês poderão residir pelo resto de suas vidas. Por favor, entrem”. No grande salão, Visvantara e Madri sentaram-se em tronos de ouro; aos seus pés, as crianças brincavam em espessos tapetes, e o velho homem presenteou-os com robes muito belos. Comidas raras então lhes foram servidas, e eles aplacaram a sua fome. Mas, Visvantara estava perdido em pensamentos. De repente, ele levantou-se de seu assento, e disse ao velho homem: “Meu senhor, estou desobedecendo as determinações de meu pai. Ele baniu-me de Jayatura, onde ele é rei, e ordenou-me a passar o resto de minha vida no deserto. Não devo desfrutar desses confortos, porque foram (a mim) proibidos. Meu senhor, permita-me deixar sua casa”. O velho homem tentou dissuadi-lo, mas em vão; e seguido por Madri e as crianças, Visvantara deixou a cidade. De fora dos portões, ele voltou-se para lançar um último olhar, mas a cidade havia desaparecido; onde ele havia estado, agora era somente areia ardente. E Visvantara ficou feliz por não ter permanecido (lá) por mais tempo.</p>
<div id="attachment_7175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a title="A Cidade de Indra" href="http://pt.scribd.com/doc/19827673/Visvantara-Legends-in-Paintings" target="_blank"><img class="size-full wp-image-7175" title="A Cidade de Indra" src="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/a-cidade-de-indra.jpg?w=477&#038;h=354" alt="A Cidade de Indra" width="477" height="354" /></a><p class="wp-caption-text">Visvantara e sua família na Cidade de Indra. Clique na imagem para site de origem.</p></div>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7174/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7174&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Exílio de Visvantara</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas os habitantes de Jayatura ficaram muito angustiados; eles temiam uma seca em seu próprio país. Eles reclamaram ao Rei Sanjaya: “Meu senhor”, disseram, “o ato do seu filho foi repreensível. Seu elefante protegia-nos da fome. O que será de nós agora, se o céu retiver a sua chuva? Mostre-lhe impiedade, oh Rei; faça-lhe pagar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7164&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas os habitantes de Jayatura ficaram muito angustiados; eles temiam uma seca em seu próprio país. Eles reclamaram ao Rei Sanjaya: “Meu senhor”, disseram, “o ato do seu filho foi repreensível. Seu elefante protegia-nos da fome. O que será de nós agora, se o céu retiver a sua chuva? Mostre-lhe impiedade, oh Rei; faça-lhe pagar por essa loucura com sua própria vida”. O rei chorou. Ele tentou colocá-los para fora com  promessas, às quais, inicialmente, eles não ouviriam, mas finalmente cederam e exigiram que o príncipe fosse exilado em algum deserto remoto e rochoso. O rei foi obrigado a dar o seu consentimento. “Quando meu filho ouvir sobre o seu exílio”, pensou Sanjaya, “ele vai senti-lo em seu coração”. Mas este não foi o caso. Visvantara simplesmente disse: “Deixarei (Jayatura) amanhã, pai, e não levarei nenhum dos meus tesouros comigo”. E então ele foi ver Madri, sua princesa. “Madri”, disse ele, “devo deixar a cidade; meu pai exilou-me num deserto cruel, onde será difícil encontrar um meio de subsistência. Não venha comigo, oh amada; serão muito grandes as dificuldades que você terá de suportar. Você terá que deixar as crianças para trás, e eles morrerão de solidão. Fique aqui com eles; permaneça no seu trono de ouro; foi a mim que meu pai exilou, não a você”. “Meu senhor”, respondeu a princesa, “se você deixar-me para trás eu me matarei, e o crime vai bater à sua porta”. Visvantara permaneceu em silêncio. Ele olhou para Madri, e abraçou-a. “Venha”, disse ele. Madri agradeceu-lhe, e acrescentou: “levarei as crianças comigo; não posso deixá-las aqui, para morrer de solidão”. No dia seguinte, Visvantara teve sua carroça preparada; ele partiu com Madri, Jalin e Krishnajina, e como foram expulsos da cidade, o Rei Sanjaya e a Rainha Phusati choraram e soluçaram lamentavelmente.</p>
<p>O príncipe, sua esposa e as crianças já se encontravam longe da cidade quando viram um brâmane aproximando-se. “Viajante”, disse o brâmane, “esta é a estrada para Jayatura”? “Sim”, respondeu Visvantara, “mas por que você está indo para Jayatura”? “Venho de um país distante”, disse o brâmane. “Ouvi que lá em Jayatura vivia um príncipe generoso chamado Visvantara. Ele possuía um elefante maravilhoso que ele deu ao rei de <a class="zem_slink" title="Kalinga" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kalinga" rel="wikipedia">Kalinga</a>. Ele é muito caridoso, disseram. Quero ver esse homem bondoso; quero pedir-lhe por uma doação. Sei que ninguém jamais recorreu a ele em vão”. Visvantara disse ao brâmane: “eu sou o homem que você procura; eu sou Visvantara, fillho do Rei Sanjaya. Em razão de eu ter dado meu elefante ao rei de Kalinga, meu pai mandou-me para o exílio. O que posso dar-lhe, oh brâmane”? Quando ouviu essas palavras, o brâmane lamentou amargamente. Ele disse numa voz triste: “Então eles me enganaram! Deixei minha casa, cheio de esperança e, com desaponto, devo agora retornar”! Visvantara o interpelou: “Console-se, brâmane. Você não recorreu ao Príncipe Visvantara em vão”. Ele desatrelou os cavalos e lhos deu. O brâmane agradeceu seu benfeitor e partiu. Visvantara então seguiu em seu caminho. Ele mesmo estava puxando a carroça agora. Naquele momento, ele viu um outro brâmane aproximando-se. Era um homem pequeno, frágil e velho, com cabelos brancos e dentes amarelados. “Viajante”, ele disse ao príncipe, “esta é a estrada para Jayatura”? “Sim”, respondeu o príncipe, “mas por que você está indo para Jayatura”? “O rei daquela cidade tem um filho, o Príncipe Visvantara”, disse o brâmane. “Visvantara, de acordo com as histórias que tenho ouvido, é extremamente caridoso; ele salvou o reinado de Kalinga da fome, e o que quer que seja solicitado dele nunca é recusado. Irei a Visvantara, e sei que ele não negará o meu pedido”. “Se você vai a Jayatura”, disse o príncipe, “você não verá Visvantara; seu pai o exilou num deserto”. “Ai de mim”, lamentou o brâmane. “Quem agora poderá me ajudar na minha frágil velhice? Toda a esperança que eu tinha se foi, e retornarei para minha casa tão pobre quanto quando a deixei!” Ele chorou. “Não chore”, disse Visvantara; “eu sou o homem que você procura. Você não me encontrou em vão. Madri, Jalin, Krishnajina, desçam da carroça! Ela não me pertence mais: Eu lha dei a este velho homem”. O brâmane ficou muito feliz. Os quatro exilados seguiram em seu caminho. Seguiam agora a pé, e quando as crianças estavam cansadas, Visvantara carregava Jalin, e Madri carregava Krishnajina. Alguns dias depois, eles viram um terceiro brâmane se aproximando. Ele estava indo para Jayatura para ver o Príncipe Visvantara e pedir-lhe por esmolas. O príncipe despojou-se de suas roupas, no sentido de que o brâmane não lhe deixasse de mãos vazias. Então, ele seguiu. E um quarto brâmane aproximou-se. Sua pele estava escura, seu olhar feroz e imperioso. “Diga-me”, ele disse em uma voz áspera, “esta é a estrada para Jayatura”? “Sim”, respondeu o príncipe, “e o que o leva a Jayatura”? O brâmane desejava ver Visvantara, que estava certo de dar-lhe um magnífico presente. Quando ele ouviu que estava na presença de um infeliz, um príncipe exilado, ele não chorou; em uma voz irada, ele disse, foi um caminho difícil de ser percorrido, e não deve ter sido em vão. Indubitavelmente você deve ter trazido consigo alguma jóia valiosa que você pode dar-me”. Madri estava usando um colar de ouro. Visvantara pediu-lhe o colar; ela sorriu e lho entregou, e o brâmane pegou o colar e foi-se embora. Visvantara, Madri, Jalin e Krishnajina continuaram a caminhar. Atravessaram correntezas furiosas; subiram ravinas cobertas de vegetação rasteira; viajaram através de planícies rochosas fustigadas por um sol impiedoso. Os pés de Madri estavam cortados pelas pedras; os calcanhares de Visvantara estavam gastos até os ossos, e por onde quer que passassem, deixavam uma trilha de sangue. Certo dia, Visvantara, que estava caminhando adiante, ouviu alguém chorando. Ele voltou-se para trás e viu Madri sentada no chão, lamentando seu destino. Ele ficou tomado pela angústia, e disse: “Eu insisti e implorei a você, minha amada, que não me seguisse no exílio, mas você não me ouviu. Venha, levante-se; embora seja grande o nosso cansaço, as crianças não devem sofrer por ele; não devemos mentalizar as nossas feridas”. Madri viu que seus pés estavam sangrando, e ela chorou: “Oh, quão maior é o seu sofrimento que o meu! Controlarei a minha dor”. Ela tentou levantar, mas seus membros cederam, e novamente ela caiu em prantos. “Todas as minhas forças se foram”, ela soluçou; “mesmo o amor que eu nutria por meu marido e minhas crianças não é suficiente para sustentar a minha coragem. Morrerei de fome e de sede nesta terra terrível; minhas crianças morrerão, e talvez meu bem-amado”.</p>
<div id="attachment_7165" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a title="O Exílio de Visvantara" href="http://pt.scribd.com/doc/19827673/Visvantara-Legends-in-Paintings" target="_blank"><img class="size-full wp-image-7165" title="O Exílio de Visvantara" src="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/o-exilio.jpg?w=477&#038;h=353" alt="O Exílio de Visvantara" width="477" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Madri desfalece no exílio de Visvantara - clique na imagem para site de origem.</p></div>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7164&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Elefante de Visvantara</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um magnificente assento havia sido preparado para o Mestre, Ele sentou. Então o céu se abriu, e uma chuva de rosas caiu sobre o parque. A terra e a atmosfera ficaram impregnadas com o perfume. O rei e todos os Shakyas olharam com espanto. E o Mestre falou: Em alguma existência anterior, eu já havia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7153&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7156" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a title="O Elefante de Visvantara" href="http://pt.scribd.com/doc/19827673/Visvantara-Legends-in-Paintings" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-7156" title="O Elefante de Visvantara" src="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/elefante-de-visvantara1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="O Elefante de Visvantara" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">O Elefante de Visvantara - clique na imagem para site de origem.</p></div>
<p>Um magnificente assento havia sido preparado para o Mestre, Ele sentou. Então o céu se abriu, e uma chuva de rosas caiu sobre o parque. A terra e a atmosfera ficaram impregnadas com o perfume. O rei e todos os Shakyas olharam com espanto. E o Mestre falou:</p>
<p>Em alguma existência anterior, eu já havia visto minha família reunida ao meu redor e lhes ouvi cantar louvoures a mim em voz uníssona. Naquele tempo, o Rei Sanjava estava reinando na cidade de Jayatura. O nome da sua consorte era Phusati, e eles tinham Visvantara. Quando atingiu a idade, Visvantara casou-se com Madri, uma princesa de rara beleza. Ela lhe deu dois filhos: um filho, Jalin, e uma filha, Krishnajina. Visvantara possuía um elefante branco que tinha o poder maravilhoso de fazer a chuva cair à vontade. Naquela ocasião, o distante reinado de <a class="zem_slink" title="Kalinga" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kalinga" rel="wikipedia">Kalinga</a> estava sendo visitado por uma terrível seca. A grama secou; as árvores não frutificavam; humanos e animais morriam de fome e sede. O rei de Kalinga ouviu sobre o elefante de Visvantara e sobre o estranho poder que ele possuía. Ele enviou oito brâmanes à Jayatura para pegá-lo e retornar com ele para o seu desafortunado país. Os brâmanes chegaram durante um festival. Montado sobre o elefante, o príncipe estava a caminho do templo para distribuir donativos. Ele viu esses enviados do rei estrangeiro. “O que trouxe vocês aqui”, indagou-lhes. “Meu senhor”, responderam os brâmanes, “nosso reinado, o reinado de Kalinga, tem sido visitado pela seca e pela fome. Seu elefante pode salvar-nos, trazendo-nos a chuva; você se apartaria dele”? “É pouco o que pedem”, disse Visvantara. “Vocês poderiam ter pedido por meus olhos ou minha carne! Sim, peguem o elefante, e que assim possa uma refrescante chuva cair sobre seus campos e sobre seus jardins!” Ele deu o elefante para os brâmanes, e eles alegremente retornaram para Kalinga.</p>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7153&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Chegada à Kapilavastu</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 13:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ele finalmente chegou à Kapilavastu. Para recebê-lo, os Shakyas se reuniram num parque resplandecente em flores. Muitos dos presentes eram extremamente orgulhosos, e pensaram: “Há alguns aqui que são mais velhos do que Siddhartha! Por que eles devem prestar-lhe homenagem? Deixe as crianças, os jovens rapazes e donzelas, curvarem-se diante dele; os mais velhos devem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7141&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele finalmente chegou à <a title="Kapilavastu e Lumbini" href="http://muccamargo.com/2008/04/07/kapilavastu-e-lumbini/" target="_blank"><strong>Kapilavastu</strong></a>. Para recebê-lo, os <a class="zem_slink" title="Shakya" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakya" rel="wikipedia">Shakyas</a> se reuniram num parque resplandecente em flores. Muitos dos presentes eram extremamente orgulhosos, e pensaram: “Há alguns aqui que são mais velhos do que Siddhartha! Por que eles devem prestar-lhe homenagem? Deixe as crianças, os jovens rapazes e donzelas, curvarem-se diante dele; os mais velhos devem manter a cabeça erguida!”</p>
<p>O Bem-Aventurado adentrou o parque. Todos os olhos ficaram deslumbrados pela luz brilhante que ele emanava. O <a title="O Rei Suddhodana e a Rainha Maya – O Cenário" href="http://muccamargo.com/2011/08/01/o-rei-suddhodana-e-a-rainha-maya-o-cenario/" target="_blank"><strong>Rei Suddhodana</strong></a> ficou profundamente comovido; deu alguns passos em sua direção: “Meu filho&#8230;”, ele gritou. Sua voz embargou; lágrimas de alegria escorreram em sua face, e ele lentamente curvou a sua cabeça.</p>
<p>E quando os Shakyas viram o pai prestando homenagem ao filho, todos eles prostraram-se humildemente.</p>
<div id="attachment_7142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a title="Kapilavastu e Lumbini" href="http://muccamargo.com/2008/04/07/kapilavastu-e-lumbini/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-7142" title="Kapilavastu - Portão Oeste" src="http://muccamargo.files.wordpress.com/2012/01/kapilavastu-portao-oeste.jpg?w=477&#038;h=286" alt="Kapilavastu" width="477" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">O Portão Oeste de Kapilavastu</p></div>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7141&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Kapilavastu - Portão Oeste</media:title>
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		<title>O Zelo de Udayin</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 13:04:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma grande distância de Rajagriha à Kapilavastu, e o Mestre foi caminhando lentamente.  Udayin decidiu ir à frente e informar Suddhodana que seu filho estava a caminho para vê-lo, para que então o rei fosse paciente e não mais se afligisse. Udayin voou através do ar e, num instante, chegou ao palácio de Suddhodana. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7133&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma grande distância de <a title="Assim Eu Ouvi" href="http://muccamargo.com/2007/02/13/passagem-capitulo-011/" target="_blank"><strong>Rajagriha</strong></a> à <a title="Kapilavastu e Lumbini" href="http://muccamargo.com/2008/04/07/kapilavastu-e-lumbini/" target="_blank"><strong>Kapilavastu</strong></a>, e o Mestre foi caminhando lentamente.  Udayin decidiu ir à frente e informar <a title="Os Mensageiros de Suddhodana" href="http://muccamargo.com/2012/01/11/os-mensageiros-de-suddhodana/" target="_blank"><strong>Suddhodana</strong></a> que seu filho estava a caminho para vê-lo, para que então o rei fosse paciente e não mais se afligisse.</p>
<p>Udayin voou através do ar e, num instante, chegou ao palácio de Suddhodana. Ele encontrou o rei em profundo desespero.</p>
<p>“Meu senhor”, disse ele, “enxugue suas lágrimas. Seu filho logo estará em Kapilavastu”.</p>
<p>“Oh, é você, Udayin!”, exclamou o rei. “Pensei que você, também, tivesse esquecido de transmitir a minha mensagem, e eu tinha desistido da esperança de algum dia ver o meu filho amado. Mas você chegou, finalmente, e alegres são as notícias que você traz. Não chorarei mais; agora esperarei pacientemente o abençoado momento quando estes meus olhos verão novamente o meu filho.”</p>
<p>Ele ordenou que a Udayin fosse servida uma esplêndida refeição.</p>
<p>“Não comerei aqui, meu senhor”, disse Udayin. “Antes de eu tocar qualquer alimento, devo saber se meu mestre foi devidamente servido. Retornarei a ele pelo caminho que eu vim.”</p>
<p>O Rei protestou.</p>
<p>“É meu desejo, Udayin, que você receba seu alimento de mim, todo o dia; e é também meu desejo que meu filho receba seu alimento de mim, a cada dia dessa jornada que ele tem empreendido para me agradar. Coma, e então lhe darei alimento para levar ao Bem-Aventurado.”</p>
<p>Quando Udayin já tinha se alimentado, foi-lhe entregue uma tigela de comidas deliciosas a serem levadas para o filho do rei. Ele jogou tigela no ar; então alçou-se do chão e voou para longe. A tigela caiu aos pés do Buda, e o Buda agradeceu ao seu amigo. Daí em diante, a cada dia, Udayin voava ao palácio do Rei Suddhodana para buscar o alimento do Mestre, e o Mestre ficou satisfeito com o zelo demonstrado por seu discípulo em servi-lo.</p>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7133/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7133&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As Relíquias de Bimbisara</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bimbisara agradeceu o Mestre pela valiosa lição que ele ensinou ao seu filho. Então ele disse: “Bem-Aventurado, tenho um pedido a fazer.” “Fale”, disse o Buda. “Quando você se for, oh Bem-Aventurado, serei incapaz de prestrar-lhe honra, serei incapaz de fazer-lhe os costumeiros oferecimentos, e isto muito me entristecerá. Dê-me uma mecha dos seus cabelos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7129&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="O Encontro com Bimbisara" href="http://muccamargo.com/2011/10/17/o-encontro-com-bimbisara/" target="_blank"><strong>Bimbisara</strong></a> agradeceu o Mestre pela valiosa lição que ele ensinou ao seu filho. Então ele disse:</p>
<p>“Bem-Aventurado, tenho um pedido a fazer.”</p>
<p>“Fale”, disse o Buda.</p>
<p>“Quando você se for, oh Bem-Aventurado, serei incapaz de prestrar-lhe honra, serei incapaz de fazer-lhe os costumeiros oferecimentos, e isto muito me entristecerá. Dê-me uma mecha dos seus cabelos, dê-me as aparas das suas unhas; eu as colocarei em um templo no meio do meu palácio. Assim, reterei alguma coisa que seja parte de você e, todos os dias, decorarei o templo com guirlandas (de flores) frescas, e queimarei incensos raros.”</p>
<p>O Bem-Aventurado deu ao rei essas coisas pelas quais solicitara, e disse:</p>
<p>“Pegue meus cabelos e essas aparas; coloque-as num templo, mas em sua mente, coloque o que tenho ensinado a você.”</p>
<p>E como Bimbisara alegremente retornou ao seu palácio, o Mestre partiu para <a title="Os Portões de Kapilavastu" href="http://muccamargo.com/2011/09/29/os-portoes-de-kapilavastu/" target="_blank"><strong>Kapilavastu</strong></a>.</p>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/muccamargo.wordpress.com/7129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/muccamargo.wordpress.com/7129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7129&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Garça e o Peixe</title>
		<link>http://muccamargo.com/2012/01/12/a-garca-e-o-peixe/</link>
		<comments>http://muccamargo.com/2012/01/12/a-garca-e-o-peixe/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 10:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>muccamargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Vida do Buda]]></category>
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		<category><![CDATA[Ajatasatru]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Bimbisara ouviu que o Mestre estava deixando o Bosque dos Bambús, para ficar fora por algum tempo, ele foi visitá-lo com seu filho, o Príncipe Ajatasatru. O Mestre olhou para o jovem príncipe; então voltou-se para o rei e disse: “Ajatasatru pode ser digno do teu amor, oh Rei?” Novamente ele olhou para o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=muccamargo.com&amp;blog=692461&amp;post=7120&amp;subd=muccamargo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <a title="A Sina de Bimbisara" href="http://muccamargo.com/2010/03/09/a-sina-de-bimbisara/" target="_blank"><strong>Bimbisara</strong></a> ouviu que o Mestre estava deixando o Bosque dos Bambús, para ficar fora por algum tempo, ele foi visitá-lo com seu filho, o Príncipe <strong><a class="zem_slink" title="Ajatashatru" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ajatashatru" rel="wikipedia">Ajatasatru</a></strong>.</p>
<p>O Mestre olhou para o jovem príncipe; então voltou-se para o rei e disse:</p>
<p>“Ajatasatru pode ser digno do teu amor, oh Rei?”</p>
<p>Novamente ele olhou para o príncipe, e disse-lhe:</p>
<p>“Ouça bem agora, Ajatasatru, e pondere minhas palavras. A astúcia nem sempre tem sucesso; a maldade nem sempre prevalece. Uma história provará isto, a história de algo que aconteceu há muito tempo, algo que eu vi com os meus próprios olhos. Naquela ocasião, eu estava vivendo numa floresta; eu era uma árvore-Deus. Essa árvore cresceu entre dois lagos, um pequeno e pouco atraente, e o outro grande e belo. O pequeno lago estava cheio de peixes; e no grande, flores de lótus cresciam em profusão. Durante um certo verão de calor opressivo, o pequeno lago quase secou completamente; enquanto o grande lago, como era protegido do sol pelas flores de lótus, sempre tinha abundância de água e permaneceu agradavelmente fresco.</p>
<p>Uma garça, passando entre esses dois lagos, viu o peixe e parou. De pé sobre uma perna, ela começou a pensar: ‘Esses peixes seriam uma recompensa legal. Mas esses peixes são rápidos; eles provavelmente escaparão mesmo se eu atacá-los muito avidamente. Devo usar a astúcia! Eles estão tão desconfortáveis neste lago seco! E lá está aquele outro lago, profundo, cheio de água fresca, onde eles poderiam nadar a contento de seus corações!’</p>
<p>Um peixe viu a garça em profundo pensamento, e de aparência tão solene quanto um eremita, e indagou: ‘O que você está fazendo aí, venerável pássaro? Você parece imerso em pensamento’. ‘Estou a meditar, oh peixe’, disse a garça, ‘sim, de fato, estou a meditar. Estou querendo saber como você e seus amigos poderão escapar do seu triste destino’. ‘Nosso triste destino! O que você quer dizer’? ‘Você sofre naquela água rasa, oh infeliz peixe! E a cada dia, como o calor torna-se mais intenso, e a água mais escassa, então o que será de você? Logo o lago estará completamente seco, e todos vocês perecerão! Pobre, pobre peixe! Eu choro por você’.</p>
<p>Todos os peixes tinham ouvido o que a garça dissera. E ficaram cheios de consternação. ‘O que será de nós’, eles gritavam, ‘quando o calor tiver secado o lago’? Eles voltaram-se para a garça: ‘Pássaro, oh venerável pássaro, você pode salvar-nos’? A garça novamente fingia estar perdida em pensamento; finalmente, ela respondeu: ‘Creio que vejo uma saida para a sua miséria’. O peixe ouviu ansiosamente. A garça disse: ‘Há um lago maravilhoso muito próximo daqui. É consideravelmente maior que este no qual você vive, e as flores de lótus que cobrem a superfície protegem a água do rigor do verão. Acredite em minhas palavras, vá viver naquele lago. Posso pinçá-los no meu bico, um de cada vez, e carregá-los para lá. Dessa forma, todos vocês serão salvos’. O peixe ficou feliz. Estavam prestes a aceitar a sugestão da garça quando um caranguejo falou: ‘Nunca ouvi nada tão estranho’, ele exclamou. O peixe indagou-lhe: ‘O que te surpreende tanto nisto’? ‘Nunca’, disse o caranguejo, ‘nunca, desde os primórdios do mundo, eu soube que uma garça tivesse interesse em peixes, a menos que fosse para comê-los’. A garça assumiu um ar de ofendida, e disse: ‘O quê, seu caranguejo malvado! Você suspeita de eu estar tentando enganar esses pobres peixes que se encontram em perigo eminente de morte? Oh peixe, eu apenas desejo salvá-los; procuro o seu bem-estar. Coloque a minha boa fé à prova se você quiser. Escolha um do seu grupo, e eu o carregarei em meu bico para o lago do lótus. Ele o verá; poderá até mesmo nadar em volta algumas vezes; e então eu o pinçarei e o trarei de volta até aqui. Ele lhe dirá o que pensar de mim’. ‘Parece muito justo’, disse o peixe. Para fazer essa viagem ao lago, eles escolheram um dos seus peixes mais velhos que, embora meio cego, era considerado muito sábio. A garça o carregou até o lago, jogou-lhe dentro, e o deixou nadar tanto o quanto desejasse.</p>
<p>O velho peixe ficou encantado, e quando ele retornou aos seus amigos, tinha somente palavras elogiosas para a garça. Os peixes agora estavam convencidos de que eles deviam suas próprias vidas à ela. ‘Pegue-nos’, eles clamaram, ‘pegue-nos e carregue-nos até o lago do lótus’. ‘Como desejarem’, disse a garça, e com o seu bico ela novamente pinçou o velho e meio cego peixe. Mas desta vez ela não o carregou para o lago. Ao invés disso, ela o jogou ao chão e atravessou-o com o seu bico; e então devorou-lhe deixando os ossos aos pés de uma árvore, a árvore da qual eu era o Deus. Feito isto, a garça retornou ao pequeno lago, e disse: ‘Quem virá comigo agora’? Os peixes estavam ansiosos por ver a sua nova casa, e a garça tinha apenas que fazer uma escolha que satisfizesse seu apetite. Até o momento, ela havia comido todos eles, um após o outro. Somente o caranguejo permaneceu. O caranguejo já havia demonstrado que ele desconfiava do pássaro, e agora dizia para si: ‘Duvido muito que os peixes estejam no lago do lótus. Temo que a garça tenha tirado vantagem da sua fé nela. Ainda assim, seria bom deixar esse lago miserável e ir para o outro que é tão maior e mais confortável. A garça deve carregar-me, mas não devo correr risco. E se ela enganou os outros, devo vingá-los’.</p>
<p>O pássaro aproximou-se do caranguejo: ‘É sua vez, agora’, disse a garça. ‘Como você me carregará?’, indagou o caranguejo. ‘Em meu bico, como os outros’, respondeu a garça. “Não, não’, disse o caranguejo; ‘minha carapaça é escorregadia; posso cair do seu bico. Ao invés, deixe-me segurar em seu pescoço com minhas garras; serei cuidadoso para não machucá-la’. A garça concordou. Ela parou aos pés da árvore. ‘O que você está fazendo?’, indagou o caranguejo. ‘Estamos apenas no meio do caminho. Você está cansada? No entanto, a distância não é grande entre os dois lagos!’ A garça ficou aflita por uma resposta. Além disso, o caranguejo estava começando a apertar firmemente o seu pescoço. ‘E o que temos aqui!’, exclamou o caranguejo. ‘Essa pilha de ossos de peixes ao pé da árvore é a evidência da sua traição. Mas você não me enganará como enganou aos outros. Vou matá-la, se devo morrer na tentativa’. O caranguejo apertou suas garras. A garça ficou em grande dor; com lágrimas nos olhos, ela clamou: ‘Querido caranguejo, não me machuque. Não vou comê-lo. Carregarei você até o lago’. ‘Então vá’, disse o caranguejo. A garça caminhou até à beira do lago e estendeu seu pescoço sobre a água. O caranguejo tinha apenas que pular no lago. Mas ao invés disso, ele apertou suas garras, e tão poderosas eram que o pescoço da garça foi cortado. E a árvore-Deus não poderia deixar de exclamar: ‘Bem feito, caranguejo’!”</p>
<p>O Mestre acrescentou: “A astúcia nem sempre tem sucesso. A maldade nem sempre prevalece. Mais cedo ou mais tarde a garça traiçoeira encontra um caranguejo. Sempre lembre disto, Príncipe Ajatasatru!”</p>
<p><strong>A vida do Buda</strong>, tr. para o francês por <strong>A. Ferdinand Herold</strong> [1922], tr. para o inglês por <strong>Paul C. Blum</strong> [1927], rev. por <strong>Bruno Hare</strong> [2007], tr. para português brasileiro por <strong>Marcos U. C. Camargo</strong> [2011].</p>
<p>Fonte: <strong><a class="zem_slink" title="Religious text" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Religious_text" rel="wikipedia">Sacred-Texts</a></strong> em <a href="http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm">http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm</a></p>
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