Um Novo Universo

Devemos agora especular sobre a história, uma muito longa história, da primeira partícula criada, ou partículas, e a construção do nosso Universo. As leis governantes do Universo no nível fundamental, além das interações magnéticas e gravitacionais, incluem agora um número infinito de interações de curto alcance (ou fortes) induzidas pelo espectro infinito de valores de carga magnética. Há correlações entre os valores de g e a correspondente força de curto alcance. De acordo com essa teoria, é assumido que a básica realidade física é agora um CAMPO e foi, no passado “infinito”, também um CAMPO. Assim, a origem do nosso universo presente pode ser discutida do ponto de vista de um “campo primordial”, ao invés de um “átomo primordial”, deduzido da relatividade geral por George Lamaitre e mais tarde generalizada por George Gamow na teoria do “big-bang” do Universo. De acordo com a teoria do “big-bang”, o Universo, há uns 10 ou 18 bilhões de anos, emergiu de um ponto de densidade infinita de matéria a uma temperatura infinita. Em poucos segundos sua temperatura caiu para a faixa de centenas de milhões de graus Kelvin e permitiu a formação de elementos como o Hélio, Hidrogênio e outros, seguidos pela formação de estrelas, galáxias, etc.

No sentido de se ter acesso às implicações cosmológicas desta teoria, vejamos a ordem de grandeza estimada da energia de ligação do próton:

mc2=Mc2-Es

onde se tomarmos m como sendo a massa de Planck, então,

mc2≈1016ergs.

Assim, a temperatura requerida (mínima) no campo primordial teria sido da ordem de T0≈1032K. Assim, T0 é a temperatura requerida para reunir as camadas de carga magnética para produzir um próton e um antipróton. Uma dessas partículas deve ter sido a primeira a ser produzida no campo primordial causando uma “avalanche” ou cascata cósmica, iniciando o processo de criação, quase que simultaneamente, de todas as partículas e antipartículas do Universo que nascia do campo primordial.

No modelo do campo Cristalino deste trabalho, esse evento corresponde a uma fusão local do vácuo; Todavia, discordamos que o evento tenha sido único. Podemos, ainda hoje, observar esses processos na aparição de novas estrelas que, em outras palavras, nada mais são que a fusão local de regiões do campo Cristalino, onde as tensões são tais que a ordem anteriormente existente (simetria) é quebrada, ocorrendo, então, uma amorfização local semelhante a uma ponta de temperatura no sólido, iniciando o primeiro estágio da evolução de um sistema estelar. Pelo que sustenta a teoria do campo Cristalino, torna-se muito pouco provável a existência de sequer dois sistemas estelares idênticos; pois, suas origens serão fortemente dependentes não só da seqüência de precipitação das fases materiais, mas também de todo o histórico da região do Cristalino onde a transformação se verifica.

A teoria do “big-bang” sobre a origem do Universo, baseada na relatividade geral, tem que assumir a existência de uma “singularidade primordial”, isto é, um ponto de infinita densidade de matéria num estado de infinita temperatura. A nova teoria infere o passado do Universo como consistindo de um vácuo do tipo descrito anteriormente, de dimensões infinitas, cuja evolução sob sua própria “condensação gravitacional” culminou na criação de partículas e antipartículas como descrito acima. Assim, a idade do Universo é reconciliada com a idade de seus constituintes fundamentais: as partículas elementares. A formação de matéria em larga escala, e também de antimatéria, e a eventual distribuição desses dois componentes do Universo foi, naturalmente, implementada de acordo com as leis da Física. O encontro de partícula antipartícula leva à aniquilação da qual os produtos resultantes são, principalmente, fótons, ou partículas com massa como os mesons, etc.. A existência material do Universo versus sua transformação completa num campo de radiação pela aniquilação partícula-antipartícula requer que a probabilidade de aniquilação de uma partícula por sua antipartícula seja menor que a probabilidade de seu escape e acumulação em regiões onde existam preponderantemente partículas, ou antipartículas. Na criação de uma partícula ou antipartícula, uma energia equivalente a sua energia de ligação, isto é, 1016ergs, é emitida. Essa imensa energia pode ser explicada parcialmente pela radiação e, principalmente, como a energia cinética da partícula, que a acelera a distâncias de bilhões de anos luz do ponto de sua criação. É claro que temos ainda que conseguir da teoria as probabilidades envolvidas na efetivação da separação da matéria e antimatéria e da acomodação delas no Universo.

Devido à natureza das mensagens (radiação, explosões supernovas, sinais de radio de quasares, etc.) que nós recebemos aqui na terra, não é licito decidir se essas mensagens se originaram de regiões de matéria ou antimatéria. O desvio cosmológico para o vermelho devido ao afastamento dos quasares (objetos quase-estrelas) e seus sinais de radio observados revelam-nos como enormes fontes de energia. Os eventos observados referem-se a processos que ocorreram, presumivelmente, nos primeiros segundos do Universo e, portanto, é perfeitamente admissível que quasares sejam os demonstradores cósmicos da aniquilação de matéria e antimatéria em estados colapsados. Uma partícula ou antipartícula elementar teria, num campo gravitacional muito forte, consumida sua própria energia de ligação e colapsada num “mini-buraco-negro” ou “anti-mini-buraco-negro” de raio 10-33cm e massa de 10-5gramas. A aniquilação de um mini-buraco-negro com um anti-mini-buraco-negro emitiria energia 1018 vezes maior que a energia emitida num encontro entre um próton e um anti-próton. Assim, o fenômeno do quasar pode, presumivelmente, ser usado como possível evidência para a existência em grande escala de matéria e antimatéria no Universo.

Algumas evidências mais sobre a existência de matéria e antimatéria no Universo são encontradas na radiação dominante observada no Universo. A razão do número de fótons para o número de partículas com massa é observada ser da ordem de 109. A discussão acima sobre a origem do Universo apresenta uma explicação muito mais razoável para essa radiação dominante que a teoria do “big-bang”. Além disso, a recente observação de uma “radiação fóssil” ou “microonda de fundo” de 2.7 K deixa como um resultado que a expansão e o resfriamento do Universo não estão, se interpretados corretamente, em conflito com a presente teoria. Isto é o porquê do “princípio de correspondência” da teoria que a reduz à relatividade geral para a região além do horizonte de cargas magnéticas.

 

Kursunoglu, B. – A Non-Technical History of the Generalized Theory of Gravitation Dedicated to the Albert Einstein Centennial – Center for Theoretical Studies, University of Miami, Coral Gables, Florida 33124 – USA.

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