O Paradoxo de Zenon no Budismo

Realizar metade do caminho para um objetivo, mesmo que o faça todos os dias, jamais levará uma pessoa à consecução do mesmo”. Eis o paradoxo de Zenon [1].

Contribuir para a realização do trabalho do Buda não confere distinção a uma pessoa. Pelo contrário, remete-a à condição de igualdade em relação a todos os seres e fenômenos.

Esse é o grande triunfo do ser sobre os aspectos transitórios da experiência individual: os aspectos da distinção, da honra, do orgulho desmedido, da lisonja e dos méritos tangíveis. Todos estes, só fazem retroceder ao cárcere aberto de Samsara.

No outro sentido, dessa mesma direção, pode-se experimentar o aspecto da pureza do ser e da verdadeira libertação.

Se escolheres trilhar a Grande Via, o Caminho dos Sábios, não retrocedas, não olhes para trás. Busque a realização em sua totalidade, todos os dias. Eis o saber que não se esgota.

Marcos Ubirajara.

Em 12/06/2008, às 00:00 hs.

[1] Zênon de Eléia (século V a.C.), ou seja, próximo à época de Buda, especializou-se em paradoxos. Aliás, paradoxo era sua filosofia. Assim, embora não exista um “Paradoxo de Zenon”, o mais famoso de todos, um paradoxo de movimento, recebeu esse nome. – Filosofia e Idéias

Paradoxo de Zenon
Troféu Medalha de Ouro à Qualidade do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, 1987.

O Outro Sentido
O outro sentido, em André do Mato Dentro-MG, junho de 2006.

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