A Criança de Vasistha

“Também, além disso, oh bom homem! Havia no castelo de Sravasti uma mulher chamada Vasistha. Ela tinha um filho a quem amava demais. Seu filho morreu de uma doença. Então, a tristeza envenenou seu [coração] e ela tornou-se má. Ela despojou-se de todas as suas roupas e não sentia vergonha. Ela vagueava pelos caminhos, soluçava e chorava: ‘Oh minha criança, minha criança! Para onde foi?’ Ela andava [incansavelmente] ao redor do castelo-cidade e não havia parada para ela. Mas antes, essa mulher já havia acumulado virtudes no lugar (função) do Buda. Oh bom homem! Eu não podia ajudar, mas simpatizei com ela. Ela me viu e pensou sobre o seu filho [isto é, pensou que eu fosse seu filho] e voltou a si. Ela veio a mim e abraçou-me como se eu fosse o seu próprio filho. Eu então disse para o meu seguidor, Ananda: ‘Vá, consiga alguma roupa e dê a ela’. Após ter-lhe dado alguma roupa, eu disse-lhe várias coisas sobre a Via. Tendo ouvido sobre a Via, a mulher ficou enlevada e aspirou à Iluminação Insuperável. Oh bom homem! Eu, naquela ocasião, não era seu filho; ela não era minha mãe. Também, não houve abraço. Oh bom homem! Saiba que isso foi nada mais que o poder da boa ação do amor-benevolente, através do qual aquela mulher viu tais coisas.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

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