A Balada das Irmãs Inseparáveis

A cegueira e a ignorância, irmãs inseparáveis, nasceram de um karma de ofensas. Mesmo assim, mergulham nesse marasmo, como se a vida lhes devesse alguma coisa. Uma veio primeiro, a outra depois e vice-versa, tanto faz, de tão inseparáveis. Por essa razão, o mundo que vêem, de cabeça-para-baixo, lhes parece normal. Trajadas na ignorância, sem nada enxergar para além de suas mesquinhas necessidades, tentam dramaticamente firmar suas bengalas no vazio, pois o chão está acima de suas cabeças.

Contudo, certas da impunidade das suas ofensas, seguem brincando, cantarolando e fartando-se das brincadeiras oferecidas naquela casa em chamas, que pensam lhes pertencer, prestes a ruir. Mas, de todas as diversões possíveis ali, a que mais lhes encanta é falar, falar e falar tecendo intrigas. Não percebem que essa rede de intrigas, tecida por elas próprias, acabará por capturá-las e aprisioná-las.

A descrença incorrigível, o orgulho e a arrogância desmedida, tudo com uma boa dose de emotividade e volúpia, as seguirão como a sombra segue o corpo, indistintamente, pois que são inseparáveis.

A cobiça é um dos sete pecados capitais. Quem não sabe disso? E possui um aspecto peculiar: enlouquece quem o comete.

A Partida

11/10/2018

Não são só tristes as recordações. Observem que a data de publicação desse vídeo foi a exata data de falecimento da nossa querida Dôra, 28 de Setembro. Ah! Coincidência.

Observem a última frase da música do Djavan: “Por ser amor, invade e fim”. Vejam como ela vai embora há 7 (sete) anos atrás. Desculpem-me, mas tenho obrigação de tentar compreender as escrituras. Foi isso que vim fazer aqui no Mundo Saha!

Mensagem de Esperança

11/10/2018

Num esforço brutal na tentativa de organizar melhor as coisas de Dôra, e também as minhas, deparei-me com esse registro que segue:

“Às 05:00 horas daquele dia 23/12/2011, o meu irmão Guara, então recém falecido a 13/12/2011, conversou longamente comigo. Com uma voz límpida e tranquila, saudou-me dizendo:

“Olá Marcos! Tudo bem?”.

“Guara!”, exclamei.

Ele: “Eu mesmo. Você viu aquilo?”.

“Mas, Guara…”, interpelei-o.

Ele: “Estou vivo, Marcos. Aquilo lá não era eu!”

Então, ele perguntou pelas pessoas enquanto eu andava rápido para levar as boas novas para a família.

A história, da qual não me lembrava mais dos detalhes, era que alguém, uma pessoa vil, estava “no lugar dele”. E isso foi tramado para fazer algumas coisas acontecerem. Ao me aproximar de uma grande árvore, sob ela, o sinal foi interrompido e não se restabeleceu mais.

Como Budista que sou, entendi tudo e gostaria de transmitir aos familiares e amigos essa mensagem de esperança, paz e tranquilidade que ele me passou:

“Estou vivo, Marcos! Aquilo lá não era eu!”

Marcos, em 23/12/2011, às 05:00 horas.

%d blogueiros gostam disto: