Três Tipos de Doenças dos Seres

“Todos os seres possuem três enfermidades, as quais são: 1) a cobiça, 2) a má-vontade, e 3) a ignorância. Três tipos de remédio curarão essas três doenças. A meditação sobre as impurezas agirá como um remédio contra o desejo; (a meditação) sobre o amor-benevolente agirá como um remédio contra a má-vontade; (a meditação) sobre o conhecimento das relações causais agirá contra a ignorância.

Oh bom homem! No sentido de acabar com o desejo, medita-se sobre o não-desejo; para acabar com a má-vontade, a meditação sobre a não-má-vontade é feita; para acabar com a ignorância, medita-se sobre não-ignorância. Nas três doenças não temos os três tipos de remédio, e nos três tipos de remédio não temos os três tipos de doença. Oh Bom homem! Como não há os três tipos de remédio nos três tipos de doença (ou seja, não há pureza nas doenças), isto é não-eterno, não-êxtase, não-eu, e não-puro. Nos três tipos de remédio não há os três tipos de doença (ou seja, não há impurezas nos remédios). Por isso, o Eterno, Êxtase, o Eu, e o Puro.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 45 – Sobre o Bodhisattva Kaundinya 1.

three kinds of illnesses of the beings.mp3

United States, North Chicago – Illinois

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Existência ou Extinção Momentânea

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Como uma pessoa sábia medita sobre a extinção momentânea?”

“Oh bom homem! Por exemplo, há quatro pessoas, todas exímias atiradoras. Elas se reúnem num lugar, e cada uma atira uma flecha numa direção [particular]. Todas elas pensam: ‘Nós todos atiramos flechas juntos, todas as quais cairão’. E uma pessoa pensa: ‘Antes que as quatro flechas caiam ao chão, eu as capturarei com minhas mãos’. Assim ele pensa. Oh bom homem! Essa pessoa age rapidamente ou não?”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Ela faz isso de maneira muito rápida, oh Honrado pelo Mundo!”

O Buda disse: “Oh bom homem! O demônio que vive sobre a terra move-se mais rapidamente do que essa pessoa. Há um demônio voador que se move mais rápido que aquele sobre a terra. Os quatro guardiões da terra movem-se ainda mais rápido que o demônio voador. O sol e a lua, e os seres celestiais movem-se mais rápido que os quatro guardiões da terra. O garuda se move mais rápido que o sol e a lua. A duração de vida de um humano se vai mais rapidamente que um garuda. Oh bom homem! Em uma respiração e num piscar de olhos, a vida de um ser surge e morre 400 vezes. Se uma pessoa sábia medita sobre a vida humana assim, isto é meditar sobre a extinção momentânea.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

momentary extinction.mp3

Japan, Nishi-shinjuku, Tóquio – Tokyo / 東京都 新宿区 西新宿 7-12-5, 東京, 東京

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Esse vídeo foi obtido a partir do endereço: 東京都 新宿区 西新宿 7-12-5, 東京, 東京 Thursday, Jun 23rd 8:14AM, deixado por um visitante que utilizou o botão abaixo. O templo pertence à Nichiren Shu.

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O Brilho da Sabedoria

“Oh bom homem! A pessoa sábia pensa profundamente sobre o mundo. Ela vê: ‘Ele não é um lugar para se refugiar, para adquirir Emancipação, quietude, amor, não é a outra margem, e nada tem do Eterno, Êxtase, do Eu, e do Puro. Se eu procurar o mundo avidamente, como posso afastar-me dele? Isto é como com um homem que, abominando a escuridão, busca a luz e, no entanto, volta novamente para a escuridão. A escuridão é o mundo; a luz é o Supramundano. Se eu aderir ao mundo, mergulharei na escuridão e me afastarei da luz. Escuridão é ignorância, e luz é o Brilho da Sabedoria. A causa do Brilho da Sabedoria é a imagem onde não se sente qualquer expectativa de deleitar-se nas coisas mundanas. Toda a cobiça nada mais é que o laço da impureza. Agora buscarei avidamente a luz da Sabedoria, e não o mundo’. A pessoa sábia medita assim. Essa é a imagem onde não se busca (nada) para si.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

the brightness of wisdom.mp3

O Brilho da Sabedoria

Foto de Diego Raphael em 24/06/2011 - Sítio da Dôra

United Kingdom, Oxford – Oxfordshire,

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Pérolas do Universo – Fascículo XI

“Oh bom homem! Por exemplo, colocamos uma coleira num cão e o prendemos a um pilar, e ele ronda o pilar o dia inteiro e não pode escapar. É o mesmo com todos os seres. Eles vestem o grilhão da ignorância, estão presos ao pilar do nascimento e da morte, repetem vidas através das 25 existências, e não podem escapar.

Oh bom homem! Por exemplo, há um homem que cai no banheiro, levanta-se, e cai novamente. Uma pessoa é curada de uma doença e então contrai a causa da doença novamente. Um viajante, em seu caminho, atravessa um deserto. Após tê-lo atravessado, ele retorna para o deserto novamente. Uma pessoa lava o seu corpo e então o enlameia novamente. Isto é como as coisas acontecem com todos os seres. Uma pessoa já está fora (isto é, ultrapassou) do estágio (‘bhumi’) da não-posse [isto é, o oitavo dos nove estágios de treinamento mental, no qual alguém não tem mais o sentido de posse], e ainda não está completamente fora do estágio (‘bhumi’) da irreflexão-não-irreflexão [isto é, o estágio final da prática mental]. E ela volta para os três reinos do infortúnio. Por quê? Todos os seres pensam somente sobre os resultados e não sobre a causação. É como com um cão que vai atrás de uma peça de barro (estátua), e não atrás do homem em si. É o mesmo com o mortal comum. Ele pensa somente sobre os resultados e não sobre as relações causais. Não pensando sobre isto, ele retorna do estágio (‘bhumi’) da irreflexão-não-irreflexão e cai nos três reinos do infortúnio.”

Leia mais em Pérolas dos Universo – Fascículo XI.

pearls of universe 11.mp3

Perolas do Universo 11

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Conteúdo deste Fascículo:

O Tathagata Não Entra no Nirvana  3

O Bodhisattva Extirpa Cinco Coisas  4

O Bodhisattva Aparta-se de Cinco Coisas  5

O Bodhisattva Realiza Seis Coisas  6

O Bodhisattva Pratica Cinco Coisas  7

O Bodhisattva Protege Uma Coisa  7

O Bodhisattva Aproxima-se das Quatro Coisas  8

O Bodhisattva é Fiel a Um Pensamento Único   8

O Bodhisattva Emancipa Completamente a Sua Mente  9

O Círculo Vicioso da Existência Mundana  9

Brasil, Guarulhos – Sao Paulo

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A Meditação Minuciosa

“Ao meditar-se sobre o grosseiro, medita-se em seguida sobre as partes em detalhes. Como meditamos?

O Bodhisattva Mahasattva medita sobre todas as coisas, tanto dentro como fora, até a existência das partículas. O que quer que possa surgir no futuro será não-eterno. Por quê? Porque todas as coisas são perfeitas na forma de desintegração [isto é, completamente sujeitas à dissolução]. Se as coisas não fossem não-eternas no futuro, não poderíamos dizer que há diferenças nos dez tipos (estágios) da forma física. Quais são as dez? No momento, elas são: 1) membrana, 2) (tecido) esponjoso (espumoso), 3) pústula (pox), 4) bola de carne, 5) membros, 6) criança pequena, 7) criança, 8 ) jovem, 9) auge da vida, 10) velho decrépito. O Bodhisattva medita: ‘Se a membrana não fosse não-eterna, ela não poderia tornar-se (tecido) esponjoso. E se o auge da vida não fosse não-eterno, a velhice nunca chegaria. Se o tempo não fosse fugaz, momento após momento, ele nunca poderia durar muito. Tudo teria que crescer ao mesmo tempo e ser pleno no tamanho. Por isso, deve-se saber definitivamente que há existências de minúsculas partículas não-eternas, as quais têm que seguir existindo continuamente [isto é, mudando de momento a momento]. Também, vemos uma pessoa com todos os seus sentidos orgânicos perfeitos, e de uma fisionomia brilhante e resplandecente, [apenas para] tudo isto desaparecer (ser consumido) num estado debilitado’.

Também, ele pensa: ‘Existe o não-eterno com essa pessoa [isto é, o que é impermanente] sucedendo-se momento após momento’. Também, ele medita sobre os quatro grandes elementos e as quatro condutas. Também, ele medita sobre a causa do sofrimento, a fome, a sede, o frio e o calor que existem dentro e fora. Também, ele medita: ‘Se essas quatro coisas não fossem não-eternas, (sucedendo-se) momento após momento, não poderíamos falar desses quatro sofrimentos’.

Se o Bodhisattva medita bem assim, chamamos isto de meditação minuciosa (refinada) do Bodhisattva sobre o não-eterno.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

the minute meditation.mp3

A Meditação Grosseira

“O Bodhisattva que recém aspirou ao Bodhi, quando ele medita sobre a imagem do não-eterno, pensa: ‘Há dois tipos de coisa que se obtém no mundo: 1) interna, e 2) externa. O que é interno é não-eterno e muda. Quando se nasce, vê-se que as coisas que se obtém são diferentes conforme as fases da vida como ao nascer, quando se é pequeno, grande, no auge da vida, na velhice, e quando se morre. Vejo que em todas essas fases da vida, as coisas não são as mesmas. Por isso, tenho que saber que o que está comigo é não-eterno’.

Também, esse pensamento lhe ocorre: ‘Quando olho para os seres, um é bem nutrido e jovem, é perfeito na força física e nos movimentos do ir e vir, no caminhar adiante ou parar; e todas as coisas se procedem de forma desimpedida e sem obstáculos. Ou por causa da doença, a força física de uma pessoa é fraca e seu semblante é caído e assustador, nada de altivez e liberdade. Ou vejo que os armazéns de uma pessoa estão abarrotados, ou que outra pessoa é pobre e indigente. Ou vejo alguém que é pleno em virtudes, ou vejo alguém cheio de maldades. Assim, definitivamente sei que o que está dentro de alguém é não-eterno. Também, com respeito ao mundo externo, vejo que as coisas são diferentes umas das outras como, por exemplo, nas fases de semente, broto, haste, folha, flor, e fruto. Tudo o que se estabelece [lá] no mundo externo, ou é perfeito ou imperfeito. E sei que todas as coisas definitivamente são não-eternas’.

Ao assim perceber que todas as coisas são não-eternas, em seguida se medita sobre o que se ouve nos sermões: ‘Ouvi que embora os devas [deuses, seres celestiais] desfrutem dos melhores prazeres, e embora sejam desimpedidos nos poderes divinos, eles estão sujeitos aos cinco presságios de declínio [indicação do seu eventual declínio pessoal do status de ser um deva]. Devido a isto, sabe-se que o que existe é não-eterno’.

‘Também, ouvi que nos primórdios do kalpa [aeon, era], havia muitos seres. Cada um era trajado nas melhores virtudes. A luz que emanava dos seus corpos era tão intensa que não se dependia em nada das luzes do sol e da lua. [Mas,] devido ao poder do não-eterno, a luz desvaneceu e as virtudes diminuíram. Também, ouvi que viveu, em tempos passados, um Chakravartin [imperador do mundo] que governou sobre os quatro continentes. As sete gemas [que ele possuía] eram perfeitas, e seu poder era altamente irrestrito. E ainda assim, ele não podia derrotar o não-eterno’.

Também, ele medita que sobre a grande terra, num tempo passado, inumeráveis seres estavam totalmente estabilizados na vida e desfrutavam de paz, tal que nenhum sulco de roda se sobrepunha a outro. Remédios maravilhosos estavam à mão, e as pessoas cresciam e prosperavam. Arbustos, árvores e frutos eram abundantes. Os seres foram [gradualmente] menos abençoados e essa grande terra tinha pouca força. Tudo o que crescia se desperdiçava. Por isso, deve-se saber que todas as coisas são não-eternas.

Isto é o que chamamos (de imagem) ‘grosseira’ e não-eterna.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

the coarse meditation.mp3

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