Lugares Sagrados do Budismo

Um livro para guardar no coração!

Lugares Sagrados

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Lugares Sagrados

Sutra:

“Além disso, Subhuti, você deve saber que todos os deuses, humanos e asuras do mundo devem fazer oferecimentos a qualquer lugar no qual mesmo que apenas um verso de quatro linhas deste sutra seja pregado ou promulgado, assim como o fariam para um santuário ou templo do Buda; quanto mais ainda a qualquer lugar onde as pessoas possam receber, proteger, ler e recitar o sutra em sua íntegra. Subhuti, você deve saber que tais pessoas atingiram o mais supremo e raro dos dharmas. Em qualquer lugar onde o texto do sutra seja encontrado, lá está o Buda ou um discípulo reverente.”

Comentário:

Além disso indica que a passagem do sutra segue uma passagem prévia. Por alguma razão, pode não ser conveniente falar o sutra inteiro, de forma que um verso de quatro linhas é escolhido – similar àqueles mencionados anteriormente. Talvez:

Tudo o que possui marcas é falso e vazio.

Se você vê todas as marcas

como não marcas,

Então você vê o Tathagata.

Use qualquer verso de quatro linhas que você considere apropriado falar em resposta à cada ocasião e pratique a plena doação para curar cada ser vivente de seu problema particular. O lugar onde você fala mesmo que apenas um verso de quatro linhas do texto do sutra é um lugar onde os deuses, os humanos e asuras do mundo vêm para fazer oferecimentos. Todos, de fato, refere-se a todos os seres nos seis caminhos do renascimento: deuses, humanos, animais, espíritos famélicos, e seres nos infernos. Todavia, somente deuses, humanos e asuras são especificamente mencionados na passagem do texto do sutra, porque não é fácil para seres nos três maus caminhos fazerem oferecimentos aos Três Tesouros.

Sutra Diamante – Capítulo 12 – Reverência ao Ensino Ortodoxo.

Original

A Vida do Buda

Solicito aos amigos que espalhem a notícia deste lançamento. São 270 páginas, ricamente ilustradas, de beleza literária, grandeza histórica e elevação do pensamento jamais vistas; resgatando a memória dos grandes personagens e lugares onde se estabeleceram as bases filosóficas para um mundo justo e igualitário, tão esquecidas nos dias de hoje.

Ficarei muito grato,

Marcos Ubirajara

em 17/05/2012.

A Vida do Buda

A Vida do Buda. Click na imagem para leitura on-line ou download.

Hoje, depois de três dias de chuva e frio, o sol volta a brilhar em Belo Horizonte.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Um Lugar Sagrado Pode Adoecer

“Na medida em que (o conceito de) Lugar no Mundo torna-se sinônimo de espaços significativos, isto certamente nem sempre é benéfico (Gordon, 2008)”.

Contrariamente aos profundos ensinamentos do Mahayana sobre a Sabedoria da Não-Distinção, muitas vezes um organismo cai vitima de sua própria identidade, ou ego.

Em seu artigo Towards a Theory of Network Locality, Eric Gordon tece a consideração que: “Esses espaços significativos (‘Lugares no Mundo’) podem ser usados para exercer o poder dentro de contextos geograficamente definidos. Eles estabelecem distinção entre aqui e ali, nós e eles. Aqueles que compartilham um Lugar no Mundo podem optar por abri-lo aos recém-chegados, ou podem fechá-lo para si, criando efetivamente uma hierarquia de autenticidade local. ‘Você pode viver aqui, mas não vive aqui autenticamente’. Em comunidades antigas, isto pode levar à mútua exclusão entre ‘nativos’ e ‘forasteiros’, ou veteranos e novatos. Esses espaços também podem ser produzidos no que concerne à raça, classe ou gênero. Diferenças de aparência exterior podem ser usadas para excluir recém-chegados” .

Nesse caso, pode-se evocar a sinonímia de secretar (fazer segredo) e segregar (apartar), cuja essência maléfica atacará o tecido conjuntivo daquela comunidade e, como uma doença auto-imune, destruirá a relação causal da sua própria origem, da sua razão de ser, e também poderá destruir as sementes para a iluminação daquele coletivo [ver “A Origem de um Lugar Sagrado”]. Em passagem do Sutra de Lótus, Capítulo 03 – A Parábola, o Buda admoesta Shariputra:

“Além disso, Shariputra,

para os arrogantes,

indolentes e aqueles que nutrem visões próprias,

não pregue este Sutra.

Pessoas comuns de escassa compreensão,

profundamente apegadas aos Cinco Desejos,

ouvindo-o, falharão em compreender;

não o pregue para eles, quem quer que sejam.

Se houver aqueles que não compreendem,

e que caluniam este Sutra,

em conseqüência,

eles destruirão todas as sementes para o Estado de Buda.”

E no Sutra do Nirvana, Capítulo 21 – Sobre Ações Puras 1, para o benefício de Kashyapa, o Buda diz num gatha:

“Se não se sente a ira,

mesmo contra um simples ser,

e roga-se para dar felicidade a esses seres,

isto é amor-benevolente.

Se sente-se compaixão

por todos os seres,

isto é a semente sagrada.

Interminável é a recompensa.”

Isto tudo nos leva à compreensão da sucumbência de algumas ditas “organizações” pretensamente propaladoras de um ensinamento que, na verdade, não assimilam. Eis porque certas entidades surgem com ímpeto revolucionário, e depois ruem sob o próprio peso. Esses fenômenos resultam de relações sociais doentias, e podem macular aquele “Lugar no Mundo”. Todavia, o Dharma é Eterno.

A Origem de um Lugar Sagrado

[Conforme narra anteriormente Eric Gordon em seu artigo Towards a Theory of Network Locality, “havia uma entrada secreta para um cemitério-jardim”, a qual era utilizada pelos moradores do bairro para suas caminhadas, pois a entrada principal era muito distante – veja a íntegra do artigo clicando no link acima]. Ainda em seu artigo, lê-se:

“Cultura Local (enquanto conhecimento) comumente é a acepção de costumes, espaços, ou políticas compartilhadas por um grupo de pessoas, com um interesse comum em um determinado espaço (Geertz, 1983). Esse entendimento pode ser tão trivial quanto saber de uma entrada secreta para um cemitério, ou tão significativo quanto práticas religiosas e culturais (enquanto comportamento) nativas. O que liga esses entendimentos à Cultura Local é o fato de que eles são de origem social. Se eu fosse o único que soubesse de uma entrada (secreta) para o cemitério, esse bit de informação seria meramente um segredo. Todavia, o mesmo segredo, coletivamente apreendido por um grupo bem definido, rapidamente torna-se o tecido conjuntivo de uma comunidade local. Torna-se um “Lugar no Mundo – placeworld” (Gordon e Koo, 2008)”.

Onde quer que estejamos, o lugar onde habitamos, nossos familiares, amigos e vizinhos próximos constituem um “Lugar no Mundo”, para onde sempre retornamos após jornadas diárias de trabalho, de estudo, ou de viagens de lazer ou trabalho. No mundo de hoje, para além das fronteiras de uma localidade geográfica, as relações sociais se estendem para limites inimagináveis, aproximando pessoas e costumes num verdadeiro oceano de informações. Muitas dessas informações são como verdadeiras descobertas, algo que gostaríamos muito que familiares e amigos compartilhassem, e assim o fazemos através das redes sociais. São notícias, artigos, palestras, frases, imagens, fotos e vídeos entre outras coisas.

Mas, o que fazemos quando deparamos com os profundos ensinamentos do Dharma Sagrado? Devemos guardar segredo? Não! Devemos alardear descuidadamente por ai? Não, também! Nem uma coisa, nem a outra. Mas sim, o caminho do meio. O que isto está a nos dizer? Está a nos dizer que devemos compartilhar esses profundos ensinamentos com familiares, entes queridos, e outras pessoas de aguçada inteligência que buscam o caminho.

O que aprendemos com o artigo de Eric Gordon é que quando esses ensinamentos deixam de ser segredo, sendo apreendidos coletivamente por um grupo social, eles tornam-se o tecido conjuntivo de uma Comunidade Local. Se esses ensinamentos versam sobre o Dharma Sagrado, então podemos chamar essa “Comunidade Local” de Sangha, e esse “Lugar no Mundo” torna-se Sagrado.

O Caçador

Siddhartha corta seu cabelo

Siddhartha corta seu cabelo. Click na imagem para site de origem

Então ele pegou uma espada que Chandaka estava segurando. O punho era de ouro e cravejado de jóias; a lâmina era afiada. Com um golpe ele cortou o seu cabelo, e então ele lançou a espada ao ar onde brilhava como uma estrela (super)nova. Os Deuses a pegaram e a seguraram em grande reverência.

Mas o herói ainda estava vestindo o seu suntuoso robe. Ele queria um mais simples, mais adequado para um eremita. Foi quando então um caçador apareceu, vestindo uma roupa grosseira feita de um material avermelhado.  Siddhartha disse-lhe:

“O seu humilde robe é como aqueles usados pelos eremitas; está estranhamente em contraste com o seu arco selvagem. Dê-me sua roupa e pegue as minhas em troca. Elas lhe servirão melhor.”

“Graças a essas roupas”, disse o caçador, “eu posso enganar os animais na floresta. Eles não me temem, e posso matá-los a curta distância. Mas se você tem necessidade delas, meu senhor, dar-lhe-ei de bom grado e pegarei as suas em troca.”

Siddhartha alegremente vestiu a (roupa) grosseira e avermelhada pertencente ao caçador, e o caçador reverentemente aceitou o robe do herói, e então desapareceu no céu. Siddhartha percebeu que os próprios Deuses desejavam presenteá-lo com seu robe de eremita, e alegrou-se. Chandaka ficou cheio de admiração.

Vestido em seu robe avermelhado, o herói sagrado se pôs a caminho do eremitério. Era como o rei das montanhas envolto em nuvens ao entardecer.

E Chandaka, com pesar no coração, pegou a estrada de volta a Kapilavastu.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Os Portões de Kapilavastu

Kanthaka

Siddhartha ao deixar o palácio em seu cavalo Kanthaka. Click na imagem para site de origem.

Ele chamou o seu escudeiro, o rápido Chandaka.

“Traga-me o meu cavalo Kanthaka, imediatamente”, disse ele. “Permanecerei fora, para encontrar a eterna bem-aventurança. Sinto a profunda alegria, a força indomável que agora sustenta a minha vontade, a segurança de que tenho um protetor muito embora esteja sozinho, todas essas coisas me dizem que estou prestes a atingir o meu objetivo. Chegou a hora; estou no caminho para a libertação.”

Chandaka tinha conhecimento das ordens do rei, mas sentiu algum poder superior compelindo-o a desobedecer. Ele foi buscar o cavalo.

Kanthaka era um animal esplêndido; era forte e dócil. Siddhartha acariciou-lhe calmamente, e então disse-lhe numa voz terna:

“Muitas vezes, oh nobre animal, meu pai montou-lhe na batalha e derrotou os seus poderosos inimigos. Hoje, irei à busca da suprema bem-aventurança; empresta-me a sua ajuda, oh Kanthaka! Companheiros nas armas ou nos prazeres não são difíceis de encontrar, e quando nos propomos a adquirir riquezas, nunca carecemos de amigos (logo muitos se apresentam). Mas os companheiros e amigos nos abandonam quando é o caminho da santidade que iremos tomar. No entanto, disto estou certo: aquele que ajuda outro a cometer o bem ou o mal, compartilha daquele bem ou mal. Então saiba, oh Kanthaka, que é um impulso virtuoso que me compele. Empreste-me sua força e sua rapidez; a salvação do mundo, e a sua própria, está em jogo.”

O príncipe falou a Kanthaka como falaria a um amigo. Montou com decisão a sela, e parecia como o sol montado numa nuvem de outono.

O cavalo teve o cuidado de não fazer barulho, pois a noite era clara. Ninguém no palácio ou em Kapilavastu estava acordado. Pesadas trancas de ferro protegiam os portões da cidade, um elefante poderia levantá-las somente com grande dificuldade, mas, para permitir a passagem do príncipe, os portões abriram-se silenciosamente, de sua própria vontade.

Deixando seu pai, seu filho e sua gente, Siddhartha saiu da cidade. Não sentiu arrependimento, e numa voz firme, ele bradou:

“Até que eu veja o fim da vida e da morte, não retornarei à cidade de Kapila.”

Os Potões de Kapilavastu

O Portão Leste, através do qual o Príncipe Siddhartha deixou a vida mundana. Click na imagem para o site de origem.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Locus – a Rede de Localidades

Buda

O Buda Não Entra no Nirvana

A idéia subjacente à Rede de Localidades é avessa à de uma rede virtual. É a idéia de que nesta as pessoas se aproximarão, superarão pequenas diferenças, conhecerão melhor umas às outras, e demolirão os pensamentos de uma sabedoria distante. A mais profunda e ampla de todas as sabedorias reside no âmago do ser, o lugar mais sagrado onde repousa a Natureza de Buda. Todavia, reside também nos próximos que lhe protegem com a barreira da fé. Dentro e fora. O Budismo autêntico se pratica assim: vida à vida. Essa distância que nos separa agora é um meio habilidoso do Médico Excelente que, ao fazer-nos distintos, faz-nos saber estar aqui e ali, em nós e entre nós, dentro e fora. Como poderíamos saber disso de outra forma? Esses Lugares Sagrados, o são por anunciarem a sua presença incontestável em meio à tormenta de nossos dias.

Reafirmando, esta não é uma rede virtual, mas uma Rede Vida à Vida.

Seu nome é

Locus

e o seu conectivo é

Cristal Perfeito

É uma Superestrutura onde cada elemento é da mesma qualidade do Todo. Apresente-se! Dê o passo primordial para, quem sabe, encontrar a si próprio.

Marcos Ubirajara,

em 30/08/2011.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

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O Exemplo de Suddhodana

Suddhodana regozijava com a vida que seu filho levava, embora a sua própria conduta ele julgasse com a maior severidade. Ele se esforçava para manter a sua alma serena e pura; se abstinha de cometer o mal, e cobria de presentes aqueles que fossem virtuosos. Ele nunca se entregou à indolência ou ao prazer; nunca foi queimado pelo veneno da avareza. Assim como cavalos selvagens são feitos para suportar o jugo, assim ele subjugou as suas paixões, e em virtudes ele superava seus aparentados e amigos. O conhecimento que ele adquiriu, colocou a serviço de seus companheiros, e somente estudou assuntos que eram de interesse (úteis) para todos. Ele não só buscava o bem estar do seu próprio povo, mas também desejava que todo o mundo fosse feliz. Purificava seu corpo com a água dos lagos sagrados, e purificava a sua alma com as águas sagradas da virtude. Ele nunca pronunciava uma palavra que fosse agradável, porém uma mentira; as verdades que ele falava nunca causavam ofensa ou mágoa. Ele procurou ser justo, e foi através da honestidade, e não pela força, que ele derrotou (suplantou) o orgulho de seus inimigos. Ele não atacava, nem sequer olhava com ira aqueles que mereciam a penalidade da morte; ao invés, ele dava-lhes conselhos úteis, e então a sua liberdade.

O Rei era um exemplo para todos os seus súditos, e Kapilavastu era o mais feliz e virtuoso dos reinados.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Contenda

O rei restabeleceu a sua serenidade. E proclamou por toda a cidade:

“No sétimo dia a partir de hoje, o Príncipe Siddhartha competirá com todos que se destaquem em qualquer que seja o campo (de suas habilidades).”

No dia determinado, todos aqueles que se diziam habilidosos nas artes ou em ciências compareceram ao palácio. Dandapani estava presente, e prometeu sua filha àquele que, de origem nobre ou humilde, fosse vitorioso nas competições que aconteceriam.

Primeiro, um jovem homem, que conhecia as regras da escrita, procurou desafiar o príncipe, mas o erudito Visvamitra adiantou-se à assembléia e disse:

“Jovem homem, tal competição seria inútil. Você já está derrotado. O príncipe ainda era uma criança quando foi colocado aos meus cuidados; eu deveria ensinar-lhe a arte da escrita. Mas ele já conhecia as sessenta e quatro variedades de escrita! Ele conhecia certas variedades de escrita que eram desconhecidas por mim até pelo nome!”

O testemunho de Visvamitra foi suficiente para dar ao príncipe a vitória na arte da escrita.

Então procuraram testar seu conhecimento dos números. Ficou decidido que um certo Shakya chamado Arjuna, que tinha uma ou outra vez resolvido problemas intrincados, atuaria como juiz na competição.

Um jovem homem afirmou ser um excelente matemático, e a ele Siddhartha endereçou uma questão, mas o jovem homem foi incapaz de responder.

“Ainda assim era uma questão fácil”, disse o príncipe. “Mas eis uma que é ainda mais fácil; quem a responderá?”

Ninguém respondeu essa segunda questão.

“Agora é a vossa vez de arguir-me”, disse o príncipe

Eles indagaram-lhe questões que eram consideradas difíceis, mas ele deu-lhes as respostas mesmo antes que tivessem terminado de colocar o problema.

“Deixem que o próprio Arjuna examine o príncipe!” surgiu o clamor de todos os lados.

Arjuna colocou-lhe os mais intrincados problemas, e nenhuma vez Siddhartha deixou de dar a solução correta.

Todos ficaram maravilhados com o seu conhecimento de matemática e se conevenceram que sua inteligência havia explorado a fundo todas as ciências. Eles então decidiram desafiar sua habilidade atlética, mas em salto e corrida ele venceu com pouco esforço, e na luta ele teve apenas que encostar o dedo em seu adversário, e esse cairia ao chão.

Então eles sacaram os arcos, e exímios arqueiros colocaram suas flechas em alvos que eram pouco visíveis. Mas quando chegou a vez de o príncipe atirar, tão grande era a sua força natural que ele quebrou cada arco conforme o vergou. Finalmente, o rei enviou guardas para buscar um muito antigo, muito precioso arco que era mantido no templo. Ninguém que se lembre tinha sido capaz de vergá-lo ou levantá-lo. Siddhartha pegou o arco em sua mão esquerda, e com um dedo da sua mão direita ele o vergou até si. Então ele escolheu como alvo uma árvore tão distante que somente ele podia vê-la. A flecha atravessou a árvore e, enterrando-se no chão, desapareceu. E lá, onde a flecha havia entrado no chão, uma fonte  bem formado, a qual foi chamada a Fonte da Flecha.

Tudo parecia estar encerrado, e eles levaram para o vencedor um enorme elefante branco sobre o qual, em triunfo, ele foi conduzido através de Kapilavastu. Mas um jovem Shakya, Devadatta, que era muito orgulhoso de sua força, segurou o animal pela tromba e, por diversão, bateu-lhe com o seu punho. O elefante caiu ao chão.

O príncipe olhou com reprovação para o jovem homem, e disse:

“Você cometeu uma maldade, Devadatta.”

Ele tocou o elefante com o seu pé, e ele levantou-se e prestou-lhe homenagem (reverenciou-lhe).

Então todos aclamaram sua glória, e o ar vibrou com suas aclamações. Suddhodana ficou feliz, e Dandapani, chorando de alegria, exclamou:

Gopa, minha filha Gopa, orgulhe-se de ser a esposa de tal homem.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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