A Ressonância do Dharma

Além disso, são vistos todos os Budas,
os leões, os mestres sabiamente expondo as escrituras do Sutra,
o mais sutil e maravilhoso.
Claro e puro é o som das suas vozes suaves e complacentes,
ensinando a todos os Bodhisattvas,
estimados em incontáveis milhões.
O som Brahma, profundo e maravilhoso,
preenche aqueles que o ouvem de alegria tal como se,
dentro do seu mundo, cada um proclamasse a sua própria Lei.
Através de várias causas e condições,
e ilimitadas relações,
eles esclarecem a Lei do Buda para iluminar os seres viventes.

Excerto do CAP. 01 – Introdução, pag. 10

Deves recitar o Sutra de Lótus até que as palavras do Buda, como um trovão, façam ressonar cada célula do teu corpo, ecoando em teu coração e mente como se fossem tuas. Terás, então, compreendido.

A Ressonância do Dharma
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 26/01/2008.

O Teorema da Convolução no Budismo

Enunciado: para compreender um sistema físico, é necessário perturbá-lo e, então, observar como ele evolui para o novo estado.

Começo com alguns movimentos no sentido de encaixar um óculo no meu rosto. Não é meu tamanho, há dificuldades. Era um óculo com lentes redondas e muito, muito escuras.

Tudo pronto! Jorginho, o guitarra-base da minha primeira banda de rock, solta os primeiros acordes de Satisfaction: tan, tan, tan ran ran … e tal. Começo a cantar: I can’t get no satisfaction … e tal.

Os rifs da guitarra do Jorginho começam a eletrificar tudo ao meu redor, e a mim. Coloco as mãos na parede ao lado da cama. Ao toque dos meus dedos, a parede responde como um poderoso teclado. Meus dedos faiscantes o percorrem, se entrecruzam, e só os vejo através das lentes negras porque eles faíscam em acordes sonoros fantásticos. Em harmonia com estes, os rifs absurdos do Jorginho e uma bateria precisa e demolidora. Canto tudo, até o fim, num banho de energia cintilante, neons que posso ver através das lentes negras.

Acordes finais: I can’t get no, I can’t get no, I can’t get no, No satisfaction.

Passo alguns momentos paralisado, luzes ainda cintilam. Retiro o óculo e experimento outros. Há outros óculos em minhas mãos. Eles não se encaixam e, assim, vou desexitando. Faço alguns movimentos. Obrigado Jorginho. Nu!!! Que viagem, ainda digo.

Acordo no sonho. O quarto e a cama são da minha irmã Enoê. Nem ela e nem aquele lugar existem mais.

Acordo de novo, agora para a realidade “concreta”. Ainda permeado pela boa energia, já estava a escrever o que houvera acontecido. O que há de “concreto” na experiência humana? Nada!

Pois, o estado resultante dessa experiência é o residual de algo que estava ali.

Este ciclo se repete, de forma completa, a cada existência momentânea da vida. O que estava ali é o ser místico, indecifrável pela razão humana.

Acordo pela terceira vez, agora para a realidade última, que aponta para a saída do Mundo Tríplice, Samsara. Porta estreita, decisão difícil de ser tomada. A terra treme de seis modos diferentes.

Em 04/01/2008 às 00:30 hs.

 

Ler também:

CAP. 03 – A Parábola.

A Teoria Geral da Fatalidade.

 

Resposta a Mattuzalem Lopes Cançado

Essa missiva é uma resposta ao vosso comentário no post “eBook de Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus”.

 

Belo Horizonte, 22 de janeiro de 2008.

 

Prezado Senhor Abade Mattuzalem Lopes Cançado,

O Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa é um espelho. Como ele poderia estar revelando algo que não fosse o Verdadeiro Aspecto dos Fenômenos?

Com relação a isso, senhor, veja a nobreza das vossas palavras. O senhor mesmo as escreveu. Veja como o Sutra de Lótus é capaz de iluminar e revelar a natureza de um grande ser humano. Esse iluminado, ao qual o senhor se refere, e que de fato está em vossa mente, é o senhor mesmo. A isso podemos chamar “Consistência do Princípio ao Fim”, o décimo aspecto, que na sua manifestação é simultâneo e coerente com os demais.

O Bodhisattva Sem-Desprezo, que via Budas em quaisquer pessoas que encontrasse, era o próprio Buda Shakyamuni, Honrado pelo Mundo, Leão dos Shakyas, quando certa vez cumpria seus votos de Bodhisattva.

O senhor me faz experimentar a verdadeira alegria do Dharma, que é servir àqueles possuidores da genuína Fé.

Com reverência,

Homenagem aos Budas do Universo!

Nam-Myoho-Rengue-Kyo!

 

Marcos Ubirajara

Resposta a William Garcia

Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2008.

Estimado William,

Estou anexando a esta missiva uma cópia do eBook do futuro livro “Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus”. Reverentemente, é para o vosso deleite e benefício, e também das muitas outras pessoas amigas que buscam o caminho, para as quais você poderá enviá-lo desde já. Desfrute da Paz do Dharma!

Estive imensamente atribulado nos últimos tempos. A razão é uma só: o livro do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, em sua íntegra, ficará pronto nos próximos dias. Imagine o que isso exigiu de esforços e concentração para obtermos o polimento adequado da Jóia do Sutra de Lótus. Esse trabalho, agora, é a minha vida. Para sempre, e sem descanso, trabalharei para o seu aperfeiçoamento e para a propagação dos ensinos dourados do Buda, em benefício de todos os seres. A propósito, o eBook que estou anexando tem o exato objetivo de conduzir as pessoas às profundas doutrinas do Sutra de Lótus.

Considero-me um discípulo do Grande Mestre Nitiren Daishonin. Suas escrituras e seus muitos ensinamentos me conduziram ao Sutra de Lótus. Se não tivermos em mente que ele, Nitiren Daishonin, utilizou-se dos meios hábeis do Buda para conduzir-nos ao Grande Veículo; o que pensar, então? Com toda a certeza, tudo isso se deu pela graça e benevolência do Buda Shakyamuni, Honrado pelo Mundo. Portanto, se eu puder dar alguma contribuição no trabalho de tradução das escrituras de Nitiren Daishonin, o farei com imensa alegria. Todavia, há que se considerar as minhas limitações.

Entenda! Para fazer esse tipo de tradução, antes que saber inglês, você precisa ser penetrado pela intenção do Buda. Você tem que saber o que está escrito lá, e como deve ser vertido em outro idioma. Essa penetração não se dá ao nosso bel prazer. No caso do Sutra de Lótus, de posse dos originais em inglês, durante um ano, empreendi esforços de leitura, escrita e recitações. Acima de tudo, orava muito, fazia oferecimentos para os volumes dos originais, até que um dia comecei a sentir que sabia o que o Buda dizia. Dai em diante, passei um ano escrevendo e revisando.

Então, a ajuda que posso oferecer, a partir do acesso aos textos originais das escrituras, passa pela minha prática diária. Não poderia fazê-lo atrelado a compromissos de prazos. Você entende né? Mas, vamos estudar as escrituras sim.

Fico muito contente em saber que você, freqüentemente, encontra-se com a minha filha Fernanda. Considero isso um benefício pelo zêlo que sempre tivemos por nossas relações. Respeito-os profundamente, você e sua família, por continuarem a recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo a despeito dos percalços deste caminho. Lembranças a todos.

Vou publicar essa carta lá no blog, para que outras pessoas possam lê-la. Ok?

Atenciosamente,

Marcos Ubirajara.

eBook de Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus

Se você desejar obter uma cópia do eBook do futuro livro “Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus”, faça o download clicando no link abaixo:

A cópia é GRATUITA!

Nota: O eBook está no formato .pdf.

O Desabrochar do Lótus

Faça-o como uma doação,

Sempre que sentir a perda ou privação de algo[1].


[1]Assim eu ouvi em 29/12/2007, às 23:30 hs.

Leia também

Os Ensinos do Buda D’água

O Samadhi da Não-Distinção

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