PI e o Pé de Feijão – Episódio 4

Em ‘PI e o Pé de Feijão – Episódio 4’

(*) Então, a boa semente é resultado de uma boa relação entre a fruta e os cinco elementos. De novo o meio-ambiente? Sim, e mais os cuidados com a seleção do tempo certo para a colheita, o qual deverá estar em harmonia com os cinco elementos. Sem dúvida, essa harmonia deve ser buscada significando, então, uma ação correta. Nihi!!!

E novamente você falou bem, PI! Seleção do Tempo. Há o tempo correto para o plantio, para a irrigação, adubação, escoramento e todas as demais ações de proteção; bem como o tempo correto para a ceifa, colheita, secagem e acondicionamento. O cultivador sábio conhece esse tempo.

Também o Bodhisattva, como cultivador da Via, conhece bem o tempo. A passagem abaixo fala dessa sabedoria:

“Oh bom homem! O Bodhisattva-Mahasattva conhece bem o tempo para meditação, o tempo para a Sabedoria, e o tempo para a equanimidade; ele sabe bem o que não é oportuno. Isto é como o Bodhisattva pratica bem a Via do Bodhi.”

Sutra do Nirvana – Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

Na nossa analogia do cultivo da Via Sagrada, esse conhecimento do tempo é imprescindível para a Ação Correta que, neste caso, representa o Nobre Caminho Óctuplo, exultado por todos os Budas. Mais uma vez, recorro aos ditos dourados para respaldar essa afirmação:

“Oh bom homem! Como uma ilustração: um homem está viajando através do deserto e sente sede, quando ele depara com um poço. Este é muito profundo, de tal forma que ele não pode ver a água. Mas, podemos nos certificar de que existe água lá. Se a pessoa encontrar os meios de capturar a água com uma corda e um balde, a água seguramente estará lá. É o mesmo, também, com a Natureza de Buda. Todos os seres a possuem. Mas somente através da prática do imaculado Nobre Caminho Óctuplo[1] alguém poderá realmente vê-la”.

Sutra do Nirvana – Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.


[1] Nobre Caminho Óctuplo: Pensamento Correto, Fala Correta, Ação Correta, Meio de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta, Concentração Correta.

Selo Comemorativo

A Equanimidade de Seres Viventes e Budas

  1. A equanimidade dos seres viventes e Budas. Quando eu tinha dezesseis anos, eu escrevi um dístico (estrofe de dois versos) combinado após a leitura do Sutra do Sexto Patriarca. Tendo estudado o lugar onde o texto diz: “O dharma não é súbito ou gradual, confusão e iluminação são lentas e rápidas”. Eu pensei: “Como pode ainda haver um súbito e um gradual? O que é súbito? O que é gradual? Súbito e gradual são diferentes? São duas coisas?” Assim, escrevi o seguinte:

Embora súbito e gradual sejam diferentes,

após a realização eles são um.

Por que fazer divisões de Norte e Sul?

 

Sábios e comuns são partes de um:

a natureza básica é absolutamente a mesma.

Não discuta Leste e Oeste.

“Embora súbito e gradual sejam diferentes, após a realização eles são um”. Súbito se refere à realização instantânea do Estado de Buda; gradual se refere à lenta cultivação para o Estado de Buda. Súbito e gradual são dois métodos distintos, mas quando se encerra o trabalho, não há nem súbito e nem gradual em evidência. Eles não mais existem.

“Por que fazer divisões de Norte e Sul?” O sul se refere ao Sexto Patriarca, o Grande Mestre Hwei Neng que ensinou dharmas súbitos; norte se refere ao Grande Mestre Shen Syou que advogou dharmas graduais. No sul os discípulos do Sexto Patriarca diziam: “Nós somos a verdadeira, a autêntica seita Zen (Chan)”. No norte, os discípulos do Grande Mestre Shen Syou diziam: “Nosso Mestre esteve com o Quinto Patriarca durante várias décadas. Todo o âmago do dharma do Quinto Patriarca lhe foi transmitido”. Cada seguidor dos discípulos arguia que seu mestre era autêntico. Deixe-me esclarecer neste ponto que não importa quem você conheça, você não deve defender o seu Mestre pleiteando o seu caso. Ao invés de afirmar que o seu Mestre transmite o dharma apropriado (correto), você pode dizer: “Nosso Mestre é vazio, falso, e irreal. Não há dharma que possa ser pregado. Não há nem verdadeiro, nem falso, nem certo e nem errado. Não se deve falar dos pontos positivos das pessoas ou de suas falhas”. Isto é o que você deve dizer. Não seja como os discípulos do Sexto Patriarca e do Grande Mestre Shen Syou que levaram adiante uma constante batalha na qual eles criticavam um o mestre do outro. A sua contenda cresceu até que se transformou nas divisões dos ensinamentos Súbito e Gradual, Norte e Sul. Quando eu li o Sutra do Sexto Patriarca, eu pensei que a referência ao Súbito e Gradual carecia de equanimidade, assim eu escrevi a linha: “Embora súbito e gradual sejam diferentes, após a realização eles são um”. Qual é a origem do súbito? Embora se atinja subitamente a iluminação, cultiva-se vida após vida por um longo tempo dentro do Budadharma antes daquela iluminação. Quando se colhe o fruto do longo processo de cultivação, isto é chamado súbito. Gradual se refere ao longo processo de cultivação, mas o dia em que a cultivação se completa, há a iluminação súbita. Por essa razão eu digo que não há súbito ou gradual.

“Por que fazer divisões de Norte e Sul?” Quanto mais fazer divisões como localidades. O que é sul? Você pode chamar um certo local de sul, mas se você vai ao sul dele, ele torna-se norte. No Sutra Sarangama há uma discussão do meio (intermédio), “quando visto do leste, ele é oeste, e quando visto do sul, ele é norte”. Sul e norte também são assim. Não há realmente norte ou sul, então por que fazer tais distinções em seu coração?

“Sábio e comum são partes de Um”. Sábio refere-se ao Buda; comum refere-se aos seres viventes. O mundo é dividido nesses dois tipos, mas “a natureza básica é absolutamente a mesma”. Estado de Buda é a realização da Natureza de Buda. Os seres viventes também podem revelar a sua Natureza de Buda.

“Não discuta leste e oeste”. Não diga que no oeste Amitabha é um Buda, e no leste todas as criaturas são apenas seres viventes. Não faça tais discriminações em seu coração. A Canção da Certificação para o Caminho do Grande Mestre Yung Jya diz: “Não existem pessoas e nem Budas. Os reinos como os grãos de areia em mil mundos são como uma bolha no oceano”. Se você compreende o Budadharma, não há nada a que você possa se apegar. Se você ainda tem um apego, você ainda não compreendeu o Budadharma.

“Não discuta leste e oeste”. Por que inventar tantas questões? Afinal, de onde vêm tantas questões? Essas questões nos lembram de Yajnadatta, que olhou no espelho em certa manhã e viu que a pessoa refletida tinha uma cabeça, momento em que ele compreendeu que nunca havia visto a sua própria cabeça, e concluiu que ela estava perdida. O pensamento levou-o à loucura, e ele correu desesperadamente à procura de sua cabeça. Realmente a sua cabeça não estava perdida. Ele mesmo havia chegado a essa conclusão. As pessoas que se tornam apegadas ao Budadharma são também assim. Elas se envolvem na busca pelo Budadharma. Como você realmente encontra o Budadharma? Volte-se para si; isto é o Budadharma. Voltar-se para si significa despertar. Desperte! Isto é o Budadharma. Se você não despertou, você ainda está dentro do Budadharma, mas você não compreende o que você é.

Para continuar a discussão sobre a equanimidade de seres viventes e o Buda, seres viventes são Budas pretéritos que tornaram-se seres viventes. Para seres viventes tornarem-se Budas novamente, eles necessitam apenas retornar à origem e estabelecer o Estado de Buda. Portanto ele diz: “Sábio e comum são partes de Um. A natureza básica é absolutamente a mesma”.

Sutra Diamante – Capítulo 31 – Nem Conhecimento e Nem Visão são Produzidos.

Original

Respeito-lhes Profundamente

Subhuti, a existência de um ‘eu’ pregada pelo Tathagata é nenhuma existência de um ‘eu’. A existência do ‘eu’ refere-se ao falso ‘eu’ … é nenhuma existência de um ‘eu’ significa que não é o verdadeiro ‘eu’. As pessoas comuns tomam o falso ‘eu’ como verdadeiro, mas pessoas comuns são pregadas pelo Tathagata como nenhuma pessoa comum, porquanto são chamadas pessoas comuns. “Subhuti, aqueles que no presente são pessoas comuns, eventualmente realizarão o Estado de Buda, tal que o Tathagata diz que eles não são pessoas comuns. Você não deve olhá-las como (pessoas) ordinárias”. O Buda disse que todos os seres viventes possuem a Natureza de Buda, todos podem tornar-se Budas. É apenas em razão do falso pensamento e do apego que eles ainda não se tornaram capazes de certificarem-se para o Estado de Buda. O Buda considera todos os seres viventes como seus antigos pais e mães, e como futuros Budas. Pessoas comuns apenas são chamadas pessoas comuns porque isso é o que elas são agora.

Sutra Diamante – Capítulo 25 – Transformação Sem o Que é Transformado.

Original

Sobre Tornar-se Buda

Em razão de Subhuti haver cultivado boas raízes ao longo de ilimitados kalpas, não foi difícil para ele acreditar. Ele percebeu, todavia, que alguém na Era do Fim do Dharma, num tempo quando as pessoas são amantes da luta, que pudesse acreditar, compreender, receber e ostentar o sutra, seria um indivíduo muito raro e supremo. E por quê? Tais pessoas não terão a marca do eu, significando que não têm a cobiça. Nem a marca dos outros, significando que não têm a ira. Nem a marca dos seres viventes, significando que não são estúpidos. Nem a marca de uma vida, significando que não têm desejo. Essas pessoas não têm cobiça, ira, estupidez, ou desejo – esses quatro tipos de apego. As quatro marcas são sem uma marca. Nenhuma marca é marca real. Marca real é nenhuma marca. E por quê? Porque a marca real também é diferente de tudo que não possui marcas. Se você pode obter a marca real, isto é obter a substância primordial da Natureza própria de todos os Budas. Aqueles que renunciaram a todas as marcas são chamados Budas. Portanto, você também pode certamente tornar-se um Buda.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

A História após Tien-t’ai

Chih-i

Pintura do Shramana Chih-i. Imagem Via Wikipédia.

A escola de Tien-t’ai é a única das escolas do Budismo Chinês que deriva seu nome de seu centro geográfico (Monte Tien-t’ai) e não de uma escritura central (como no caso da escola Hua-yen) ou do seu método de prática (como no caso da Ch’na ou Terra Pura). Isto lhe deu uma medida de estabilidade e continuidade, uma vez que aqueles que residiam no Monte Tien-t’ai sentiam a necessidade de manter vivas as visões e as práticas da escola. Isto lhe permitiu sobreviver mesmo à grande perseguição ao Budismo em 845 que destruiu todas as outras escolas, salvo aquelas altamente descentralizadas como Ch’na e Terra Pura. Chih-i foi sucedido por seu discípulo de vinte anos, Kuan-ting (561-632), que compôs comentários sobre o Sutra do Nirvana ao estilo Chih-i. O sexto patriarca, Chan-jan (711-782) foi fundamental na revitalização da (linhagem) Tien-t’ai após ela ter perdido algum terreno para as recém-surgidas escolas Hua-yen, Ch’na e as escolas esotéricas. Ele compôs comentários sobre as escrituras e trabalhos de Chih-i, e se lhe atribui também um interessante desenvolvimento doutrinário. Com base na doutrina de interpenetração da mente absoluta através de todos os fenômenos de Chih-i, e no seu termo ‘Natureza-de-Buda do Caminho-Médio’, Chan-jan asseverou que todas as coisas, tanto animadas como inanimadas, possuem a Natureza de Buda, e podem dessa forma atingir a iluminação. A escola floresceu grandemente sob a sua liderança. Duas gerações mais tarde, todavia, a perseguição de Hui-ch’ang de 845 eclodiu, e o complexo do templo no Monte Tien-t’ai foi destruído juntamente com sua biblioteca e manuscritos, e seu clero foi dispersado. A escola sofreu um abrupto declínio após isto, mas não morreu. Discípulos Coreanos atenderam aos clamores para trazer os textos e ensinamentos da escola de volta para a montanha, e a escola lentamente começou reerguer-se. Durante a Dinastia Sung, dois eminentes monges da Tien-t’ai, Ssu-ming Chih-li (960-1028) e Tsun-shih (964-1032) foram muito ativos não apenas na propagação dos ensinamentos da Tien-t’ai, mas no estabelecimento em larga escala de sociedades da Terra Pura entre os clérigos, e na educação de leigos.

Sssu-ming Chih-li também iniciou uma controvérsia que dividiu a escola Tien-t’ai em duas facções para os séculos vindouros. Iniciando-se no ano 1000, isso ficou conhecido como a controvérsia de Shan-chia (‘alto da montanha’, isto é, a escola ortodoxa) versus Shan-wai (‘sopé da montanha’, isto é, a escola heterodoxa), e que tocou em pelo menos quatro questões distintas quanto à autenticidade de uma determinada versão de um dos trabalhos de Chih-i, a colocação de uma doutrina específica do Surgimento Dependente (pratītya-samutpāda) dentro do ‘Ensinamento Distinto’ ou em outro lugar do arcabouço dos ensinos, a relação entre o mal inerente no princípio absoluto e o mal dentro dos seres em particular, e a natureza da Terra Pura. A controvérsia de Shan-chia x Shan-wai proveu a base para um fluxo constante de tratados e escrituras durante a dinastia Ming. Após aquele período, a escola acomodou-se numa existência tranquila, e ao fim da dinastia Ming, era menos uma escola autoestabelecida do que um conjunto de textos e doutrinas nos quais alguns estudantes buscavam especializar-se (embora certos clérigos ainda alegassem ser parte da escola T’ien-t’ai). Também, a partir do século 9, com a visita de Saichō  à China em busca do Monte T’ien-t’ai, a escola veio para o Japão, onde tornou-se conhecida como escola Tendai, uma das maiores tradições do Budismo Japonês.

Fonte: DAMIEN KEOWN. “T’ien-t’ai.” A Dictionary of Buddhism. 2004.Extraído  da  Encyclopedia.com: http://www.encyclopedia.com/doc/1O108-Tientai.html

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

A Doutrina das Três Verdades de Tien-t’ai

Chih-i

Pintura do Shramana Chih-i. Imagem Via Wikipédia.

Chih-i sentia alguma insatisfação com a análise metafísica essencialmente negativa dos ensinamentos do Madhyamaka (como é visto pelo fato de que, nos ‘Cinco Períodos’ do seu esquema de classificação doutrinária, o período do Prajñā-pāramitā não é o período final). Assim, Chih-i propôs as Três Verdades: as verdades da vacuidade (śūnyatā), transitoriedade, e (caminho) médio. Chih-i também resgatou essa verdade do caminho médio de um tratado da ontologia do ser (concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres) que afirmava haver um agente operacional dentro do universo. Ao passo que os ensinamentos da vacuidade do Madhyamaka afirmavam como as coisas existiam de forma seca e estática, Chih-i caracterizou a natureza final das coisas como consciência (vijñāna), cunhando o termo ‘Natureza-de-Buda do Caminho-Médio’. A mente onisciente do Buda presente em toda a realidade fenomenal, e assim todas as coisas no mundo eram parte da consciência do Buda. Dessa forma, essa mente absoluta operava através de todas as coisas trabalhando compassivamente pela libertação de todos os seres. O fato de que essa mente encontrar-se-ia tanto nos fenômenos puros como impuros, levou T’ien-t’ai a abraçar um ensino único: que a mente absoluta possui aspectos tanto puros como impuros; em outras palavras, que as coisas imorais e impuras no mundo serviam como o veículo para a atividade de salvação do Buda, tanto quanto as coisas que eram puras. T’ien-t’ai é a única escola do Budismo Chinês que atribui aspectos impuros à Mente-do-Buda. Para T’ien-t’ai, todavia, isto era simplesmente uma consequência lógica da atribuição da onisciência à Mente-do-Buda que perceberia todas as coisas, e assim incorporaria todas as coisas em si, quer puras ou impuras, e faria uso dessas para chegar a todos os seres.

Fonte: DAMIEN KEOWN. “T’ien-t’ai.” A Dictionary of Buddhism. 2004.Extraído  da  Encyclopedia.com: http://www.encyclopedia.com/doc/1O108-Tientai.html

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

A Natureza de Buda

Antes de morrer, o Bem-Aventurado decidiu empreender uma longa jornada. Ele queria visitar alguns dos seus discípulos e exortá-los a manter em observância os seus ensinamentos com escrupuloso cuidado. Tendo somente Ananda em sua companhia, ele deixou a cidade de Rajagriha.

Certo dia, enquanto estava descansando à beira de um campo, ele disse a Ananda:

“Virá o tempo em que os homens se perguntarão porque outrora eu entrei no útero de uma mulher. Eles questionarão a pureza perfeita do meu nascimento, e duvidarão que eu sempre tive poder supremo. Esses homens ignorantes nunca compreenderão que, para aquele que devota a sua vida às obras de santidade, o corpo está livre da impureza do nascimento. Aquele que quiser buscar a sabedoria suprema deve entrar no útero de uma mulher; ele deve, por piedade pela humanidade, nascer no mundo dos homens. Pois, se ele fosse um Deus, como poderia colocar em movimento a Roda-da-Lei? Imagine o Buda como um Deus, Ananda; os homens logo perderiam o ânimo. Eles diriam: ‘O Buda, que é um Deus, tem a felicidade, a santidade, a perfeição; mas nós, como poderíamos atingi-las’? E cairiam em profundo desespero. Oh, deixe-os assim pensarem, essas criaturas ignorantes! Que não tentem roubar a lei, porque fariam mau uso dela. É melhor que considerem a Natureza de Buda incompreensível, esses homens que nunca serão capazes de medir a minha eminência!”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

O Avatar

Minha vida vinha passando por grandes transformações. Andava solitário, introspectivo, não era mais aquele urbanóide de outrora. Buscava lugares quietos, longe das multidões e de muita conversa. Inclinava-me para uma vida mais despojada, quando em janeiro de 2004, eu e a Dôra, fizemos uma visita ao seu irmão Júlio, um ambientalista militante, que vive em André do Mato Dentro, um subdistrito isolado pertencente ao município de Santa Bárbara-MG, diga-se de passagem, de difícil acesso. Adorei aquele lugar. Andamos no mato e, instruídos por Júlio, um profundo conhecedor da flora do cerrado, viríamos a estreitar os laços com a natureza daquele lugar maravilhoso.

Visitamos então uma cachoeira após longa caminhada. Na volta, no dia 07 de janeiro de 2004, Júlio fez essa foto que adotei como meu avatar. Aquela pessoa caminhando à frente é Maria Auxiliadora (Dôra).

Avatar de Muccamargo

A Trilha do Grande Veículo

Foi aí! Aí que eu começaria a empreender a longa jornada. Entendi que essa trilha era o Caminho. Por essa razão, o primeiro blog chamaria “Cristal Perfeito – A Trilha do Grande Veículo”, o Veículo Único, o veículo da igualdade entre todas as coisas. Ideias que eu vinha fomentando desde os idos de 1979 começavam a se cristalizar. A tão procurada Natureza de Buda não estava em lugar algum, mas eu é que estava nela, imerso, como a impureza num Cristal Perfeito.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

Pérolas do Universo – Fascículo XV

“Embora exista a diferença do tempo, o corpo é um. O mesmo é o caso com a Natureza de Buda dos seres. ‘Se alguém diz que no ser existe uma Natureza de Buda separada, isto não é assim. Por quê? Porque o ser é a Natureza de Buda, e a Natureza de Buda é o ser. Através da diferença no tempo, temos a diferença do Puro e o não-Puro’.”

Leia mais em Pérolas do Universo, Fascículo 15.

Perolas do Universo 15

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Conteúdo deste Fascículo:

Sete Tipos de Pessoas às Margens do Ganges 3

Primeiro Tipo de Pessoas 4

Segundo Tipo de Pessoas 5

Terceiro Tipo de Pessoas 5

Quarto Tipo de Pessoas 6

Quinto Tipo de Pessoas 7

Sexto Tipo de Pessoas 7

Sétimo Tipo de Pessoas 8

A Parábola dos Cegos e o Elefante 9

A Vida, a Cor e a Fama do Bodhisattva 11

A Terra Sobre a Unha do Dedo 12

Inumeráveis Nomes para Uma Coisa 13

Um Significado para Inumeráveis Nomes 14

Inumeráveis Significados para Inumeráveis Nomes 15

Inumeráveis Nomes para Um Significado 16

Um Monge Chamado Kutei 16

A Virtude da Dúvida 17

O Aspecto Temporal dos Seres 18

Quando Falo da Minha Própria e Livre Vontade 19

Quando Falo Seguindo a Vontade de Outros 20

Quando Falo Seguindo Minha Própria Vontade e a de Outros  22

Aquele que Sempre Afunda 23

Aquele que Afunda e Flutua Novamente 24

Aquele que Flutua e Permanece 26

Aquele que Flutua e Olha Tudo ao Redor 28

Aquele que Olha Tudo ao Redor e Então se Vai 29

Aquele que Sai e Então Permanece Lá 30

Aquele que Alcança a Outra Margem  31

Pérolas do Universo – Fascículo XIV

O Buda disse: “Oh bom homem! [Suponha que] exista uma estrada plana. Os seres caminham [ao longo dela], e não há nada que obstaculize o seu avanço. No meio da estrada existe uma árvore, cuja sombra é fresca. Os viajantes fazem uma parada nesse lugar com o seu palanquim e descansam. Mas, existe sempre a sombra da árvore nesse lugar, e não há diferença. A sombra não se acaba, e ninguém a leva embora. A estrada é a Via Sagrada, e a sombra a Natureza de Buda.”

Leia mais em Pérolas do Universo, Fascículo 14.

Perolas do Universo 14

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Conteúdo deste Fascículo:

A História do Castelo de Kushinagar  3

A História do Castelo de Kapilavastu   6

A História do Monastério de Jetavana  8

O Menino Insuperável  11

As Onze Virtudes da Lua-Cheia  12

Tempo Correto Para a Prática da Meditação   13

Tempo Correto Para a Prática da Sabedoria  13

Tempo Correto Para a Prática da Equanimidade  14

As Dez Virtudes do Bodhisattva  15

Fé. 15

Preceitos. 15

Amizade com Bons Amigos da Via. 16

Quietude. 16

Esforço. 17

Memória. 17

Gentileza. 17

Proteção do Dharma. 18

Doação. 18

Sabedoria. 19

Carma Determinado e Indeterminado   20

A Retribuição Cármica do Bodhisattva  21

Palavra Verdadeira  22

Dois Tipos de Pessoas  23

O Corpo e o Fogo. 24

A Prática do Corpo   25

A Prática dos Preceitos  26

A Prática da Mente  27

A Prática da Sabedoria  28

Fuga do Inferno. 29

A Árvore Bodhi 30

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