A Prajna sem Marcas

As dez direções são leste, sul, oeste, norte, os pontos intermediários, acima e abaixo. Os três períodos de tempo são o passado, o presente e o futuro. Todos os Budas das dez direções e dos três períodos de tempo, e o dharma da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta à qual eles se certificaram emanam da prajna da marca real sem marcas.

Se você está apegado ao Buda, então você está apegado à marca da pessoa. Se você está apegado ao dharma, então você está apegado à marca dos dharmas. Se você está apegado ao vazio, você está apegado à marca do vazio. Isto não é o que se chama varrer todos os dharmas e abandonar todas as marcas. Se você abandona todas as marcas, isto é dharma. Se você não pode abandonar as marcas, você tem apegos e sua face originalmente existente, sua inteligência nativa, o tesouro do seu repositório, a prajna da sua própria natureza não pode se revelar. Se ela não pode aparecer, estará perdida? Não, ela não está perdida. Simplesmente você não pode usá-la (colocá-la em prática). Por exemplo, se num sonho você esquece que você é rico, sua riqueza é inútil. Se você desperta do sonho, então até mesmo o grande sistema de mil mundos estará vazio. A que você poderá se apegar?

Alguém poderá dizer: “Uma vez que o Budadharma não é imutável, por que falar das Seis Perfeições e das Dez Mil Práticas? Por que dizer que as pessoas devem observar os preceitos e cultivar bênçãos? Por que há qualquer dessas necessidades?”

Este ponto de vista está baseado em conhecimento distorcido e visões distorcidas. Por quê? Porque pessoas com tais atitudes guardam apegos em seus corações. Antes que apegar-se às marcas, deve-se contar com o dharma no sentido de cultivar; por exemplo, embora os preceitos sejam mantidos em observância, não deve haver qualquer apego à marca de mantê-los em observância. Embora se tenha bênçãos e virtudes, não se deve apegar-se às suas marcas. Se não se tem apegos, os méritos e virtudes daquela pessoa excedem o espaço vazio e permeiam o reino do dharma.

Mas algumas pessoas dizem que não há necessidade de observar os preceitos, e não observarão sequer os cinco preceitos no sentido de refrear a matança, o roubo, a má conduta sexual, a mentira e o uso de substâncias tóxicas. “O Budadharma não tem leis (dharmas) imutáveis”, eles argumentam, “então a minha matança não é matança, meu roubo não é roubo, minha mentira não é mentira”. Alguém que tenha tais ideias e visões altamente distorcidas certamente cairá nos infernos no futuro. Tenha muito cuidado para não cair numa espécie de vazio total que nega a causa e efeito professando que “ofensas são vazio, bênçãos são vazio, todas as coisas são vazio”. Se você não perpetra ações meritórias e virtuosas, você cria ofensas e um mau carma. A prática correta é fazer boas ações e não ser apegado a elas. É essencial realizar ações meritórias e virtuosas, e manter (em observância) os preceitos. Se você não mantém os preceitos você poderá cair nos infernos. Todos devem estar muito cientes sobre isso.

Sutra Diamante – Capítulo 8 – Com Base no Dharma Eles Surgem.

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Sobre Receber e Manter o Sutra

A parte do texto que começa com: “Se, por outro lado, uma pessoa recebesse e mantivesse mesmo tão pouco quanto quatro linhas de um verso desse sutra,” foi pregada pelo Buda Shakyamuni. Receber significa que o coração o recebe. Manter significa que o corpo coloca o ensinamento em prática.

Uma pessoa não necessita receber e manter todo o Vajra Sutra, mas pode aprender a recitar não mais que um verso de quatro linhas, tal como aquelas que vêm posteriormente no texto:

Se alguém me vê na forma,

Se alguém me procura no som,

Ele pratica uma via tortuosa

e não pode ver o Tathagata.

O verso diz que se uma pessoa reconhece o Buda através de marcas tangíveis, ou procura pelo Buda no som da sua voz, aquela pessoa pratica dharmas externalistas distorcidos (desvirtuados) e demoníacos, ao invés do verdadeiro e real Budadharma. Por quê? O Verdadeiro Budadharma é destituído de forma ou aparência. É verdadeiro vazio e existência maravilhosa. Não se deve dispender esforços com marcas falsas.

Um outro verso de quatro linhas diz:

Tudo o que possui marcas é falso e vazio.

Se você vê todas as marcas

como não marcas

Então você vê o Tathagata.

Um outro:

Não há marca do eu,

e nem marca dos outros,

nem marca dos seres viventes,

e nem marca de uma vida.

Um outro:

Todos os dharmas condicionados

são como sonhos, ilusões, bolhas, sombras,

como gotas de orvalho e um lampejo.

Contemple-os assim.

Em geral, pode-se memorizar quaisquer quatro linhas que lhes toquem e explicá-las para os outros. Não se deve interpretar a passagem do texto do sutra nesta seção (comentário) como referindo-se somente aos versos deste sutra em particular, porque não há dharmas fixos (imutáveis). Se alguém persiste em dadas quatro linhas, o dharma torna-se estático. O Vajra Sutra subjuga o coração (sentimento) de apego rígido e habilita-o a apartar-se de todas as marcas. Ele varre todos os dharmas e aparta-o de todas as marcas. Separação de todas as marcas é Estado de Buda. Não se apegue a quatro linhas em particular. Mantenha o dharma vivo! Que seja como um vigoroso dragão, como um tigre correndo. Recite o sutra até que ele reverbere e ressoe. Fale até ele ecoar. Não seja tão massante a ponto de por todos a dormir, e então estupidamente pensar que a sua leitura lhes fez entrar em samadhi.

Receber e manter o sutra é a cultivação do próprio benefício e leva à própria iluminação. Explicá-lo para outros beneficia e ilumina-lhes.

Se você puder receber e manter um verso de quatro linhas para si, e falar sobre ele para os outros, as bênçãos e virtudes daquele ato são longinquamente maiores que as bênçãos e virtudes resultantes para a pessoa que oferece três mil grandes sistemas de mil mundos cheios das sete gemas preciosas como doação. Por quê? Porque a doação do dharma é a mais suprema forma de doação, e como tal supera longinquamente a doação de riquezas.

Sutra Diamante – Capítulo 8 – Com Base no Dharma Eles Surgem.

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A Verdadeira Natureza das Bênçãos

Cada sistema de mundo contém:

1 Monte Sumeru;

1 Conjunto de Quatro Grandes Continentes, a saber: Jambudvipa ao sul, Purva-videha ao leste, Apara-godaniya ao oeste, e Uttarakuru ao norte;

1 sol, e uma lua.

Um milhar de tais sistemas de mundos é chamado um pequeno sistema de mil mundos. Um milhar de pequenos sistemas de mil mundos é chamado um médio sistema de mil mundos. Um milhar de médios sistemas de mil mundos é chamado um grande sistema de mil mundos. Em virtude de a palavra “mil” ocorrer três vezes, o grande sistema de mil mundos se refere a Três Mil Grandes Sistemas de Mil Mundos. Esse gigantesco sistema de mundos contém ilimitadas Terras Búdicas, e a despeito do seu nome, o número de mundos que ele contém pode variar, uma vez que o dharma não é imutável. Também, não se deve apegar-se a um número exato.

A pessoa que doa as sete gemas preciosas que são ouro, prata, lápis-lazuli, cristal, madrepérola, pérola vermelha e carnelian; não doa apenas um pouco delas. Ela dispõe do suficiente para preencher todos os três mil grandes sistemas de mil mundos. Quanto isto seria!

Subhuti disse: “Essa pessoa ganharia muito na forma de bênçãos e virtudes. Todavia, suas bênçãos e virtudes, sendo tangíveis, não seriam as bênçãos e virtudes essenciais que são sem marcas. Portanto, embora as bênçãos e virtudes das quais o Buda fala sejam vastas, elas seriam superficiais e sem a natureza real das bênçãos e virtudes. Dessa forma, quando o Buda falou das bênçãos e virtudes como sendo muitas, ele estava referindo-se às suas marcas, e não à sua natureza.”

Sutra Diamante – Capítulo 8 – Com Base no Dharma Eles Surgem.

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Com Base no Dharma Eles Surgem

Sutra:

Subhuti, o que você pensa? Se alguém preenchesse três mil grandes sistemas de mil mundos com as sete gemas preciosas e desse-lhes como uma doação, ele obteria muitas bênçãos e virtudes?”

Subhuti disse: “Muitas, Honrado pelo Mundo. E por quê? Tais bênçãos e virtudes não são da natureza de bênçãos e virtudes. Porquanto o Tathagata fala de muitas bênçãos e virtudes.”

(O Buda disse): “Se, por outro lado, uma pessoa recebesse e mantivesse mesmo tão pouco quanto quatro linhas de um verso desse sutra, e falasse delas para os outros, suas bênçãos superariam aquelas anteriores. E por quê? Subhuti, todos os Budas e todos os dharmas do Anuttara-Samyak-Sambodhi dos Budas emergem deste sutra. Subhuti, os Budadharmas pregados não são Budadharmas.”

Comentário:

Nesta seção se estabelece que todos os Budas e todos os Bodhisattvas surgem deste sutra.

Sutra Diamante – Capítulo 8 – Com Base no Dharma Eles Surgem.

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Os Sábios Dignos

Portanto, o que distingue os sábios dignos é o dharma não-condicionado. Dharma não-condicionado é não-ativo e destituído de marcas, caracterizado pela sua carência de marcas. Basicamente, o Budadharma não necessita ser estudado. Ninguém está apartado dele; todos são capazes de conhecê-lo. Quando o apego é abandonado, o Budadharma aparece. Se os apegos não são abandonados, quanto mais se apega menos se tem. Uma vez que todas as coisas tenham sido demolidas, nada mais pode ser agarrado. É necessário demolir os apegos com a mão esquerda e, com a mão direita, pegar a prajna da marca real. Mas dizer que se pega a prajna é apenas uma figura de linguagem. Isto não quer dizer que realmente há algo que possa ser agarrado com as mãos. Se fosse possível capturar todo o espaço vazio em um punho, então se poderia capturar e segurar a prajna da marca real. Como se é incapaz de capturar todo o espaço vazio com um golpe da mão, não se deve fazer qualquer tentativa inútil de agarrar a prajna da marca real. A prajna da marca real excede o espaço vazio e permeia o reino do dharma. Todas as coisas estão basicamente dentro da prajna da marca real. Como poderia haver um aperto maior? É simplesmente em razão dos apegos que a substância básica do corpo de dharma não é atingida, e a face original de alguém não é reconhecida. Os seis Patriarcas disseram:

Basicamente, Bodhi não tem árvore,

Nem qualquer espelho brilhante,

Basicamente, não há uma coisa,

Assim, onde pode a poeira assentar-se?

Aqueles que podem realmente demolir todas as coisas e investigar o significado daquilo, podem atingir a genuína, originalmente existente prajna da marca real. Dizer que ela é atingida é apenas uma figura de linguagem. Não há nada absolutamente atingido porque nada foi de fato perdido.

Sutra Diamante – Capítulo 7 – Nada Atingido, Nada Pregado.

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Nada Atingido, Nada Pregado

Sutra:

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata atingiu o Anuttara-Samyak-Sambodhi? O Tathagata pregou algum Dharma?”

Subhuti disse: “Como eu compreendo o que o Buda disse, não há um dharma concreto chamado Anuttara-Samyak-Sambodhi, e não há um dharma concreto que o Tathagata tenha pregado. E por quê? Os dharmas pregados pelo Tathagata não podem ser apreendidos e não podem ser falados. Não são dharmas e nem não-dharmas. E por quê? Dharmas não-condicionados distinguem os sábios dignos.”

Comentário:

Tathagata é uma palavra do Sânscrito que se traduz por “Assim Advindo”. É o primeiro dos Dez Títulos (Honoríficos) do Buda. Significa que o Buda percebeu o Caminho (Via) que é “Assim” e ele “Adveio” para realizar a Iluminação Correta.

O Tathagata atingiu o Anuttara-Samyak-Sambodhi? Atingiu se define com relação a (algo) “Perdido”. Quando algo foi perdido, ele pode ser atingido. Na sentença, deve-se substituir a palavra “atingiu” pela palavra “perdeu”: O Tathagatha perdeu o Anuttara-Samyak-Sambodhi? Se ele não o perdeu, então é impossível para ele atingi-lo novamente. Essa explicação deve tornar o significado claro. Ao se olhar ambos os lados da questão, compreende-se verdadeiramente.

Anuttara-Samyak-Sambodhi é “Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta”.

O Tathagata pregou algum dharma? Pode-se também inverter e perguntar: “O Tathagata não pregou o dharma?” Se diz-se que ele não pregou o dharma, ele o fez. Se diz-se que ele o fez, então por que ele próprio indagou se o tinha feito ou não? O que se deve responder neste caso? O Buda indagou a questão para testar a sabedoria de Subhuti. Se ele tinha a sabedoria do prajna ele deveria compreender o príncípio.

Quanto a saber se o Tathagata havia atingido o Anuttara-Samyak-Sambodhi, Subhuti não respondeu. Ele disse: “Minha compreensão daquilo que o Buda tem dito é que não há algo como o Anuttara-Samyak-Sambodhi”. Não há dharma com esse nome. Nada havendo, o que poderia ser atingido ou perdido? Por que não há tal dharma? Porque não há dharma concreto que o Tathagata pudesse pregar. O que o Tathagata fala é que Anuttara-Samyak-Sambodhi é nada mais que um nome. Na realidade, mesmo o nome é vazio e sem existência independente. Uma vez que ele basicamente não existe, o que poderia ser atingido? O que poderia ser perdido?

O ensino é pregado por que há pessoas. O remédio é prescrito por que há doenças. O dharma que o Tathagata prega não pode ser apreendido. É como varrer o chão quando está empoeirado. Quem prega? Quem varre? O dharma pregado é o dharma-poeira que o Tathagata varre. Ele não pode ser apreendido. Não é dharma e nem não-dharma. Que dharmas há? Não há nenhum. Não há nada afinal.

Sutra Diamante – Capítulo 7 – Nada Atingido, Nada Pregado.

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Uma Balsa para Atravessar o Mar do Sofrimento

Quanto a esse princípio, o Buda muitas vezes disse aos monges: “Vocês devem saber que o dharma que eu prego é como uma balsa”. A balsa é utilizada para atravessar o mar do sofrimento – do nascimento e da morte. Antes de ter escapado do (ciclo do) nascimento e da morte, você usa a balsa na cultivação. Uma vez que você tenha acabado com o (ciclo do) nascimento e da morte, você deve deixar a balsa de lado. Se você não deixa a balsa de lado, isso é apego. Se você não põe o dharma de lado, você tem um apego.

O apego aos dharmas infecta uma pessoa como uma doença. Usando o dharma que ensina a vacuidade dos dharmas como remédio, a doença pode ser curada. Uma vez curada, se a pessoa falha em compreender que ela está bem e continua a tomar o remédio, então ela desenvolve um apego sem sentido ao remédio, e que corresponde a uma outra doença. Aqueles que perceberam a vacuidade das pessoas e a vacuidade dos dharmas devem abandonar também o apego à não-existência dos dharmas.

As marcas dos dharmas devem ser deixadas de lado. Quando se acaba com o nascimento e a morte, deve-se deixar os dharmas de lado. Pessoas e dharmas são vazios. Deve-se deixar de lado até mesmo o dharma verdadeiro e apropriado, quanto mais então a não-existência dos dharmas. Deve-se abandonar todos os apegos remanescentes.

Sutra Diamante – Capítulo 6 – A Crença Apropriada é Rara.

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O Vazio de Todos os Fenômenos

Essas pessoas perceberam o vazio das pessoas e assim não possuem a marca do eu, dos outros, dos seres viventes ou da vida. Não possuir eu significa ver o eu como vazio. Não possuir marca dos outros significa ver as pessoas como vazio. Sendo ambos vazios, o eu e as pessoas, os seres viventes também são vazios. Naturalmente, quando os seres viventes tornam-se vazios, então não há marca de uma vida, que se refere à busca contínua pela imortalidade bem como à busca contínua de todas as coisas que se ama e não se pode ver através delas.

Ao perceber a vacuidade das pessoas deve-se também perceber a vacuidade dos dharmas (fenômenos), bem como abandonar a marca da não-existência dos dharmas (fenômenos). Quando não há qualquer dharma correto ou incorreto, chega-se à substância básica dos dharmas.

Se os corações daqueles seres viventes apegam-se às marcas, se eles se atêm à marca das pessoas, eles ainda agarram-se às quatro marcas e não obtêm a libertação. Eles não demoliram todas as coisas genuinamente. Se eles apegam-se à marca dos dharmas (fenômenos), eles ainda estão atados às quatro marcas; se apegam-se à marca da não-existência dos dharmas, eles também estão atados às quatro marcas, porque eles não vêem através delas e lhes destrói. Eles ainda não perceberam a vacuidade das pessoas, dos dharmas e a vacuidade de si próprios.

Sutra Diamante – Capítulo 6 – A Crença Apropriada é Rara.

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O Sistema de Meditação de Tien-t’ai

Chih-i

Pintura do Shramana Chih-i. Imagem Via Wikipédia.

Chih-i e seu mestre Hui-ssu, ambos eram mestres de meditação, e dois dos trabalhos de Chih-i, o Mo-ho chih-kuan (Grande Quietude e Contemplação) e Hsiao chih-kuan (Pequena Quietude e Contemplação) pegam um grande número de métodos de meditação e os sistematizam. Embora uma exposição completa desses métodos esteja para além do escopo desse trabalho, deve-se notar que essa classificação global das técnicas influenciou outras tradições que surgiriam à mesma época ou depois de Tien-t’ai. Por exemplo, ela inclui métodos de exercitação de atenção plena (mindfulness) nas atividades diárias e de percepção da realidade última através da contemplação da realidade fenomenológica, o que influenciaria diretamente o desenvolvimento do Ch’an. Ela também inclui métodos de invocação do nome e visualização da forma do Buda Amitābha, que daria um novo ímpeto para a já existente tradição da Terra Pura.

Fonte: DAMIEN KEOWN. T’ien-t’ai.” A Dictionary of Buddhism. 2004.Extraído  da  Encyclopedia.com: http://www.encyclopedia.com/doc/1O108-Tientai.html

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

O que são Boas Raízes?

“O que são boas raízes?”

Boas raízes são um outro nome para o seu Dharmabody (Corpo de Dharma) e sua sabedoria. Boas raízes são o alicerce inabalável que vem da cultivação. Um bom alicerce faz com que o seu Corpo de Dharma se manifeste, faz a sua sabedoria aumentar, e faz a sua prajna da marca real originalmente existente funcionar.

É essencial, todavia, que você plante boas raízes diante dos Três Tesouros no sentido de colher o fruto do Bodhi. Se você planta boas raízes com religiões não-Budistas, você não estará apto a colher qualquer benefício ultimado, não importando quão boas raízes você plante ou por quanto tempo você lhas nutra.

Seres viventes que produzem o mais puro, o mais sincero sentimento de crença ao ouvir o Vajra Sutra (Sutra Diamante) são aqueles que têm plantado boas raízes diante de ilimitados milhões de Budas. Ao dar origem a um tal coração (sentimento) verdadeiro, real, um coração que é isento da mínima divergência ou ceticismo, eles obtêm ilimitadas e irrestritas bênçãos e virtudes.

Sutra Diamante – Capítulo 6 – A Crença Apropriada é Rara.

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