A Razão Última do Debate

ORROZ, o mundo Saha[1] é desigual. Tudo se baseia nas discriminações. Por essa razão, há divergências a respeito de todas as coisas. O mundo Saha é tão desigual que podemos afirmar que cada indivíduo da sua espécie o vê de uma forma única. Por isso, nos critérios de avaliação da boa conduta de um humano,… Continuar lendo A Razão Última do Debate

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Equanimidade

Por que boas ações se compilam como momentos de vacuidade? ORROZ, quando se pratica ações puras, estas são destituídas do ‘eu’. Na verdade, não importa quem as pratica, quem as recebe, ou o quê se concede ou se oferece em doação. Isto é praticar a equanimidade. Isto é colocar-se acima dos mesquinhos interesses mundanos. Quando… Continuar lendo Equanimidade

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A Senhora dos Olhos Vendados

ORROZ, os agregados que formam a consciência de um humano são: tato (forma, matéria, rupa), sensação (sentimento), percepção (intuição), volição (compulsão), e têm-se consciência. Estes são os cinco skandhas. Isto, ORROZ, é que faz com que alguém possa ver com venda nos olhos, aquela chamada senhora Justiça, cujo símbolo o senhor deve conhecer. Isto é… Continuar lendo A Senhora dos Olhos Vendados

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O Fator Tempo

ORROZ, em seu pensamento, há uma indagação: “Por que meu diário não é diário? Como se explica os lapsos de tempo que ocorrem entre os registros?” ORROZ, esses lapsos de tempo aos quais se refere representam uma compilação dos momentos de vacuidade da sua própria existência. Não são determinados por fatores externos, mas sim pelo… Continuar lendo O Fator Tempo

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A Vacuidade dos Fenômenos

ORROZ andava tristonho, introspectivo, já não era o mesmo. Onde quer que estivesse ou fosse, sentia-se no Tribunal da Equanimidade. Ouvia vozes, falava sozinho, mas agora menos que outrora. Ali, onde se sentia estar, não havia direções, nem mesmo as de cima ou abaixo. Não havia lados de dentro ou fora. Era um sumidouro de… Continuar lendo A Vacuidade dos Fenômenos

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O Tribunal do Horror

ORROZ, a oeste daqui, num longínquo país chamado “Ingratidão”, existe um tribunal que faz julgamentos em seções públicas, com câmeras da TV aberta a produzirem sensacionalismo em torno do julgado “in situ”, e a invadirem o recinto sagrado da justiça. Aquele tribunal expõe, constrange, escarnece e tripudia réus, vende imagens, trata iguais como diferentes (como… Continuar lendo O Tribunal do Horror

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A Armadilha da Presunção

Percebemos uma ponta de ironia em seu sorriso quando nos referimos ao “Pequeno Tribunal” ao qual você pertence. Senhor ORROZ, este Tribunal da Equanimidade é extragaláctico, é supramundano. Enquanto extragaláctico, é superior na dimensão que sua espécie conhece; enquanto supramundano, evoca uma dimensão que a sua espécie não conhece. Caso contrário, como poderia ser equânime?… Continuar lendo A Armadilha da Presunção

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O Rolê de ORROZ

Certo dia, ORROZ, você saiu de bermuda, camiseta, sandália havaiana, e um bonezinho de time de futebol. Ao dar um rolezinho pelos corredores do Pequeno Tribunal ao qual pertence, não foi reconhecido pelos funcionários, quer fossem os de alto ou de baixo escalão, e nem pelos pares. Passou pela sala de imprensa, onde muitos repórteres… Continuar lendo O Rolê de ORROZ

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O Gozo das Aparências

Senhor ORROZ! Como já lhe dissera em outra ocasião: ‘um verdadeiro juiz não goza’. Um verdadeiro juiz não se permite expressões de prazer, constrangimento, contrariedade, indignação, surpresa, convicção ou êxtase; porque o fardo de quem julga e destina seus semelhantes à liberdade das ruas, ou ao inferno das prisões, é muito pesado, senhor ORROZ. Que… Continuar lendo O Gozo das Aparências

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O Domínio dos Fatos

O alazão de ORROZ chama-se ‘El Diablo’, que em bom português significa ‘O Diabo’. Ele amarrou o Diabo no poste de iluminação pública mais próximo, e adentrou o tribunal cuspindo fogo. Embora nada tivesse visto, mostrava-se indignado, pois ouvira uma canção que dizia: TIM TIM, TIM TIM, TIM TIM DILMA LÁ ! QUEM NÃO GOSTA… Continuar lendo O Domínio dos Fatos

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