No Leito de Morte de Suddhodana

O Mestre disse:

“Eis o corpo do meu pai. Não é mais o que era. Ninguém jamais venceu a morte. Aquele que nasce deve morrer. Mostre seu zelo pelas boas ações; caminhe na trilha que conduz à sabedoria. Construa uma lâmpada da sabedoria, e a escuridão se desvanecerá espontaneamente. Não siga as más leis; não plante raízes venenosas; não adira ao mal no mundo. Como o cocheiro que, tendo deixado a estrada para (seguir) um caminho acidentado, chora com a visão de um eixo quebrado; o mesmo se passa com o tolo, que se desviou da lei, e chora quando cai nas garras da morte. O homem sábio é a tocha que dá a luz ao ignorante; ele guia a humanidade, pois ele tem olhos, e os outros são cegos.”

O corpo foi carregado para uma grande pilha funeral. O Mestre ateou-lhe fogo, e enquanto o corpo de seu pai estava sendo consumido pelas chamas, e enquanto o povo de Kapilavastu chorava e lamentava, ele repetiu essas verdades sagradas:

“Sofrimento é nascimento, sofrimento é velhice, sofrimento é doença, sofrimento é morte. Oh sede de ser levado de nascimento a nascimento! Sede pelo poder, sede pelo prazer, sede de ser, sedes que são a fonte de todo sofrimento! Oh sedes do mal, o santo não as conhece, o santo que extinguiu o seu desejo, o santo que conhece o Nobre Caminho Óctuplo.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Silver Spring, MD 20902, United States

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Campinas, São Paulo, 13070-746, Brazil

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Guarujá, São Paulo, 11410-390, Brazil

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São Paulo, 03013-030, Brazil

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A Morte de Suddhodana

Próximo à cidade de Vaisali, havia uma imensa floresta que tinha sido presenteada ao Mestre, e lá ele estava vivendo quando lhe chegaram notícias de que seu pai, o Rei Suddhodana, tinha caído doente. O rei já era um homem velho; a doença era grave; temia-se que ele estivesse morrendo. O Mestre decidiu visitá-lo e, voando através do ar, ele chegou a Kapilavastu.

Rei Suddhodana e a Rainha Maya

O Rei Suddhodana no auge de sua vida, e a Rainha Maya.

O rei encontrava-se abatido em seu leito. Estava ofegante. A morte estava muito próxima. No entanto, ele sorriu quando viu o seu filho. E o Mestre falou essas palavras:

“Longa é a estrada pela qual você tem viajado, oh Rei, e você sempre tem se esforçado para fazer o bem. Você nada sabia de maus desejos; seu coração era inocente, o ódio e a ira nunca cegaram a sua mente. Feliz é aquele que é dado a fazer o bem! Feliz é aquele que olha para dentro de um lago límpido e vê o seu rosto imaculado, mas muito mais feliz é aquele que examina a sua mente e sabe a pureza dela! Sua mente é pura, oh Rei, e a sua morte é tão tranquila quanto o crepúsculo de um belo dia.”

“Abençoado”, disse o Rei, “Agora eu compreendo a impermanência do mundo. Estou livre de todo o desejo; estou livre dos grilhões da vida.”

Mais uma vez, ele prestou homenagem ao Buda. Então, voltou-se para os servos reunidos no salão.

“Amigos”, disse ele, “devo ter-lhes prejudicado muitas vezes, porém, em nenhuma ocasião vocês se mostraram aborrecidos com os malefícios. Vocês foram gentis e bons. Mas, antes de eu morrer, devo ter o seu perdão. Os erros que cometi com vocês foram sem intenção; perdoem-me, amigos.”

Os servos estavam chorando. Eles murmuraram: “Não, você nunca nos prejudicou, senhor!”

Suddhodana continuou:

“E você, Mahaprajapati, você que foi minha consorte piedosa, você a quem vejo em prantos, acalme sua dor. Minha morte é uma morte feliz. Pense na glória dessa criança que você criou; contemple-o em todo o seu esplendor, e alegre-se.”

Ele morreu. O sol estava se pondo.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

O Avatar

Minha vida vinha passando por grandes transformações. Andava solitário, introspectivo, não era mais aquele urbanóide de outrora. Buscava lugares quietos, longe das multidões e de muita conversa. Inclinava-me para uma vida mais despojada, quando em janeiro de 2004, eu e a Dôra, fizemos uma visita ao seu irmão Júlio, um ambientalista militante, que vive em André do Mato Dentro, um subdistrito isolado pertencente ao município de Santa Bárbara-MG, diga-se de passagem, de difícil acesso. Adorei aquele lugar. Andamos no mato e, instruídos por Júlio, um profundo conhecedor da flora do cerrado, viríamos a estreitar os laços com a natureza daquele lugar maravilhoso.

Visitamos então uma cachoeira após longa caminhada. Na volta, no dia 07 de janeiro de 2004, Júlio fez essa foto que adotei como meu avatar. Aquela pessoa caminhando à frente é Maria Auxiliadora (Dôra).

Avatar de Muccamargo

A Trilha do Grande Veículo

Foi aí! Aí que eu começaria a empreender a longa jornada. Entendi que essa trilha era o Caminho. Por essa razão, o primeiro blog chamaria “Cristal Perfeito – A Trilha do Grande Veículo”, o Veículo Único, o veículo da igualdade entre todas as coisas. Ideias que eu vinha fomentando desde os idos de 1979 começavam a se cristalizar. A tão procurada Natureza de Buda não estava em lugar algum, mas eu é que estava nela, imerso, como a impureza num Cristal Perfeito.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

Berkeley, CA 94703, United States

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O Orgulho de Nanda

Ele sentia um grande orgulho por ter conquistado as suas paixões. “Eu sou um verdadeiro santo”, disse para si, “e em virtude, não me darei por vencido nem pelo meu irmão.”

Fez um robe para si do mesmo tamanho que o do Mestre. Alguns monges viram-lhe à distância, e disseram:

“Ai vem o Mestre. Vamos nos levantar e cumprimentar-lhe.”

Mas conforme Nanda se aproximou, eles viram o seu engano. Sentiram-se envergonhados, e conforme sentaram-se novamente, disseram:

“Ele não tem permanecido na comunidade tanto quanto nós; por que deveríamos levantar na sua presença?”

Nanda tinha sentido prazer em ver os monges levantarem-se em sua aproximação; e sentiu-se envergonhado ao vê-los sentarem-se novamente. Mas ficou receoso de reclamar; sentindo que eles lhe culpariam. No entanto, não lhe serviu de lição; e ele continuou a caminhar através do Bosque dos Bambús, vestindo um robe que era semelhante ao do Buda. À distância, ele era tomado pelo Mestre, e os monges levantariam dos seus assentos; mas ao se aproximar, eles ririam e sentariam novamente.

Finalmente, um monge foi ao Buda e lhe falou. Ele ficou muito descontente. Reuniu os monges, e na frente de todos eles, perguntou a Nanda:

“Nanda, você de fato veste um robe do mesmo tamanho que o meu?”

“Sim, Bem-Aventurado!”, respondeu Nanda; “eu vesti um robe do mesmo tamanho que o vosso.”

“O quê!”, disse o Mestre, “um discípulo se atreve a fazer um robe para si do mesmo tamanho que o do Buda! O que você quer dizer com tal audácia? Uma ação deste tipo não contribui para despertar a fé do crente, nem ajuda a fortalecer a fé do crente. Você deve encurtar o seu robe, Nanda, e no fututro, qualquer monge que faça um robe para si do mesmo tamanho que o do Buda, ou maior que o do Buda, estará cometendo uma grave ofensa, uma ofensa pela qual ele será severamente punido.”

Nanda viu o erro de seus modos, e percebeu que para ser um verdadeiro santo, ele teria que conquistar o seu orgulho.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Nanda Triunfa sobre a Vaidade

Mas os monges ainda olhavam para ele com desaprovação. Não falariam mais com ele; e frequentemente, quando o encontravam no Bosque dos Bambús, lhe sorriam com desdém. Isto lhe fez infeliz. Ele pensou: “Eles parecem tolerar-me com má vontade; eu me pergunto por quê?” Certo dia, ele parou Ananda que estava de passagem, e indagou-lhe:

“Por que os monges me evitam? Por que você não fala mais comigo, Ananda? Anteriormente, em Kapilavastu, éramos amigos, bem como parentes. O que fiz para ofendê-lo?”

“Pobre homem!”, respondeu Ananda. “Nós, que meditamos sobre as verdades sagradas, fomos proibidos pelo Mestre de falar com você, que medita sobre os encantos de uma Apsara!”

E o deixou.

Nanda ficou muito perturbado. Correu para o Mestre; caiu aos seus pés e chorou. O Mestre disse-lhe: “Seus pensamentos são maus, Nanda. Você é escravo dos seus sentimentos. Primeiro foi Sundarika, agora é uma Apsara que vira a sua cabeça. E você renasceria! Renasceria em meio aos Deuses? Que loucura, que vaidade! Esforce-se para alcançar a sabedoria, Nanda; dê atenção aos meus ensinamentos, e mate suas paixões devoradoras.”

Nanda ponderou as palavras do Buda. Tornou-se um discípulo muito obediente, e gradualmente purificou o seu pensamento. Sundarika não mais aparecia-lhe em sonhos, e agora, quando ele pensava na Aspara, ele ria de ter desejado tornar-se um Deus por causa dela. Um dia, quando ele viu a macaca hedionda fitando-lhe do topo de uma árvore, ele gritou numa voz triunfante:

“Salve, você que Sundarika não pode se igualar em graça; salve, você que é mais bonita até que a mais bela Aspara!”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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