CAP. 20: O Bodhisattva Sem – Desprezo

Sutra de Lótus

Naquela ocasião, o Buda disse ao Bodhisattva Mahasattva Grande Força: “Você deve saber que se alguém injuria, insulta ou difama um Monge, Monja, Leigo ou Leiga que ostenta o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, incorrerá em crime pela grande ofensa, recebendo a retribuição conforme descrito anteriormente. As virtudes meritórias obtidas através dos olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente do portador do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa são também como descrito acima[1]”.

 “Grande Força, certa vez, há ilimitados, incomensuráveis, inconcebíveis asamkhyas de kalpas atrás, existiu um Buda chamado Tathagata Rei do Som Maravilhoso, Merecedor de Ofertas, de Conhecimento Correto e Universal, de Conduta e Clareza Perfeitas, um Bem-Aventurado que Compreende o Mundo, Senhor Supremo, Herói Disciplinado, Mestre de Seres Celestiais e Humanos, Buda, Honrado pelo Mundo. Seu kalpa era chamado ‘Isento de Decadência’ e seu país era chamado ‘Grande Conquista’”.

 “Naquela terra, o Buda Rei do Som Maravilhoso pregou a Lei para seres celestiais, humanos e asuras. Àqueles que buscavam tornarem-se Ouvintes, ele pregou a Lei das Quatro Nobres Verdades para que transcendessem o nascimento, a velhice, a doença e a morte; alcançando o último Nirvana. Àqueles que buscavam tornar-se Pratyekabudas, ele pregou a Lei das Doze Causas e Relações. Aos Bodhisattvas, no intuito de conduzi-los ao Anuttara-Samyak-Sambodhi, ele pregou a Lei dos Seis Paramitas, que culmina na
sabedoria do Buda”.

 “Grande Força, o Buda Rei do Som Maravilhoso tinha a duração da vida equivalente a kalpas iguais em número aos grãos de areia de quarenta miríades de kotis de nayutas de Rios Ganges. A sua Lei Correta permaneceu no mundo durante kalpas iguais em número às partículas de pó de um continente Jambudvipa. A sua Lei Adulterada permaneceu no mundo durante kalpas iguais em número às partículas de pó de um conjunto de quatro continentes. Após beneficiar os seres viventes, ele passou à extinção”.

 “Após as suas Leis Correta e Adulterada tornarem-se completamente extintas, surgiu ainda um outro Buda naquele país, também chamado Tathagata Rei do Som Maravilhoso, Merecedor de Ofertas, de Conhecimento Correto e Universal, de Conduta e Clareza Perfeitas, um Bem-Aventurado que Compreende o Mundo, Senhor Supremo, Herói Disciplinado, Mestre de Seres Celestiais e Humanos, Buda, Honrado pelo Mundo. Dessa forma, em seqüência, sucederam-se vinte mil kotis de Budas, todos com o mesmo nome”.

 “Quando o primeiro Tathagata Rei do Som Maravilhoso passou à extinção, e após a extinção da sua Lei Correta, durante a era da sua Lei Adulterada, existiram Monges de arrogância desmedida que assumiram grande poder[2]. Naquela época, existiu um Monge-Bodhisattva chamado Sem-Desprezo”.

 “Grande Força, por que  razão ele era chamado Sem-Desprezo? Quem quer que esse Monge encontrasse, fosse um Monge, Monja, Leigo ou Leiga, ele curvava-se para todos eles e louvava-os, dizendo: ‘Respeito profundamente todos vocês e não ouso desprezá-los. Por quê ? Porque são todos praticantes da Via do Bodhisattva e atingirão o estado de Buda’. Esse Monge não lia e nem recitava Sutras, mas especializou-se em fazer reverência a ponto de que quando via de longe assembléias dos quatro tipos de crentes, aproximava-se deles, curvava-se e louvava-os, dizendo: ‘Eu não ouso desprezá-los, porque todos vocês tornar-se-ão Budas’”.

 “Em meio à assembléia dos quatro tipos de crentes, havia alguns que se tornavam irados, aqueles de pensamentos impuros que o insultavam com maledicências, dizendo: ‘De onde veio esse Monge insano, que diz ‘não ouso desprezá-los’ e então nos concede profecias, dizendo que todos nos tornaremos Budas? Não necessitamos dessas falsas profecias’! Dessa forma, ao longo de muitos anos ele foi insultado e injuriado. Mas ele nunca se irritou. Ele sempre dizia: ‘Vocês tornar-se-ão Budas’. Quando ele dizia aquilo, aquelas pessoas batiam-lhe com varas ou atiravam-lhe pedras. Ele afastava-se, permanecia à
distância e gritava: ‘não ouso desprezá-los, porque todos vocês tornar-se-ão Budas’! Em razão dele sempre ter dito aquilo, os Monges, Monjas, Leigos e Leigas de desmedida arrogância deram-lhe o nome de ‘Sem-Desprezo’”.

 “Quando a vida desse Monge chegou ao seu final, ele ouviu vindo do espaço todas as vinte mil miríades de kotis de versos do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa previamente pregado pelo Buda Rei do Som Maravilhoso. Esses versos, ele tornou-se capaz de recebê-los e mantê-los a todos. Ele imediatamente obteve a pureza dos olhos, dos ouvidos, do nariz, da língua, do corpo e da mente, como mencionado anteriormente. Tendo obtido a pureza dos seis sentidos, a duração da sua vida foi acrescida de dois milhões de kotis de nayutas de anos. Assim, ele pregou extensivamente o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para outros”.

 “Naquela ocasião, os quatro tipos de crentes na assembléia, Monges, Monjas, Leigos e Leigas de desmedida arrogância, que o haviam ridicularizado e o chamado Sem-Desprezo, viram que ele havia obtido grandes poderes de penetrações espirituais, o poder da eloqüência, o poder do deleite na pregação e o poder do silêncio benéfico. Ouvindo o quê ele disse, eles submeteram-se e seguiram-lhe fielmente. Este Bodhisattva ainda converteu milhares de miríades de kotis de multidões, fazendo-lhes residir no Anuttara-Samyak-Sambodhi. Quando sua vida terminou, ele foi capaz de encontrar dois mil kotis de Budas, todos chamados Brilho da Chama do Sol e da Lua[3]. Durante o período de duração das Leis daqueles Budas, ele pregou o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa. Através dessas causas e relações, mais tarde ele encontrou dois mil kotis de Budas, todos chamados Rei como a Nuvem da Chama da Liberdade. Durante o período de vigência da Lei daqueles Budas, ele recebeu, manteve, leu, recitou e pregou para outros na assembléia dos quatro tipos de crentes este Sutra, e assim obteve a purificação dos seus olhos comuns, dos seus ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. Dessa forma, ele pregou o Dharma na assembléia dos quatro tipos de crentes com o coração livre de medo”.

 “Grande Força, o Bodhisattva Mahasattva Sem-Desprezo fez oferecimentos a tantos Budas quanto aqueles citados[4]: reverenciando-os, honrando-os e louvando-os; e assim plantando as raízes da benevolência. Mais tarde ele encontrou mil miríades de Budas, e durante a vigência da Lei daqueles Budas, ele pregou este Sutra. Quando seus méritos e virtudes se completaram, ele tornou-se um Buda”.

 “Grande Força, o quê você pensa? Poderia o Bodhisattva Sem-Desprezo ser desconhecido para você? Ele não era outro senão eu mesmo! Não tivesse eu nas vidas anteriores recebido, ostentado, lido e recitado este Sutra, e lhe explicado para outros, não seria capaz de atingir o Anuttara-Samyak-Sambodhi tão rapidamente. Em razão de ter recebido, ostentado, lido e recitado este Sutra na presença dos Budas anteriores, e lhe explicado para outros, eu rapidamente alcancei o Anuttara-Samyak-Sambodhi[5]”.

 “Grande Força, em razão dos quatro tipos de crentes, Monges, Monjas, Leigos e Leigas daquela época terem me injuriado odiosamente, durante duzentos kotis de kalpas eles não mais encontraram um Buda ou sequer ouviram o Dharma ou encontraram-se com a Sangha[6]. Durante mil kalpas eles sofreram grande tormento no Inferno Avichi. Tendo recebido a sua punição, eles novamente encontraram o Bodhisattva Sem-Desprezo, que ensinou-os e converteu-os ao Anuttara-Samyak-Sambodhi”.

 “Grande Força, o quê você pensa? Poderiam os quatro tipos de crentes na assembléia daquele tempo, que constantemente desprezaram este Bodhisattva, serem desconhecidos para você? Eles são nada mais que o Bodhisattva Bhadrapala e seu grupo de quinhentos Bodhisattvas presentes nesta assembléia, Leão da Lua e seu grupo de quinhentos Monges[7], e Sugatachetana e seu grupo de quinhentos Leigos, todos tendo alcançado o estágio de não regressão na busca pelo Anuttara-Samyak-Sambodhi”.

 “Grande Força, saiba que o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa beneficia enormemente todos os Bodhisattvas Mahasattvas, fazendo-lhes alcançar o Anuttara-Samyak-Sambodhi. Portanto, após a passagem do Tathagata à extinção, todos os Bodhisattvas Mahasattvas devem sempre receber, ostentar, ler e recitar este Sutra, explicando-lhe para outros, e copiando-o”.

Naquela ocasião, o Honrado pelo Mundo, desejando enfatizar este significado, falou versos, dizendo:

“No passado existiu um Buda chamado Rei do Som Maravilhoso.

Com seus ilimitados poderes espirituais e grande sabedoria,

ele conduziu todos os seres viventes.

Seres Celestiais, humanos,

dragões e espíritos fizeram-lhe oferecimentos.

Após esse Buda ter passado à extinção,

quando a sua Lei estava para tornar-se extinta,

existiu um Bodhisattva chamado Sem-Desprezo.

 

Naquela ocasião,

a assembléia dos quatro tipos de crentes era apegada à Lei.

O Bodhisattva Sem-Desprezo aproximava-se deles e dizia-lhes:

‘Não ouso desprezá-los,

porque vocês estão praticando a Via e tornar-se-ão Budas’.

Ouvindo aquilo, eles desprezaram-no,

caluniaram-no e insultaram-no;

mas o Bodhisattva Sem-Desprezo resistiu a tudo.

Quando sua punição acabou, ao final da sua vida,

ele veio a ouvir este Sutra,

e as suas seis faculdades sensitivas foram purificadas[8].

Através do poder das penetrações espirituais,

sua duração de vida foi acrescida,

e em benefício dos outros,

ele vastamente pregou este Sutra.

As multidões, que viviam apegadas à Lei,

receberam os ensinamentos deste Bodhisattva,

e foram levadas a residir na Via do Buda com sucesso.

 

Quando a vida de Sem-Desprezo acabou,

ele encontrou-se com incontáveis Budas,

e em razão de ter pregado este Sutra,

obteve ilimitadas bênçãos.

Gradualmente galgando seus méritos e virtudes,

ele rapidamente realizou a Via do Buda.

O Bodhisattva Sem-Desprezo daquele tempo era eu próprio!

Os quatro tipos de crentes na assembléia daquele tempo eram apegados à Lei.

Ouvindo as palavras de Sem-Desprezo:

‘vocês tornar-se-ão Budas’,

através daquelas causas e relações criadas,

encontraram incontáveis Budas[9].

 

A multidão de quinhentos Bodhisattvas nesta assembléia,

e os homens e mulheres de pura fé na assembléia dos quatro tipos de crentes,

que estão agora diante de mim ouvindo o Dharma,

em existências prévias,

eu exortei essas pessoas a ouvir e receber este Sutra,

que é a mais suprema Lei.

Eu os instrui e levei-os a residir no Nirvana,

e vida após vida, a receber e ostentar um Sutra como este.

Somente em milhões e milhões de miríades de kalpas,

inconcebíveis em número,

pode-se vir a ouvir O Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

 

E somente em milhões e milhões de miríades de kalpas,

inconcebíveis em número,

os Budas, Honrados pelo Mundo,

fazem acontecer de este Sutra ser pregado.

Portanto, os praticantes após a extinção do Buda,

ao ouvir este Sutra,

não deveriam dar lugar às dúvidas,

mas, com um pensamento único,

deveriam proclamar extensivamente este Sutra,

tal que vida após vida eles possam encontrar-se com Budas[10] e rapidamente realizarem a Via do Buda”.

 


[1] Ficam claras então, através das circunstâncias que cercam a existência de um ser vivente, as relações estabelecidas com este Sutra nas existências anteriores. As retribuições ou recompensas manifestas na vida de um ser são marcas distintivas das suas causas e relações passadas com este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

[2] Prevalecia, então, a idéia de privilégios entre os crentes, com base em conhecimentos e práticas. Isto se devia às distinções atribuídas aos três veículos. Essas distinções estabeleciam classes de crentes, uns se achando superiores aos outros em conhecimento e, muitas vezes, achando-se mais capazes de atingir a iluminação do que seus semelhantes. Se esses monges de grande arrogância existiram após o primeiro Tathagata Rei do Som Maravilhoso ter passado à extinção, presume-se que tratava-se do início de uma sucessão de vinte mil kotis de Budas com esse mesmo nome.

[3] Brilho da Chama do Sol e da Lua é o nome do Buda da exposição original do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

[4] Aqui, “tantos Budas quanto aqueles citados” indica também as pessoas comuns às quais esse Bodhisattva sempre fez reverência. Portanto, servir a um vasto número de Budas, segundo este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, significa fazer reverência, honrar e louvar todos os seres. Esta revelação, certamente, constitui um dos mais profundos segredos deste sutra. Encontrar um Buda neste mundo é extremamente raro. Então, como servir a incontáveis Budas para, somente então, atingir a iluminação? Este é um longo caminho que exigiria incontáveis kalpas para se atingir a iluminação. Este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, todavia, revela o caminho curto através desta passagem. Servir a incontáveis Budas é uma tarefa que pode ser levada a cabo numa existência momentânea da vida, bastando para isso “enxergar” o Buda que existe
inerentemente em todos os seres, reverenciá-lo e louvá-lo. Isto estará sendo feito ao expor e ensinar este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa por toda a parte, a todos os seres, revelando-lhes que, infalivelmente, tornar-se-ão Budas. Mesmo seres insensíveis, aos quais não cabe ensinar o sutra, poderão ser beneficiados uma vez o sutra lhes seja exposto.

[5] Tão rapidamente em comparação com a necessidade de incontáveis kalpas para se atingir a iluminação através dos três veículos praticados por aqueles monges de grande arrogância. O Veículo Único é o caminho curto seguido pelo Buda Shakyamuni desde o infinito passado.

[6] Que são os três tesouros do Budismo: O Buda, a Lei e a Sangha.

[7] Esses Monges são como o Grande Peixe que, enredado nas malhas dos ensinos provisórios, debatendo-se, acaba por agarrar-se na singela linha do Pescador Benevolente. Dando à praia, esse Pescador Benevolente, com a ajuda do seu filho, cuidará de libertá-lo das amarras e grilhões que o ferem e aprisionam, devolvendo-lhe às águas para recuperar-se da sua fadiga e ferimentos. Por mais que o Grande Peixe desejasse demonstrar a sua gratidão dando à praia novamente para fazer oferecimentos ao Pescador Benevolente e seu filho, este lhe devolveria sempre às águas para, junto dos demais, levar adiante a sua função existencial. Perguntado sobre seu nome, o Grande Peixe respondeu: “Monge. Meu nome é Monge”. O Grande Peixe é aquele Monge que caluniou o Bodhisattva Sem-Desprezo; a tênue e singela linha é o ensino do Grande Veículo, difícil de encontrar; e o Pescador Benevolente é o advento do Buda neste mundo, cujo propósito é libertar todos os seres viventes das amarras e grilhões dos ensinos inferiores. (em 30/05/2006 – 03h30min)

[8] Nomeadamente correspondem às purificações dos seus olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente; expostas no Capítulo 19 – Os Méritos e Virtudes do Mestre da Lei.

[9] Como fica constatada nesta passagem, a adesão à Lei não se deve à compreensão da mesma, mas a um ato de pura fé. Dentre os quatro tipos de crentes, aqueles que ouviram e tiveram pura fé no Bodhisattva Sem Desprezo ao dizer, “Vocês tornar-se-ão Budas”, criaram as causas para encontrarem numerosos Budas.

[10] Budas, neste contexto, são os Budas “vistos” pelo Bodhisattva Sem-Desprezo em quaisquer pessoas que encontrasse. Este capítulo sobre o Bodhisattva Sem-Desprezo segue uma longa exposição do Buda sobre a severa retribuição recebida por aqueles que insultam, falam mal ou caluniam o devoto do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa; e também sobre os benefícios auferidos por aqueles que o abraçam. Por quê? Entende-se que, sob o rigor da Lei, este sutra faz distinções entre os benefícios ou as retribuições, mas não faz distinções entre as pessoas e os seres em geral. Ao fazerem-se distinções entre os seres, fere-se o exato âmago deste Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, tornando impossível para quem as fazem agir como o Bodhisattva Sem-Desprezo. A prova disto está que mesmo os quatro tipos de crentes que desprezaram constantemente o Bodhisattva Sem-Desprezo, encontram-se agora na assembléia onde é pregado o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa. Um verdadeiro Mahasattva ou Bodhisattva do ensino de Lótus será capaz de fazer distinções entre as retribuições ou benefícios recebidos por cada um dos seres, bem como as causas e relações que cercam suas vidas. Não fará, entretanto, distinções entre os seres. Este é um ensino sutil. Esse Bodhisattva tratará equanimente todos os seres, encontrando e reverenciando os incontáveis Budas que repousam na natureza intrínseca de todos aqueles seres. Na verdade, só nos encontramos com este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa em razão das causas e relações estabelecidas com esse Bodhisattva Sem-Desprezo no passado. Representamos também a sua função neste mundo ao abraçarmos este profundo ensino. A essência da vida das pessoas e de todos os seres é inequivocamente boa porque possuem a natureza de Buda. Más poderão ser as causas ou relações que determinam a sua função existencial. Deve-se compreender a própria vida sob esta ótica, e nunca mais vir a pensar que é diferente. Assim eu ouvi: “Vá para o jardim e você encontrará o Buda D’água. Depois de encontrá-lo, você o verá por toda a parte”. (em 17/02/2006 – 03h00min)

N.T. As notas e comentários introduzidos nesta tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para a língua portuguesa falada no Brasil são da autoria e inteira responsabilidade de seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

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