O Manifesto da Terra

O Manifesto da Terra

“… Bandidos, degredados de outras esferas de mundo, o que querem aqui?”

“Sou a Terra que lhes fala, feita da mais pura gema jamais imaginada ou encontrada pelos próprios humanos, meus hóspedes neste sistema de mundos. O que querem aqui?…”

“. ..Aqui, estarão sujeitos ao Caminho Médio, quer sejam boas ou más as suas devidas retribuições. Aqui, o coxo poderá andar livremente, pensando estar sonhando. Aqui, o magnífico tomará da mesma água, da mesma fonte daqueles destituídos da sorte que lhes fora atribuída por suas obras passadas. Aqui, o pêndulo irá para o repouso, forçosamente, porque o Cristal Perfeito, a gema das gemas, dissolverá a iniqüidade em suas mais diversas vertentes, que os estudiosos da Via, entre vocês, chamam de “energias”. Aqui, certamente, não será o lugar para a perpetuação da vilania que impera nos mundos de onde vieram. Então, o que querem aqui?”

“A Terra é Sagrada, o Mundo Saha é Sagrado. Como podem imaginá-lo à sua semelhança, semelhança essa que nem lhes pertence? Vocês são semelhança da negação. Mais além, são semelhança da dualidade da vida e da morte, que atormenta seus sonhos de poder e auto-pertencimento. A Terra não lhes proverá o tesouro que almejam. Então, o que querem aqui?”

“Mas, não tenham dúvidas, a Terra lhes proverá um destino, qual seja o lugar de onde vieram”.

Os Três Requisitos para o Estado de Buda

“Tudo neste mundo – uma folha de capim, uma árvore, uma pedra ou mesmo um punhado de pó – tem os três requisitos para o Estado de Buda: uma Natureza de Buda inata, o potencial para compreendê-lo e a causa para levar a Natureza de Buda a se desenvolver”.

O Capítulo 2 – Meios Hábeis, do Sutra de Lótus, contém a passagem: “Os Budas aparecem neste mundo a fim de possibilitar às pessoas desenvolverem a sabedoria do Buda”.

Nitiren Daishonin em “O Verdadeiro Objeto de Adoração” ou “Kanjin no Honzon Sho” – em 25/abril/1273.

Por que Tudo Isto

Oh, Orroz! Você me indaga por que tudo isto?

Digo-lhe que é porque você perdeu a compostura devida a um magistrado, em primeiro lugar. Ato contínuo, perdeu a compostura devida a um humano, seja da alta ou da mais baixa casta, ao despojar sua alma pelo poder mundano.

Aqui, Orroz, neste Tribunal da Equanimidade, este é um crime de grau superlativo, que reclassifica todos os demais crimes possíveis como meros meios expedientes de um serviçal do Reino Obscuro; e isto já está estampado em suas “caras e bocas”, em sua postura insolente ao tomar assento na Casa do Povo daquele país distante, que fica a oeste daqui, e que se chama Ingratidão.

Basta, Orroz!

“Aquela gente aprenderá a ficar de pé, ironicamente por causa de ti”.

Por que as aspas? Porque essa é a sua sentença!

A Lenda de ORROZ

Orroz em “O Diário de um Tolo

No Palácio das Retribuições

Aquela voz interpenetrava de átomos a estrelas, galáxias…

Dizia: “Fiquem tranquilos, pois não restará um de vós sem a merecida retribuição!”

É assim, é assim!

Antigos, Angkor, Templos De Angkor Wat, Budismo

Site de origem: Pixabay – Visite-o clicando no link.

 

Diálogo com Inhaki

05/12/2018 – Diálogo com Inhaki

[5/12 09:25] Inhaki: Bom día Marco. Soy Iñaki, o amigo de Dôra. Eu gustaría moito, si é posible, saber alguna coisa sobre la causa de la morte, i os últimos meses de Dôra, e ter alguna lembrança dela. Si você pode ayudarme, estaría moito agradecido. Un forte abraço a você. Obrigado. Iñaki.

[5/12 18:39] Marcos Ubirajara: Sim, Inhaki. A causa da morte foi “Fratura de 2(duas) vértebras cervicais, com consequente tetraplegia (perda de todos os movimentos), internação durante 90 (noventa) dias, e morte por insuficiência respiratória e outras causas menores. Estou publicando meus registros diários de tudo o que aconteceu em meu site pessoal chamado “Cristal Perfeito”, em https://muccamargo.com.

[5/12 19:17] Marcos Ubirajara: Neste site, você encontrará a categoria “A Saga de Dôra”, onde estou publicando os registros de seus últimos dias entre nós. Por favor, me informe se estiver acompanhando as publicações. Forte abraço! Obrigado!

[7/12 09:25] Inhaki: Bom día Marco.
Moito obrigado perque eu posso conocer un po os últimos días de Dôra. Eu tenho dor da morte dura e difícil de Dôra.
Estoy moito obrigado a você.
Posso ver bêm a sus página a internet.
Até pronto. 🌹

A Balada das Irmãs Inseparáveis

A cegueira e a ignorância, irmãs inseparáveis, nasceram de um karma de ofensas. Mesmo assim, mergulham nesse marasmo, como se a vida lhes devesse alguma coisa. Uma veio primeiro, a outra depois e vice-versa, tanto faz, de tão inseparáveis. Por essa razão, o mundo que vêem, de cabeça-para-baixo, lhes parece normal. Trajadas na ignorância, sem nada enxergar para além de suas mesquinhas necessidades, tentam dramaticamente firmar suas bengalas no vazio, pois o chão está acima de suas cabeças.

Contudo, certas da impunidade das suas ofensas, seguem brincando, cantarolando e fartando-se das brincadeiras oferecidas naquela casa em chamas, que pensam lhes pertencer, prestes a ruir. Mas, de todas as diversões possíveis ali, a que mais lhes encanta é falar, falar e falar tecendo intrigas. Não percebem que essa rede de intrigas, tecida por elas próprias, acabará por capturá-las e aprisioná-las.

A descrença incorrigível, o orgulho e a arrogância desmedida, tudo com uma boa dose de emotividade e volúpia, as seguirão como a sombra segue o corpo, indistintamente, pois que são inseparáveis.

A cobiça é um dos sete pecados capitais. Quem não sabe disso? E possui um aspecto peculiar: enlouquece quem o comete.

A Partida

11/10/2018

Não são só tristes as recordações. Observem que a data de publicação desse vídeo foi a exata data de falecimento da nossa querida Dôra, 28 de Setembro. Ah! Coincidência.

Observem a última frase da música do Djavan: “Por ser amor, invade e fim”. Vejam como ela vai embora há 7 (sete) anos atrás. Desculpem-me, mas tenho obrigação de tentar compreender as escrituras. Foi isso que vim fazer aqui no Mundo Saha!

Mensagem de Esperança

11/10/2018

Num esforço brutal na tentativa de organizar melhor as coisas de Dôra, e também as minhas, deparei-me com esse registro que segue:

“Às 05:00 horas daquele dia 23/12/2011, o meu irmão Guara, então recém falecido a 13/12/2011, conversou longamente comigo. Com uma voz límpida e tranquila, saudou-me dizendo:

“Olá Marcos! Tudo bem?”.

“Guara!”, exclamei.

Ele: “Eu mesmo. Você viu aquilo?”.

“Mas, Guara…”, interpelei-o.

Ele: “Estou vivo, Marcos. Aquilo lá não era eu!”

Então, ele perguntou pelas pessoas enquanto eu andava rápido para levar as boas novas para a família.

A história, da qual não me lembrava mais dos detalhes, era que alguém, uma pessoa vil, estava “no lugar dele”. E isso foi tramado para fazer algumas coisas acontecerem. Ao me aproximar de uma grande árvore, sob ela, o sinal foi interrompido e não se restabeleceu mais.

Como Budista que sou, entendi tudo e gostaria de transmitir aos familiares e amigos essa mensagem de esperança, paz e tranquilidade que ele me passou:

“Estou vivo, Marcos! Aquilo lá não era eu!”

Marcos, em 23/12/2011, às 05:00 horas.

Aracy Cortes – Mulheres Maravilhosas

06/10/2018 – Aracy Cortes

Conhecendo o Amor de Dôra, ao ouvir os nossos discos.

Heroínas

29/09/2018

Sim! As mulheres são iguais aos homens, os quais não são iguais entre si, tampouco o são as mulheres, entre si.

Falo das Heroínas, falo da Dôra. Por quê? Porque ela, não obstante feminista, acolheu o amor de um homem muito diferente do seu próprio imaginário e, sozinha, abriu o grande portão de ferro do inferno das desigualdades e preconceitos, nos permitindo escapar para os campos da luta. Não me foi permitido alçar aquela caixa de despojos para a sepultura. Achei o gesto daquelas mulheres, simbolicamente, perfeito. Todavia, Dôra não estava presa ali. Ela escapou disso há muito tempo, e de há muito resplandece em nossos corações como a estrela do amor perfeito.

Agora, ela resplandece no Universo, porque estavam ali os Grandes Mestres do Dharma Maravilhoso, para cuja revelação no nosso querido Brasil, ela contribuiu demais, tornando-se protetora desse repositório materialmente residente em sua casa. Sim! Ela se inscreveu nos pergaminhos da Grande Lei, onde repousam os ditos dourados de todos os Budas das dez direções.

Perdoem-me os que assim não vêem, e também aqueles que nada vêem. Essa mensagem vem de longe, muito longe e, pasmem, vem de um Bodhisattva chamado Rei da Medicina, “Yakuo Bossatsu” em japonês; e também de “Guanshyin Bossatsu” em chinês, “Aryavalokiteshvaraya” em sânscrito. Este, com seus Samadhis encantadores e modos impressionantes, restituirá a Forma Perfeita de Dôra para sempre, despojando esse retrato de sofrimento ao qual se apegam os humanos, em geral.

Dôra vive. Onde? Em você! Boa noite!

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