O Nirvana Provisório

Em ‘O Nirvana Provisório’

Falando ternamente, IZ admoestou PI, dizendo-lhe: “PI, não use mais tão descuidadamente a palavra Nirvana. Ouça atentamente as passagens seguintes, encontradas no Sutra de Lótus, sobre as quais você deve basear-se doravante”.

Naquele momento, Shariputra, desejando enfatizar o significado de suas palavras, falou em versos dizendo:

“Ouvindo este som da Lei,
obtive o que nunca antes obtivera;
meu coração está transbordando de alegria,
e a malha de dúvidas em meu pensamento dissipou-se.

Desde há muito tempo,
beneficiado pelos ensinamentos do Buda,
nunca perdi o Veículo Maior.
O som do Buda é extremamente raro de ouvir,
e pode livrar todos os seres das suas aflições.
Já havia eliminado todas as falhas, mas ouvindo-o,
as minhas aflições também se dissiparam.

Quando residi nos vales das montanhas,
às vezes aos pés das árvores,
sentado ou caminhando,
constantemente pensava a respeito deste assunto:

‘Ah, chorei amargamente em autorreprovação,
por que me enganei tanto?’.
Nós também somos discípulos do Buda
e igualmente entramos na Lei sem falhas;
contudo, no futuro não estaremos aptos
a proclamar a via insuperável.

A cor dourada do ouro, os trinta e dois sinais,
os Dez Poderes e todas as emancipações,
estão juntas numa única Lei,
mas não obtive essas coisas.
As oitenta características maravilhosas,
as dezoito Leis (propriedades) exclusivas,
virtudes de tais qualidades,
perdi-as todas.

Quando caminhava solitário,
eu via o Buda na Grande Assembleia,
sua fama preenchendo as dez direções,
beneficiando amplamente todos os seres.
Sentia ter perdido esse benefício,
tendo iludido a mim próprio.

Constantemente, dia e noite,
pensava sobre esse assunto
e desejava indagar o Honrado pelo Mundo,
se o havia perdido ou não.
Frequentemente, via o Honrado pelo Mundo
elogiando todos os Bodhisattvas,
e assim foi, por dias e noites,
em que ponderava sobre assuntos como este.

Agora eu ouvi o som do Buda,
oportunamente pregando a Lei que não tem falhas,
difícil de conceber,
e que conduz os seres viventes ao lugar da iluminação.

Outrora, eu era apegado às visões distorcidas,
e era um professor de Brahmanes.
Todavia, o Honrado pelo Mundo,
conhecendo a minha intenção,
erradicou minhas visões errôneas
ensinando-me o Nirvana.

Libertei-me das visões errôneas,
certifiquei-me da Lei da vacuidade,
e então disse para mim mesmo
que havia alcançado a extinção.

Agora, finalmente compreendo
que esta não é a verdadeira extinção,
pois quando me tornar um Buda,
completo com as Trinta e Duas Marcas Distintivas,
reverenciado por seres celestiais, humanos,
multidões de Yakshas, dragões, espíritos e outros,
então poderei dizer:
‘Esta é a extinção eterna, sem resíduos’.

O Buda, em meio à Grande Assembleia,
disse que eu me tornaria um Buda.
Ouvindo o som de uma Lei como essa,
todas as minhas dúvidas se dissiparam”.

Sutra de Lótus – Capítulo 3 – A Parábola.

“Eu também sou assim,
eu sou o guia de todos.
Vendo aqueles que buscam a via,
cansados no meio da viagem,
incapazes de superar
os perigosos caminhos do nascimento,
da morte e da aflição;
eu uso, então, o poder dos meios hábeis
para pregar o Nirvana
e prover-lhes um descanso, dizendo:
‘Seus sofrimentos terminaram.
Vocês fizeram o que tinha de ser feito’.

Então, sabendo que eles encontraram o Nirvana
e todos se tornaram Arhats,
eu os reúno para ensinar-lhes a genuína Lei.

Os Budas usam o poder dos meios hábeis
para discriminar e pregar os Três Veículos,
mas há somente o Veículo Único do Buda.
Os outros dois foram pregados
como um lugar de descanso.

O que estou lhes dizendo agora é a verdade;
o que vocês obtiveram não é a extinção.
Em prol da sabedoria de todos os Budas,
vocês devem empenhar-se com grande vigor.

Quando vocês estiverem certificados
de todas as sabedorias,
possuírem os Dez Poderes e outras Leis do Buda,
tendo obtido as Trinta e Duas Marcas distintivas,
então aquela é a genuína extinção.

Os Budas, os mestres-guia, pregam o Nirvana
para prover um descanso aos seres viventes,
mas somente os Budas sabem que,
quando eles estiverem descansados,
eles os conduzirão à sabedoria dos Budas

Sutra de Lótus – Capítulo 7 – A Parábola da Cidade Fantasma.

Selo Comemorativo

O Regresso de PI

Em ‘Um Diálogo Frívolo Acerca da Grande Lei’

Então, PI partiu em busca de IZ. Não era uma tarefa fácil encontrá-lo, uma vez que somente em uma direção de aproximação o seu agora “Bom Amigo da Via” poderia ser reconhecido. Pois, como ele próprio, IZ era um ideograma, o qual não se reconhece pelo flanco, conforme dito antes. Diz-se que essa busca durou séculos, até que certo dia um mercador de ‘letras vulgares de pouco significado’ lhe apontou a direção de um Ideograma Sábio, reconhecido no mundo das letras, e que prelecionava sobre um ensino superior chamado Grande Nirvana. Seu nome era IZ. Com incontida alegria, PI seguiu a direção apontada pelo mercador e o encontrou. Prestou homenagem ao seu Mestre, acomodou-se entre os demais, e ouviu a seguinte preleção.

14/01/2014.

O Vazio Como ‘Não-É’

O Bodhisattva Kashyapa disse ao Buda: “Oh Honrado pelo Mundo! No mundo, não temos os negativos apropriados [opostos, antônimos] dos quatro grandes elementos. No entanto, dizemos que existem os quatro grandes elementos. Por que não podemos chamar algo que existe de impertinência do Vazio?”.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Nirvana

O Buda disse: “Oh bom homem! Você pode dizer que Nirvana não cai na categoria dos Três Tempos e desse modo é Vazio. Mas isto não é assim. Por que não? ‘Nirvana é uma existência, algo visível, aquilo que é verdadeiro, matéria, a pegada (impressão do pé), a sentença e a palavra, aquilo que é, características, o por causa, o refúgio que se toma, quietude, luz, paz, e a outra margem’. Esse é o porquê podemos dizer que ele não cai dentro da categoria dos Três Tempos. Com a natureza do Vazio, não há nada assim. Esse é o porquê dizemos ‘não-é’. Caso houvesse qualquer outra coisa senão isto (um ‘não-é’), poderíamos perfeitamente dizer que ele cai na categoria dos Três Tempos. Se a Vacuidade fosse uma coisa do ‘é’, ela não poderia ser outra coisa senão algo da categoria dos Três Tempos. Oh bom homem! As pessoas do mundo falam da vacuidade como não-matéria, como algo que não tem oposto, e é invisível. O caso é assim. Se ela não é matéria, algo sem oposto, e invisível, ela deve ser caitasika [ou cetasika = fatores mentais: São os fatores mentais que estão associados e que surgem em concomitância com a consciência (citta=viññana) e que são condicionados pela  presença desta. Enquanto que nos sutras todos os fenômenos da existência são agrupados em 5 agregados: forma (rupa), sensação (vedana), percepção (sañña), formações mentais(sankhara), consciência (viññana), o Abhidhamma, como regra, trata os fenômenos sob um aspecto mais filosófico em três aspectos: consciência (citta), fatores mentais (cetasika) e forma (rupa). Dessa forma, os fatores mentais compreendem a sensação, percepção e 50 outros fatores, o que no todo resulta em 52 (cinquenta e dois) fatores mentais. Se a Vacuidade é da categoria dos caitasika, ela não pode ser diversa da categoria dos caitasika. Se for da categoria dos Três Tempos, não pode ser diversa dos quatro agregados [skandhas]. Portanto, com exceção dos quatro agregados, não pode haver Vacuidade.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Luz

Também, além disso, oh bom homem! Todos os tirthikas dizem que o Vazio é luz. Se for luz, é matéria. Se o Vazio é matéria, ele é não-eterno. Se não-eterno, ele cai na categoria dos Três Tempos. Como os tirthikas podem dizer que ele não é dos Três Tempos? Se for dos Três Tempos, não é o Vazio. E como alguém pode dizer que o Vazio é não-Eterno?

O Vazio Como ‘Não-É’ – Lugar

Oh bom homem! E alguém diz que o Vazio é um lugar onde se vive. Se for um lugar onde se vive, é matéria. E todos os lugares são não-sencientes e caem na categoria dos Três Tempos. Como poderia o Vazio não ser Eterno e não cair na categoria dos Três Tempos? Se há algum lugar sobre o qual falar, dever-se-ia saber que não pode existir o Vazio [lá].

O Vazio Como ‘Não-É’ – Gradual

Também, algumas pessoas dizem que o Vazio é gradual. Se for gradual, pode ser um caitasika (fator mental). Se for contável (mensurável), ele cai na categoria dos Três Tempos. Se ele pertence aos Três Tempos, como ele pode ser Eterno?

O Vazio Como ‘Não-É’ – Três Coisas

Oh bom homem! Também, algumas pessoas dizem: ‘Ora, o Vazio nada mais é que essas três coisas: 1) Vazio, 2) Real, e 3) Vazio-Real’. Se dissermos que isto é o Vazio, dever-se-ia saber que o Vazio é não-eterno. Por quê? Porque ele não tem um lugar efetivo para existir. Se for dito que ele realmente é isto, devemos saber que o Vazio é não-eterno. Por quê? Porque não é nulo (vago). Se dissermos ‘Vazio-Real’, podemos saber que o Vazio é não-eterno. Por quê? Porque nada pode existir em dois lugares. Por isso, o Vazio é nulo.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Desimpedimento

Oh bom homem! As pessoas do mundo podem dizer: ‘Qualquer lugar do mundo onde não haja impedimento [obstáculo] é o Vazio’. Um lugar onde não há nada para obstruir é um completo ‘é’. Como pode qualquer existência ser parcial? Se for um completo ‘é’, pode-se saber que não há Vazio em outros lugares. Se for parcial, isso é uma coisa contável. Se contável, é não-eterna.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Co-Existência

Oh bom homem! Uma pessoa pode dizer: ‘O Vazio co-existe com o ‘é’ desobstruído’. Ou alguém pode dizer: ‘O Vazio existe dentro de uma coisa. É como o fruto dentro de um recipiente’. Nenhum deles é o caso. Há três tipos de co-existência, a saber: 1) coisas feitas diferentemente tornam-se unas, como no caso dos pássaros voando que se juntam numa árvore; 2) duas coisas comuns entre si tornam-se unas, como no caso de duas ovelhas que entram em contato; 3) co-existência de pares daqueles que se reúnem para existir no mesmo lugar. Dizemos ‘diferentes coisas se juntam’. Há dois tipos de diferenças. Um é uma ‘coisa’ (objeto), e o outro é o Vazio (como no caso do par lacuna-intersticial). Se a Vacuidade se junta com a coisa, essa Vacuidade deve ser não-eterna. Se uma coisa se junta com o Vazio, a coisa deixa de ser unilateral (individual, desigual, assimétrica). Se já não há nada que seja unilateral, novamente é não-eterno.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Eterno

Uma pessoa pode dizer: ‘O Vazio é eterno; e a sua natureza é imóvel. Esta (natureza) se junta com o que se move’. Mas, isto não é assim. Por que não? Se o Vazio é eterno, a matéria, também, deveria ser eterna. Se a matéria é não-eterna, o Vazio, também, deve ser não-eterno.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Dual

Uma pessoa pode dizer: ‘O Vazio é, também, tanto o eterno como o não-eterno’. Isto está em desacordo com a razão. Uma pessoa pode dizer que coisas com partes comuns se juntam. O caso não é assim. Por que não? O Vazio é onipenetrante. Se ele junta-se com o que é criado, o que é criado também deveria tornar-se onipenetrante. Se ele penetra, tudo deve ser penetrante. Se tudo for onipenetrante, tudo pode ser juntado em um. Não podemos dizer que ambos possam existir, junção e não-junção. Uma pessoa pode dizer: ‘Aquilo que esteve junto, junta-se novamente, como no caso de dois dedos que se unem’. Mas, isto não é assim. Por que não? A união não pode preceder (anteceder). A união surge depois. Se o que não existia antes vem a existir, isto é nada mais que o não-eterno. Por isso, não podemos dizer: ‘O Vazio é aquilo que já esteve junto e [que agora] se junta’. O que se obtém no mundo é aquilo que não existia antes, mas que depois surge. Isto é como com uma coisa que não tem eternidade. Se o Vazio se situa numa coisa como o fruto dentro de um recipiente, se for assim, ele também deve ser não-eterno. Uma pessoa pode dizer que se o Vazio se situa numa coisa, ele é como o fruto num recipiente. Mas, isto não é assim. Por que não? Onde o Vazio em questão poderia existir, não tendo o recipiente às mãos? Se há qualquer lugar [para ele] existir, o Vazio teria que ser muitos. Se muitos, como diríamos eterno, uno, e onipenetrante? Se o Vazio existe em lugares fora do Vazio, então uma coisa poderia perfeitamente subsistir sem o Vazio. Assim, saiba-se que não pode haver tal coisa (dual) como (sendo) o Vazio.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Direção

Oh bom homem! Se uma pessoa diz: ‘O lugar que se pode apontar é Vazio’, saiba que o Vazio é algo não-eterno. Por quê? Temos quatro direções para apontar. Se há os quatro quadrantes, saiba que o Vazio, também, deveria possuir as quatro direções. Tudo o que é eterno não tem direção para apontar. Ter direções significa que o Vazio, por conseguinte, é não-eterno. Se não-eterno, não está distante dos cinco skandhas. Se alguém dissesse que certamente há separação dos cinco skandhas, não haveria lugar para (ele) existir. Oh bom homem! Se existe alguma coisa através de relações causais, podemos saber que tal coisa é não-eterna. Oh bom homem! Por exemplo, todos os seres e árvores se apóiam no chão. Como o chão é não-eterno, o que se apoia no chão é, por conseguinte, não-eterno.

O Vazio Como ‘Não-É’ – Elemento

Oh bom homem! A terra está sobre a água. Como a água é não-eterna, a terra, também, é não-eterna. A água paira sobre o vento, e como o vento é não-eterno, a água, também, é não-eterna. O vento repousa sobre o espaço, e como o espaço é não-eterno, o vento, também, é não eterno. Se é não-eterno, como podemos dizer: ‘O Vazio é eterno e preenche o espaço’? Como o Vazio é nulo, ele não tem passado, futuro ou presente. Como os chifres de uma lebre não são uma coisa, eles não têm passado, futuro ou presente. As coisas são assim. Portanto, Eu digo: ‘Como a Natureza de Buda é eterna, ela não cai dentro da categoria dos Três Tempos. Como o Vazio é Vazio, ele não cai dentro da categoria dos Três Tempos’.

Oh bom homem! Eu nunca brigo com o mundo. Por que não? Se o conhecimento mundano diz ‘é’, Eu digo ‘é’; se o conhecimento mundano diz ‘não-é’, Eu, também, digo ‘não-é’.”

Sutra do Nirvana – Capítulo 42 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 3.

PI ficou encantado. Se outrora houvesse aguardado pelo ensino, não teria divagado por tantos séculos neste mundo. Não continha a sua alegria e, no dia seguinte, antes mesmo do alvorecer, entrou no Grande Salão das preleções. Embora já decidido a empreender esforços em prol da Via, PI continuava o mesmo: Boca!

Selo Comemorativo

Do Sentimento à Consecução

“Oh bom homem! Sentimento é chamado ‘assimilação’ (‘taking-in’). Os seres praticam o bem ou o mal na fase do sentimento. Por isso, dizemos que sentimento é a assimilação. Oh bom homem! Através da relação causal do sentimento, todos os tipos de impurezas surgem. Os 37 elementos do Bodhi realmente as aniquilam. Em razão disto, chamamos sentimento de assimilação. Bons pensamentos aniquilam totalmente as impurezas. Por isso falamos de ‘aumento’. Por quê? Fazemos esforços e tentamos aprender. E assim, chegamos àqueles 37 elementos da Iluminação. A meditação realmente destrói as más impurezas. Isto sempre está fundamentado na atenção exclusiva. Assim, meditar é o mestre. No mundo, todas as quatro forças armadas movem-se conforme a vontade do general-comandante. É o mesmo com os 37 elementos da Iluminação. Todos seguem a vontade do mestre, que é a mente.

Quando alguém entra em dhyana [meditação], os 37 elementos da Iluminação discriminam bem todas as fases do Dharma. Por isso, a meditação é o que conduz alguém. Olhamos para dentro dos 37 elementos da Iluminação e vemos que a Sabedoria é o mais superior. Por essa razão, a Sabedoria é o mais superior (dos 37 elementos). Este é o porquê [se estabelece] a Sabedoria como sendo superior. Assim, a Sabedoria vê as impurezas. Através do poder da Sabedoria, as impurezas morrem.

No mundo, as quatro forças armadas aniquilam os inimigos. Pode haver um ou dois que são valentes e fortes, e que o fazem bem. Assim é com os 37 elementos concernentes à Iluminação. Através do poder da Sabedoria, acaba-se com as impurezas. Por isso, a Sabedoria é aquele (elemento) que é superior.

Oh bom homem! Ao se aprender e praticar os 37 elementos da Iluminação, ganha-se os quatro dhyanas, os poderes divinos miraculosos, e a paz. Mas, isto não é chamado ‘real’. Quando se acaba com as impurezas e a Emancipação é encontrada, dizemos ‘real’. Uma pessoa pode aspirar aprender e praticar os 37 elementos da Iluminação, e ser abençoada com a felicidade mundana, a felicidade supramundana, a fruição da prática do Shramana, e a Emancipação. No entanto, não podemos chamar isto de ‘Ultimado’. Quando se acaba com todas as práticas dos 37 elementos da Iluminação, isto é Nirvana. Este é o porquê Eu digo que Ultimado é Grande Nirvana.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

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Da Raiz ao Ultimado

“Oh bom homem! Com os 37 fatores da Iluminação, não há inversão. Por isso, podemos falar de ‘ação pura’. Oh bom homem! Se qualquer Bodhisattva vem a conhecer a raiz, a causa, o que abarca, o que acrescenta, o mestre, o que leva (conduz), o que é superior, o que é verdadeiro, e o que é ultimado; esse Bodhisattva é alguém de ação pura.”

O Bodhisattva Kashyapa disse ao Buda: “Oh Honrado pelo Mundo! Em qual sentido dizemos que alguém conhece desde a raiz até o ultimado?”

O Buda disse: “Oh bom homem! Bem falado, bem falado! O que você fala, Bodhisattva, concerne a duas coisas. Uma é para o seu próprio bem, e a outra é para o conhecimento dos outros. Agora você sabe, mas uma vez que inumeráveis outros seres ainda não compreendem, então você indaga. Assim, Eu agora o elogio novamente. Muito bem, muito bem! Oh bom homem! A raiz dos 37 elementos concernentes à Iluminação é o desejo. A causa é o toque do brilho; o que abarca é ‘sentimento’; o que acrescenta é ‘pensamento’; o ‘mestre’ é ‘recordação’ (‘mentalização’); o que leva (conduz) é ‘dhyana’ [meditação]; o que é superior é ‘Sabedoria’; o que é verdadeiro é ‘Emancipação’; e o ultimado é Grande Nirvana.

Oh bom homem! (Também), todas as aflições do mundo têm sua origem no desejo. Todas as doenças repousam na comida cozida no dia anterior. Toda a segregação surge de brigas e disputas. Todas as maldades decorrem da falsidade. A situação é assim.”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! O Tathagata já estabeleceu neste Sutra que todas as boas coisas estão fundamentadas na não-indolência. Agora você diz (que) ‘desejo’ (é raiz dos 37 elementos concernentes à Iluminação). Como posso compreender isto?”

O Buda disse: “Oh bom homem! Se a causa buscada visa o surgimento de boas coisas, isto é um bom desejo. Se a causa reveladora é buscada, isto é não-indolência. Dizemos no mundo que o resultado depende da semente; dizemos que a semente é a causa do surgimento, e o solo é a causa reveladora. O mesmo é o caso aqui, também.”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! O Tathagata diz em outros Sutras que os 37 fatores da Iluminação constituem a base. O que isto implica?”

“Oh bom homem! O Tathagata disse antes que os seres primeiro vêm a saber dos 37 fatores da Iluminação. O Buda é a raiz. O despertar depende do desejo.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

A Casa do Tesouro

Beyond all coming and going of phenomena: the ...

Tathagata: aquele que está para além de todas as idas e vindas dos fenômenos - Imagem via Wikipedia

O Bodhisattva Kashyapa disse ao Buda: “Oh Honrado pelo Mundo! O que é ação pura?”

O Buda disse: “Todas as coisas são nada mais que ações puras.”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Todas as coisas não são determinadas no significado. Por quê? O Tathagata as chama de boas ou não-boas. Às vezes, ele diz que essa é a meditação das quatro recordações, ou às vezes, das 12 esferas, ou do Bom Mestre da Via, ou dos 12 elos da interdependência, ou do ser, da visão correta, da visão errônea, dos 12 tipos de sutra, ou das duas verdades; ou o Tathagata agora diz que todas as coisas são ações puras. Tudo somado, o que você quer dizer com ‘todas as coisas’?”

O Buda disse: “Bem falado, bem falado, oh bom homem! O Todo-Maravilhoso Sutra do Grande Nirvana é a Casa do Tesouro de todas as leis (dharmas). É como o grande oceano, que guarda todos os tesouros. É o mesmo com o Sutra do Nirvana. Este é o Repositório Secreto que contém todos os significados de todas as palavras.

Oh bom homem! Assim como o Monte Sumeru é a fonte raiz de todos os remédios, assim esse Sutra é a fonte raiz dos preceitos do Bodhisattva.

Oh bom homem! É como com o Vazio, onde repousa tudo o que existe. Assim é com esse Sutra, que é a morada do Bom Dharma.

Oh bom homem! É como o grande vento, que ninguém pode prender ou encerrar. Assim é com todos os Bodhisattvas que praticam esse Sutra. Nenhuma impureza ou mau ensinamento pode reprimi-los ou prende-los.

Oh bom homem! É como o diamante, que ninguém pode destruir. Assim é a situação com esse Sutra, que nem tirthikas ou humanos mal intencionados podem destruir.

Oh bom homem! É como (os grãos de) as areias do Rio Ganges, que ninguém pode contar. Assim é com os significados desse Sutra. Ninguém pode realmente contá-los completamente.

Oh bom homem! Esse Sutra é o estandarte do Dharma de todos os Budas, assim como as coisas se dão com os pavilhões içados do Shakra.

Oh bom homem! Esse Sutra é o mercador que percorre as divisões do nirvana, ou o grande guia que singra o grande oceano com todos os mercadores.

Oh bom homem! Esse Sutra é a luz do Dharma de todos os Bodhisattvas, assim como a luz do sol e da lua realmente destrói a escuridão ao redor.

Oh bom homem! Esse Sutra serve como o melhor [remédio] para todos os seres que estão sofrendo de doenças. É como o Todo-Maravilhoso Rei dos Remédios do (Monte) Gandhamadana, que cura completamente todas as doenças.

Oh bom homem! Esse Sutra serve realmente como um bastão (bengala) para o icchantika, como no caso de uma pessoa fraca que [assim] pode facilmente apoiar-se e ficar de pé.

Oh bom homem! Esse Sutra realmente serve como uma ponte para todas as pessoas más, assim como uma ponte permite que mesmo todas as pessoas más do mundo passem sobre ela.

Oh bom homem! Esse Sutra realmente serve como uma sombra fresca para todos aqueles que carregam suas vidas nos cinco reinos, onde sentem calor devido às impurezas, servindo-lhes como um pára-sol que protege bem a pessoa do calor.

Oh bom homem! Esse Sutra é o Rei do Destemor, que aniquila completamente todos os demônios das impurezas, agindo como o Rei Leão, que verdadeiramente subjuga todos os animais.

Oh bom homem! Esse Sutra é um grande encantador que pode aniquilar completamente todos os demônios das impurezas, assim como um encantador acaba com o gnomo da montanha.

Oh bom homem! Esse Sutra é como a insuperável neve e granizo, os quais acabam com todos os resultados cármicos do nascimento e da morte, assim como o granizo destrói as árvores frutíferas.

Oh bom homem! Esse Sutra é o maior dos remédios para uma pessoa que viola os shila [preceitos morais], assim como a ajata pode realmente curar dores dos olhos.

Oh bom homem! Esse Sutra guarda todas as boas leis, assim como a terra, que serve como um suporte para todas as coisas.

Oh bom homem! Esse Sutra é um espelho brilhante para todos os seres que violam os preceitos, assim como um espelho que reflete bem todas as cores e formas.

Oh bom homem! Esse Sutra serve como roupa para aqueles que não sentem vergonha do que fizeram, assim como a roupa que pode cobrir bem e esconder a forma carnal.

Oh bom homem! Esse Sutra serve como uma grande Casa do Tesouro para aqueles que estão carentes de boas coisas, assim como Gunadevi concede benefícios aos pobres.

Oh bom homem! Esse Sutra serve como a água da amrta [imortalidade] para aqueles que sentem sede pelo Dharma, assim como a água dos oito sabores, que sacia completamente uma pessoa sedenta.

Oh bom homem! Esse Sutra serve como uma cama do Dharma para aqueles que têm as preocupações das impurezas, assim como a cama da paz que serve às pessoas do mundo.

Oh bom homem! Através desse Sutra, o Bodhisattva ascende do primeiro estágio até o décimo. É o carro sobre o qual são carregadas jóias, incenso em pasta, incenso em pó, incenso para queimar e flores; e o carro no qual aqueles das castas puras podem montar. Ele realmente supera os seis paramitas. Isto é uma terra maravilhosa de bem-aventurança. É como a árvore parijata do Céu Trayastrimsa.

Oh bom homem! Este sutra é uma machadinha adamantina e afiada que pode de fato derrubar a grande árvore de todas as impurezas. Este é a espada afiada que pode realmente acabar com a mácula do mau cheiro. Este é o valente e forte que pode subjugar completamente a adversidade de Mara. Este é o fogo da Sabedoria, que queima o combustível das impurezas. Este é o repositório das relações causais que dão nascimento ao Pratyekabuda. Este é o repositório da audição que dá nascimento aos Sravakas. Este é o olho de todos os deuses que servem como Caminho Correto a todos os seres. Este é um refúgio para todos os animais. Este é onde os espíritos famintos ganham a Emancipação, o mais sagrado dos infernos, e o utensílio insuperável para todos os seres das dez direções. Este é o pai de todos os Budas das dez direções do passado, do futuro, e do presente. Oh bom homem! Assim, este Sutra guarda dentro de si todas as leis.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

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Pérolas do Universo – Fascículo 9

“Se ouvirmos esse Sutra do Grande Nirvana, passamos a conhecer tudo sobre as profundezas daquilo que é dito em todos os Sutras Mahayana Vaipulya. Por exemplo, isso é como um espelho no qual um homem ou uma mulher pode ver claramente a cor e a forma. É o mesmo com o Sutra do Grande Nirvana. O Bodhisattva o apanha e vê claramente através de todas as profundezas das coisas estabelecidas nos Sutras Mahayana. Também, é como alguém com uma grande tocha, que é capaz de ver tudo numa sala escura. É o mesmo com a tocha do Sutra do Nirvana. O Bodhisattva o apanha e alcança as profundezas daquilo que é dito nos Sutras Mahayana. Também, é como o sol. Quando ele aparece, milhares de raios de luz resplandecem sobre montanhas e lugares sombrios, e os homens podem ver claramente o que está muito longe e distante. É o mesmo com a luz pura da Sabedoria desse Grande Nirvana. Ela resplandece sobre todas as profundezas do Mahayana, possibilitando àqueles dos dois veículos verem os ensinamentos Budistas. Como? Porque ouvem a Doutrina Toda-Maravilhosa deste Sutra do Grande Nirvana.”

Leia Mais em Pérolas do Universo – Fascículo 9.

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Perolas do Universo 9

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Conteúdo deste Fascículo:

A Mente Imutável do Buda  3

O Âmago do Dharma Maravilhoso   4

A Sina de Bimbisara  6

As Cinco Ações da Criança  7

Ouvir o Inaudito. 7

A Tocha da Sabedoria do Grande Nirvana  9

O Dharma e o Seu Significado   10

A Erradicação das Dúvidas  11

A Visão Correta de um Bodhisattva Mahasattva  11

Parinirvana: O Mais Profundo dos Significados  14

O Nascimento no Mundo Imutável  15

O Que é Danaparamita  19

O Que Nunca Foi Ouvido Antes  20

Os Descaminhos dos Sentidos  21

A Sabedoria da Mente Desperta  22

Os Incessantes Sofrimentos da Vida e da Morte  24

A Parábola do Pote de Óleo   25

O Encanto Maravilhoso do Grande Nirvana  26

Meu Verdadeiro Discípulo   26

A Conduta de Um Sábio   27

O Eterno Buda Shakyamuni 28

O Ego do Bodhisattva  30

Elefantes e Amigos  31


Aquele que Alcança a Outra Margem

A Natureza de Buda

Foto de Diego Raphael – Sítio da Dôra em 20/03/2011

“Oh bom homem! Alcançar a outra margem pode ser comparado ao Arhat, o Pratyekabuda, o Bodhisattva, e o Buda. Isto é como a tartaruga devota, que pode movimentar-se tanto na água quanto na terra. Por que empregamos o exemplo da tartaruga? Porque ela realmente recolhe as cinco coisas [isto é, membros e cabeça]. É o mesmo com o Arhat até o Buda, que realmente recolhem os cinco sentidos orgânicos. Por isso se faz a comparação com a tartaruga

Dizemos água e terra. Água pode ser comparada ao mundo, e terra a abandonar o mundo secular. É o mesmo com essas pessoas sagradas, também. Elas de fato alcançam a outra margem, na medida em que meditam profundamente sobre as más impurezas. Por isso, a comparação é feita com o movimentar-se tanto na água como na terra.

Oh bom homem! Os sete tipos de seres no Rio Ganges possuem o nome da tartaruga. Mas eles não se separam da água. Assim, no caso desse Todo-Maravilhoso (Sutra do) Grande Nirvana, lá surgem sete diferentes nomes, desde o icchantika até todos os Budas. Mas esses não se separam da água da Natureza de Buda. Oh bom homem! Com esses sete seres, seja no que concerne ao Dharma Maravilhoso, ao não-Dharma Maravilhoso, aos meios, à Via da Emancipação, à Via Gradual, à causação ou resultado, todos (eles) são a Natureza de Buda. Eles são as palavras do Tathagata que vêm da sua própria e livre vontade.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 42 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 3.

Quando Falo da Minha Própria e Livre Vontade

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Aquele que Sempre Afunda

Relics of Nagarjuna, 500 Arhats, Kasyapa Buddh...

Relíquias de Nagarjuna, 500 Arhats, Kasyapa, Relíquias do Tibet - Exposição em Guadalajara - México. Image by Wonderlane via Flickr

“Oh bom homem! Neste Todo-Maravilhoso Rio do Grande Nirvana, vivem sete tipos de seres. Há desde o primeiro – que sempre afunda – até o sétimo. Dentre esses, alguns afundam e alguns flutuam.

Falamos de alguém que sempre afunda. Isto se refere a alguém que ouve isto ser dito: ‘Este Sutra do Grande Nirvana estabelece que o Tathagata é Eterno, Imutável, e é Êxtase, o Eu, e o Puro; que ele não entra definitivamente no Nirvana; que todos os seres possuem a Natureza de Buda; que o icchantika, os caluniadores dos Sutras Vaipulya, aqueles que cometeram os cinco pecados mortais, aqueles culpados das quatro ofensas graves, todos realizarão a Via da Iluminação; que o Srotapanna, o Sakrdagamin, o Anagamin, o Arhat, e o Pratyekabuda infalivelmente alcançarão a Iluminação Insuperável’. Ao ouvir isto, essa pessoa não acredita, mas pensa para si: ‘Esse Sutra do Nirvana é algo que pertence aos tirthikas e não é um Sutra Budista’. Essa pessoa, então, se afasta da Via, e não dá ouvido ao Dharma Maravilhoso. Às vezes, pode acontecer de ouvir [o Dharma], mas ela não pode ter um bom pensamento. Ela pode pensar, mas não um bom pensamento. Como não tem um bom pensamento, persiste no mal. Persistir no mal tem seis formas, as quais são: 1) o mau, 2) o não-bom, 3) o dharma impuro, 4) a valorização do ‘é’, 5) preocupar-se de forma acalorada [isto é, tornar-se infernalmente quente com a preocupação], 6) receber más retribuições. Isto é afundar.

Por que é afundar? Quando uma pessoa não tem uma boa mente, quando ela sempre comete o mal, quando ela não pratica a Via, chamamos isso de ‘afundamento’.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 41 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 2.

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Sétimo Tipo de Pessoas

Beyond all coming and going of phenomena: the ...

Tathagata: aquele que está para além de todas as idas e vindas dos fenômenos. Image via Wikipedia

“A sétima pessoa aspira atravessar o grande rio do nascimento e da morte. Mas, sem bem acumulado até aqui, ela afunda em meio às águas. Encontrando-se com um Bom Mestre da Via, ela adquire fé. Este ganho de fé é o que chamamos ‘vir à tona’. Devido à fé, ela protege, recita, copia e expõe os 12 tipos de sutras, e para o benefício dos seres, ela fala extensivamente deles. Ela sente prazer na doação e pratica a Sabedoria. Nascida com a mente aguçada, ela persevera firmemente na fé e na Sabedoria, e não retroage na mente. Como ela não retroage, ela avança. Ao avançar, ela encontra a outra margem. Tendo conquistado as alturas de uma grande montanha, ela agora está apartada do medo e é abençoada com a mais pura paz. Oh bom homem! (Estar no topo da) grande montanha na outra margem pode ser comparado ao Tathagata, paz à Eternidade do Buda, e a grande e alta montanha é o Grande Nirvana.

Oh bom homem! Todas essas pessoas às margens do Rio Ganges possuem mãos e pés, mas elas são difíceis de salvar. É o mesmo com todos os seres, também. Os Três Tesouros do Buda, Dharma e Sangha realmente existem, e o Tathagata sempre expõe o essencial de todas as leis [Dharma]. Há o Nobre Caminho Óctuplo e o Mahaparinirvana. Todos os seres podem obter tudo isso. Isto (Nirvana) não é o que surge de mim, ou daqueles nobres caminhos, ou dos seres. Saiba que todas essas coisas retornam às impurezas. Por essa razão, todos os seres não podem alcançar o Nirvana.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

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Sutra do Nirvana – Cap. 36 – Bodhisattva Rugido do Leão 4

“Oh bom homem! A prática do Shila [preceitos de moralidade] é para a quietude do nosso próprio corpo. A prática do Samadhi é para a quietude de nossa própria mente. A prática da Sabedoria é para a erradicação das dúvidas. Erradicar dúvidas é praticar a Via. Praticar a Via é ver a Natureza de Buda. Ver a Natureza de Buda é atingir a Iluminação Insuperável. Atingir a Iluminação Insuperável é chegar ao Insuperável Grande Nirvana. Chegar ao Grande Nirvana é apartar todos os seres do nascimento e da morte, de todas as impurezas, de todas as existências [mundanas], de todos os reinos, de todas as verdades dos seres. Cortar [esses] nascimentos e mortes, e satya [realidade, presumivelmente ‘realidade mundana’] é atingir o Eterno, Êxtase, o Eu e o Puro.”

Leia mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 36 – Sobre Bodhisattva Rugido do Leão 4.

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SUTRA DO NIRVANA CAPITULO 36

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Destaques deste Capítulo:

Por Que Praticamos. 4

A Árvore Bodhi 6

A História do Castelo de Kushinagar. 9

A História do Castelo de Kapilavastu. 11

A História do Monastério de Jetavana. 16

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