Resposta a William Garcia

Sutra de Lótus

William escreveu: “Recebi há algum tempo o Sutra de Lótus da Lei Maravilhosa, demorei muito para entregar à Firmina, pois não desejava entregar a ela nas circunstâncias em que me encontrava.

Diante da retomada de forças que me impulsionaram no desafio da contínua transformação cármica, adentrei o ambiente sombrio e triste de uma delegacia de polícia, e entreguei a gema preciosa.”

Fifa recebendo o Sutra de Lótus

Firmina ao receber o Sutra de Lótus das mãos de William Garcia

O Buda disse:

“Bons homens,

após a minha extinção,

quem poderá receber, ostentar,

ler e recitar este Sutra?

Agora, na presença dos Budas,

façam seu voto.

Este Sutra é difícil de ostentar,

se alguém ostentá-lo mesmo que por um instante,

eu rejubilarei,

bem como todos os outros Budas.

Uma pessoa assim será elogiada por todos os Budas:

‘Isto é coragem!

Isto é diligência,

isto é o que se chama observar os preceitos e praticar Dhutas’.”

Sutra de LótusCapítulo 11 – O Aparecimento da Torre de Tesouro.

Caro William,

os esforços para o cumprimento dos votos que fizemos no passado nunca serão em vão. Parabenizo-o pela façanha.

Marcos Ubirajara.

Em 19 de maio de 2011.

response to william garcia.mp3

O Cristalino

Não temos a pretensão de inspirar uma nova teoria para a Física. Afinal, para que uma nova teoria? Como fica estabelecido neste estudo, a Física é uma ciência da matéria e forças que atuam sobre esta. Sendo assim, uma teoria da Física impõe a necessidade de um rigoroso formalismo matemático que possibilite, em primeiro lugar, fazer predições sobre o desconhecido; em segundo lugar, comprovar resultados de experimentos da Física clássica, relativista e quântica; em terceiro lugar, geometrizar o fenômeno e suas interações com o “mundo” exterior. Isto significa que uma teoria da Física destina-se a avançar e aprofundar no conhecimento sobre um universo constituído por matéria sujeita a forças, seja no mundo das partículas elementares, seja no macrocosmo.

Do nosso ponto de vista, isto não invalida ou compromete os enormes avanços desta ciência ao descrever a fenomenologia do universo em que vivemos, mas relativiza-os, uma vez que acreditamos no universo como um meio em que matéria e forças se manifestam em “pequenas” regiões do espaço-tempo, onde atuam tensões devidas a descontinuidades ou quebras de simetria; regiões de alta concentração de energia; e fluxos impostos pela simetria da região do espaço-tempo do fenômeno observado. Neste nosso conceito, fazemos a analogia do espaço-tempo com um meio Cristalino Perfeito; e de matéria e forças com defeitos e suas interações com o meio Cristalino, respectivamente. Indo um pouco além, acreditamos num universo cuja percepção esteja potencialmente ao alcance de qualquer pessoa. Enfim, não acreditamos num universo que só possa ser percebido, compreendido e compartilhado entre Físicos e Matemáticos. Todavia, o caminho da análise e posterior síntese das teorias, ainda que consuma muitos milhares de anos, deve conduzir à simplicidade necessária para a compreensão daqueles que, de fato, são os olhos da criação, ou seja, as pessoas comuns. Para essas pessoas, e também para os Físicos, há uma enorme dificuldade para lidar com conceitos como o “vácuo”, tão necessário para sustentar as mais avançadas teorias da Física. Isto significa “impor” aos leigos a idéia de que por trás de toda fenomenologia que observamos há o nada absoluto. Isto é um absurdo! Há algo lá sim, porém, que não pode ser medido pelos métodos da Física que se baseiam na interferência. Mas, “aquilo” está manifesto na simples constatação inicial que aqui fizemos, de que a matéria, rigorosamente, é um imenso vazio; quer pensemos do ponto de vista clássico, e muito mais quando do ponto de vista quântico que introduz as incertezas de encontrar-se algo no lugar onde ele deveria estar. “Aquilo” está manifesto na simetria das zonas de influência dos campos das interações físicas, do mais forte até o mais fraco, o campo gravitacional. Se o campo gravitacional dos corpos estelares é um elipsóide, então, existe uma “ordenação” do espaço circunvizinho cuja simetria é romboédrica? “Aquilo” está manifesto no fenômeno de difusão observado nos corpos do macrocosmo: fluxos de gases e matérias, aglomerações de estrelas, gravitação de galáxias. Em torno de quê? Na direção de quê? Por que, “preferencialmente”, em certas regiões do espaço? Não podemos mais ignorar a existência “Daquilo”. Confessadamente, temos uma grande dificuldade para lidar com o aspecto não-substancial dos fenômenos, e a Física não se propõe a tratá-lo como parte integrante, diríamos essencial, da realidade. Os Físicos chamam de “vácuo” o não substancial extrínseco dos fenômenos, e o definem como “nada absoluto”. Não bastasse chamar algo que sabemos existir de “nada”, não tratam do não-substancial intrínseco a todos os fenômenos de uma forma completa. Por essa razão, quase sabemos o que é uma partícula elementar, mas não sabemos por que ela se manifesta do jeito que se manifesta.

Então, por que não buscarmos compreender esse “vácuo” de uma vez? Mas de que maneira, se como postulado ele é insondável? Não pode ser visto nem ponderado e, o que é pior, ao aceitá-lo como parte integrante e indissociável da realidade, temos que aceitar a existência de uma Lei oculta em suas profundezas, a qual não podemos compreender. Isto não poderia mais chamar “Ciência”, mas “Fé”.

Por que não? Em termos da ciência contemporânea, já não há tanta dificuldade em aceitar que existe algo por trás da fenomenologia observável. Se o Universo tem uma origem, este “algo” já estava aí para sustentá-lo. Não é? E mais, é participante, perfeitamente dotado e parece ser o destino de todas as coisas que transitam pelo Universo observável. E esse destino não é final, pois, extinguindo-se aqui, o fenômeno ressurge ali, num fluxo interminável regido por uma lei oculta. Seu meio de propagação é o Cristalino, um Cristal Perfeito, que também traduzimos como Dharma Correto, ou Sadharma, ou Lei Maravilhosa.

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 1)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 2)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 3)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 4)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 5)


O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 6)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 7)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 8 )

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 9)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 10)

O Portal Diante de Ti

Naquela ocasião, o Buda disse a Práticas Superiores e a todos os grandes Bodhisattvas na assembléia: “Os poderes espirituais de todos os Budas são ilimitados, incomensuráveis e inconcebíveis como esses. Se, utilizando-me desses poderes espirituais, eu pregasse a respeito das virtudes meritórias deste Sutra durante ilimitados, incomensuráveis centenas de milhares de miríades de kotis de asamkhyas de kalpas, eu não terminaria de fazê-lo. Em essência, todas as Leis do Tathagata, todos os poderes espirituais superiores do Tathagata, todos os repositórios secretos do Tathagata e todas as profundas doutrinas do Tathagata são todas proclamadas e reveladas neste Sutra”.

“Portanto, todos vocês, após a passagem do Tathagata à extinção, deveriam com um pensamento único recebê-lo, ostentá-lo, lê-lo, recitá-lo e explicá-lo, copiá-lo e praticá-lo como ensinado. Aqueles que receberem-no, ostentarem-no, lerem-no, recitarem-no, explicarem-no, copiarem-no e praticarem-no como ensinado, qualquer que seja a terra onde estejam, naquele lugar onde o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa for ostentado, seja num jardim, numa floresta ou sob uma árvore; nos aposentos da Sangha; na casa dos governantes, num palácio ou salão, nas montanhas, vales ou selvas; em todos esses lugares dever-se-ia construir uma torre e fazer-lhe oferecimentos”.

“Por que razão? Saibam que este lugar é o Portal através do qual os Budas alcançam o Anuttara-Samyak-Sambodhi, onde todos os Budas giram a Roda-da-Lei, e onde todos os Budas entram no Nirvana”.

Excerto do CAP. 21: Os Poderes Espirituias do Tathagata, pág. 353.

Méritos que Conduzem ao Sutra de Lótus

Este post é comemorativo do 2º. aniversário de Cristal Perfeito.

O Buda disse ao Bodhisattva Universalmente Meritório: “Se um bom homem, ou uma boa mulher, alcançar as Quatro Leis, ele obterá o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa após a extinção do Tathagata. Primeira Lei, ele é o objeto da proteção e de preocupação do Buda. Segunda Lei, ele detém as raízes das virtudes. Terceira Lei, ele penetra o conjunto de concentrações corretas. Quarta Lei, ele concentra-se na intenção de salvar todos os seres viventes ”.

“Se um bom homem ou uma boa mulher alcançar dessa forma estas Quatro Leis, é certo que ele obterá este Sutra após a extinção do Tathagata”.

Excerto do CAP. 28: O Encorajamento do Bodhisattva Universalmente Meritório, pág. 416.

Devoção e Fé no Sutra de Lótus

“Rei da Constelação Flor! Se uma pessoa que toma a decisão pela consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi puder queimar um dedo da mão ou do pé como um oferecimento à torre de um Buda, seus oferecimentos superarão os daqueles que usam como oferecimentos países, cidades, esposas e filhos, ou mesmo os três mil grandes sistemas de mil mundos com todas as suas montanhas, florestas, rios, lagos e objetos preciosos”.

“Se, além disso, uma pessoa preencher todos os três mil grandes sistemas de mil mundos com os sete tesouros e oferecê-los ao Buda, aos grandes Bodhisattvas, Pratyekabudas e Arhats; os méritos e virtudes que aquela pessoa obteria não se igualariam ao daquela que recebe e ostenta mesmo que um simples verso de quatro linhas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa , pois as bênçãos desta última são longinquamente maiores”.

Extrato do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina, pág. 368.

Retribuição à Benevolência dos Budas

“No futuro, se houver um bom homem ou uma boa mulher que creia na sabedoria do Tathagata, devem expor o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para aquela pessoa, fazendo a pessoa ouvir, compreender e obter a sabedoria do Buda. Se houver seres viventes que não creiam ou aceitem-na, devem instruí-los com alguma outra das profundas Leis do Tathagata, beneficiando-lhes e fazendo-lhes alegrarem-se. Se puderem fazer isto, já terão retribuído a benevolência dos Budas”.

Excerto do CAP. 22: A Transmissão, pág. 358.

Retribuição

Retribuição

Lugares Sagrados do Sutra de Lótus

Naquela ocasião, o Buda disse a Práticas Superiores e a todos os grandes Bodhisattvas na assembléia: “Os poderes espirituais de todos os Budas são ilimitados, incomensuráveis e inconcebíveis como esses. Se, utilizando-me desses poderes espirituais, eu pregasse a respeito das virtudes meritórias deste Sutra durante ilimitados, incomensuráveis centenas de milhares de miríades de kotis de asamkhyas de kalpas, eu não terminaria de fazê-lo. Em essência, todas as Leis do Tathagata, todos os poderes espirituais superiores do Tathagata, todos os repositórios secretos do Tathagata e todas as profundas doutrinas do Tathagata são todas proclamadas e reveladas neste Sutra”.

“Portanto, todos vocês, após a passagem do Tathagata à extinção, deveriam com um pensamento único recebê-lo, ostentá-lo, lê-lo, recitá-lo e explicá-lo, copiá-lo e praticá-lo como ensinado. Aqueles que receberem-no, ostentarem-no, lerem-no, recitarem-no, explicarem-no, copiarem-no e praticarem-no como ensinado, qualquer que seja a terra onde estejam, naquele lugar onde o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa for ostentado, seja num jardim, numa floresta ou sob uma árvore; nos aposentos da Sangha; na casa dos governantes, num palácio ou salão, nas montanhas, vales ou selvas; em todos esses Lugares ( Sagrados ) dever-se-ia construir uma torre e fazer-lhe oferecimentos”.

“Por que razão? Saibam que este lugar é o Portal através do qual os Budas alcançam o Anuttara-Samyak-Sambodhi, onde todos os Budas giram a Roda-da-Lei, e onde todos os Budas entram no Nirvana”.

Excerto do CAP. 21: Os Poderes Espirituais do Tathagata, pág. 353.

Louvores ao Honrado pelo Mundo

Nisto, os seres celestiais nos céus bradaram numa estrondosa voz: “Para além de ilimitados, incomensuráveis centenas de milhares de miríades de kotis de asamkhyas de mundos daqui, há um mundo chamado Saha. Naquele mundo há um Buda chamado Shakyamuni que agora, em prol de todos os Bodhisattvas Mahasattvas, proclama um Sutra do Grande Veículo chamado Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, uma Lei para instruir Bodhisattvas, uma Lei da qual o Buda é guardião e mentor. Todos devem alegrar-se profundamente em seus corações, curvarem-se e fazerem oferecimentos ao Buda Shakyamuni”.

Ouvindo este som vindo do espaço, todos os seres viventes juntaram as palmas das suas mãos, olharam para o mundo Saha, e disseram: “Namu Shakyamuni Buda! Namu Shakyamuni Buda!”.

E então, à distância, eles espalharam todos os tipos de flores, incenso, contas, estandartes, dosséis, ornamentos para o corpo e outros objetos preciosos e raros sobre o mundo Saha. Os objetos que eles espalharam vieram das dez direções como nuvens em expansão, as quais se juntaram e transformaram-se em dosséis cravejados de jóias cobrindo completamente os Budas naquela região. Então, os mundos das dez direções interpenetraram-se sem obstruções, como se fossem uma única terra Búdica.

Excerto do CAP. 21: Os Poderes Espirituais do Tathagata, pág. 352.

Rei da Medicina, Alegremente Visto por Todos os Seres

Buda Medicina

Buda Medicina

O Buda disse ao Bodhisattva Rei da Constelação Flor: “O quê você pensa? Teria o Bodhisattva Alegremente Visto por Todos os Seres sido qualquer outro? Ele era justamente o presente Bodhisattva Rei da Medicina[1]. Ofereceu seu corpo, tal como é, um número de ilimitadas centenas de milhares de miríades de kotis de nayutas de vezes”.

 “Rei da Constelação Flor! Se uma pessoa que toma a decisão pela consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi puder queimar um dedo da mão ou do pé como um oferecimento à torre de um Buda, seus oferecimentos superarão os daqueles que usam como oferecimentos países, cidades, esposas e filhos, ou mesmo os três mil grandes sistemas de mil mundos com todas as suas montanhas, florestas, rios, lagos e objetos preciosos”.

 “Se, além disso, uma pessoa preencher todos os três mil grandes sistemas de mil mundos com os sete tesouros e oferecê-los ao Buda, aos grandes Bodhisattvas, Pratyekabudas e Arhats; os méritos e virtudes que aquela pessoa obteria não se igualariam ao daquela que recebe e ostenta mesmo que um simples verso de quatro linhas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa[2], pois as bênçãos desta última são longinquamente maiores”.

 


[1] Aquele que no passado, como Bodhisattva Alegremente Visto Por Todos os Seres, sob a Lei do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa exposta pelo Buda Pura Virtude e Brilhante como o Sol e da Lua, foi capaz de alcançar o samadhi em que se pode manifestar quaisquer formas físicas. Evidentemente, seu nome faz referência àquele capaz de manifestar, regenerar ou reconstituir quaisquer formas físicas por transformação: Rei da Medicina.

[2] Porque o “corpo completo do Buda” está contido em cada caractere do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Excerto do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina.

Imagem do Buda Medicina obtida de Budismo, Textos e Práticas para se Iluminar.

Itinen Sanzen

“Se alguém desejasse buscar a sabedoria do Buda através de oitenta miríades de milhões de nayutas de kalpas,

praticando os cinco paramitas ao longo de todos aqueles kalpas,

fazendo oferecimentos aos Budas,

aos discípulos Pratyekabudas,

e às multidões de Bodhisattvas;

suas doações poderiam ser comidas e bebidas finas e raras,

finas indumentárias pessoais e para aposentos;

essa pessoa poderia doar moradas feitas de pura madeira de sândalo e adornadas com jardins e bosques.

Doações como estas, variadas e refinadas,

aquela pessoa poderia dedicar à Via do Buda.

 

Além disso,

ela poderia observar puramente os preceitos proibitivos,

sem falha ou omissão,

buscando a via insuperável,

louvada por todos os Budas.

Ainda, ela poderia praticar a paciência,

estabelecendo-se no Estado de Complacência,

e mesmo que a maldade lhe acontecesse,

seu pensamento não seria perturbado.

Também, se aqueles que obtiveram o Dharma,

mas que guardam uma arrogância desmedida,

ridicularizassem-lhe e atormentassem-lhe,

ela seria capaz de suportá-los.

Ela poderia ser diligente e vigorosa,

sempre firme em sua resolução,

ao longo de ilimitados milhões de kalpas,

com pensamento único e sem lassidão.

E por incontáveis kalpas,

ela poderia residir num lugar tranqüilo,

sempre depurando seus pensamentos, em vigília,

quer estivesse sentada ou caminhando.

 

Em razão dessas causas e relações,

ela então alcançaria a concentração dhyana,

tal que por oitenta milhões de miríades de kalpas,

seu pensamento seria seguro e sem confusão.

Abençoada por este pensamento único,

ela buscaria a via insuperável, dizendo:

‘Posso alcançar a Sabedoria que Abarca Todos os Fenômenos e ultrapassar os limites das concentrações dhyana’.

Esta pessoa, ao longo de centenas de milhares de milhões de kalpas,

poderia praticar tais virtudes meritórias como ditas acima[1].

 

Mas, se houver um bom homem ou uma boa mulher que,

ouvindo-me pregar sobre a duração da minha vida,

der lugar mesmo que a um simples pensamento de fé,

suas bênçãos excederão aquelas da pessoa acima descrita.

Qualquer pessoa que esteja completamente livre de dúvidas ou pesares e que,

com um profundo sentimento,

compreender por não mais que um instante,

obterá bênçãos tais como estas.

 


[1] O Buda esclarece que aqueles que perseveram nos ensinos provisórios, incluindo os contidos na primeira parte deste Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, como as rigorosas regras monásticas para as práticas dos Bodhisattvas descritas no Capítulo 14 – Conduta para a Prática Bem-Sucedida, obterão benefícios menores do que os dos bons homens e boas mulheres que o ouçam descrever sobre “A duração da Vida do Tathagata” e com resoluta fé, livres de quaisquer dúvidas ou hesitações, acreditem ainda que por um momento. Esta revelação da duração da vida do Buda, todavia, está exclusivamente contida nos ensinos essenciais do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, aparecendo pela primeira vez no Capítulo 16 – A Duração da Vida do Tathagata. Por essa razão esse Capítulo é tão importante, sendo a própria descrição original da longuíssima vida do Buda. Neste ensino está a profunda doutrina da possessão mútua (ou do Itinen Sanzen), qual seja a inerência do estado de Buda em todos os seres de todos os mundos das dez direções. E mais, Itinen Sanzen quer dizer “Três Mil Mundos Numa Existência Momentânea da Vida”. Essa passagem nos ensina que todos os benefícios auferidos por todas as boas práticas possíveis de serem levadas ao cabo, ao longo de incontáveis kalpas, nos três mil grandes sistemas de mil mundos; cabem numa existência momentânea da vida, num simples pensamento de fé. Em 27/08/2008.

Excerto do CAP. 17: Distinção dos Méritos e Virtudes, pág. 305.

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