O Coração Puro Pratica o Bem

Sutra:

“Além disso, Subhuti, esse dharma é liso e plano, sem altos e baixos. Porquanto é chamado Anuttara-Samyak-Sambodhi. Cultivar todos os dharmas sem um ‘eu’, nem outros, nem seres viventes e nem uma vida é atingir o Anuttara-Samyak-Sambodhi. Subhuti, bons dharmas são pregados pelo Tathagata como nenhuns bons dharmas. Porquanto são chamados bons dharmas”.

Comentário:

Desejando falar em maiores detalhes, o Buda Shakyamuni disse a Subhuti: “Não há nada superior a esse dharma, e nada inferior”. Porquanto é chamado Anuttara-Samyak-Sambodhi. Embora seja chamada Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta, é um dharma sem uma marca do ‘eu’, dos outros, dos seres viventes, ou de uma vida. É destituído do apego ao ‘eu’, do apego aos dharmas (fenômenos), e do apego à vacuidade. Você deve cultivar dharmas saudáveis e abster-se de praticar dharmas insalubres. Assim é dito:

Faço votos de erradicar todo o mal.

Faço votos de praticar todo o bem.

Faço votos de salvar todos os seres viventes.

Se você erradica o mal e cultiva o bem, suas boas raízes aumentarão e crescerão. Ao cultivar bons dharmas você obtém naturalmente a Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta.

Subhuti, bons dharmas são pregados pelo Tathagata como nenhuns bons dharmas. Ao falar do ponto de vista do Tathagata não há bons dharmas  que possam ser obtidos. Porquanto são chamados bons dharmas. A eles são meramente dados falsos nomes. Você não deve ter apego a quaisquer bons dharmas. Apego a bons dharmas ainda é apego. Você deve contemplar todas as coisas como uma ilusão, uma transformação, um sonho, uma bolha, ou uma miragem – como sendo irreais.

Sutra Diamante – Capítulo 23 – O Coração Puro Pratica o Bem.

Original

A Qualidade Intrínseca de Todos os Fenômenos

Sutra:

“E por quê? ‘Tathagata’ significa a qualidade intrínseca (talidade – por exemplo, a qualidade intrínseca de todos os fenômenos é o vazio, sua verdadeira natureza, tal como são – N.T.) de todos os dharmas. Se alguém dissesse que o Tathagata atinge o Anuttara-Samyak-Sambodhi, Subhuti, de fato, não há um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Buda atinge. Subhuti, o Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atinge é nem verdadeiro e nem falso. Por esta razão o Tathagata fala de todos os dharmas como Budadharmas. Subhuti, todos  os dharmas são pregados como não dharmas. Porquanto são chamados dharmas.”

Comentário:

Tathagata, que se traduz como Assim Advindo (Thus Come One ou Assim Sucede), significa que todos os dharmas são “Assim”. Todos os dharmas estão num estado de ‘imobilidade intrínseca’.

Com o que se parece a ‘imobilidade intrínseca’?

Ela não tem aparência. Portanto, ele ainda diz que não há um dharma que possa ser atingido. Se você atingiu um dharma, com o que ele pareceria? Seria verde? Amarelo? Vermelho? Longo? Curto? Quadrado? Redondo? Quando não há nome, nem cor, e nem aparência, então todos os dharmas são assim. Se houver qualquer dharma aparente, então não é assim.

Realmente, não há o menor dharma que possa ser atingido. Não há um dharma da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que o Buda possa atingir.

O Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atinge. Se você forçá-lo e disser que o Tathagata atinge algo chamado Anuttara-Samyak-Sambodhi, aquele Anuttara-Samyak-Sambodhi é nem verdadeiro e nem falso. Sendo nem verdadeiro e nem falso, ele é o significado ultimado do Caminho Médio; é a Prajna da Marca Real.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

O Mais Profundo Significado do Caminho Médio

Subhuti, de fato não há um dharma de devoção do coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi. Originalmente não há um dharma que possa ser obtido. Devotar o coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi é apenas uma expressão, nada mais. “Não há basicamente uma coisa: então, onde pode a poeira assentar-se?” Todavia, o Buda percebeu que os seres viventes poderiam tornar-se cépticos e dizerem: “Uma vez que não há dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi – e nem um dharma da realização do Estado de Buda – que possa ser atingido, então por que alguém necessitaria devotar-se? Portanto, o Buda ainda explicou: “Quando o Buda Tocha Ardente concedeu-me uma profecia, Eu obtive um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi? Houve algum dharma que Eu atingi?” Compreendendo que de acordo com a doutrina do prajna não há dharma que possa ser atingido, Subhuti respondeu: “Não, Honrado pelo Mundo”. Mas então, ele respaldou a sua declaração com as palavras: “(De acordo) como eu entendo o que o Buda tem dito”, indicando que ele não se atreveu a fazer uma afirmação absoluta. “Isto é como o compreendo”, ele disse, “mas não sei se estou certo ou não. Não há o menor dharma da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que possa ser atingido”.

Sutra:

O Buda disse: “É assim, é assim, Subhuti. De fato não houve um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atingiu. Subhuti, se houvesse um dharma do Anuttara-Samya-Sambodhi que o Tathagata tivesse atingido, então o Buda Tocha Ardente não teria concedido-me uma profecia: ‘No futuro, você atingirá o Estado de Buda e será chamado Shakyamuni’. Uma vez que não havia um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi atingido, o Buda Tocha Ardente concedeu-me a profecia dizendo essas palavras: ‘No futuro, você atingirá o Estado de Buda e será chamado Shakyamuni’.”

Comentário:

O Buda respondeu a declaração de Subhuti de forma afirmativa: “É assim, é assim, Subhuti.  Você explica o dharma daquela maneira; Eu também explico o dharma daquela maneira. De fato, não há dharma”. Não houve absolutamente um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata tenha atingido. Subhuti, você não deve dar origem às dúvidas e pensar que quando o Buda viveu naquele tempo do Buda Tocha Ardente ele obteve algum dharma secreto. Isto seria um engano. Quando o Buda Shakyamuni encontrou-se com o Buda Tocha Ardente, no final do segundo Asamkhya do kalpa da cultivação, não houve algum dharma secreto da Isuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta.

“Subhuti”, disse o Buda: “se houvesse tal dharma, então o Buda Tocha Ardente não teria concedido uma profecia e dado-me um nome. Se Eu tivesse obtido mesmo que um simples dharma, ele não teria dito: ‘No futuro, no mundo Saha, você tornar-se-á um Buda chamado Shakyamuni’.”  O nome Shakyamuni do Sânscrito traduz-se por “Aquele que é Capaz de Humanidades” e “Aquele que é Quieto e Silencioso”. “Capaz de Humanidades” significa que ele concorda com as condições e representa movimento. “Quieto e Silencioso” significa que ele é imóvel, e representa quietude. Embora ele concorde com as condições, ele é imóvel. Embora ele seja imóvel, ele concorda com as condições. Movimento não obstrui a quietude; a quietude não obstrui o movimento. Movimento e quietude estão ambos dentro do Samadhi.

De fato não há um dharma na posição de fruição da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que possa ser atingido.

Por quê?

Você pessoalmente cultiva e pessoalmente certifica-se para a posição. (Essa posição) não é obtida a partir de fora, porque basicamente você já a possui. Não é que você tenha se envolvido em condições externas ou tenha dependido de forças externas. As condições e a força estão dentro de você. Você cultiva e você pode atingir. Naturalmente, dizer que você atinge é apenas uma maneira de falar, porque basicamente você nunca perdeu nada em primeiro lugar, por isso não é possível para você atingir algo (que não perdeu). Uma vez que foi assim para com o Buda Shakyamuni, o Buda Tocha Ardente concedeu-lhe uma profecia e um nome especial.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

Em Última Análise, Não Há Um Eu

Sutra:

Então Subhuti disse ao Buda: “Honrado pelo Mundo, se um bom homem, ou uma boa mulher, devota seu coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi, como ele deve viver, como ele deve subjugar o seu coração?”

O Buda disse a Subhuti: “Um bom homem, ou uma boa mulher, que tenha devotado o seu coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi deve pensar assim: ‘Eu devo levar todos os seres viventes à travessia para a extinção. No entanto, mesmo quando todos os seres viventes tenham sido levados à travessia para a extinção, não haverá de fato um único ser vivente que tenha sido levado à travessia para a extinção’. E por quê? Subhuti, se um Bodhisattva tem uma marca do eu, uma marca dos outros, uma marca dos seres viventes ou a marca de uma vida, então ele não é um Bodhisattva. Por que razão? Subhuti, de fato não há um dharma de devoção do coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi.”

“Subhuti, o que você pensa? Enquanto o Tathagata estava com o Buda Tocha Ardente, havia qualquer dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi atingido?”

“Não, Honrado pelo Mundo. (De acordo) como eu entendo o que o Buda tem dito, enquanto o Buda estava com o Buda Tocha Ardente não havia Anuttara-Samyak-Sambodhi atingido”.

Comentário:

Quando Subhuti ouviu o Buda louvar o inconcebível mérito e virtude do sutra e a retribuição igualmente inconcebível resultante de receber, ostentar, recitar e falar o sutra para outros, ele indagou: “como podem todos os bons homens e boas mulheres que tenham devotado seus corações à Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta capacitarem seus corações a não residir em lugar algum? Como eles podem apartarem-se das marcas e subjugar seus corações?”

Numa seção anterior do texto, Subhuti havia indagado a mesma questão ao Buda. Naquele momento, Subhuti estava de fato indagando como ele próprio poderia devotar o seu coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi. Era para o seu próprio benefício. Agora ele está indagando como todos os seres viventes em toda a parte podem devotar seus corações ao Anuttara-Samyak-Sambodhi, como podem domar seus corações, e onde seus corações devem residir.

O Buda respondeu que as pessoas que tenham devotado seus corações à Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta devem levar todos os seres viventes à travessia para a extinção – resgatar e libertar todos os seres viventes tal que possam realizar a Via do Buda. Mas, o Buda ainda salienta: após ter-lhes levado à travessia para a extinção, um Bodhisattva não deve reconhecer quaisquer seres viventes como tendo sido levados à travessia. Ele não tem qualquer apego. Se um Bodhisattva diz: “Eu sou capaz de levar os seres viventes à travessia para a extinção”, ele tem a marca do eu. Se ele diz: “eu posso levar outros à travessia”, ele tem a marca dos outros. Com um ‘eu’ a levar ‘outros’ à travessia, a marca dos seres viventes surge. Uma vez que há distinção entre a iluminação própria de alguém e a iluminação dos outros, então há a marca de uma vida. Todavia, não há alguém que leve os seres à travessia, nem há quaisquer seres viventes que sejam levados à travessia, nem há uma ação de levá-los. Não se deve então estar apegado a tais marcas. Se há apego, então não apenas não se atingiu a vacuidade dos dharmas, como não se atingiu também a vacuidade das pessoas, e não se é um Bodhisattva.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

A Dúvida da Raposa

Comentário:

“Subhuti, você deve saber que se Eu fosse falar em detalhes sobre o mérito e virtude obtido por um bom homem ou boa mulher que receba e ostente os cinco preceitos e cultive as dez boas ações, e que receba, ostente, leia e recite o Sutra Diamante, e se eu fosse elogiar o mérito e virtude do sutra, aqueles que ouvissem os meus elogios não acreditariam. Eles ficariam agitados, confusos, cépticos, e cheios de dúvidas”. Na linguagem Chinesa, a palavra dúvida é expressa por duas palavras: “dúvida da raposa”. A raposa, que parece ser muito esperta, é de fato muito estúpida porque ela existe num perpétuo estado de dúvida. Por exemplo, quando uma raposa atravessa um rio congelado, ela cautelosamente coloca um pé no chão, e então pára para ouvir. Ela espera para ouvir se o gelo quebrará com o peso do seu corpo antes de dar o próximo passo. Duvidando muito a cada passo do caminho, ela meticulosamente faz a sua travessia.

O Buda disse a Subhuti: “Você deve saber que o significado maravilhoso da Prajna da Marca Real não é algo que a mente possa compreender ou que possa ser expresso em palavras. Sendo assim, a retribuição resultante para alguém que receba, ostente, leia e recite o sutra é inconcebível. Se uma pessoa carece de suficientes boas raízes, ela não será capaz de acreditar no sutra quando ouvi-lo em pregação”.

Sutra Diamante – Capítulo 16 – Obstruções Cármicas Podem Ser Purificadas.

Original

A Retribuição Inconcebível

Sutra:

Subhuti, se eu fosse expressar completamente o mérito e virtude de um bom homem, ou uma boa mulher, que no último período (de quinhentos anos) receba, ostente, leia, e recite o sutra, aqueles que ouvissem poderiam enlouquecer, e desacreditar. Subhuti, você deve saber que o significado deste sutra é inconcebível, e que sua retribuição resultante também é inconcebível.”

Sutra Diamante – Capítulo 16 – Obstruções Cármicas Podem Ser Purificadas.

Original

Obstruções Cármicas Podem Ser Purificadas

Sutra:

“Além disso, Subhuti, se um bom homem, ou uma boa mulher, recebe, ostenta, lê e recita esse sutra, se as pessoas ridicularizarem-na, (é porque) aquela pessoa tem ofensas cármicas de vidas anteriores que a destinaram aos maus caminhos. Mas em virtude de na presente vida ela ser ridicularizada por outros, suas ofensas cármicas anteriores serão destruídas e ela atingirá o Anuttara-Samyak-Sambodhi.”

Sutra Diamante – Capítulo 16 – Obstruções Cármicas Podem Ser Purificadas.

Original

A Torre Diamantina

Sutra:

“E por quê? Subhuti, aquele que se deleita em dharmas menores é apegado a uma visão do ‘eu’, uma visão dos outros, uma visão dos seres viventes, e uma visão de uma vida. Ele não pode ouvir, receber, ostentar, ler, ou recitar o sutra e explicá-lo para outros.”

 “Subhuti, os deuses, os humanos, e os asuras do mundo fazem oferecimentos em qualquer lugar onde este sutra seja encontrado. Você deve saber que tal lugar é uma Torre (Stupa) onde todos deveriam respeitosamente curvar-se, circundá-la, e espalhar incenso e flores.”

Comentário:

Uma pessoa que assume a responsabilidade do trabalho do Buda não é alguém que desfruta dos dharmas do Pequeno Veículo. Aqueles estudam os dharmas do Pequeno Veículo são apegados a uma visão do ‘eu’, que é uma espécie de cobiça. Eles são apegados a uma visão dos outros, que é uma espécie de hostilidade. Eles são apegados a uma visão dos seres viventes e a uma vida, o que é uma espécie de estupidez. Tal pessoa não pode ouvir, receber ou recitar o conteúdo do Sutra Diamante. Em razão de nutrirem afeição apenas pelos dharmas do Pequeno Veículo, são incapazes de receber os princípios maravilhosos do Grande Veículo, o dharma da Marca Real que é destituído de marcas. Tais pessoas não podem (elas mesmas) acreditar no Sutra Diamante e nem podem explicá-lo para outros. Seus corações também são pequenos, e sua capacidade mental é estreita demais para compreender o dharma do Grande Veículo.

Todos os seres viventes mundanos e transcendentais do reino do dharma, os deuses, humanos e asuras, sendo que estes últimos são seres com as bênçãos dos céus mas carentes das qualidades virtuosas dos deuses, devem fazer oferecimentos ao sutra onde quer que o encontrem.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

O Descortinar da Iluminação

Sem reservas significa que o ouvinte não tem certeza, mas acredita sinceramente. Quando se usa a vida e o corpo como uma oferenda, se está praticando meramente a doação de riqueza. Quando alguém ouve o sutra, ele recebe a doação do dharma através da qual a sabedoria é adquirida. No sentido de descortinar a iluminação e atingir o Estado de Buda, requer-se a sabedoria devida. Se alguém tem apenas a retribuição de bênçãos e carência da verdadeira sabedoria, ele não pode descortinar a iluminação. Portanto, aquele que ouve o sutra e é abençoado com sabedoria aufere bênçãos que são maiores que as anteriores. Quanto mais isto é verdadeiro quando se usa uma caneta e tinta para escrever o Sutra Diamante, ou receber, ostentar, ler, recitar e pregá-lo para outros. Subhuti, o mérito e virtude do sutra não pode ser concebido, pregado, louvado adequadamente ou calculado. Os princípios do sutra são realmente ilimitados.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra

Sutra:

“Subhuti, um bom homem, ou uma boa mulher, pode pela manhã doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, e novamente à tarde doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, e novamente à noite doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, doando corpos daquela maneira ao longo de incontáveis milhões de kalpas. Mas se alguém caso ouvisse esse sutra e nele acreditasse sem reservas, suas bênçãos superariam aquelas anteriores. Quanto mais seria se uma pessoa pudesse escrever, copiar, ostentar, ler, recitar e explicá-lo para outros. Subhuti, o mérito e virtude desse sutra são inexprimíveis, inconcebíveis, ilimitados, e além de todos os louvores. Ele é pregado pelo Tathagata para aqueles que se propuseram ao Grande Veículo, aqueles que se propuseram ao Veículo Supremo. Se há pessoas que possam receber, ostentar, ler, recitar e explicá-lo para outros, essas pessoas são completamente conhecidas pelo Tathagata; elas são completamente assistidas pelo Tathagata. Essas pessoas alcançaram imensuráveis, inexprimíveis, ilimitados, inconcebíveis méritos e virtudes, e assim sustentam o Anuttara-Samyak-Sambodhi (Insuperável, Própria e Plena Iluminação Correta) do Tathagata.

Comentário:

O Buda Shakyamuni novamente admoestou Vazio Nato: “Subhuti, se um homem ou uma mulher que cultiva os cinco preceitos e as dez boas ações, doasse seu corpo tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges pela manhã, à tarde e à noite”. O Buda havia previamente falado da doação do corpo de alguém como oferenda. Agora ele fala da doação do corpo de alguém repetidamente, tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges. Não apenas a pessoa doa aqueles muitos corpos pela manhã, mas também à tarde. Além disso, ele doa seu corpo tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges à noite. Nem é o oferecimento por apenas um dia, mas ao longo de incontáveis milhões de kalpas. Ainda assim, as bênçãos e virtudes auferidas quando uma pessoa meramente ouve o sutra e acredita-o sem reservas superam aquelas da pessoa que doa corpos tão numerosos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges pela manhã, à tarde, e à noite através de inumeráveis milhões de kalpas.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

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