Resposta a Mattuzalem Lopes Cançado

Escreveu o Abade Mattuzalem Lopes Cançado:

Honra seja dada ao Grande Tradutor do Sutra de Lótus da Boa Lei Maravilhosa: Ilmo. Sr. Marcos Ubirajara.

Prezado senhor:

Seu Livro “A Vida de Buda” é uma obra sagrada!

Como tudo que passa por seus olhos toma a forma dos raios da lei, este não está diferente. É uma obra magnífica! Seu trabalho é impar, não tem nada a que se possa comparar! Sua lealdade ao texto é surpreendente! Já tenho o meu. Já espalhei a noticia do seu maravilhoso trabalho! Já até mandei encadernar o meu precioso, lá no pronto Socorro do Livro. Ficou com a cor azul e com gráfico em ouro, com a titulação exibida por V.Sa., e impresso seu nome (em ouro) como gigante tradutor que é!

Nós nos orgulhamos de Você, ou melhor, de V.Sa. (Não ouso tomar a liberdade dessa expressão!). Sabemos de sua seriedade, do seu reto propósito. Graças a V.Sa., nós brasileiros estamos bem amparados. No Brasil temos muitos bons tradutores, mas não com o coração tão benevolente quanto o que bate em seu peito! É notável seu procedimento!

V.Sa. é o nosso Kumarajiwa! Fala a nossa língua, que conhece o nosso coração (e o pesadelo que vivemos)! Obrigado por fazer parte de nossa humilde vida! Estaremos orando sempre por sua preciosa vida. Onde quer esteja, minhas orações são para sua total proteção!

Kannon, Yakuo, Myoon e demais Bodhisattvas do nosso Sutra de Lótus estão a acariciar sua cabeça dourada!

Os Budas Shakyamuni, Taho e Nitiren Daishonin Sama devem estar orgulhosos de V.Sa. Do seu correto procedimento e devoção sincera ao nosso Maravilhoso e excelso Budismo!

Nós lhe oferecemos nossa sincera e respeitosa reverência.

Oss!

Muito obrigado!

Ofereço-lhe um Daimoku com a força poderosa dos Preceitos!

Nammyohorenguekyo-Nammyohorenguekyo, Nammyohorenguekyo!

Kansho Kyoshi Mattuzalem Lopes Cançado 7º. Dan
Abade Superior e Diretor Técnico da
Associação Budista Vajramushti de Karate-Do
Templo Principal Bassai-Ji de Karate-Do do Budismo Nitiren
templobassaiji@ig.com.br

Em Belo Horizonte, 02 de julho de 2012 às 00h15min

Em resposta ao Abade Mattuzalem Lopes Cançado:

Prezado Senhor Abade Mattuzalem Lopes Cançado,

Ainda que o senhor fosse o único a se beneficiar do Poder Espiritual emanado dessa indescritivelmente bela história, já teria valido a pena todos os esforços empreendidos para superar, transcender, romper a casca da pobreza que me envolve nesta existência; e ser capaz de fazer essa singela doação ao nosso povo brasileiro tão sofrido, tão alijado do Saber legado pelo Honrado pelo Mundo em plena vida.

Agora, tente imaginar o mérito e a virtude do Sr. Andre Ferdinand Herold que se atirou na árdua tarefa de pesquisar, compilar e traduzir os registros Sagrados deixados numa língua remota de uma cultura encoberta pelos escombros acumulados por séculos da ação do tempo, e pela ação de bárbaros que a saquearam à procura de riqueza material? Certificando-se que isso ocorrera em anos anteriores aos anos 20, o senhor perceberá quão mais elevados são os ombros sobre os quais me apoiei para botar a cabeça para fora do pântano da ignorância, e respirar um pouco de ar puro.

É muito difícil, Prezado Senhor! Porque ao fim e ao cabo de trabalhos como este, a tendência é voltarmos para uma vida medíocre e cheia de privações, principalmente, do Maná, do alimento espiritual. O senhor, com certeza, através do Poder Espiritual do Buda, vem em meio a tudo isto dar testemunho das verdadeiras palavras do Tathagata no Sutra de Lótus, e que dizem: “… eu enviarei pessoas nascidas por transformação para ajudá-lo e protegê-lo”.

Muito obrigado por assim se manifestar. Muito obrigado por incorporar nesse momento a sublime missão de dar eco àquela longínqua promessa do Buda, aquele que está para além das idas e vindas dos fenômenos, e que nunca diz falsidades.

Agora vou dormir, pois, desde o momento em que li a vossa missiva, e até agora, fui tomado por uma espécie de formigamento incontrolável que não me deixou dormir por horas, em razão da Força Espiritual de vossa mensagem.

Prometo-lhe que, dentro de poucos dias, o senhor começará a receber a retribuição pelo vosso gesto grandioso, aqui mesmo no Cristal Perfeito.

Reverentemente,

Namu-Myoho-Rengue-Kyo

Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo

Em Belo Horizonte, 07/07/2012, às 23:40 hs.

Resposta a William Garcia

A Vida do Buda

A Vida do Buda – click imagem para download.

Em 17/05/12, willian garcia<wgroab@…com> escreveu:

Arigatougozaimassu (agradecido pelo elo).

Olá Marcos,

Parabéns pela finalização do projeto “A vida do Buda”  ?!

Sua visita à Catedral Budista Nikkyoji surtiu inesgotável admiração por sua trajetória, tanto pelos membros, como pelos sacerdotes.

Sinto que preciso apóia-lo de alguma maneira, estou em débito contigo, portanto, preciso saber como posso auxiliá-lo…

Alguma editora se interessou sobre a obra?, quanto ficaria para publicá-la?, você já sondou algum editor?

Esta obra é maravilhosa, e precisamos adequá-la a uma mídia popular, no mais breve possível.

Estou ansioso por suas informações….

Em postura de Gasshô!

NAMUMYOHORENGUÊKYÔ

Arigatougozaimashita

Willian Garcia Ribeiro

Em resposta a William Garcia, em 18/05/2012.

Bom dia William,

Alegra-me saber as impressões deixadas em minha visita à Catedral Budista Nikkyoji. Na verdade, senti a boa acolhida pelos membros e Sacerdotes naqueles dias. Foram momentos de imensa sensação de bem-estar para mim.

Quanto ao livro “A Vida do Buda“, como você disse, é uma obra Maravilhosa, não doutrinária, mas que fascina até os mais cépticos, fazendo-lhes refletir profundamente sobre quanto tempo perderam com suas descrenças.

Não orcei a obra, não sei quanto custaria a sua transformação num livro impresso. Você sabe as razões, né? Mas, já há muitas manifestações de amigos e seguidores do blog Cristal Perfeito, que desejam obter o livro. Quando isso se tornar um desejo sincero de muitos, o recurso aparecerá. Por isso, estou tranquilo.

Nesse momento, você já prestaria grande apoio ao divulgar por ai o trabalho. Pois, a força sedutora dessa incrível história poderá levar muitas pessoas a professar o Budismo. Tenho absoluta certeza disso.

Minhas melhores recomendações a você e familiares.

Grande abraço!

Arigatougozaimashita

Marcos Ubirajara.

A Vida do Buda

Solicito aos amigos que espalhem a notícia deste lançamento. São 270 páginas, ricamente ilustradas, de beleza literária, grandeza histórica e elevação do pensamento jamais vistas; resgatando a memória dos grandes personagens e lugares onde se estabeleceram as bases filosóficas para um mundo justo e igualitário, tão esquecidas nos dias de hoje.

Ficarei muito grato,

Marcos Ubirajara

em 17/05/2012.

A Vida do Buda

A Vida do Buda. Click na imagem para leitura on-line ou download.

Hoje, depois de três dias de chuva e frio, o sol volta a brilhar em Belo Horizonte.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

O Buda Entra no Nirvana

A noite veio. Os habitantes de Kusinagara (Kushinagar) tinham ouvido que o Mestre estava reclinado sob as duas árvores gêmeas, e foram em grandes multidões para prestar-lhe homenagem. Um velho eremita, Subhadra, apareceu e, curvando-se diante do Mestre, professou sua crença no Buda, na Lei e na Comunidade; e Subhadra foi o último dos fiéis que teve a alegria de ver o Mestre face à face.

A noite era bela. Ananda ficou sentado ao lado do Mestre. O Mestre disse:

“Talvez, Ananda, você pense: ‘Não temos mais um Mestre’. Mas você não deve pensar isto. A Lei permanece, a Lei que eu lhe ensinei; deixe que ela seja seu guia, Ananda, quando eu não estiver mais com você.”

Ele disse novamente:

“Verdadeiramente, oh Monges, tudo o que é criado deve perecer. Nunca deixem de lutar.”

Ele já não estava neste mundo. Sua face era de ouro luminoso. Seu espírito ascendeu aos reinos do êxtase. Ele entrou no Nirvana. A terra tremeu, e um trovão ecoou através dos céus.

Próximo às muralhas da cidade, ao amanhecer, os habitantes de Kusinagara construíram uma grande pilha funeral, como se fosse para um rei do mundo, e lá cremaram o corpo do Bem-Aventurado.

Parinirvana do Buda

Parinirvana do Buda em gravura Japonesa do século 17.

Veja também Kushinagar, o Parinirvana do Buda.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Remissão de Ananda

Ananda estava chorando. Ele afastou-se para esconder as suas lágrimas.

Ele pensou: “Pelos muitos erros que cometi, e que ainda não foram perdoados, serei culpado por muito mais erros. Oh, ainda estou longe do objetivo da santidade, e ele que sente piedade de mim, o Mestre, está prestes a entrar no Nirvana.”

O Mestre o chamou de volta, e disse:

Não se aflija, Ananda, não desespere. Lembre-se de minhas palavras: de tudo o que nos encanta, de tudo que amamos, devemos nos separar um dia. Como pode aquele que é nascido ser senão inconstante e perecível? Como pode o que é nascido, como pode o que é criado, durar para sempre? Você me tem honrado muito, Ananda; você tem sido um amigo devotado. Sua amizade foi feliz, e você foi fiel à ela em pensamento, na palavra e na ação. Você tem feito um grande bem, Ananda; continue no caminho correto, e você terá perdoados seus erros passados.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Honra Suprema

Não era a estação da floração das árvores, no entanto, as duas árvores que abrigavam o Mestre estavam cobertas de flores. As flores caiam suavemente sobre o seu leito, e do céu, soavam doces melodias para baixo.

O Mestre disse ao piedoso Ananda:

“Veja: não é estação das flores, mesmo assim essas árvores floriram, e as flores estão caindo sobre mim. Ouça: o ar está alegre com as canções que os Deuses felizes estão cantando no céu em louvor ao Buda. Mas ao Buda é prestada uma honra mais duradoura do que isto. Monges, Monjas, crentes, todos os que vêm a verdade, todos os que vivem dentro da lei, são aqueles que prestam ao Buda a Honra Suprema. Portanto, você deve viver em concordância com a lei, Ananda, e mesmo nos assuntos mais triviais, você deve seguir o caminho sagrado da verdade.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Última Viagem

Ele superou a sua fraqueza e alcançou as margens do Kakutstha. O rio era calmo e puro. O Mestre banhou-se em suas águas límpidas. Após o banho, ele bebeu das suas águas, e então foi para um bosque de mangueiras. Lá, ele disse ao Monge Cundaka:

“Dobre meu manto em quatro, para que eu possa deitar e descansar.”

Cundaka obedeceu alegremente. Ele rapidamente dobrou o manto em quatro e o estendeu ao chão. O Mestre deitou-se, e Cundaka sentou-se ao seu lado.

O Mestre descansou algumas horas. Então, ele partiu novamente, e finalmente chegou em Kushinagar. Lá, às margens do Hiranyavati, ficou num pequeno bosque, agradável e tranquilo.

O Mestre disse:

“Vá, Ananda, e prepare uma cama para mim entre as duas árvores gêmeas. Disponha a cabeceira para o norte. Estou doente, Ananda.”

Ananda preparou a cama, e o Mestre foi e reclinou-se nela.

Kushinagar - Uttar Pradesh

A Torre do Parinirvana em Kushinagar – Uttar Pradesh.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Refeição de Cunda

O Mestre e seus discípulos pararam em Pava, no jardim de Cunda, o ferreiro. Cunda veio e prestou homenagem ao Mestre, e disse-lhe:

“Meu Senhor, conceda-me a honra de tomar sua refeição em minha casa, amanhã.”

Casa de Cunda

Uma Torre foi construída no local provável da casa de Cunda na antiga Pava. Fonte: Wikipedia.

O Mestre aceitou. No dia seguinte, Cunda tinha carne de porco e outras iguarias preparadas para seus convidados. Eles chegaram e tomaram seus assentos. Quando o Mestre viu a carne de porco, ele apontou-lhe e disse:

Ninguém além de mim pode comer aquilo, Cunda; você deve servi-la a mim. Meus discípulos compartilharão das outras iguarias.”

Quando ele já havia comido, disse:

“Enterre fundo no chão aquilo que deixei intocado; somente o Buda pode comer dessa carne.”

Então ele saiu. Os discípulos seguiram-no.

Eles haviam se afastado uma curta distância de Pava quando o Mestre começou a sentir-se abatido e doente. Ananda entristeceu e amaldiçoou Cunda, o ferreiro, por ter oferecido aquela refeição fatal ao Mestre.

“Ananda”, disse o Mestre, “não fique zangado com Cunda, o ferreiro. Grandes retribuições estão reservadas para ele pela comida que ele me serviu. De todas as refeições que já tive, duas são mais dignas de louvor: uma foi a de Sujata, e a outra foi aquela que Cunda, o ferreiro, me serviu.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

O Sermão de Vaisali

Ele partiu novamente, e chegou a Vaisali. Ele foi cidade afora, esmolando por sua comida de porta em porta. De repente, ele viu Mara de pé diante dele.

“É chegado o momento”, disse o Maligno; “entre no Nirvana, oh Bem-Aventurado.”

“Não”, respondeu o Buda. “Eu sei quando deverei entrar no Nirvana; sei melhor que você, Maligno. Alguns meses mais, e será o tempo. Três meses mais, e o Bem-Aventurado entrará no Nirvana.”

Nessas palavras, a terra tremeu, e um trovão ecoou através do céu: o Bem-Aventurado destruiu a vontade pela qual ainda prendia-se à vida; ele estabeleceu o tempo para a sua entrada no Nirvana. A terra tremeu, e um trovão ecoou através do céu.

Ao anoitecer ele reuniu os Monges de Vaisali, e dirigiu-se a eles:

“Oh Monges, preservem cuidadosamente a sabedoria que eu adquiri, e que lhes ensinei, e trilhem o caminho da retidão, de forma que a vida de santidade possa durar muito, para a alegria e salvação do mundo, para a alegria e salvação dos Deuses, para a alegria e salvação da humanidade. Alguns meses mais, e minha hora chegará; três meses mais, e entrarei no Nirvana. Eu irei e vocês ficarão. Mas nunca deixem de lutar, oh Monges. Aquele que não vacila no caminho da verdade evita o nascimento, evita a morte para sempre, e evita o sofrimento para sempre.”

Imagem na Torre do Buda em Vaisali

Imagem na Torre do Buda em Vaisali. Fonte: Wikipedia.

No dia seguinte, ele novamente perambulou pela cidade, à busca de esmolas; então, com alguns discípulos, ele pegou a estrada a caminho de Kusinagara, onde ele decidira entrar no Nirvana.

A Torre do Buda em Vaisali

A Torre do Buda em Vaisali. Fonte: Wikipedia.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

O Sermão de Bailva

Ele cruzou o rio. Partiu para Vaisali, mas na aldeia de Bailva ele ficou gravemente doente. Sofreu dores intensas. Ananda chorava, pois pensava que o Mestre estava morrendo. Mas o Mestre lembrou os muitos discípulos que ele ainda tinha que visitar; ele não queria entrar no Nirvana até que lhes tivesse dado as instruções finais. Pela força da sua vontade, ele superou a doença, e a vida não lhe abandonou. Ele recuperou-se.

Quando sentiu-se bem de novo, ele saiu da casa que havia lhe dado abrigo, e tomou um assento que havia sido preparado para ele próximo à porta. Ananda veio e sentou-se ao seu lado.

“Meu Senhor”, disse ele, “vejo que você recuperou a sua saúde. Quando lhe vi tão doente, faltou-me força; estava fraco. Houve momentos em que eu não assimilava que o Mestre estava doente. Ficava tranquilo, pois lembrava que você ainda não havia revelado as suas intenções com relação à comunidade, e sabia que você não entraria no Nirvana sem antes revelar-lhes.”

O Buda em Bailva

O Buda em Bailva

O Bem-Aventurado proferiu essas palavras:

“O que mais a comunidade deseja de mim, Ananda? Já estabeleci a doutrina, e já a preguei; não há um simples detalhe que eu não tenha exposto! Aquele que pensa: ‘eu quero governar a comunidade’, revela as suas intenções com relação à comunidade. O Bem-Aventurado, Ananda, nunca pensa: ‘eu quero governar a comunidade’. Por que então ele revelaria as suas intenções? Sou um homem velho, Ananda; meus cabelos estão brancos, e tornei-me fraco. Sou um velho de oitenta anos; cheguei ao fim da estrada. Sejam agora, cada um de vocês, a sua própria tocha; não recorram a ninguém para trazer-lhes luz. Aquele que é sua própria tocha, após eu ter deixado o mundo, mostrará que ele compreendeu o significado das minhas palavras; será meu verdeiro discípulo, Ananda; ele saberá a maneira correta de viver.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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