A História da Tradução do Sutra de Lótus

“Muito obrigado por, mais uma vez, compreender a minha necessidade.

Quer saber como preencho as minhas necessidades?

Eu apenas mudo de roupa, identidade, local e hora onde apareço.”

em 21/08/2012 às 04:30 hs.

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A História da Tradução do
Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

História da Tradução do Sutra de Lótus

História da Tradução do Sutra de Lótus. Click na imagem para leitura on-line ou download.

Conteúdo deste Volume:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Resposta a Evie Giannini

A Contribuição de José Reinaldo Guerra

Continua quando um fato relevante suceder.

Sutra de Lótus Download Segunda Edição em Nova Formatação

Conforme anunciado no post A Contribuição de José Reinaldo Guerra, o Sutra de Lótus que fora disponibilizado para download em formato pdf na Internet em 25 de Setembro de 2010 contabilizava 4.915 downloads. Em sua nova formatação, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa se apresentará assim no Adobe Reader:

Sutra de Lótus

Sutra de Lótus em nova formatação. Click na imagem para download.

A Contribuição de José Reinaldo Guerra

Escreveu José Reinaldo Guerra

19 de agosto de 2012 14:41

Honorável Marcos,

Em primeiro lugar, permita-me reverenciá-lo por sua obra majestosa em prol do Dharma Maravilhoso, cuja Essência foi magistralmente traduzida. Como se não bastasse o feito extremamente meritório da tradução em si, ainda nos brindou com comentários muitíssimo elucidadores e inspiradores para quem busca a Via Única! Por tudo isto, sou-lhe extremamente grato e busco ser um humilde divulgador de seu trabalho em meu dia-a-dia, indicando o Sutra para as pessoas que se propõem à Busca! Oro diariamente em meu Gongyo por você e sua linda família e terei (creio que posso conjugar na 3ª. do plural) uma dívida eterna de gratidão pela iniciação ao Dharma que você nos proporcionou! Gasshô.

Na divulgação do Sutra, muitas pessoas (principalmente as mais idosas) que não possuem tanta intimidade com computação, sentem dificuldades em ler na tela do micro suas páginas. Quando tentam imprimi-las terminam quase invariavelmente por obter letras minúsculas que atrapalham ainda mais a leitura. Por isso, e entendendo plenamente suas justificativas pela não publicação em papel do Dharma, tomei a liberdade de reorganizar o arquivo pdf, colocando cada página separadamente, sem alterar em absolutamente nada o conteúdo (mesmo porque jamais o ousaria!). Terminei a tarefa hoje e gostaria de apresentá-la a você, no intuito de obter sua permissão de enviá-la aos amigos e interessados, ou ainda  – o que seria mais honroso – aproveitá-la para divulgação em seu blog, como alternativa de impressão, talvez… É uma tentativa (talvez até redundante) de humilde retribuição pelo muito que obtive na leitura do Sutra Sagrado e do muito que ganhei em compreensão através de seu blog.

Termino me confraternizando, também, com o Alan, dizendo que também gostaria de compartilhar algumas dúvidas na esperança de receber orientações mais esclarecidas dos amigos mais adiantados no caminho.

Desculpe o longo texto. Muito, muito obrigado, Marcos, por todos os seus inspiradores e lúcidos livros.

Quero ter a honra de receber um pouco de sua sabedoria e orientações para o Caminho.

Nam-MyoHo-Rengue-Kyo

Escreveu Marcos Ubirajara

19 de agosto de 2012 16:43

Prezado José Reinaldo,

Em sua pessoa vejo o objetivo plenamente realizado, pois no Sutra de Lótus o Honrado pelo Mundo diz:

“Universalmente Meritório, se uma pessoa puder receber, manter, ler, recitar, guardar adequadamente, praticar e copiar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, saiba que esta pessoa viu o Buda Shakyamuni. É como se ela tivesse ouvido este Sutra da boca do Buda. Saiba que esta pessoa fez oferecimentos ao Buda Shakyamuni. Saiba que o Buda elogiou esta pessoa, dizendo: ‘Excelente!’ Saiba que a cabeça desta pessoa foi afagada pelas mãos do Buda Shakyamuni e que ela foi coberta pelo manto do Buda Shakyamuni.”

Gostaria muito de ver o resultado do seu trabalho. Utilize esse e-mail para anexar o arquivo pdf que você criou para que eu possa apreciar o trabalho.

Aguardo ansiosamente para promover a divulgação de tão auspiciosa iniciativa.

Respeitosamente,

Gasshô!

Marcos Ubirajara.

Escreveu José Reinaldo Guerra

19 de agosto de 2012 22:42

Caro Marcos,

Seu retorno me causou indizível alegria! Muito obrigado por sua atenção e pela citação do Sutra, na parte que mais me emocionou quando pela primeira vez o li. Foi quando percebi realmente a grandiosidade de sua obra e minha gratidão multiplicou-se grandemente.

Filiado que sou, mas não frequentador, à Nitiren Shoshu, não compreendia por que não havia uma tradução disponível para nosso idioma daquele que é o maior legado do Honrado pelo Mundo, o Leão dos Shakyas para toda a Humanidade. Inquiridos os coordenadores, mostraram-se evasivos. Insatisfeito (confesso que não só neste aspecto), fui pesquisar mais fundo e me deparei com seu maravilhoso e impagável trabalho. Imediatamente percebi que estava diante da Obra mais importante do Dharma e, bastante emocionado, dediquei-lhe uma sincera gratidão, que agora posso expressar a você. Para mim, realmente, o próprio Buda respondeu meu comunicado. Não tenho palavras para expressar minha reverente alegria!

Apresento-lhe, em anexo, a paginação do Sutra, embora não tenha conseguido adequar a capa a um formato decente, portanto a retirei, na esperança de que você possa anexá-la. O simplório trabalho foi feito na plataforma Linux, para não macular o Dharma com um software pirata, o que seria indigno, penso eu.

Por favor, qualquer contribuição que eu, na pequenez de meu conhecimento, possa dar, tornar-me-á imensamente feliz – estou à disposição.

No mais, gostaria, ainda, de saber se poderia contar contigo para sanar algumas dúvidas que tenho em relação às várias correntes emanadas do Grande Mestre Nitiren Daishonin, quando puder e tiver tempo. Pergunto porque não sei se o blog seria o fórum correto para exposições mais longas. Talvez você tenha uma lista de discussões ou algo do gênero. De qualquer forma, será para mim uma grande honra se puder me ajudar.

Um grande abraço e mais uma vez obrigado.

No Dharma,

Gasshô

José Reinaldo Guerra

Sorocaba – SP

Escreveu Marcos Ubirajara

20 de agosto de 2012 12:04

Prezado José Reinaldo,

Excelente! Excelente!

Você fez algo que eu sempre quis fazer, mas me faltaram os meios e o know how que, com certeza, você possui. Muito obrigado de coração! Estou sem palavras para louvar o seu feito.

Estou anexando o arquivo com a Capa e a Contracapa montadas. Na capa, fiz referência à sua contribuição. Se estiver de acordo, a minha intenção é substituir o arquivo que está disponível lá no Cristal Perfeito por essa nova versão. No aguardo de sua resposta,

Reverentemente,

Gasshô!

Marcos Ubirajara.
Escreveu José Reinaldo Guerra

20 de agosto de 2012 16:54

Caríssimo Marcos,

Na verdade, mesmo apreciando sua grande gentileza e benevolência, preciso ser honesto com a simploriedade de meu trabalho, que jamais mereceria uma tão honrosa citação dado sua insignificância. Não posso ousar macular um trabalho tão grandioso com a citação de meu nome – isso não seria correto, pois ao contrário de seu esforço de anos de dedicação, profundo conhecimento das línguas, erudição, contatos internacionais e fé grandiosa; somente utilizei conhecimentos mínimos pesquisados na internet e confesso não ser nem mesmo um expert em assuntos de software. Acredite que a simples ciência de que pude de alguma maneira contribuir tão modestamente para o seu grandioso trabalho, já me traz um contentamento infindável. Sinto-me honrado por sua bondade, e peço-lhe que reconsidere a imerecida citação: a postagem do Sutra Maravilhoso será, por si, a maior recompensa que esse tão falho e inconstante buscador poderia obter.

Por favor, peço-lhe perdão e sua compreensão ao declinar de tão maravilhosa oferta! Por favor, não fique ofendido! Meu sonho foi realizado com meu contato auspicioso contigo, para poder, finalmente, expressar minha eterna gratidão.

Que a Compaixão do Compassivo ilumine o resplendor do Dharma que brilha na internet através de sua ação de Bodhisattva na Terra.

Muito obrigado, querido amigo, muito obrigado.

No Dharma

Gasshô

Escreveu Marcos Ubirajara

20 de agosto de 2012 21:37

Prezado José Reinaldo,

Necessariamente, essa nossa conversa constituirá um episódio relevante na História da Tradução do Sutra de Lótus. Como em outros casos, desejo publicar um post relatando a íntegra de nossa correspondência, dando testemunho dessa passagem tão importante para a posteridade. Só não o farei caso você vete ou desautorize a publicação.

Quanto à citação da sua colaboração, por que a considera tão insignificante? Por que ninguém o fez antes, se tão fácil de ser levada ao cabo? E por qual razão deveria eu ocultar a autoria de um trabalho que representa um salto qualitativo no esforço de propagação do Sutra de Lótus nesta era?

Medite sobre essas questões. Posso esperar pela resposta, pois, não tenho pressa. Todavia, seu nome estará, doravante, indelevelmente gravado nessa história.

Tenha uma boa noite,

Na paz do Dharma.

Marcos Ubirajara.

Escreveu José Reinaldo Guerra

21 de agosto de 2012 11:36

Prezado Marcos,

Perdoe-me aborrecê-lo. Não quero que pense que se trata de preciosismo ou falsa modéstia, num assunto tão importante.

Você pode, é claro, postar qualquer uma de nossas conversas em seu blog, e isso me fará muito feliz.

Pode também, assim julgando-o relevante, citar meu nome na tradução do Sutra Maravilhoso. Como poderia não achar honroso tal privilégio?

Somente destaquei a desproporcionalidade brutal de um trabalho tão humilde frente ao seu, e, ainda assim, gozar de uma citação frontal tão destacada neste que é o Rei dos Sutras, a palavra final do Bem-Aventurado, a Via Direta à Iluminação para os seres… Penso que qualquer contribuição posterior ao dificílimo trabalho de tradução que você heroicamente empreendeu, deve ser tomado com a devida proporção e, com certeza, tornaria qualquer ação ulterior bastante diminuta! Uma pequena e singela citação na contracapa, em minha opinião, já seria muito além do necessário. Porém, volto a dizê-lo, não quero aborrecê-lo com isso. Estou extremamente feliz com a oportunidade de ajudar e isso basta para mim. Peço-lhe perdão, não quis polemizar.

Permita-me perguntar se você já pensou em escrever algo sobre a interpretação do Sutra de Lótus. Já li algumas (da Sokka Gakkai), porém sempre voltadas somente para os capítulos julgados mais importantes por uma ou outra seita. Não tive, até agora, contato com nenhum trabalho mais extenso e completo sobre o Sutra todo. Se souber de algum, por favor, oriente-me. Espero que tal trabalho esteja em seus planos. Seria realmente espetacular e tornaria mais fácil, penso, o acesso ao Dharma por aqueles que não desejam filiar-se (pelo menos não imediatamente) a uma instituição religiosa, como tem sido bastante comum hoje em dia nas abordagens espirituais das pessoas mais críticas.

Mais uma vez muito obrigado por sua paciência. Que a Compaixão do Compassivo esteja sempre presente e viva em seu Ser.

Um forte abraço

Gasshô

José Reinaldo

Escreveu Marcos Ubirajara

21 de agosto de 2012 12:18

Prezado José Reinaldo,

“Muito obrigado por, mais uma vez, compreender a minha necessidade.

Quer saber como preencho as minhas necessidades?

Eu apenas mudo de roupa, identidade, local e hora onde apareço.”

em 21/08/2012 às 04:30 hs.

Deslocarei a citação para a contracapa em atendimento ao seu pedido. E agora, com a sua expressa permissão, publicarei a novidade o mais breve possível. Segue em anexo a nova versão do documento.

Gasshô!

Marcos Ubirajara.

Nessa ocasião, 22 de Agosto de 2012, o Sutra de Lótus que fora disponibilizado para download em formato pdf na Internet em 25 de Setembro de 2010 contabilizava 4.915 downloads. Então, em sua nova formatação, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa se apresentará assim:

Sutra de Lótus

Sutra de Lótus em nova formatação. Click na imagem para download.

Continua quando um fato relevante suceder.

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por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

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O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Resposta a Evie Giannini

Resposta à Evie Giannini

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 17:47

Caro Marcos, tenho muito interesse em obter o seu livro “O Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa” (2ª Edição); sei q foi publicado pela Editora Editorama e vc tem divulgado a compra online pela T+8; o problema é q não acho a T+8!!! Ou os links redirecionam para uma empresa chamada “Mundivox” (e q em lugar algum há um link interno ao site para alguma livraria, editora ou coisas do gênero) ou simplesmente vem uma mensagem dizendo q o link não foi encontrado. Sei q vc disponibiliza o formato digitalizado deste livro por download (e já baixe-o! obrigada por disponibilizá-lo!) mas realmente eu preferiria comprar o livro impresso (é mais fácil ler e carregar por aí… risos). Pois é caro amigo, vc me daria alguma orientação em onde achar este livro???? É importante para mim… Aproveito para lhe parabenizar por tão importante obra!!! Sua ação faz Bem a toda gente… daqui lhe mentalizo os melhores fluídos em sua jornada. Grande abraço! Evie

muccamargo disse,

20/06/2012 às 18:42

Olá Evie,

Relutei muito para dar essa notícia, pensando que fosse um problema temporário. Notificado por vários leitores de Cristal Perfeito interessados na compra do livro, constatei que o link para compra on-line desta obra “saiu do ar” sem prévio aviso da editora (desde março de 2012), e não há outra forma de adquirí-la. Desde o início, aceitei as condições horríveis da Editorama que sempre comercializou o livro pelo site da T+8, onde fizera a autopublicação da 1a. edição com muito sacrifício, tudo em prol da propagação do Dharma Maravilhoso em nossa terra. Nunca ganhei nada com isso, sendo que a Editorama, por seu lado, não me dava notícia de nada. E assim foi até essa triste constatação acima. Peço desculpas a você a aos demais visitantes desta página por algo que está fora da minha governabilidade. Guarde com carinho o livro em seu formato digital.

Marcos Ubirajara.

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 19:01

Caro Marcos, seu esforço de resposta traduz o quão cuidadoso e gentil você é com seus leitores. Suas palavras traduzem bem a importância que você dá à divulgação do Sutra e aos benefícios que as gentes de Bem – ou que precisam de Bem – podem usufruir quando em contato com esta Sabedoria milenar. Contudo, você relata as relações, direi comerciais, cerceadas sob as condições por vezes “tiranas” de uma publicação por parte das editoras. Se você me permite usar uma força de expressão: “mantenha a calma!” Explico-me: ainda q uma editora tenha viabilizado uma publicação, ela não torna-se detentora dos direitos de sua publicação de forma irrevogável. Você é o autor, mesmo que seja tradutor, você é “O” autor, apesar de todo esforço mercantil em sujeitar os autores às duras circunstâncias da publicação. Sou doutoranda, professora universitária, e sei muito bem acerca das pedras desse caminhar tão penoso que é a publicação de livros. Vejo de perto as negociações por vezes unilaterais q estas editoras impõem. Pois bem, se você me permite, faço sugestão: tente achar OUTRA editora para fazer circular seu livro – cujo conteúdo nos é de prima importância. Suponho que talvez – eu disse talvez – você sinta o peso de ter que fazer “tudo de novo”: contatos, negociações, submissões aos editores, e tantos detalhes densos e silenciosos que só um autor conhece seus espinhos – e assim isso traga muito desânimo. Porém, se for o caso e você achar oportuno, posso tentar te ajudar nisso. Posso ao seu lado, no que se puder fazer, buscar e ajudar você a viabilizar numa nova edição, sob uma nova editora, e assim, talvez eu diminua seu peso sentido, e lucrarei com o prazer de ver seu livro circulando, o qual insisto, reconheço cada palavra de brilho que merece ter continuada sua divulgação. Sei que você não me conhece, mas considere que, com sinceridade, reconheço a importância e o valor de todo autor. Querendo a minha ajuda, é só falar! Vamos ver o que se pode ser feito! Sim, guardarei o exemplar digitalizado, mas continuarei a busca pelo impresso. Melhor ainda se for de OUTRA editora q melhor valorize os autores publicados por ela. Grande e fraternal abraço! Evie

muccamargo disse,

20/06/2012 às 21:03

Evie,

a sua declaração de apoio, para mim, tem um sentido universal. É como se muitas, ou todas as pessoas assim se propusessem a proferir mundo afora os Ditos Dourados do Buda. Neste Sutra de Lótus, o Buda faz um Voto Sagrado de enviar pessoas “nascidas por transformação” para apoiar e proteger aqueles que o ostentam. E quem são essas pessoas? São aquelas como você.

Tenho plena consciência dos direitos intelectuais sobre a obra. Mas, isso ainda é pouco para se propor realizar o trabalho do Buda. É necessário descortinar a ampla e profunda Sabedoria do Tathagata para outras pessoas, levando-lhes paz e felicidade duradouras. E isso não poderia ser fácil nessa era em que vivemos.

Se me permite, estarei publicando um post neste dia contando esse diálogo nosso, o qual fará parte da História da Tradução do Sutra de Lótus para o português brasileiro.

Muito obrigado!
Fique na Paz do Dharma!

Marcos Ubirajara.

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 21:21

Caro Marcos, sua resposta me felicita… Gostaria muito de ver sua obra multiplicada, infinitamente, apesar de todo o caminho das pedras que o mundo de hoje imputa, mas que ainda se converterá em caminhos na relva para você. Seus passos importam, para serem seguidos, para serem ensinados e exemplificados aos demais, e também para que nós outros possamos ter a oportunidade de ajudar – no mínimo que seja e no máximo que se possa – pessoas como você. O Dharma bem anuncia que o caminho do conhecimento ao encontro à maturidade que tudo transmuta em sabedoria nos ensina que ajudar e manter-se disponível a ajudas é ação permanente neste caminho. Conte comigo, se assim quiser. E conte com todos que queiram ajudar você. É parte de nossa boa intenção que clama pela prática em nome do Bem. Faço todos os votos que seu livro volte a pulsar em edição permanente e aguardarei, pacientemente, por este dia. Insisto que me coloco à sua disposição para ajudas todas, inclusive de divulgação, ou no que você precisar a mais. Agradeço profundamente por suas palavras. Hoje, sua generosidade me trouxe muita alegria e paz. E sim, tenha total permissão para publicar minhas palavras. São todas sinceras e são suas. Se possível, eu gostaria de manter contato. Conversar nada custa. Forte abraço, e sinta-se banhado pela Luz do Dharma!

Evie.

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O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Fase Magna

Gostaria de compartilhar aqui um sentimento que tenho guardado há 40 (quarenta) anos. Em 1972, eu tocava contrabaixo numa banda de música jovem em Osasco, chamada “Território Maldito” – que horror, não? Decidimos participar do Festival de Música Popular Brasileira daquele ano na cidade, com uma composição que saiu no último ensaio antes do vencimento do prazo das inscrições, à qual demos o nome de “Fase Magna”. A música era do Walter, o “Boneca”, e a letra foi escrita por mim, Marcos Ubirajara, o “Marcão”. Dizia:

“Tempos difíceis,

preciso ir daqui, contar minha história.

Minha verdade,

será bem mais que a divina fraude.

Maturidade alcancei,

sou coisa, gente, vi e amei;

todas as formas condenei

no éter da mente.

Pelos meus caminhos,

hei de estar tão só

quanto o fio de barba em meu rosto,

ao partir.

Tempos difíceis!”

Qual o sentimento? A música foi uma das mais cantadas do festival. Mas, deram-nos apenas uma “menção honrosa” pelo arranjo inovador. Nosso sentimento foi de injustiça. Meninos pobres, da periferia do que já era periferia de São Paulo, fomos para casa. Mas hoje, e com a mesma força, gostaria de cantar essa canção para vocês como se a tivesse escrito agora, graças a esse sentimento que guardei, à espera do amadurecimento do tempo.

Continua quando um fato relevante suceder.

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O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Liberdade

Romiseta

A Romiseta. Click na imagem para site de origem.

Aos sete anos de idade, estava na primeira série do ensino fundamental no Grupo Escolar do Quilômetro 18, em Osasco. Minha professora era Dona Giselda, que vinha de São Paulo numa Romiseta, em meio àquele barreiro, para lecionar. Era um aluno considerado brilhante, de sair no jornalzinho da escola e tudo. Certo dia, tive uma convulsão na sala de aula, cai ao chão e abriu-se aquela roda: cuidado com a baba dele! Dona Giselda se aproximou, me amparou e mandou chamar meus pais imediatamente. “Seu filho teve uma crise de epilepsia. É grave. A senhora, Dona Yolanda, deve levá-lo numa clínica especializada em São Paulo. Fica no bairro da Liberdade, ao lado do colégio Santo Agostinho.”

Meu pai Theóphilo conhecia bem São Paulo, e instruiu minha mãe, coitada, que tinha oito filhos para cuidar: “Você desça na estação Julio Prestes, pegue o ônibus Paraíso Circular, e peça ao motorista para descer no Colégio Santo Agostinho.” Guardei todas as instruções, e lá fomos.

Fui examinado, algumas recomendações à minha mãe, e um pedido de exame: eletroencefalograma. Aquilo parecia grego e, naquela ocasião, o único equipamento em funcionamento na América do Sul estava no Hospital Cruz Azul da Força Pública do Estado de São Paulo. Meu irmão mais velho, José Maria, era sargento da Força Pública, o que facilitou as coisas. Entrei em tratamento, sempre acompanhado por minha mãe nas consultas naquela mesma clínica, até completar 18 anos, quando deixei de tomar os medicamentos porque tinha sarado. Sim, sou um caso raro de epiléptico que sarou. Nunca mais tomei medicamentos. Foi ali, na Liberdade.

Aos dez anos, por vontade de meu pai, em Sessão Magna ocorrida a 19 de janeiro de 1962, fui adotado na Loja Maçônica Virgílio Nascimento da Grande Loja do Estado de São Paulo, recebendo o título de Lowton (Lótus). A Loja Virgílio Nascimento, à qual meu pai frequentava às terças-feiras, ficava ali na Rua São Joaquim, na Liberdade.

Aos dezesseis anos, estudando na Escola Técnica Federal de São Paulo, herdei do meu irmão Guarani um emprego de Office-Boy num escritório de advocacia no Largo do Café. Meu irmão tivera sido chamado para prestação de serviço militar obrigatório, e eu fiquei com emprego dele. Diariamente, eu ia fazer o acompanhamento de processos para o Dr. Garcia ali no Fórum da Praça João Mendes, na Liberdade.

Quando no último ano da Escola Técnica, então com dezoito anos, conquistei uma vaga de estagiário na General Motors do Brasil S.A., após exaustivos testes aplicados nos formandos daquele ano de 1970. Selecionaram quatro alunos, eu era um deles. Vinha de Osasco até o largo de Pinheiros. Ali pegava o ônibus da Companhia, cuja linha entrecortava os bairros da Liberdade, Vila Mariana e Ipiranga, em direção a São Caetano do Sul no ABC paulista. Mesmo depois de adquirir meu primeiro carro, fiz esse trajeto diariamente durante os cinco anos em que trabalhei na GM. Tornei-me familiarizado com tudo por ali, na Liberdade.

Prestei vestibular para Física na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, passei no vestibular e fui estudar no Centro de Física e Matemática da PUC, que ficava ali na Rua do Carmo, entre a Tabatinguera e a Praça Clóvis Bevilácqua, região limítrofe da Liberdade. Ali cursei os meus cinco anos do Bacharelado em Física.

No início de 1976, então com 24 anos e recém formado, conquistei uma vaga de estágio no Centro de Controle de Operações do Metrô de São Paulo, o qual ficava junto à Estação Paraíso da linha norte-sul. Lá estava eu de volta à Liberdade. Caminhava solitário por ali nos intervalos para almoço, sem dinheiro para uma refeição, comia alguma coisinha e caminhava muito para gastar o tempo. Isto foi até meados de 1976, quando ganhei uma bolsa de estudos para o Mestrado no IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares que, na ocasião, pertencia à USP – Universidade de São Paulo.

Casei-me com uma Budista da Nitiren Shoshu em 1980. O templo e o centro cultural dessa religião ficavam no bairro da Liberdade. Por que tantas coisas importantes da minha vida aconteceram ali?

Nesse ano de 1980, fui pata São José dos Campos, onde trabalhei no IEAv – Instituto de Estudos Avançados do CTA – Centro Técnico Aeroespacial. Por ali permaneci três anos. Fui para o CTI – Centro Tecnológico para Informática em Campinas, órgão da SEI – Secretaria Especial de Informática do Governo Federal. Morei quatorze anos em Campinas. Voltei para Osasco por três anos e segui para Belo Horizonte no ano 2000. Neste 2012, voltei para conquistar a minha Liberdade.

Liberdade

Liberdade

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

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A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, fui convidado a participar do Encontro Vocacional da Honmon Butsuryu Shu do Brasil – Budismo Primordial – que ocorreria na Catedral Nikkyoji em São Paulo. Lá estariam reunidos os Sacerdotes em torno do Arcebispo Kyohaku Correia, treinandos do Sacerdócio e muitos membros praticantes do Budismo Primordial.

Estabelecido há mais de 100 anos no Brasil, o Budismo Primordial HBS – Honmon Butsuryu Shu – é a Religião Budista mais antiga do país. Já em 1908, ano da primeira imigração japonesa, estava no navio Kassato-Maru o fundador do Budismo no Brasil Nissui Ibaragui, havendo certificação do seu desembarque autenticando a sua profissão como Sacerdote. O próprio pai da imigração Ryu Mizuno era fiel da HBS em Tóquio, e foi pessoalmente ao Templo Seiouji solicitar a Ibaragui Nissui o estabelecimento da prática Budista no Brasil. Assim, o primeiro culto que fez em solo brasileiro, logo após o desembarque, é considerado o culto de fundação. Enquanto viveu, fundou 7 dos 11 templos atualmente existentes nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Na manhã do dia 04/02/2012, seria então anunciada pelo Arcebispo Correia a presença do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, ostentado por seu tradutor Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Sutra de Lótus

Anúncio do Sutra de Lótus pelo Arcebispo Correia da HBS.

Sutra de Lótus

Apresentação do trabalho de tradução do Sutra de Lótus.

Com a palavra, fiz um breve relato sobre o trabalho de tradução realizado por mim, e como, através de conhecidos, encontrei o Budismo Primordial que ofereceria o apoio institucional necessário para iniciar a ampla propagação do Dharma Maravilhoso no Brasil. Nesse dia, num ato de doação, ostentei o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, e entreguei simbólicos 10(dez) volumes da autopublicação da primeira edição do livro.

Sutra de Lótus

Entrega do Sutra de Lótus em doação à Catedral Nikkyoji por Marcos Ubirajara.

No dia seguinte, 05 de fevereiro de 2012, retornei à Belo Horizonte com renovada esperança para dar continuidade aos trabalhos de propagação do Dharma Maravilhoso no Brasil.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

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O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

Através de contatos estabelecidos pelo amigo William Garcia, em 21 de julho de 2010, recebi a visita dos Sacerdotes Gyoen Campos de São Paulo, e Yoshikawa Jyunsho-shi do Rio de Janeiro, ambos da HBS – Honmon Butsuryu Shu do Brasil. Eles desejavam constatar, “in loco”, algo que William lhes informara em São Paulo. A foto fala por si.

Primeira Visita

A Primeira Visita dos Sacerdotes da HBS.

Foi um momento crucial, pois, pela primeira vez no Brasil, uma entidade religiosa manifestava apoio ao trabalho de tradução do Sutra de Lótus para o português brasileiro. Até então, recebera apoio e incentivo apenas da BTTS – Buddhist Text Translation Society in USA – Estados Unidos, autora dos originais traduzidos para o português.

Em 30/05/2011 o Sacerdote Gyoen Campos escreveria:

“Sr. Marcos,

gostaríamos de disponibilizar o Sutra do Lótus do Sr. no nosso site www.budismo.com.br. O temos lá, mas naquela versão portuguesa de João Rodrigues. Seria muito mais interessante colocar a do Sr. e também já a divulgação dele para venda.

O que o Sr. acha da idéia? O Sr. o tem em versão digital para nos enviar? Caso aprove, por favor, me envie que tomarei as providências.
Muito obrigado por tudo.
Arigatougozaimashita!

Sacerdote Gyoen Campos.
Budismo Primordial HBS

Resposta ao Sacerdote Gyoen Campos

Prezado Sacerdote Gyoen Campos,

Quanto à disponibilização do Sutra de Lótus no site do Budismo Primordial HBS – Honmon Butsuryu Shu do Brasil (www.budismo.com.br), recebo esta proposição com imensa alegria, pois se trata da primeira manifestação institucional de apoio a esse trabalho no Brasil.

Estou anexando versão digital em formato pdf, embora a mesma possa também ser obtida mediante download no Blog Cristal Perfeito, sem problemas. O link da editora para comercialização é http://www.tmaisoito.com.br/novos_autores/o_sutra_da_flor_de_lotus.html.

Gostaria de publicar essa tratativa do Sutra de Lótus acima no Blog Cristal Perfeito, juntamente com a foto onde escrevo a dedicatória para o Arcebispo Correia. Para isso, solicito vossa expressa autorização. Caso haja algum inconveniente, não é necessário justificar para mim. Apenas diga: “melhor não!”.

Muito obrigado por tudo, no aguardo de vossa próxima visita à Belo Horizonte.

Arigatougozaimashita!

Marcos Ubirajara.

Dedicatoria ao Arcebispo Correia

Dedicatoria ao Arcebispo Correia em sua visita à Belo Horizonte.

Essa visita do Arcebispo Correia ocorrera em 19/04/2011. Em outubro de 2011, devido a um ato de benevolência do Arcebispo Correia, recebi em doação o Gohouzen e, em minha casa, passei a ostentar o Objeto Sagrado. Imenso é o meu sentimento de gratidão por mais essa moção de apoio.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

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O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

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Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

A Tempestade

Prenunciada por raios e trovões (da RFB, e que eu não vou contar aqui), então veio a tempestade. Mal o ano de 2009 começara, houve mudanças no ministério para o qual eu trabalhava, e meu contrato de trabalho terminou em abril daquele ano. Eu tinha alguma reserva de dinheiro, e continuei o trabalho de tradução do Sutra do Nirvana. Em setembro daquele ano, precisamente em 03/09/2009, andava muito preocupado com minha situação: estava sem trabalho, vivendo às mínguas. Às 13:00 hs daquele dia, tocou o telefone. Era minha filha nas mãos de bandidos. Estava sozinho e, sob ameaças, não podia deixar o telefone celular. Caso contrário, matariam minha filha. De casa para o banco, do banco para outro banco, dirigindo com uma só mão, assim foi por horas a fio. Já havia feito as transferências (R$ 3.000,00), mas os bandidos não conseguiam sacar o dinheiro devido aos limites de saques impostos pelos caixas eletrônicos dos bancos. Mas culpavam a mim, xingavam, insultavam-me, prometiam matar minha filha. Estava tão transfigurado, em prantos, que a operadora do caixa do banco desconfiou e chamou a gerente. Com a voz embargada, expliquei-lhe o caso. Então ela disse: “Moço, isso é um golpe! O senhor não sabe? Qual é o número do telefone de sua casa?” Ela ligou, minha filha Fernanda atendeu e conversou comigo: “Pai, isso é golpe! Você não tem visto na televisão?”. “Filha, há anos que não assisto à televisão!”, respondi. Alegria por ter falado com minha filha. Bancarrota moral e financeira pela humilhação, e porque o restinho de dinheiro que eu tinha foi-se embora.

Em outubro de 2009, estava exatamente no meio do trabalho da tradução do Sutra do Nirvana, e ficava pronta a tão esperada segunda edição do Sutra de Lótus. Ou saía desesperado para acudir à situação de insolvência que se desenhava, ou largava tudo. Conversei com minha companheira e ela procurou me acalmar. “Quanto falta para terminar o trabalho, Marcos?”, ela perguntou. “Um ano”, respondi. “Tenha calma, faça o que você achar correto”, disse ela. Fiz o que eu achava correto: continuei o trabalho de tradução do Sutra do Nirvana. Nesse processo de isolamento, acreditem, tornei-me invisível para antigos colegas de trabalho, empresas para as quais trabalhei, e tantas outras pessoas, inclusive familiares, o que os levou a esquecerem de mim. Foi como se eu tivesse desencarnado, saído do mundo. Nenhum telefonema, nenhuma oportunidade de trabalho, nada. À “tempestade”, sucederam-se enchentes e desabamentos (de bens materiais – que eu também não vou contar aqui). E assim foi até o término do trabalho de tradução em outubro de 2010, o qual consumira dois anos de esforços ininterruptos.

Continua no próximo episódio semanal de:

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Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

Eu havia vendido apenas metade dos 100 exemplares da autopublicação do Sutra de Lótus quando, em 10/01/2009, recebi uma proposta da editora Editorama para uma segunda edição do livro. A editora propôs um novo trabalho de revisão e diagramação do livro sem custos para mim. A Editorama entendia que o livro merecia um retrabalho e uma melhor apresentação pela sua importância. Sua mensagem teve o teor abaixo:

De: Henrique Volpi<henrique.volpi@…com> 10 de janeiro de 2009 20:25

Para: Marcos Ubirajara <muccamargo@…com.br>

“Marcos,

Feliz 2009 para você e família.

Agendamos os pagamentos para segunda-feira.

O resultado de vendas é o seguinte:

20 livros que você enviou para a Bienal, vendidos por R$66,00 – R$1320,00

5 livros vendidos online com 10% de direitos autorais R$33,00

O total do DOC para você é de R$1.353,00

Gostaria ainda de propor uma segunda edição sem custos para você e a renovação do contrato dessa vez com 20% de direitos autorais para vendas futuras.

O dinheiro deve entrar no final da segunda-feira.”

Editorama.

Aceitei a proposta e, em meados de 2009, em virtude da expectativa da segunda edição, suspendi a venda da primeira edição. Decidi que esses exemplares ficariam como uma memória das dificuldades iniciais que tive. Faria doações para pessoas muito especiais, que compreendessem essas dificuldades e não se importassem com o aspecto, mas com o conteúdo. Essa nova edição, bastante melhorada, ficou pronta em outubro de 2009.

CAPITULO 1

Aspecto da 2a. Edição do Sutra de Lótus. Click na imagem para download.

Nota: Aqui, cabem alguns esclarecimentos, a saber:

  1. Os 20 (vinte) exemplares do acerto acima correspondem à autopublicação da primeira edição, ou seja, eram de minha propriedade. Os demais 5 (cinco) exemplares eram da tiragem da Editora, pelos quais percebi os devidos direitos autorais;
  2. O contrato da segunda edição jamais foi assinado;
  3. Nunca mais, desde então, houve qualquer prestação de contas pela Editorama.

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