As Montanhas Sagradas do Budismo na China

As Montanhas Sagradas da China estão divididas em dois grupos associados com Taoísmo e o Budismo, respectivamente. O grupo associado com Taoísmo é conhecido como as Cinco Grandes Montanhas, enquanto que o grupo associado com o Budismo é referido como as Quatro Montanhas Sagradas do Budismo.

Montanhas Sagradas da China

Montanhas Sagradas da China

As montanhas sagradas de ambos os grupos foram importantes destinos de peregrinações. A titulo de curiosidade, a expressão chinesa para peregrinação (cháoshèng) é uma versão abreviada de uma expressão que significa literalmente “visita em reverência a uma montanha sagrada” (cháobài shèng shān).
No mapa das montanhas sagradas da China, círculos vermelhos demarcam o grupo Taoísta, e as estrelas magenta demarcam o grupo Budista.

As Quatro Montanhas Sagradas do Budismo na China são:

Wutai Shan (Montanha(Planalto) dos Cinco-Terraços), em Shanxi, a 3058 m.
Emei Shan (Montanha das Delicadas-Sobrancelhas), em Sichuan, a 3099 m.
Jiuhua Shan (Montanha das Nove Glórias), em Anhui, a 1341 m.
Putuo Shan (Montanha de Potalaka (Potala)), em Zhejiang, a 284 m.

Templo Superior de Daxiong Baodian em Jiuhua Shan

Templo Superior de Daxiong Baodian em Jiuhua Shan

Fonte dos textos e imagens: Wikipedia, a enciclopédia livre.

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Encontro-me em Ti

“Desde quando atingi o Estado de Buda,
os kalpas, que então se passaram,
são em número de ilimitadas centenas de milhares de miríades de kotis de asamkhyas.
Desde então, eu tenho pregado a Lei para ensinar e converter incontáveis milhões de seres viventes,
tal que eles possam entrar na Via do Buda.

Através desses ilimitados kalpas,
no sentido de salvar seres viventes,
expedientemente manifesto o Nirvana.
Mas, na verdade, eu nunca passo à extinção.
Eu permaneço aqui, sempre pregando a Lei.
Eu sempre estou exatamente aqui,
e usando o poder das penetrações espirituais,
faço com que os seres viventes em sua embriaguez,
embora próximos a mim, não me vejam”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 294.

O Bolo Consumista: A Fórmula da Crise Americana

Ao invés de investir 2 para os necessitados, deposite 10 no banco para, amanhã, tomar 20 emprestados.
Com uma parte dos 20, compre um bem incompatível com o meio onde vive, agrida seu ambiente.
Com o restante, compre grades, cães ferozes e, quem sabe, arme-se; afinal, foi tão difícil conseguir…
(Não é verdade! O dinheiro não era seu.)

Pague tudo em suaves prestações, com juros e correções.
Encha os cofres dos bancos para perpetuar esse ciclo.
Durma tranqüilo atrás das grades; pois sua batata, quer dizer, seu bolo já está assando.
Crescerá rápido e, certamente, explodirá dia desses.
Chorar-se-á muito, então…

Mas, veja:

nada era seu;
separou-se de quem amava;
uniu-se aos injustos;
julgou-se melhor que os outros;
desprezou os que nada têm;
trabalhou dia e noite, negligenciando a leitura e os estudos para a vida, só os fez pelo trabalho;
tratou como gente tantos cães, dos quais nem lembrava os nomes;
tratou como cães tanta gente a esmolar nos cruzamentos, e arrancava sempre deixando-os em meio ao pó e a fumaça do seu sucesso.

Seu sucesso era fumaça e pó. Aqueles que ficaram para trás sabem disso.
Sua vida era uma casa em chamas. Aqueles que nela habitaram sabem disso.
Seu futuro é a morte. Todos sabem.

Você tem a coragem de passar essa receita para os seus filhos?

Marcos Ubirajara,
em 30/12/2007.

A Revelação dos Méritos e Virtudes do Passado

“Ajita! Se um bom homem ou uma boa mulher ouvirem a respeito da longa duração da extensão da vida do Buda, e com um profundo sentimento compreender e entender, ele ou ela, então, verão o Buda sempre presente no Monte Gridhrakuta juntamente com os grandes Bodhisattvas e a assembléia de Ouvintes circundando-o enquanto ele prega a Lei. Ele ou ela também verão o solo do mundo Saha transformar-se em lápis-lazúli. Eles o verão liso e plano, com as oito estradas maiores delimitadas com ouro de Jambunada e ladeadas com árvores de jóias. No espaço adjacente às estradas, existirão pavilhões e torres feitas de jóias, onde as multidões de Bodhisattvas residirão. A contemplação deste caminho é indicativa de profunda fé e compreensão”.

“Além disso, após a passagem do Tathagata à extinção, se uma pessoa ouvir este Sutra e não difamá-lo, mas ao invés disso regozijar-se com ele, saiba que isto indica que ela já possui profunda fé e compreensão. Quanto mais não será o caso para aquele que o lê, o recita, o recebe e o mantém. Esta pessoa carrega o Tathagata no topo da sua cabeça”.

“Ajita! Este bom homem ou boa mulher não necessitam construir torres votivas ou templos para mim, nem construir aposentos para a Sangha, nem fazer os quatro tipos de oferecimentos à Sangha. Por que não? Este bom homem ou boa mulher, recebendo, ostentando, lendo e recitando este Sutra, já construíram torres votivas, erigiram aposentos para a Sangha e fizeram oferecimentos à Sangha. Eles construíram torres votivas feitas dos sete tesouros para as relíquias do Buda. As torres votivas que construíram são altas e amplas, alcançando os céus Brahma, e são decoradas com estandartes e dosséis que delas pendem. Eles também ofereceram muitos sinos cravejados de jóias, flores, incenso, contas, incenso granulado, em pasta e para queimar, bem como muitos tambores, músicas instrumentais, trompas, flautas, conchas, várias danças e cantos de louvor com sons maravilhosos. Eles já fizeram tais oferecimentos ao longo de ilimitados milhares de miríades de milhões de kalpas”.

Excerto do CAP. 17: Distinção dos Méritos e Virtudes, pág. 308.

Esta passagem revela que Fé e Compreensão são um Dom Supremo adormecido em todos os seres, e que foi polido e lapidado pelos seus Méritos e Virtudes no remoto passado.

A Revelação dos Méritos e Virtudes do Passado

A Revelação dos Méritos e Virtudes do Passado


Foto de Dôra no Orto Botanico de Florença-Itália, em 14/06/2008.

Kosambi, o Pilar de Ashoka

Na época do Buda, Kosambi era evidentemente uma cidade de grande importância em razão de Ananda mencioná-la como um dos locais adequados para o Parinirvana do Buda. Ela foi também o mais importante entreposto para o tráfego proveniente de Kosala e Magadha a partir do sul e do oeste da India.

A cidade encontrava-se a trinta léguas de Benares através do rio. Próximo a Kosambī, ao longo do rio, estava o Parque de Udena, o Udakavana, onde Ananda e Pindola Bharadvaja pregaram para as mulheres do palácio de Udena em duas ocasiões diferentes. Menciona-se que o Buda esteve uma vez no Simsipavana em Kosambi . Maha Kaccana viveu em um bosque próximo Kosambi após a realização do primeiro Conselho Budista.

Pilar de Ashoka em Kosambi

Pilar de Ashoka em Kosambi

Kosambi também estava próxima de Allahabad. Foi uma grande cidade histórica, a qual testemunhou vários eventos importantes na vida do Buda. Ali encontram-se o Pilar de Ashoka e as ruínas do Ghositarama, que foi originalmente construído durante a vida do Buda. As ruínas das antigas muralhas da cidade também são notáveis. O Museu de Allahabad e o Museu Arqueológico no Departamento de História Antiga da Universidade de Allahabad possuem a maior parte das antiguidades descobertas em Kosambi. O acervo compreende uma fina coleção de esculturas hindus, budistas e jainistas.

Fontes: Wikipedia, a enciclopédia livre e Buddhist Tours India

Buda, Por que não o vemos?

“Assim, desde que atingi o Estado de Buda num muito remoto passado, a duração da minha vida foi de asamkhyas de kalpas, eterna e nunca se extinguiu. Bons homens, a duração de vida que adquiri quando originalmente pratiquei a Via do Bodhisattva ainda não se exauriu, e é o dobro daquele número acima”.

“Como agora proclamo que estou prestes a entrar em extinção, realmente não estou passando à extinção. O Tathagata usa esta passagem apenas como um meio hábil para ensinar e converter os seres viventes”.

“Por que razão? Se o Buda permanecesse no mundo um longo tempo, aqueles de escassas virtudes que não plantam boas raízes, que são pobres e humildes, que cobiçam os objetos dos cinco desejos, e que estão presos na malha das ilusões e das visões distorcidas; vendo o Tathagata constantemente presente e nunca extinguindo-se, tornar-se-iam arrogantes, preguiçosos e irreverentes. Eles não considerariam o quão difícil é encontrá-lo, nem seriam respeitosos e reverentes em seus pensamentos”.

“Por estas razões, o Tathagata através de um meio hábil diz: ‘Monges, devem saber que é difícil reunir-se com um Buda que aparece no mundo’. Qual é a razão? Aqueles de escassas virtudes podem passar através de ilimitadas centenas de milhares de miríades de kotis de kalpas, durante cujo tempo eles podem ou não ver um Buda. O porquê disto, eu digo-lhes: ‘Monges, o Tathagata é difícil de conseguir ver’. Esses seres viventes, ouvindo tais palavras, necessariamente compreenderão quão difícil é encontrar um Buda e alimentarão um desejo por ele. Eles então plantarão boas raízes. Este é o porquê do Tathagata, embora nunca entre em extinção, pregar sobre a extinção”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 291.

Manjushri, Sabedoria e Capacidade de Indagar

Manjushri

Manjushri

Mañjuśrī, também grafado Manjushri e Manjughosha, é o Bodhisattva da consciência perspicaz no Budismo. Discípulo do Buda histórico Shakyamuni, ele representa sabedoria, inteligência e realização, e é um dos mais populares Bodhisattvas depois de Avalokitesvara ou Guanshiyin em Chinês.

Juntamente com Shakyamuni e seu colega discípulo Samantabhadra (O Universalmente Meritório) ele forma a trindade Shakyamuni. Manjushri é um dos Oito Bodhisattvas da Sabedoria e um dos Treze Budas japoneses. No Budismo Tibetano, ele é representado por vezes numa trindade com Avalokitesvara e Vajrapani.

Manjushri é mencionado em muitos sutras Mahayana, particularmente o Sutra Prajnaparamita. O Sutra de Lótus lhe designa um paraíso chamado Vimala, o qual, de acordo com o Sutra Avatamsaka está localizado ao leste. Sua consorte, em algumas tradições, é Saraswati. Ainda no Sutra de Lótus, Manjushri é muito citado por suas grandes realizações na salvação de todos os seres, por sua grande sabedoria e capacidade de indagar o Buda.

Naquela ocasião, o Príncipe do Dharma, Bodhisattva Mahasattva Manjushri disse ao Buda: “Honrado pelo Mundo, todos esses Bodhisattvas são extremamente raros. Em reverente concordância com o Buda, eles têm feito grandes votos para proteger, manter, ler e pregar este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa na futura era da maldade. Honrado pelo Mundo, como deveriam os Bodhisattvas Mahasattvas pregar este Sutra na futura era da maldade”?

CAP. 14: Conduta Para as Práticas Bem Sucedida

No Budismo Tibetano, Manjushri é uma deidade tântrica meditacional ou Yidam, e considerado um Buda totalmente iluminado.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Ver também em Cristal Perfeito: Manjushri, o Príncipe do Dharma.

O Segredo e o Poder do Tathagata

“Bons homens, o Tathagata, vendo os seres viventes deleitando-se nas doutrinas menores, seres de escassas virtudes e abundantes na corrupção, prega para aquelas pessoas, dizendo: ‘Quando jovem, eu deixei o lar e atingi o Anuttara-Samyak-Sambodhi’. Na realidade, todavia, tornei-me um Buda há longo tempo atrás. Eu prego desta forma meramente como um meio hábil para ensinar e converter os seres viventes e fazer-lhes adentrar a Via do Buda”.

“Bons homens, todos os Sutras proclamados pelo Tathagata, o são com a finalidade de salvar e libertar os seres viventes. Ele pode falar do seu próprio corpo, ou ele pode falar do corpo de um outro alguém. Ele pode manifestar em seu próprio corpo, ou pode manifestar no corpo de um outro alguém. Ele pode manifestar seus próprios atos, ou pode manifestar através dos atos de outrem; mas tudo o que diz é verdadeiro e não falso”.

“Qual é a razão disto? O Tathagata conhece e vê o mundo tríplice como ele realmente é. Não há nascimento ou morte, nem recuo ou avanço, nem existência no mundo ou passagem para a extinção. Não há realidade ou não-realidade, nem semelhanças ou diferenças. Ele vê o mundo tríplice como não sendo o mundo tríplice. Assuntos como este, o Tathagata vê claramente, sem engano ou erro”.

“Os seres viventes possuem diversas naturezas, vários desejos, vários modos de conduta, várias idéias, pensamentos e discriminações. Desejando levá-los a criar as raízes da benevolência, ele emprega diversas causas e relações, analogias, parábolas e expressões para explicar as diferentes doutrinas, levando ao cabo o trabalho do Buda sem descanso”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 290.

Monte Gridhrakuta, O Pico da Águia

Esta colina é citada nos textos dos cânones Budistas como um dos locais frequentados pelo Buda quando em Rajgir (Rajagriha); sendo que vários eventos notáveis, inclusive um atentado à sua vida perpetrado pelo seu maldoso primo Devadatta, ocorreram lá. A tradição Mahayana vai mais longe, uma vez que um grande número dos seus textos, sendo o Sutra de Lótus o mais célebre deles, supostamente teriam sido pregados como sermões lá. Como tal, tornou-se um dos principais destinos para os peregrinos, tanto nos tempos antigos como nos atuais. Descrita por Faxian e Xuanzang, foi identificada em fins do século XIX como uma colina situada ao leste da antiga Rajagriha.

Monte Gridhrakuta em Rajagriha

Monte Gridhrakuta em Rajagriha

Fonte das imagens e textos: Wikipédia, a enciclopedia livre.

Citação do local no Sutra de Lótus.

“Naquela ocasião, o Buda residia no Monte Gridhrakuta, próximo à cidade do Palácio dos Reis (Rajagriha), junto com uma congregação de grandes Monges, vinte mil ao todo. Todos eram Arhats que haviam eliminado todos os desejos e não tinham mais sofrimentos. Tendo atingido o autoconhecimento, eles haviam eliminado os elos da existência e suas mentes haviam atingido a emancipação”.

CAP. 01: Introdução

Também em Cristal Perfeito: O Real Pico da Águia Sagrada.

As Virtudes Douradas dos Grandes Bodhisattvas

Um Bodhisattva Mahasattva mantém em observância somente a doutrina superior do Grande Veículo, o Veículo do Bodhisattva.

Shariputra, nos mundos das dez direções, não há sequer dois veículos, quanto mais três“.

CAP. 02: Meios Hábeis

Sendo sempre verdadeiras as palavras do Buda, essa é a primeira Virtude Dourada a ser cultivada: a virtude do grande líder Práticas Superiores.

A prática de um Bodhisattva Mahasattva não tem medida do quanto baste. Seus esforços são constantes, continuados e incansáveis, um “devotar a própria vida”. Essa é a segunda Virtude Dourada a ser cultivada: a virtude do grande líder Práticas Ilimitadas.

A mente de Bodhisattva Mahasattva é frequentada por um único pensamento: salvar todos os seres indistintamente, sendo essa a verdadeira intenção do Buda, e a verdadeira razão do seu advento neste mundo. A mente do Bodhisattva Mahasattva deve repousar na quietude e na pureza de um pensamento único: salvar todos os seres. Essa é a terceira Virtude Dourada a ser cultivada: a virtude do grande líder Práticas Puras.

Um Bodhisattva Mahasattva não deve ter dúvidas quanto às doutrinas do Grande Veículo. Uma mente dividida tornará a sua terra impura, impedindo o cultivo das demais Virtudes Douradas. Essa é a quarta daquelas virtudes a serem cultivadas pelos sábios: a virtude do grande líder Práticas Seguras (Firmemente Estabelecidas).

Eis, então, a direção para aqueles que buscam a Via Insuperável.

Em 15/07/2008, às 04:00 hs.

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