Fotossíntese

Se há nuvens a obscurecer o que fazes,
desfrutes do frescor e paz do anonimato.
plantando tuas melhores sementes.

Os raios dos sóis da fama e da fortuna,
fustigam e esterilizam,
brotos e chão,
idéias e propósitos.

Mas a Grande Árvore os absorverá em fotossíntese,
e nutrirá seus ramos e folhas,
flores e frutos.

Marcos Ubirajara,
em 29/10/2008.

A Grande Árvore

A Grande Árvore

Sobre a Grande Árvore, indispensável a leitura de Cristal Perfeito.

A Fé Como Princípio da Cura

“Se uma pessoa ouvir este capítulo, ‘Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina’, e alegrar-se em concordância, louvando a sua benevolência, a boca daquela pessoa em sua presente vida exalará a fragrância de um lótus azul. Os poros do seu corpo exalarão o perfume do sândalo cabeça-de-boi. Os méritos e virtudes que ela obterá serão como descrito acima”.

“Portanto, Rei da Constelação Flor, eu confio a você este capítulo: ‘Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina’. Após a minha passagem, nos últimos quinhentos anos, propague-o extensivamente no continente Jambudvipa. Não permita que ele se extinga, permitindo desse modo que demônios, entidades demoníacas, todos os dragões celestiais, yakshas, kumbhandas, e assim por diante, ocupem o seu caminho ”.

“Rei da Constelação Flor, você deve usar o poder das penetrações espirituais para proteger este Sutra. Por quê? Porque este Sutra é o excelente remédio para as doenças daqueles que vivem no Jambudvipa. Se uma pessoa doente vier a ouvir este Sutra, sua doença será curada imediatamente. Ela não envelhecerá ou morrerá”.

Excerto do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina, pág. 372.

O Rei do Vazio

Do não-Eu emergem a segunda e a terceira pessoas.

Penses no Buda,
e surgirás no pensamento Dele.
Fale Suas palavras,
e renascerás das palavras Dele.
Ajas como o Buda,
e a Sua ação te iluminará.

Fazendo assim,
com pensamentos, palavras e ações;
conhecerás o Rei do Vazio.

Marcos Ubirajara.
Em 24/10/2008, às 13:00 hs.

A Gema Dourada do Mahayana

Este veículo é sutil e maravilhoso,
puro e superior.
Através de todos os mundos ele é supremo.
Os Budas se comprazem nele,
e todos os seres viventes devem igualmente exultá-lo,
fazer-lhe oferecimentos e curvar-se diante dele.

Ilimitados milhares de milhões de poderes, emancipações,
meditações para o Samadhi,
sabedorias e outros atributos dos Budas,
são obtidos a partir de um veículo como este.

Excerto do CAP. 03: A Parábola, pág. 91.

A Cena do Mahaparinirvana do Buda

Também, logo cedo quando o sol acabara de nascer, no sentido de prover a cremação do corpo do Tathagata, as pessoas carregaram em suas mãos dezenas de milhares de fardos de madeiras fragrantes tais como sândalo, aloés, sândalo do goirsa e madeiras celestiais que, com seus cernes e anéis anuais, fulgurassem nos maravilhosos matizes dos sete tesouros. Na queima, os vários matizes pareciam cores pintadas, verdadeiras maravilhas emanadas do poder do Buda, e que eram azul, amarelo, vermelho e branco. Eram agradáveis aos olhos de todos os seres. Toda a madeira foi cuidadosamente misturada com vários tipos de incenso como açafrão, aloés, sarjarasa, e outros. Flores tais como utpala (lótus azul), kumuda, padma (lótus vermelho) e pundarika (lótus branco) foram espalhadas como adornos. Acima de todas as madeiras fragrantes estavam pendurados estandartes das cinco cores. Eles eram leves e delicados, como véus celestiais tecidos em kauseya, ksuma e seda.

A Cena do Mahaparinirva

A Cena do Mahaparinirva

As madeiras fragrantes eram carregadas em carruagens decoradas, as quais fulguravam em cores tais como azul, amarelo, vermelho e branco. Seus varais e raios eram todos incrustados com os sete tesouros. Cada uma dessas carruagens era puxada por uma junta quádrupla de cavalos, que corriam como o vento. Na frente de cada carruagem estavam 57 estandartes de plantas ornamentais, sobre os quais estavam espalhados finos véus de ouro verdadeiro. Cada carruagem tinha 50 maravilhosos dosséis finamente decorados com grinaldas de utpala, kumuda, padma e pundarika. As pétalas dessas flores eram de puro ouro, e seus cálices feitos de diamante. Havia nas flores muitas abelhas negras, que se juntavam ali, brincavam e se divertiam, emitindo uma música maravilhosa. Aquela música falava da impermanência, da tristeza, da vacuidade e do não-Eu. Aquela música também falava sobre o que o Bodhisattva originalmente faz. Danças, cânticos, e dança de máscaras se sucediam, tocadas por instrumentos musicais tais como o “cheng”, flauta, harpa, “hsiao” e o “shã”. Da música, emergia uma voz, que dizia: “Oh, que dia aflito, dia de aflição! O mundo está vazio”! Na frente de cada carruagem estavam monges segurando bandejas decoradas com várias flores tais como utpala, kumuda, padma, pundarika, vários tipos de incensos como o de kunkuma e outros, e incensos fumegantes, todos maravilhosos. Eles carregavam vários utensílios para preparar alimentos para o Buda e a Sangha.

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 01: Introdução.

Em 22/10/2008.

Indispensável a leitura de Tozan, aqui em Cristal Perfeito.

Quando um Guerreiro Encontra a Paz

Quando Um Guerreiro Encontra a Paz

Quando Um Guerreiro Encontra a Paz

“Rei da Constelação Flor! Este Sutra pode salvar todos os seres viventes. Este Sutra pode levar todos os seres viventes a libertarem-se de todo o sofrimento e aflição. Este Sutra pode beneficiar enormemente todos os seres viventes, cumprindo seus votos. Assim como uma fonte límpida e fresca pode saciar a sede de todos; assim como quando uma pessoa com frio encontra o fogo; assim como quando uma pessoa nua encontra roupa; assim como quando um mercador encontra o comprador; assim como quando uma criança encontra sua mãe; assim como quando um passageiro encontra uma embarcação; assim como quando uma pessoa doente encontra um médico; assim como quem na escuridão encontra uma lâmpada; assim como quando uma pessoa pobre encontra um tesouro; assim como quando um povo encontra um rei; assim como quando um comerciante encontra o mar; assim como a tocha dissipa a escuridão, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, da mesma forma, pode levar os seres viventes a viver sem qualquer sofrimento, doença e dor; ele pode desatar todos os laços do nascimento e da morte”.

Excerto do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina, pág. 370.

Ser Lótus é assim como quando um guerreiro encontra a Paz; é assim como quando quem arde nos fogos dos desejos, encontra o conforto em nada possuir; é assim como quando ao olharmos os seres viventes, vermos Buda.

Marcos Ubirajara.
Em 21/10/2008, às 05:00 hs.

Devoção e Fé no Sutra de Lótus

“Rei da Constelação Flor! Se uma pessoa que toma a decisão pela consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi puder queimar um dedo da mão ou do pé como um oferecimento à torre de um Buda, seus oferecimentos superarão os daqueles que usam como oferecimentos países, cidades, esposas e filhos, ou mesmo os três mil grandes sistemas de mil mundos com todas as suas montanhas, florestas, rios, lagos e objetos preciosos”.

“Se, além disso, uma pessoa preencher todos os três mil grandes sistemas de mil mundos com os sete tesouros e oferecê-los ao Buda, aos grandes Bodhisattvas, Pratyekabudas e Arhats; os méritos e virtudes que aquela pessoa obteria não se igualariam ao daquela que recebe e ostenta mesmo que um simples verso de quatro linhas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa , pois as bênçãos desta última são longinquamente maiores”.

Extrato do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina, pág. 368.

Retribuição à Benevolência dos Budas

“No futuro, se houver um bom homem ou uma boa mulher que creia na sabedoria do Tathagata, devem expor o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa para aquela pessoa, fazendo a pessoa ouvir, compreender e obter a sabedoria do Buda. Se houver seres viventes que não creiam ou aceitem-na, devem instruí-los com alguma outra das profundas Leis do Tathagata, beneficiando-lhes e fazendo-lhes alegrarem-se. Se puderem fazer isto, já terão retribuído a benevolência dos Budas”.

Excerto do CAP. 22: A Transmissão, pág. 358.

Retribuição

Retribuição

Compaixão Para Com os Pobres e Humildes

“Assim, desde que atingi o Estado de Buda num muito remoto passado, a duração da minha vida foi de asamkhyas de kalpas, eterna e nunca se extinguiu. Bons homens, a duração de vida que adquiri quando originalmente pratiquei a Via do Bodhisattva ainda não se exauriu, e é o dobro daquele número acima”.

“Como agora proclamo que estou prestes a entrar em extinção, realmente não estou passando à extinção. O Tathagata usa esta passagem apenas como um meio hábil para ensinar e converter os seres viventes”.

“Por que razão? Se o Buda permanecesse no mundo um longo tempo, aqueles de escassas virtudes que não plantam boas raízes, que são pobres e humildes, que cobiçam os objetos dos cinco desejos, e que estão presos na malha das ilusões e das visões distorcidas; vendo o Tathagata constantemente presente e nunca se extinguindo, tornar-se-iam arrogantes, preguiçosos e irreverentes. Eles não considerariam o quão difícil é encontrá-lo, nem seriam respeitosos e reverentes em seus pensamentos”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 291.

A Dura Realidade do Mundo Tríplice

“Digo-lhe, Shariputra,
eu sou assim, também,
o mais honrado entre todos os sábios,
o pai dos mundos.

Todos os seres viventes são minhas crianças;
profundamente apegados aos prazeres mundanos,
não possuem pensamentos nobres em absoluto.

Não há paz no Mundo Tríplice,
ele é como uma casa em chamas,
repleto de muitos sofrimentos,
e verdadeiramente assustador.
A dor e a aflição do nascimento, velhice,
doença e morte estão sempre presentes.
Fogos como estes ardem sem cessar.

O Tathagata já deixou a casa em chamas do Mundo Tríplice para trás.
Serenamente eu resido na tranqüila quietude das florestas e campos.
E agora ele, o Mundo Tríplice,
é inteiramente pertencente a mim,
e todos os seres viventes nele são minhas crianças.

Agora, porém, este lugar está repleto de calamidades,
e eu sou o único capaz de salvar-lhes.
Embora eu lhes tenha instruído,
eles não compreendem ou aceitam,
em razão do seu profundo apego e ambição por todos os desejos degradantes”.

 

Excerto do CAP. 03: A Parábola, pág. 89.

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