A Prática da Mente

“Dizemos que há a não-prática da mente. Isto nada mais é que ser incapaz de meditar sobre a mente. Ela [a mente] se conduz leviana e ruidosamente, e é difícil se agarrar e destruir. Ela corre (vagueia) desimpedida como um elefante entorpecido. Seus movimentos são rápidos a cada momento, tão rápidos quanto um relâmpago. É tão ruidosa e inquieta quanto um macaco. É como um fantasma ou uma chama. É a raiz da maldade, e é difícil satisfazer os apelos dos cinco desejos. Isto é como o fogo que se alimenta de combustível, ou o grande oceano que traga as águas de todos os rios, ou como as gramas e plantas que crescem tão exuberantemente no (Monte) Mandara. Se uma pessoa não medita sobre a falsidade do nascimento e da morte, ela sempre será seduzida, como com o peixe que engole o anzol. Sempre uma palavra de ordem é dada, seguida por todos os atos. Isto é como mãe que conduz todos os pequenos.

Uma pessoa torna-se avidamente apegada aos cinco desejos e não se importa com o Nirvana. Isto é como o camelo que come mel, esquecendo tudo sobre a forragem até que a morte o abata. Qualquer um que não veja as coisas assim pode ser chamado de alguém não-praticante da mente.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

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Danny Preach

Chuck-berry-2007-07-18

Minhas homenagens a Charles Edward Anderson "Chuck" Berry - Imagem Wikipedia

Assim se anunciava o tremor que abalaria minha vida para sempre: “Danny Preach”!

Quem era, ou o quê era “Danny Preach”?

Início da década de 60, eu então com 9 ou 10 anos. Meus pais nunca foram de igreja, sei lá por quê. Será porque era um segundo casamento? Quando nasci meu pai estava com 58 anos, minha mãe uns 30. Mas, lá estava a igreja, o Rafa (padre Rafael para os íntimos) e o salão paroquial, atrás da Igreja Nossa Senhora da Conceição em Osasco, Vila Quitaúna, cuja qual meu pai ajudou a construir contribuindo com materiais que o Rafa sempre estava a pedir.

Ali, com a anuência do Rafa, acontecia aos domingos o “Showzinho da Igreja”. Meus irmãos mais velhos, o Luizão e o Guara, eram coroinhas, faziam parte daquele movimento, embora nenhum de nós demonstrasse qualquer aptidão para tocar. Guitarras e baixos elétricos, bateria, microfones, conjuntinhos. Um desses conjuntinhos, acredite, chamava-se “The Fishers”. Algo de muito sério estava acontecendo: uma onda de rock na periferia da grande cidade de São Paulo. Estávamos em pleno esplendor da bossa nova, Brasília capital da esperança, o primeiro automóvel brasileiro chamado “Presidente”. Depois falam que o Lula gosta de aparecer.

Por que uma onda de rock quando dávamos os primeiros passos para a descolonização verdadeira do Brasil? Ah! Nunca segui os passos do Luizão e do Guara. Não fui coroinha, não gostava daquilo: missa, cruzada e tudo mais. Eu gostava mesmo era do “Showzinho da Igreja”. Ali eu me dava bem.

Então, tudo o que eu queria na vida era uma guitarra. Mas, como conseguir uma guitarra? Enquanto não era possível tê-la, deixei-me levar pela onda que, não sei por que, fazia-me sentir desgarrar daquele negócio de igreja, embora dentro dela. Foi ali!

Anunciava-se: “Danny Preach”!

Entrava um negão trajado com roupas espalhafatosas, muitas cores, lenço de seda amarrado ao pescoço. Cantava num idioma parecido com o inglês: rock! O que era aquilo? Aquela voz rouca e alta a clamar: “Camon Beibi”! Assim por diante, muito suor, platéia muda, a dor de ser negro diante dos brancos que riam. A dança? Nem falar. O palco do salão paroquial, feito de madeira, tremia, ameaçava cair. As batidas dos seus pés ecoavam salão afora, igreja adentro, como trovões em tempestade, um tremor.

Mas, aquilo era rock? Ou rock era aquela onda emergente de Beatles, Rolling Stones, dos cabelos ao vento? Aquele negão de “cabelo esticado”, parado no ar? Assim ficavam seus cabelos, parados no ar, e eu com apenas 10 anos. O pau quebrava pelos direitos civis dos negros e, até o aparecimento de Jimmy Hendrix, já no final da década de 60, fiquei preso naquele paradoxo. Em toda a minha adolescência e juventude estivera a serviço das contradições. Como construir algo a partir de contradições?

Acho que me afirmei como homem negro devido a “Danny Preach”, o qual, na vida real, chamava-se Praxedes. Vinha da “parte alta” do bairro, do gueto da Vila Isabel, família grande, festeira, promoviam bailes aos fins de semana ao som de Ray Charles, Chuck Berry, Little Richards, The Platters, etc. Eles é que sabiam das coisas. Não íamos a esses bailes porque levavam a pecha de “maloqueiros” pelas pessoas da “parte baixa” do bairro. Notou a flagrante inversão de valores?

Assim foi. Não sei por onde anda Praxedes, sequer se está vivo. Mas, sinto felicidade ao relembrar. Por que feliz? Porque me libertei daquele constrangimento que a sua figura me causava. O que não daria para vê-lo novamente naquele palco, ameaçando derrubá-lo ao bater dos pés. Onde quer que esteja, você pensa que as coisas mudaram, Praxedes? Não! Não mudaram. Sou você agora ao anunciar o tremor dos tempos. Como no grande oceano, as ondas se sucedem, sem que jovens ou velhos as compreendam. Einstein compreendeu e lançou as bases do Raio Laser. Qual é o princípio? Bater o pé! Sim, bater o pé no ritmo, na cadência correta, nos memoriais do passado. Assim, a amplitude dessa onda, na cavidade do ser, avassalará e varrerá para fora as impurezas, as inversões e as pequenas ondas.

Praxedes, estou de volta da Montanha Dourada com muitos tesouros. Aceite-os!

Marcos Ubirajara.

Em 07/11/2010.

Então, ai vai…

A Prática dos Preceitos

“Dizemos que há a não-prática dos preceitos. Oh bom homem! Isto é nada mais que não ser capaz de observar os shila [preceitos de moralidade] como uma espécie de escada para todos os bons dharmas. Shila (preceito) é a raiz de todos os bons dharmas. Isto é como com a terra, que é onde todas as árvores crescem. Este é o melhor guia para tudo que há de bom. É como o dono de um navio que guia todos os mercadores. Shila é o estandarte da vitória. É como a insígnia de Devendra. Shila extirpa eternamente todas as más ações e os três reinos do infortúnio. Ele cura completamente as doenças graves, como uma árvore medicinal. Shila nada mais é que o alimento no caminho íngreme do nascimento e da morte. É a armadura e a espada que aniquila os ladrões das impurezas; e é o melhor encanto, o qual aniquila o veneno das víboras das impurezas; ou é a ponte através da qual se pode verdadeiramente atravessar o caminho das más ações. Qualquer pessoa que não possa pensar dessa maneira é alguém que não pratica os preceitos.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

practice of the precepts.mp3

A Prática do Corpo

WLA vanda Ming Bodhisattva cast iron

O Corpo Maravilhoso do Bodhisattva Ming Image via Wikipedia

“Oh bom homem! Por exemplo, pode haver jardins todo-maravilhosos e florestas no mundo. Mas se algum cadáver estiver por lá, aquele lugar torna-se impuro, as pessoas o abandonam, e qualquer pessoa não sentirá mais amor ou apego [àquele lugar]. É o mesmo com o que acontece no mundo da matéria. Embora maravilhoso de ver, na medida em que há o corpo para representá-los, todos os Budas e Bodhisattvas o abandonam.

Oh bom homem! Se uma pessoa não pode ver as coisas sob esta luz (ótica), não chamamos isto (ou seja, o que ela faz) de prática do corpo.”

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practice of the body.mp3

O Corpo e o Fogo

“Oh bom homem! Por exemplo, há um homem que tem um inimigo, que sempre procura o seu paradeiro. Alguém que seja sábio vê isto, fica atento e se protege dele. Se não se proteger, há o risco de ser atacado. É o mesmo com todos os corpos dos seres. Seja frio ou calor, sempre se o alimentamos com comida e bebida. Se não estiver assim protegido, o corpo entrará em decomposição. Oh bom homem! O Brâmane, em adoração ao deus do fogo, sempre oferece incenso e flores, louva e adora-o, faz oferecimentos e serve-o, e pode assim obter uma vida de 100 anos. Mas, se ele o toca, o fogo queimará a mão que o tocou. Esse fogo, que foi tão valorizado e contemplado com oferecimentos, nada sabe sobre retribuir o que deve a quem em pensamento único o serviu. É o mesmo com os corpos de todos os seres. Ao longo dos anos o corpo é servido com os melhores incensos e flores, colares, roupas, comida e bebida, roupas de cama e remédios. Mas, quando ele encontra as relações causais que o afligem por dentro e por fora, tudo entra em colapso, e ele agora não pensa em retribuir nem um pouco àqueles oferecimentos e roupas que lhes foram dadas nos tempos passados.”

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Dois Tipos de Pessoas

“Oh bom homem! Há dois tipos de pessoas. Um torna o indeterminado determinado, faz com que as retribuições cármicas da vida presente sejam aquelas da vida futura; o que é leve no que é grave, e o que está para ser sofrido nesta vida humana seja sofrido no inferno. O ignorante torna as coisas graves.

O Segundo (tipo de pessoa) torna o que é determinado indeterminado, o que pertence à vida futura [acontecer] na vida presente, o que é grave no que é leve, e o que é do inferno no que é leve nesta vida humana.

Dos dois tipos, o primeiro é ignorante, e o outro é sábio. A pessoa sábia torna as coisas leves, e a pessoa ignorante as torna graves por natureza.”

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Palavra Verdadeira

“Oh bom homem! Relembro que certa vez no passado, fomos comerciantes, Devadatta e Eu. E cada um de nós tinha 500 mercadores. Em busca dos ganhos, fomos ao grande mar à procura de coisas raras. Através das más relações causais, deparamos com uma tempestade no caminho e, náufragos, todos os nossos companheiros morreram. Naquela ocasião, Devadatta e Eu, em razão de não-prejudicarmos (outros) e pelas relações causais para longa vida, fomos levados (soprados) para terra firme. Então, Devadatta, lastimando que ele havia perdido o tesouro, ficou muito aborrecido e chorou copiosamente. Eu então disse: ‘Oh Devadatta! Não chore’! Devadatta me disse: ‘Ouça-me atentamente, ouça atentamente! Por exemplo, existe um homem oprimido pela pobreza. Ele vai ao cemitério, agarra um cadáver e diz: ‘Oh você! Dê-me a alegria da morte. Eu lhe darei pobreza e vida’. Então, o cadáver fica de pé e diz ao homem pobre: ‘Oh bom homem! Fique com a pobreza e a vida para si. Eu estou agora imerso na alegria da morte. Não estou contente de vê-lo pobre e vivo’. A situação é como esta. Mas, não tenho a felicidade da morte às mãos e, além disso, estou na miséria. O que mais posso fazer além de soluçar e chorar’? Eu também o apaziguei: ‘Não fique triste. Tenho duas pérolas que são preciosas. Darei uma a você’. Dei-a [a ele] e disse: ‘Uma pessoa que tem vida obtém essa gema. Se não tiver vida, como poderá esperar ter isto’? Então, senti-me cansado e dormi à sombra de uma árvore. Devadatta, febril pela cobiça, adquiriu um mau pensamento. Furando e cegando meus olhos, ele pegou a outra pérola. Na dor, Eu chorei e solucei. Então, havia uma mulher que veio a mim e indagou: ‘Por que você soluça e chora’? Então, eu lhe disse tudo o que acontecera. Ao ouvir aquilo, ela ainda indagou: ‘Qual é o seu nome’? Eu disse: ‘Eu me chamo Palavra-Verdadeira’. (Ela disse:) ‘Como posso saber que você é verdadeiro’? Então fiz um juramento: ‘Se eu tiver agora maus pensamentos contra Devadatta, deixe-me ser um caolho; caso contrário, permita que meus olhos ganhem a luz’. Ao dizer isto, meus olhos foram curados e ficaram tão bons quanto antes. Oh bom homem! Isto é onde dizemos que o Bodhisattva-Mahasattva fala sobre a recompensa que acontece nesta vida.”

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O Mais Profundo Eu Somos Nós

Libertando-se das Amarras

Quem amaria soldados?

Com pesados capacetes amarrados sobre as cabeças,
Com pesados pentes de balas amarrados sobre o peito,
Com pesados fuzis amarrados aos braços,
Com pesados cinturões de granadas, punhais e pistolas amarrados sobre a cintura,
Com pesados coturnos amarrados aos pés.

Quem os amaria?

Deve-se começar pela cabeça.
Uma mente liberta logo se desfaz dos outros pesares,
Libertando corações, braços, mãos, quadris e pernas.

Para nunca mais o temor das batalhas,
O negror dos blackouts,
O furor dos tanques.

Então,
Uma brisa suave fará tremular os dosséis da paz.
Sentirás o potente, seguro e profundo som do Dharma,
Propagando-se através de ti, como num diapasão.

Não olhes para trás,
Para a cidadela em chamas do mundo tríplice.

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the deepest me are us.mp3

 

O Mais Profundo Eu Somos Nós

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Conteúdo deste volume:

Budismo e Meio Ambiente. 7

O Homem e o Meio Ambiente. 9

1ª. Parte. 9

2ª. Parte. 11

3a. Parte. 15

A Devastação do Meio Ambiente. 17

Budismo e Sociedade. 19

A Energia Nuclear e a Paz Mundial. 21

1ª. Parte. 21

2ª. Parte. 24

Corrupção e Inconsciência. 28

Naufrágio nas Profundezas de Samsara. 33

Danny Preach. 35

A Origem de um Lugar Sagrado. 38

Um Lugar Sagrado Pode Adoecer. 39

Budismo e Reflexões. 43

O Mais Profundo Eu Somos Nós. 45

A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos – 1ª. Parte. 45

A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos – 2ª. Parte. 47

O Fim do Mundo. 50

1ª. Parte. 50

2ª. Parte. 53

A Cura. 57

A Tinta Acabou. 57

Budismo, Religião e Física.. 59

Religião? O que é?. 61

1ª Parte. 61

2ª Parte. 63

3ª Parte. 64

4ª Parte. 65

As Três Verdades. 67

1ª parte. 67

2ª parte. 68

3ª parte. 70

Budismo, Ciência, Razão e Sonhos. 73

O Quê a Ciência Não Viu e as Três Grandes Barreiras. 75

A Razão, do Abrangente ao Restrito. 77

Um Sonho Sobre o Passado. 81

Carta a Um Amigo. 82

A Caixa Preta. 84

A Visão de 29 de Agosto. 85

Uma Metáfora da Torre de Tesouro. 86

O Supramundano. 87

Budismo, Cartas, Sonhos e Paradoxos. 89

Resposta a William Garcia. 91

Resposta a Mattuzalem Lopes Cançado. 93

O Teorema da Convolução no Budismo. 94

As Perambulações de Um Aprendiz. 95

Fato Relevante. 96

O Grande Benefício de um Pai 97

Os Inimigos Mortais da Paz Mundial e dos Direitos Humanos. 98

Diante da Ira e da Provocação. 98

O Paradoxo de Zenon no Budismo. 99

Resposta a Filipe. 101

Resposta a William Garcia. 103

Resposta ao Sacerdote Gyoen Campos. 105

Budismo, Crise e Meditação.. 107

Cem Anos da Imigração Japonesa no Brasil. 109

Carta aos Imigrantes Japoneses. 109

As Virtudes Douradas dos Grandes Bodhisattvas. 111

O Bolo Consumista: A Fórmula da Crise Americana. 112

O Segredo da Não Distinção. 113

Tozan. 115

Monólogo no Exílio. 117

A Terceira Guerra Mundial. 117

Poemas do Dharma.. 119

Um Olhar Sem Distinções. 121

Flor Mística. 122

Ode ao Ideal Supremo [1] 123

O Pico da Águia. 123

Quântica. 124

Cristal Perfeito. 125

Ver o Buda. 127

A Última Barreira. 128

O Sutra do Cálice Vazio do Cristal Perfeito. 128

Libertando-se das Amarras. 129

As Águas do Vasto Oceano. 130

A Solidão do Buda. 132

Meditação. 132

Ventos de Samsara. 133

O Rei do Vazio. 134

Fotossíntese. 134

Sementes da Paz. 136

Cultivares da Grande Compaixão. 136

Doenças. 136

Vida à Vida. 137

A Ascensão do Tolo. 137

A Árvore do Bodhi 138

A Síndrome do Eu. 138

Inteligência. 139

O Japão Que Emerge Será Melhor. 139

Lótus e Pedras. 140

Folhas de Outono. 142

Glossário de Nomes e Termos. 143

Referências Bibliográficas. 143

 

A Retribuição Cármica do Bodhisattva

“O Bodhisattva-Mahasattva não comete ações que o conduzirão ao inferno. Para o benefício dos seres, ele faz um grande voto e ganha vida no inferno. Oh bom homem! Em tempos passados, quando a duração da vida dos seres era de 100 anos, incontáveis seres, tão numerosos quanto às areias do Ganges, receberam resultados cármicos no inferno. Eu vi isto, fiz um grande voto e ganhei vida no inferno. O Bodhisattva, naquela ocasião, para dizer a verdade, não tinha pecado desse tipo (que o conduzisse ao inferno). Para o benefício dos seres, ele obteve vida no inferno. Eu, naquela ocasião, estava no inferno, vivendo lá há inumeráveis eras e expondo os 12 tipos de sutras extensivamente para todos os pecadores. Os pecadores, ao ouvir aquilo, aniquilaram todos os seus resultados cármicos e evadiram-se do inferno, com exceção dos icchantikas. Este é o porquê dizemos que o Bodhisattva-Mahasattva recebe os resultados cármicos o mais tardar nesta vida.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

karmic retribution of bodhisattva.mp3

Carma Determinado e Indeterminado

“Oh bom homem! Existem dois tipos de carma, a saber: determinado e indeterminado. De carma determinado, existem dois tipos. Um é o determinado no resultado, e o outro o determinado no tempo. Pode haver casos onde o resultado é determinado e o tempo indeterminado. Quando as relações causais se conjugam, o resultado surge nos Três Tempos (Existências) do presente, da próxima vida, ou vidas posteriores.

Oh bom homem! Quando se faz o bem ou o mal com uma mente determinada, ganha-se uma mente de fé e alegria. E se faz um voto ou oferecimentos aos Três Tesouros. Isto é uma ação determinada.

Alguém que seja sábio é persistente em boas ações e não pode ser demovido. Em razão disto, as ações graves se tornam leves. Alguém que seja ignorante é persistente no mal. Em razão disto, qualquer ação leve se torna grave [nas consequências] e acarreta um retorno grave. Este é o porquê nem todas as ações são chamadas determinadas.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

karma definite and the indefinite.mp3

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