As Quatro Nobres Verdades

Todos os cinco prenderam a respiração para melhor ouvi-lo. Ele fez uma pausa, e então continuou:

“Oh Monges! Direi a vocês a verdade sobre o sofrimento. Sofrimento é nascimento, sofrimento é velhice, sofrimento é doença, sofrimento é morte. Vocês estão atados àquilo que odeiam: sofrimento; vocês estão apartados daquilo que amam: sofrimento; vocês não obtêm aquilo que desejam: sofrimento. Apegam-se aos corpos, às sensações, formas, imagens (impressões), percepções: sofrimento, sofrimento, sofrimento.

Oh Monges, direi a vocês a verdade sobre a origem do sofrimento. A sede pela existência leva do nascimento ao nascimento; a luxúria e o prazer se sucedem. Somente o poder pode satisfazer a luxúria. A sede pelo poder, a sede pelo prazer, a sede pela a existência; eis, oh Monges, a origem do sofrimento.

Oh Monges, Direi a vocês a verdade sobre a extinção do sofrimento. Sasciem sua sede através da aniquilação do desejo. Afastem o desejo. Renunciem o desejo. Libertem-se do desejo. Ignorem o desejo.

Oh Monges, direi a vocês a verdade sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento. É o caminho sagrado, o Nobre Caminho Óctuplo: fé correta, intenção correta, fala correta, ação correta, vida (conduta) correta, esforço correto, pensamento correto, meditação correta.

Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre o sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e o sofrimento foi revelado para mim. Eu compreendi a verdade sobre o sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre a origem do sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e a origem do sofrimento foi revelada para mim. Eu compreendi a verdade sobre a origem do sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre a extinção do sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e a extinção do sofrimento foi revelada para mim. Eu compreendi a verdade sobre a extinção do sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento; ninguém antes de mim o havia descoberto; meus olhos abriram, e o caminho que conduz à extinção do sofrimento foi revelado para mim. Eu compreendi a verdade sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento; vocês devem agora compreendê-lo, oh Monges.”

Os cinco discípulos ouviram com enlevo as palavras do Bem-Aventurado. E Ele falou novamente:

“Oh Monges, enquanto eu não tive um completo entendimento dessas Quatro Nobres Verdades, eu sabia que, nem nesse mundo e nem no mundo dos Deuses, nem no mundo de Mara e nem no mundo de Brahma, em meio a todos os seres, humanos, Deuses, eremitas ou brâmanes, eu não havia atingido o supremo estado de Buda. Mas, oh Monges, agora que tenho uma completa compreensão dessas Quatro Nobres Verdades, Eu sei que tanto neste mundo como no mundo dos Deuses, tanto no mundo de Mara como no mundo de Brahma, em meio a todos os seres, humanos, Deuses, eremitas ou brâmanes, Eu atingi o supremo estado de Buda. Estou liberto para sempre: para mim não haverá novo nascimento.”

Assim falou o Bem-Aventurado, e os cinco Monges alegremente aclamaram-no e glorificaram-no.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Nas Primeiras Palavras, o Caminho Médio

E os cinco monges ouviram enquanto ele falava.

“Há dois extremos a serem evitados por quem deva levar uma vida governada pela inteligência. Alguns devotam-se ao prazer; suas vidas são um ciclo constante de dissipações; buscam apenas a satisfação de seus sentidos. Tais seres são desprezíveis; sua conduta é ignóbil e fútil; é indigna de quem houvesse adquirido inteligência. Outros devotam-se à auto-mortificação; eles privam-se de todas as coisas; sua conduta é sombria e fútil; é indigna de quem houvesse adquirido inteligência. Desses dois extremos, oh monges, o Realizado permanece distante. Ele descobriu o caminho do meio, o caminho que abre os olhos e abre a mente, o caminho que conduz à quietude, à sabedoria, ao Nirvana. Esse caminho sagrado, oh monges, tem oito variantes: fé correta, intenção correta, fala correta, ação correta, vida correta, esforço correto, pensamento correto, meditação correta. Este, oh monges, é o Caminho Médio (o Nobre Caminho Óctuplo), o caminho que Eu, o Realizado, descobri; o caminho que conduz à quietude, à sabedoria, ao Nirvana.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A “Casa que o amor construiu…”

O Blog CRISTAL PERFEITO é o mais novo parceiro virtual da Casa Ronald McDonald RJ. A Casa acaba de ampliar seus horizontes no mundo virtual. A instituição, que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Rio, começou uma nova campanha na internet. Após ter lançado uma Fan Page no Facebook, e revitalizado o Twitter, a CRM lançou uma ação junto aos principais blogueiros do país. O mote da campanha online será uma extensão do slogan tradicional: “A Casa que o amor construiu… a Internet abraçou!”. A expectativa é conquistar, cerca 1 milhão e meio de visualizações em blogs e sites desses novos parceiros.

CRM-1

Ela ainda tem uma vida inteira pela frente! Click na imagem para site de origem.

A agência CMI, especializada em marketing digital, ficará responsável pela campanha, voluntariamente, e começou o trabalho fazendo uma listagem dos maiores blogs do Estado do Rio, e mais influentes do Brasil. E o blog CRISTAL PERFEITO foi um dos selecionados.

Sendo assim, aproveitamos a oportunidade para passar para nossos leitores, que a partir de hoje, abraçaremos a CRM-RJ. Nosso espaço ganhará o selo de “Blogueiro Responsável” da Casa Ronald McDonald RJ, e convidamos a todos para também abraçarem a Casa.

Apoie a Casa seguindo e adicionando as redes da CRM:

Responsabilidade Social – Esse Blog abraçou a CRM-RJ – Blogueiro Responsável

Pérolas do Universo – Fascículo XVI

“A causa do carma é o toque da ignorância. Devido ao toque da ignorância, os seres vêem ‘existência’. A relação causal da existência é ‘desejo’. Devido à relação causal do desejo, uma pessoa perpetra as três ações do corpo, da boca, e da mente.”

Leia mais em Pérolas do Universo, Fascículo 16.

Perolas do Universo 16

Click na imagem para leitura on-line ou download.

Conteúdo deste Fascículo

OS SETE TIPOS DE FRUIÇÕES      3

FRUIÇÃO ATRAVÉS DOS MEIOS                3

FRUIÇÃO DOS DÉBITOS DE GRATIDÃO  3

FRUIÇÃO DA AMIZADE 4

FRUIÇÃO DAQUILO QUE PERDURA         4

FRUIÇÃO EQUÂNIME    5

FRUIÇÃO DA RECOMPENSA       5

FRUIÇÃO DA SEGREGAÇÃO        6

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’             6

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – NIRVANA     6

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – LUZ 7

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – LUGAR          7

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – GRADUAL    8

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – TRÊS COISAS              8

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – DESIMPEDIMENTO  9

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – CO-EXISTÊNCIA         9

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – ETERNO        10

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – DUAL             10

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – DIREÇÃO      11

O VAZIO COMO ‘NÃO-É’ – ELEMENTO  12

COMO O UTPALA – O LÓTUS AZUL         13

MEDITAR SOBRE IMPUREZAS    14

OS SKANDHAS DO SÁBIO            16

A IMPUREZA DO DESEJO – O PRECONCEITO       17

AS IMPUREZAS DA IGNORÂNCIA            18

O REMÉDIO TODO-MARAVILHOSO DOS HIMALAYAS     19

MEDITAR SOBRE IMAGEM          20

MEDITAR SOBRE A CAUSA DA IMAGEM               21

MEDITAR SOBRE O DESEJO         22

MEDITAR SOBRE O CARMA        24

MEDITAR SOBRE A CAUSA DO CARMA  25

MEDITAR SOBRE O RESULTADO CÁRMICO          25

O CARMA IMACULADO                26

MEDITAR SOBRE O SOFRIMENTO            26

O Buda Supremo Encontra os ex-Discípulos

O Bem-Aventurado entrou na grande cidade de Benares. Ele perambulou pelas ruas, pedindo por esmolas; comeu o alimento que a ele foi oferecido, e então foi para o Parque do Cervo onde ele sabia que encontraria os ex-discípulos de Rudraka.

Os cinco discípulos viram-no à distância. Eles pensaram que o reconheciam, e disseram um ao outro:

“Não conhecemos esse homem, caminhando em nossa direção? Não é aquele que, anteriormente, se utilizou das austeridades para nos impressionar, e que, um dia, revoltou-se com a severidade da auto-disciplina que ele havia imposto? Se suas mortificações não lhe mostraram o caminho para a suprema sabedoria, então como podem suas idéias trazerem algum proveito para nós agora que ele está seduzido pela ganância e covardia? Não vamos ao seu encontro, ou levantar-nos quando ele se aproximar; não vamos aliviá-lo do seu manto ou de sua tigela de donativos; não vamos sequer oferecer-lhe um assento. Nós lhe diremos: ‘todos os assentos aqui estão tomados’. E não lhe daremos nada para comer ou beber.”

Assim eles decidiram. Mas o Bem-Aventurado veio se aproximando, e quanto mais próximo chegava, mais desconfortáveis eles se sentiam. Eles ficaram tomados por um grande desejo de se levantarem de seus assentos. Ficaram como pássaros tentando escapar freneticamente de uma gaiola sob a qual um fogo foi aceso. Ficaram inquietos; pareciam estar doentes. Finalmente, eles romperam a sua resolução. Levantaram como se fossem um; correram para o Bem-Aventurado, e saudaram-lhe. Um pegou a sua tigela de donativos, outro o seu manto, e o terceiro ofereceu-lhe assento. Trouxeram-lhe água para banhar os pés, e em uníssono bradaram:

“Bem-vindo, amigo, bem-vindo. Tome um assento em meio a nós.”

O Bem-Aventurado sentou-se e banhou seus pés. Então ele disse aos cinco eremitas:

“Não se dirijam a mim como amigo, oh monges. Eu sou o Santo, o Realizado, o Buda Supremo. Abram seus ouvidos, oh monges; está descoberto o caminho que conduz à libertação. Eu lhes mostrarei o caminho; Eu lhes ensinarei a lei. Ouçam bem, e aprenderão a verdade sagrada.”

Mas eles responderam:

“Anteriormente, a despeito das suas práticas de austeridades, você não chegou ao perfeito conhecimento; sendo assim, como você poderia tê-lo atingido, agora que você leva uma vida de auto-indulgência?”

“Oh monges”, respondeu o Bem-Aventurado, “Eu não levo uma vida de auto-indulgência; de maneira alguma eu renunciei as bênçãos às quais eu aspirava. Eu sou o Santo, o Realizado, o Buda Supremo. Abram seus ouvidos, oh monges; está descoberto o caminho que conduz à libertação. Eu lhes mostrarei o caminho; Eu lhes ensinarei a lei. Ouçam bem, e aprenderão a verdade sagrada.”

E acrescentou: “Oh monges, vocês admitirão que jamais me dirigi a vocês dessa maneira antes?”

“Nós admitiremos, Mestre.”

“Digo-vos: Eu sou o Santo, o Realizado, o Buda Supremo. Abram seus ouvidos, oh monges; está descoberto o caminho que conduz à libertação. Ouçam bem.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Caminho de Benares

No Monte Gaya ele encontrou um monge chamado Upaka. À vista do Bem-Aventurado, Upaka soltou um grito de admiração.

“Quão maravilhoso é você!”, ele exclamou. “Sua face está radiante. Uma fruta amadurecida no sol tem menos esplendor. Vossa beleza é de um (dia) claro (de) outono. Meu senhor, posso indagar-lhe quem foi seu mestre?”

“Eu não tenho mestre”, respondeu o Bem-Aventurado. “Não há alguém como eu. Sou um sábio solitário, tranquilo, incorruptível.”

“Que grande mestre você deve ser!”, disse Upaka.

“Sim, eu sou o único mestre neste mundo; ninguém igual a mim pode ser encontrado na terra ou no céu.”

“Para onde vai?”, perguntou Upaka

Varanasi

Varanasi, também conhecida como Benares

“Estou a caminho de Benares”, disse o Bem-Aventurado, “E lá eu acenderei a lâmpada que trará luz ao mundo, uma luz que irá deslumbrar até os olhos do cego. Estou a caminho de Benares, e lá soarei os tambores que despertarão a raça humana, os tambores que ressoarão até mesmo nos ouvidos do surdo. Estou a caminho de Benares, e lá ensinarei a lei.”

Ele continuou em seu caminho, e veio para as margens do Ganges. O rio estava em cheia, e o Bem-Aventurado procurou por um barqueiro para atravessá-lo. Ele encontrou um, a quem disse:

“Amigo, você me levaria em travessia do rio?”

“Certamente”, respondeu o barqueiro, “mas primeiro me pague pela viagem”.

“Não tenho dinheiro”, disse o Bem-Aventurado.

E voou através do ar para a margem oposta.

O barqueiro ficou com o coração partido. Gritou: “Não o atravessei o rio, ele que era um homem santo! Oh, ai de mim!” E rolou no chão em sua grande aflição.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Italy, Cagliari, Sardegna

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Australia, Melbourne, Victoria

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Brasil, Sorocaba, Sao Paulo

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A Quem Ensinar?

O Bem-Aventurado indagou quem era digno de ser o primeiro a ouvir a palavra da salvação. “Onde há um homem de virtude, inteligência e energia, a quem eu possa ensinar a lei ?”, ele se perguntou. “Seu coração deve ser isento (inocente) de ódio, sua mente deve ser tranquila, e ele não deve reter o conhecimento para si como se fosse algum segredo obscuro.”

Ele pensou em Rudraka, filho de Rama. Lembrou que ele (Rudraka) era livre de ódio e procurava levar uma vida de virtude, e que ele não era o tipo de homem que faria do conhecimento um segredo. Ele decidiu ensinar-lhe a lei, e essa questão surgiu em sua mente: “Onde está Rudraka agora?” Então ele descobriu que Rudraka, filho de Rama, estava morto havia sete dias, e ele disse:

“É uma grande pena que Rudraka, filho de Rama, tenha morrido sem ouvir a lei. Ele a teria compreendido, e ele, por sua vez, poderia tê-la ensinado.”

Ele pensou em Arata Kalama. Lembrou do seu intelecto claro e sua vida virtuosa, e decidiu que Arata Kalama ficaria feliz em propagar o conhecimento. E essa questão surgiu em sua mente: “Onde está Arata Kalama agora?” Então ele descobriu que Arata Kalama estava morto havia três dias, e ele disse:

“Arata Kalama morreu sem ouvir a lei; grande é a perda de Arata Kalama.”

Ele pensou novamente, e lembrou dos cinco discípulos de Rudraka que certa vez juntaram-se a ele. Eles eram virtuosos; eles eram vigorosos; eles certamente compreenderiam a lei. O Bem-Aventurado sabia, em virtude da sua inteligência, que os cinco discípulos de Rudraka estavam vivendo no Parque do Cervo em Benares. Assim, ele partiu para Benares.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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