Subhuti

Subhuti tinha três significados: “vazio-nato”, “bem-manifesto” e “boa sorte”. Na casa de Subhuti havia cento e oito depósitos repletos das Sete Gemas Preciosas: ouro, prata, lápis-lazuli, cristal, madrepérola, pérolas vermelhas, e carnelian.

Quando Subhuti nasceu, verificou-se que os depósitos estavam completamente vazios. De um após o outro, as portas arqueadas foram abertas para revelar absolutamente nada dentro deles. “Quem roubou minhas jóias?”, gritou o pai de Subhuti alarmado. “Nós tínhamos tanta riqueza e agora estamos sem um tostão. Qual é o significado disto filho?” Ele foi a um adivinho que calculou que o desaparecimento das joias e o nascimento da criança tinham sido simultâneos, e assim seu pai chamou a criança de “vazio-nato”. Analisando o mapa-do-nascimento da criança, o adivinho declarou-o de muito boa sorte, em virtude de que a criança também foi chamada “boa sorte”. Sete dias após o nascimento de Subhuti, toda a riqueza da família reapareceu nos cento e oito depósitos. Aquilo fez o seu pai rebatizar seu filho como “bem-manifesto”. Subhuti cresceu enquanto o Buda Shakyamuni estava no mundo ensinando e transformando seres viventes, e deixou o lar sob (os cuidados do) Buda.

Subhuti levantou-se de seu assento na assembleia. Em meio aos milhares de milhões de bilhões de humanos e deuses na assembleia, Subhuti levantou-se do seu assento. Ele viu o Buda Shakyamuni lá sentado, num estado que somente poderia ser descrito como “notoriamente imóvel, completamente e eternamente brilhante”, e ele sabia que o Buda estava apresentando o dharma da sabedoria prajna. Pois em sua rotina diária – caminhar, parar, sentar e reclinar – o Buda Shakyamuni sempre ensinava a prajna da marca real, a prajna contemplativa, e a prajna literária.

Subhuti

Subhuti dirige-se ao Buda, no mais antigo livro impresso datado do Sutra Diamante. Imagem via Wikipedia.

O portal maravilhoso da prajna somente pode ser adentrado através da sabedoria. A sabedoria, as bênçãos e a virtude de Subhuti eram plenas, e assim ele compreendia que o Buda estava ensinando o portal do dharma da prajna da marca real. Por aquela razão ele levantou-se do seu assento na assembleia e descobriu o seu ombro direito. De acordo com o costume Indiano, descobrir o ombro direito era um gesto de supremo respeito, e os monges Chineses, honrando o costume, deixam o ombro direito desnudo em sua adaptação do robe Indiano.

Os Chineses modificaram o robe ligeiramente em outros aspectos, porém, usando tons de marrom escuro para os robes de cinco e sete peças ao invés da cor de açafrão usada pela sangha da India, Tailândia, Burma e Ceilão. Também, uma vez que o clima da China é mais frio que o da India, o monges necessitaram de vestes adicionais sob os seus robes para aquecimento. Mas sem o robe diretamente sobre a pele, eles não percebiam se o mesmo se soltara. O Patriarca do Bodhidharma projetou um fecho sobtre o ombro esquerdo para prender o robe, e o fecho tornou-se uma peça padrão do modelo do robe Chinês.

Subhuti descobriu o seu ombro direito, colocou seu joelho direito no chão, juntou as palmas das mãos reverentemente e disse ao Buda. O ritual realizado na solicitação do dharma simboliza a pureza dos Três Carmas:

  1. Descobrir o ombro direito e colocar o joelho direito no chão representa a pureza do carma do corpo.
  2. Juntar as palmas das mãos reverentemente representa a pureza do carma da mente.
  3. Verbalizar a solicitação indica que o carma da boca é puro.
Sutra Diamante – Capítulo 2 – O Pedido de Subhuti.

Original

Georg Simon Ohm

Georg Ohm

Georg Simon Ohm. Imagem via Wikipedia.

Georg Simon Ohm nasceu na Bavária, Alemanha. Trabalhava como professor secundário de Matemática no Colégio dos Jesuítas, em Colônia, mas desejava lecionar na universidade. Para tanto, foi-lhe exigido, como prova de admissão, que realizasse um trabalho de pesquisa inédito. Optou por fazer experiências com a eletricidade, e para isso construiu seu próprio equipamento, incluindo os fios.

Equipamento de Ohm

Equipamento utilizado por Ohm.

Experimentando diferentes espessuras e comprimentos de fios, acabou descobrindo relações matemáticas extremamente simples envolvendo essas dimensões e as grandezas elétricas. Inicialmente, verificou que a intensidade da corrente era diretamente proporcional à área da seção do fio e inversamente proporcional ao seu comprimento. Com isso, Ohm pôde definir um novo conceito: o de resistência elétrica.

O que significa resistência elétrica? De maneira simplificada, poderíamos dizer que os elétrons livres que fluem ao longo do fio ou cabo elétrico têm de passar por entre os átomos que o compõe, chocando-se constantemente com eles. Desse modo, o fluxo de elétrons é brecado pela resistência que os átomos opõem à sua passagem.

Em 1827, Ohm conseguiu formular um enunciado que envolvia, além dessas grandezas, a diferença de potencial: “A intensidade da corrente elétrica que percorre um condutor é diretamente proporcional à diferença de potencial e inversamente proporcional à resistência do circuito”. Tal enunciado é até hoje conhecido como Lei de Ohm. Tais relações haviam também sido apontadas, meio século antes, pelo inglês Cavendish, que, no entanto, não as divulgou.

Circuito de Ohm

Circuito de Ohm

Embora estes estudos tenham sido uma colaboração importante na teoria dos circuitos elétricos e suas aplicações, o cargo universitário almejado por Ohm lhe foi negado. Suas conclusões receberam críticas negativas, em parte porque ele tentou explicar esses fenômenos com base numa teoria sobre o fluxo de calor. Ohm precisou até mesmo se demitir do seu emprego de professor secundário em Colônia, e viveu na pobreza durante os seis anos seguintes. Em 1833, entretanto, ele se reintegrou nas atividades cientificas aceitando um cargo na Escola Politécnica de Nuremberg.

Como ocorreu (e ocorre) com tantos outros pesquisadores, seu trabalho começou a ser reconhecido primeiramente no exterior. Em 1841, ele receberia uma medalha da Royal Society, de Londres. Só em 1849 Ohm conseguiria tornar-se professor da Universidade de Munique, cargo no qual permaneceria por apenas cinco anos, os últimos de sua vida.

Informações obtidas em http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica9/. Por razões que desconheço, esse site não está mais disponível.

Os Velhos e Longevos

O Sutra:

Naquela ocasião o Longevo Subhuti levantou-se do seu assento na assembleia, descobriu seu ombro direito, colocou seu joelho direito no chão, juntou as palmas das mãos reverentemente e disse ao Buda:

Comentário:

Após o Buda Shakyamuni ter retirado o seu robe e sua tigela, lavado sua face, arrumado seu assento e sentado, um Longevo chamado Subhuti levantou-se na assembleia. Há Três Tipos de Longevos: longevo na idade, longevo na natureza-do-dharma, e longevo nas bênçãos e virtudes.

1.    O longevo na idade deve ser velho e ter observado os preceitos por longo tempo, como no caso de Mahakashyapa, que era o mais velho e o mais longinquamente preceituado dentre aqueles na assembleia do dharma do Buda Shakyamuni. Há três graus de longevos nos anos:

a)    baixo grau: aqueles que têm observado os preceitos por pelo menos dez anos;
b)    médio grau: aqueles que têm observado os preceitos por mais de vinte anos; e
c)    alto grau: aqueles que têm observado os preceitos por mais que trinta anos.

2.    O longevo na natureza-do-dharma pode ser jovem, mas deve possuir grande sabedoria e ser capaz de prelecionar sutras e pregar o dharma com poder suficiente para ensinar e transformar seres viventes. Sua estatura vem da sua profunda compreensão do dharma, da sua penetração dos princípios maravilhosos, e da sua eloquência sem obstruções. Por exemplo, o discípulo do Buda chamado Shariputra dominou todo o Budadharma em apenas sete dias, e tornou-se um longevo com a idade de oito anos. Naquela ocasião, ele tomou um assento elevado e pregou o dharma, confundindo totalmente os melhores debatedores das cinco regiões da India. Tudo o que puderam fazer foi prostrarem-se diante da longeva criança de oito anos e confessarem-se derrotados. De todos os discípulos do Buda Shakyamuni, Shariputra foi supremo em sabedoria e possuía eloquência sem obstruções.

Há Quatro Tipos de Eloquencia sem Obstruções: na oratória, no principío, no dharma (lei), e no deleite na pregação.

a)    A eloquência sem obstruções na oratória possibilita a alguém responder quaisquer questões, embora difíceis, sem preplexidade.
b)    A eloquência sem obstruções no princípio é um complemento indispensável da eloquência na oratória, porque juntamente com o poder ilimitado de debate, deve-se sempre falar em concordância com o princípio.
c)    A eloquência sem obstruções no dharma significa que não importando o que seja dito, pode-se combater com um princípio superior.
d)    A eloquência sem obstruções no deleite na pregação possibilita a alguém obter o Samadhi do Deleite na Pregação. Então, mesmo que uma audiência esteja indisposta a ouvir, suas palavras fluem como água e ninguém pode resistir à correnteza.

3.    O longevo nas bênçãos e virtudes deve ter a recompensa de ter plantado as bênçãos e agido com modos de conduta virtuosos.

Longevo é uma designação de respeito e definitivamente não é um título que alguém se atribua, dizendo: “Eu sou um Longevo. Todos devem chamar-me ‘Longevo’.” Subhuti, o longevo na Assembleia do Vajra Prajna Dharma, era um longevo nos anos, na natureza-do-dharma, e nas bênçãos e virtudes.

Sutra Diamante – Capítulo 2 – O Pedido de Subhuti.

Original

Nagarjuna e Sunyata

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

A primeira contribuição de Nagarjuna para a filosofia Budista está no uso de um conceito de sunyata, ou “vacuidade”, que reúne outras doutrinas Budistas fundamentais, particularmente anātman (não-eu) e pratītyasamutpāda (surgimento dependente), para refutar a metafísica da Sarvastivāda e da Sautrāntika (escolas extintas não-Mahayana). Para Nagarjuna, bem como para o Buda nos textos mais antigos, não são meramente os seres sencientes que são “destituídos do eu” ou não-substanciais; todos os fenômenos são sem qualquer svabhāva, literalmente “natureza própria”, e assim, sem qualquer essência subjacente. Todos os fenômenos são vazios de um ser independentemente existente; e assim, as teorias heterodoxas do svabhāva circulantes naquela época foram refutadas com base nas doutrinas do Budismo primordial. Isto é assim porque todas as coisas surgem sempre de forma dependente: não pelo seu próprio poder, mas pela dependência de relações causais que levam a vir existir, em oposição à (ideia do) ser.

[Fonte: Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

O Buda em seu Assento

Então, ele arrumava seu assento e sentava. Encerrada a mendicância, a refeição, depois de guardar o seu robe e a tigela, e limpar os pés – após essa rotina básica ter sido atendida – o Buda então arrumava o seu assento e sentava. Isto não significa que ele empilhou almofadas ao chão e nos encostos ao redor e então relaxou-se sobre um almofadado macio como algumas pessoas fazem. Significa que ele fez um gesto ou dois – endireitou um tapete, arrumou o assento um pouco, e então sentou-se.

O Prajna da Marca Real estava expresso no cumprimento da rotina diária do Buda. Isto não quer dizer que a ênfase era colocada no cumprimento (da rotina) em si, para anunciar: “Eu cultivo!” Ao invés, se alguém compreende o dharma, tudo é cultivação. Não se trata de alguém que simula os modos de um cultivador experiente declarando: “Olhem para mim, eu sento aqui assim!”, ao passo que no próximo minuto encontra-se inquieto, contorcendo-se, e falando a mil por hora. Pessoas que cultivam a Via raramente falam. Não falam muito. Se você fizer isso, irá prejudicar o cultivo das outras pessoas tanto quanto o seu próprio cultivo. Num lugar onde a Sangha vive não se pode ouvir o som de uma simples voz. Se a conversa é necessária, esta é feita em muito baixos tons, de modo a não perturbar os outros. Pessoas que desejam empreender esforços no cultivo da Via devem estudar (a conduta de) o Buda e em cada movimento, cada gesto, evitar a obstrução dos outros.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

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A Mendicância do Buda

O Buda era equitativo em sua mendicância e não favorecia ricos ou pobres. Seu discípulo Ananda seguia o seu exemplo e praticava a compaixão igualitária. “Ananda já sabia que o Tathagata, o Honrado pelo Mundo, havia admoestado Subhuti e o Grande Kashyapa chamando-lhes de Arhats, cujos corações não eram equáveis.”

Ele (Ananda) decidiu que ao longo de sua ronda de mendicância ele não prestaria atenção se seus doadores eram limpos ou sujos, ‘ksatriyas’ de reputação ou humildes ‘Tangcandalas’. Ele praticaria compaixão igualitária,  ao invés de procurar remediados e humildes, e daquela forma permitir que todos os seres viventes pudessem obter méritos imensuráveis.

A imparcialidade do Buda na mendicância é indicada pela rigorosa sequencia de porta-a-porta que ele seguia. Quando ele terminava a mendicância em uma casa, ele ia mendigar em outra ao lado daquela, e assim por diante para a próxima.

Após terminar a sua mendicância sequencial, ele retornava para o Parque de Jeta no Jardim do Benfeitor de Órfãos e Solitários, onde ele se alimentava, retirava o seu robe e a tigela, e lavava os seus pés. O Buda percorria os caminhos com os pés descalços, e assim, após retornar e alimentar-se, ele lavava seus pés.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

A Mendicância de Subhuti e Kashyapa

O Buda repreendeu seus dois discípulos Subhuti e o Grande Kashyapa pela sua maneira de mendigar. Primeiro, ele repreendeu Subhuti por pensar: “Pessoas ricas possuem fortuna porque nas vidas passadas elas acumularam méritos e virtudes. Se eu não mendigar com eles e lhes dar a oportunidade de plantar futuras bênçãos, então na próxima vida eles serão pobres. Eles não continuarão a possuir fortuna e serem honrados”. Assim, Subhuti mendigava somente com os ricos. Entretanto, pessoas ricas comem boa comida. Embora ele disesse que era para ajudá-los a plantar bênçãos tal que pudessem continuar a possuir riquezas nas vidas futuras, eu acredito que na verdade Subhuti apreciava comer boas comidas e este é o porquê ele esmolava com os ricos. Isto é o que eu digo, mas talvez Subhuti não fosse como o restante de nós, que constantemente pensa em comer bem. É verdade que ele queria ajudá-los a continuar suas bênçãos.

Em segundo lugar, o Buda repreendeu o Grande Kashyapa porque, em sua árdua prática de ascetismo, ele não apenas tomava uma única refeição por dia, como mendigava somente com os pobres. Seu pensamento era: “Essas pessoas são pobres porque nas existências passadas elas não acumularam méritos e virtudes. Eles não praticaram boas ações quando tiveram dinheiro, e assim, nesta existência, são pobres. Vou ajudá-los a sair dessa situação permitindo-lhes plantar bênçãos diante dos Três Tesouros, e assim, na próxima existência, serão ricos e honrados”. Quanto mais pobre a casa, mais ele mendigava lá, mesmo ao ponto da pobre pessoa pegar a comida das suas próprias panelas no sentido de obter um oferecimento para ele. Eu acredito que em virtude do Patriarca Kashyapa praticar o ascetismo, ele queria submeter-se ao sofrimento, e não queria comer boas coisas. Ele sabia como as pessoas ricas comiam, e não queria ele mesmo comer bem. Há um provérbio Chinês que diz:

Ser econômico com roupas aumenta a vida.

Ser econômico com comida aumenta as bênçãos.

O Grande Kashyapa tinha cento e vinte anos quando tomou refúgio com o Buda. Vida após vida ele havia sido frugal, e nesta vida, em razão de ele não gostar de comer comida de rico, ele mendigava somente com os pobres, exatamente o oposto de Subhuti. Ambos os métodos são extremos, e não estão de acordo com o Caminho Médio, e é por essa razão que o Sutra Surangama diz que o Buda repreendeu-lhes e chamou-lhes de Arhats.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

O Desjejum

O desjejum não era um afazer ocasional para o Buda como o é para as pessoas indolentes que dormem até a hora de comer, e então levantam-se e esperam por alguém que prepare a refeição e lhes sirva. Muito embora o Buda tenha alcançado o Estado de Buda com suas penetrações espirituais e funções maravilhosas, no desjejum ele ainda vestia seu robe e pegava sua tigela de donativos. A tigela refere-se à palavra do Sânscrito patra, a qual traduz-se como “vaso de tamanho apropriado”, implicando que essa tigela comportará o suficiente para satisfazer as nercessidades de alguém. Ao Buda Shakyamuni foi dada a tigela pelos Quatro Reis Celestes que manifestaram-se em pessoa para presenteá-lo.

Ele pegava a sua tigela e entrava na grande cidade de Sravasti para mendigar por comida. Os membros da sangha mendigavam por comida no sentido de conceder aos seres viventes uma oportunidade para plantar sementes nos campos de prosperidade. Em razão de os seres viventes nada saberem sobre ir para diante dos Três Tesouros para plantar bênçãos, os membros da sangha iam até os seres viventes entrando nas cidades e mendigando de porta em porta, nem desprezando os pobres para mendigar com os ricos, e nem desprezando os ricos para mendigar com os pobres, ao contrário de Subhuti que mendigava exclusivamente com os ricos.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

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As Vestes da Sangha

A menção do desjejum mostra claramente que o Buda, como uma pessoa comum, ainda come e bebe. Quando era o momento de comer, o Honrado pelo Mundo vestia seu robe. Há três vestes usadas pelos membros sangha:

  1. O antarvasas, o robe de cinco peças, é um robe de trabalho. É feito num padrão de cinco tiras, cada uma das quais contém duas peças, uma longa e outra curta;
  2. O uttarasanga, o robe de sete peças, que é usado para cerimônias e por ocasião da audição do dharma; e
  3. O samghati, também chamado de “robe completo”, ou “grande robe”, que é composto de cerca de 108 peças em vinte e cinco tiras. Cada peça nos robes representa um campo, e assim eles são chamados de robes dos “campos de prosperidade”. Os membros da sangha vestem o samghati ao receber oferecimentos dos leigos que, dessa forma, plantam “campos de prosperidade”. Ao vestir-se o robe um verso é recitado, o qual diz:

Realmente boa é a veste da libertação!

Insuperável robe dos “campos de prosperidade”

Esse robe é usado quando se preleciona sutras e se prega o dharma de um assento superior, ao aceitar oferecimentos de comida pura do rei ou governante de um país, e quando se esmola por comida.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

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O Honrado pelo Mundo

Honrado pelo Mundo é um dos Dez Nomes Honoríficos do Buda. Quando o Buda desceu do palácio no Céu Tushita para o reino humano e nasceu do lado direito através das costelas da sua mãe Maya, ele imediatamente deu sete passos, e então com uma mão apontando para o céu e a outra apontando para a terra, ele disse: “Acima e abaixo do céu, somente Eu sou honrado”. Quando ele terminou de falar, nove dragões jorraram água para banhar seu corpo. Esse Buda é conhecido como o Honrado pelo Mundo. Mundo refere-se não somente ao mundo mundano, mas também ao mundo transcendente, e deve-se em todos os reinos, tanto mundanos como transcendentais, honrar, reverenciar, e curvar para o Honrado pelo Mundo.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

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