Portugal, Lisboa

Velhos amigos

O encontro de velhos amigos em Lisboa.

Este foi um encontro de Marcos Camargo, Cristina Granado, e Dôra Gomes em Lisboa, proporcionado pela sorte. Cristina esteve duas vezes no Brasil trabalhando em sua tese de doutoramento, ocasiões em que ficou hospedada na casa de Dôra. De volta para Portugal, foi para a Guiné-Bissau onde permaneceu por cerca de um ano, e estava recém chegada à Lisboa quando tivemos a sorte de poder encontrá-la, pois ali permanecemos apenas um dia. Foi uma feliz coincidência.

Abaixo, a vista de rua do Hotel Fênix Lisboa na Praça Marquês de Pombal, o mesmo que se vê ao fundo da foto tirada por Evandro Lima.

Nesses lugares estão pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

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A Casa do Sol Nascente

Aos meus treze anos, em pleno ginasial, essa música “explodiu” em sucesso. Eu a adorava e nada, ou quase nada, sabia de inglês. Mas, com uma força avassaladora dentro de mim, fazia-me sentir a necessidade de mudar o mundo. Eu, menino pobre, pensava em viagens intergalácticas, pensava em ser como os jovens do primeiro mundo: “drogas e rock in roll”. Não sabia, entretanto, que aqueles jovens já falavam como meus pais, já iam fartos da sua própria “liberdade”, que eu tanto desejava. É assim, é assim! O sol nascerá enquanto vivermos. E, enquanto vivermos, nascerá o sol.

Eis o que dizia a música:

Há uma casa em New Orleans,
chamam-na “Sol Nascente”.
Ela tem sido a ruína de muitos meninos pobres,
e Deus, eu sei que sou um deles.

Minha mãe era uma costureira,
ela cosia os meus jeans novos.
Meu pai era um homem do jogo,
em New Orleans.

Ora, a única coisa que um jogador precisa
é uma maleta e um estojo.
E o único momento em que estará satisfeito
será quando estiver bêbado e decadente.

Oh mamãe, aconselhe seus demais filhos
a não fazerem o que eu fiz:
desperdiçar suas vidas no pecado e miséria,
na Casa do Sol Nascente.

Bem, estou com um pé na plataforma,
e o outro no trem.
Eu estou de volta para New Orleans,
para emaranhar-me naquela prisão.

Há uma casa em New Orleans,
chamam-na “Sol Nascente”.
Ela tem sido a ruína de muitos meninos pobres,
e Deus, eu sei que sou um deles.

Autor incerto, eternizada por The Animals (Eric Burdon e sua trupe).

Tradução livre por Marcos Ubirajara do original abaixo:

There is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it’s been the ruin of many a poor boy
And God I know I’m one

My mother was a tailor
She sewed my new blue jeans
My father was a gamblin’ man
Down in New Orleans

Now the only thing a gambler needs
Is a suitcase and trunk
And the only time he’s satisfied
Is when he’s on a drunk

Oh mother tell your children
Not to do what I have done
Spend your lives in sin and misery
In the House of the Rising Sun

Well, I got one foot on the platform
The other foot on the train
I’m goin’ back to New Orleans
To wear that ball and chain

Well, there is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it’s been the ruin of many a poor boy
And God I know I’m one.

Sei lá….

O Desapego aos Méritos

Alguém com um pequeno mérito e virtude que o proclama e se exibe como o Imperador Wu da Dinastia Lyang, é estúpido e não compreendeu o portal do dharma da prajna no qual todas as coisas passadas se foram. Se você se apega mesmo que a uma minúscula parte, você tem obstruções. O Sutra Coração diz: “Em virtude de não haver obstruções não há medo”. Se você guardar o mérito e a virtude em seu coração, haverá uma obstrução. Se os “pensamentos invertidos, como sonhos, são deixados para trás” você não tem obstruções. “Em virtude de não haver obstruções não há medo”. “Medo” refere-se a ser amedrontado, alarmado ou aterrorizado. Quando “pensamentos invertidos, como sonhos, são deixados para trás … finalmente o nirvana” é obtido. Esta é a extremamente maravilhosa doutrina do Sutra Coração.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

A Pessoa Mais Rara

Sutra:

O Buda disse a Subhuti: “É assim, é assim. Se alguém ouve este sutra e não fica amedrontado, ou alarmado, ou aterrorizado, saiba que aquela pessoa é a mais rara. E por quê? Subhuti, o paramita supremo é pregado pelo Tathagata como nenhum paramita supremo, porquanto é chamado paramita supremo.”

“Subhuti, o paramita da paciência é pregado pelo Tathagata como nenhum paramita da paciência. Porquanto é chamado paramita da paciência. E por quê? Subhuti, é como no passado, quando o Rei de Kalinga desmembrou o meu corpo. Naquela ocasião, eu não tinha a marca do eu, nem a marca dos outros, nem a marca dos seres viventes, e nem a marca de uma vida.”

Comentário:

Após o Buda ter ouvido a explanação de Subhuti, ele disse: “É assim, é assim”. Você pensa dessa maneira, e eu penso dessa maneira, também. A doutrina que você prega é correta.

“Se alguém ouve o Sutra Vajra Prajna Paramita e não fica amedrontado, ou alarmado, ou aterrorizado.” Por que assustaria as pessoas? As pessoas comuns são sempre apegadas à marca do eu, de tal forma que se a elas for dito que não há um eu, elas ficam muito assustadas.

“O quê?”, elas exclamam, “Para onde eu vou? Como posso não existir? Estou sempre aqui. Como posso eu próprio não existir?”

Aqueles dos Dois Veículos compreenderam a vacuidade do eu, mas ainda não compreenderam a vacuidade dos dharmas. Quando eles ouvem que “mesmo os dharmas devem ser renunciados”, eles ficam aterrorizados.

Como eu posso conceder os dharmas? Se descarto os dharmas, o que usarei na cultivação? Não terei nada.”

Embora Bodhisattvas plenamente realizados tenham se certificado para a vacuidade do eu e para a vacuidade dos dharmas, eles ainda não obtiveram a vacuidade da vacuidade. Eles não compreenderam (ainda) que o vazio também deve ser esvaziado. Com o vazio remanescente, há um apego a este. O Budadharma ensina não ser apegado ao eu e não ser apegado aos dharmas. Todavia, quando não há (mais) o eu e nem os dharmas, surge o vazio. O envolvimento com o vazio pode levar alguém a ser tomado de assalto por ele. Permanecer no vazio, parado em silêncio, simplesmente guarda-se o vazio dentro do qual se habita. Isto também é um engano. Assim, quando Bodhisattvas que ainda não compreenderam a vacuidade da vacuidade ouvem sobre a marca real, a substância primordial da prajna que sequer admite a vacuidade, eles também ficam alarmados e aterrorizados.

Uma pessoa que ouve o sutra e não fica amedrontada, ou alarmada, ou aterrorizada, compreende o verdadeiro dharma apropriado da prajna paramita. Portanto, o Buda Shakyamuni disse: “Saiba que aquela pessoa é a mais rara.”

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia

Caves do Porto

O pequeno Pedro mostra o teleférico das Caves em Vila Nova de Gaia. Foto de Dôra.

Esses pequenos barcos descem o Rio Douro trazendo das regiões produtivas o vinho sagrado, o conhecido Vinho do Porto. Este, envelhecido e engarrafado nas lendárias caves, levará para o mundo o inconfundível paladar depurado ao longo de séculos. Ao fundo, uma vista da monumental Cidade do Porto.

Abaixo, a vista de rua do restaurante Beira Rio na Avenida Diogo Leite, Vila Nova de Gaia, onde pudemos degustar um delicioso vinho.

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Sobre Tornar-se Buda

Em razão de Subhuti haver cultivado boas raízes ao longo de ilimitados kalpas, não foi difícil para ele acreditar. Ele percebeu, todavia, que alguém na Era do Fim do Dharma, num tempo quando as pessoas são amantes da luta, que pudesse acreditar, compreender, receber e ostentar o sutra, seria um indivíduo muito raro e supremo. E por quê? Tais pessoas não terão a marca do eu, significando que não têm a cobiça. Nem a marca dos outros, significando que não têm a ira. Nem a marca dos seres viventes, significando que não são estúpidos. Nem a marca de uma vida, significando que não têm desejo. Essas pessoas não têm cobiça, ira, estupidez, ou desejo – esses quatro tipos de apego. As quatro marcas são sem uma marca. Nenhuma marca é marca real. Marca real é nenhuma marca. E por quê? Porque a marca real também é diferente de tudo que não possui marcas. Se você pode obter a marca real, isto é obter a substância primordial da Natureza própria de todos os Budas. Aqueles que renunciaram a todas as marcas são chamados Budas. Portanto, você também pode certamente tornar-se um Buda.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

As Boas Raízes

“Honrado pelo Mundo, no presente, Eu, Subhuti, ouço o Sutra Vajra Prajna Paramita e com pura fé eu compreendo o dharma maravilhoso da prajna, posso recebê-lo em meu coração, ostentá-lo com o meu corpo, e nunca esquecê-lo. Eu assim o faço sem dificuldade”. Por que foi tão fácil para Subhuti? Porque ele havia plantado boas raízes ao longo de muitos kalpas. Se ele fosse carente de boas raízes, então ao ouvir o dharma maravilhoso da prajna a sua fé teria sido contaminada pela dúvida e pelo cepticismo. Todavia, no passado ele houvera feito oferecimentos para incontáveis Budas e houvera plantado todas as boas raízes das quais há onze tipos:

1.    fé;
2.    pudor;
3.    remorso,

Você deve fazer o bem para produzir um coração que guarde o pudor e o remorso, reconhecendo as suas próprias más ações e transformando o mal em bem. Nesse caminho você planta boas raízes. Carência de pudor e remorso indica carência de boas raízes;

4.    ausência de cobiça;
5.    ausência de hostilidade;
6.    ausência de estupidez;
7.    vigor;
8.    tranquilidade,

que se refere ao suave conforto de sentar-se em Dhyana;

9.    não-lassidão,

que significa não ser descuidado ou preguiçoso, não enfurecer e ser casual. Também significa não desobedecer as regras. Se você não é lasso, então segue as regras;

10.    não-agressividade,

que significa não ferir outras criaturas; e

11.    renúncia,

que significa praticar a doação sem apego à marca da doação.

Esses são os onze bons dharmas dos cinquenta e um dharmas que dizem respeito ao coração.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

Os Budas da Era do Fim do Dharma

Sutra:

“Honrado pelo Mundo, a marca real é nenhuma marca, no entanto o Tathagata a chama de marca real.”

“Honrado pelo Mundo, agora, ao ouvir este sutra, eu acredito, compreendo, recebo, e o ostento sem dificuldade. Se no futuro, nos últimos quinhentos anos, houver seres viventes que ao ouvir este sutra acreditem, compreendam, recebam e ostentem-no, essas pessoas serão as mais raras e supremas. E por quê? Tais pessoas não terão a marca do eu, nem a marca dos outros, nem a marca dos seres viventes, e nem a marca de uma vida. E por quê? A marca do eu é nenhuma marca. A marca dos outros, a marca dos seres viventes, e a marca de uma vida são nenhuma marca. E por quê? Aqueles que renunciaram todas as marcas são chamados Budas.”

Comentário:

Subhuti disse que alguém que tenha um simples pensamento de pura fé produz a marca real. Marca real é nenhuma marca, embora nada haja que não possua marcas. Nem possui marcas e nem é destituído de marcas.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

Portugal, Braga, Guimarães

Castelo de Guimmarães

Vista do Castelo de Guimarães – Foto de Marcos Ubirajara em 13/03/2013.

O Castelo de Guimarães localiza-se na cidade de Guimarães, no distrito de Braga, em Portugal. Este monumento encontra-se ligado à fundação do Condado Portucalense e às lutas da independência de Portugal. Dentro desses muros resistiu D. Afonso Henriques (1112-1185), em 1127, ao assédio das forças do rei Afonso VII de Leão e Castela, evento que levou Egas Moniz a garantir àquele soberano a vassalagem de seu amo, libertando a vila do cerco. No vizinho campo de São Mamede, o castelo foi testemunha do embate entre as forças de D. Afonso Henriques e as de D. Teresa (24 de Junho de 1128) que, com a vitória das armas do primeiro, deu origem à nacionalidade portuguesa. Hoje é designado popularmente como berço da nacionalidade portuguesa. (Fonte: Wikipedia – a enciclopedia livre)

Devo a este local o meu mais sincero sentimento de gratidão, pois, passados nove séculos, fui conduzido aos Sutras Sagrados pela necessidade de traduzí-los para a lingua portuguesa que alí se originou, e hoje é falada por tantos milhões de pessoas. Minha homenagem a este sagrado local.

Abaixo, o majestoso Paço dos Duques de Bragança, anexo ao Castelo de Guimarães.

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Pureza de Fé

Subhuti ainda disse: “Acredito no que ouço. Honrado pelo Mundo, se alguém ouve o sutra com um sentimento de pura fé”. Existe algo como fé impura? Pura quer dizer uma fé perfeita, destituída de dúvidas. Todos os pensamentos secundários foram renunciados e somente um pensamento de fé claro e puro permanece. Uma pessoa com tal pureza de fé dá origem à prajna da marca real, a sabedoria de nenhuma marca. Sua realização é ultimada e seu mérito e virtude são incomparáveis. Por quê? Porque essa pessoa unificou o seu sentimento de fé e renunciou todas as dúvidas. É através da sua total convicção que ela obtém o princípio e a substância da marca real, e assim torna-se muito rara, acima de tudo.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

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