Os Lugares Sagrados de Pregação do Prajna pelo Buda

Uma investigação do dharma deve levar em consideração os locais nos quais o Buda pregou o dharma e o número de fiéis em assembleia que receberam os ensinamentos. O ensinamento do prajna foi pregado em Quatro Lugares e em Dezesseis Assembleias:

  1. Sete assembleias foram realizadas no Pico Vulture (Monte Gridhrakuta), também chamada Montanha Vulture Eficaz, próxima à cidade do Palácio dos Reis (em Rajagriha, onde o Sutra de Lótus foi pregado).
  2. Sete assembleias foram realizadas na cidade de Sravasti no Parque de Jeta no Jardim do Benfeitor dos Órfãos e Solitários. Lá é onde o Sutra Vajra foi pregado.
  3. Uma assembleia foi realizada no Palácio do Tesouro de Jóias Preciosas (Mani Jewel) da Bem-Aventurança do Céu das Transformações dos Outros.
  4. Uma assembleia foi realizada ao lado do Lago da Garça Branca Real no Bosque dos Bambús, próximo ao Palácio dos Reis.
Parque de Jeta

Vista Geral do Parque de Jeta

O Sutra Diamante (Vajra Prajna Paramita) foi pregado na terceira assembleia realizada no segundo local, o Parque de Jeta. Assim o sutra começa: “Assim eu ouvi na ocasião em que o Buda estava hospedado em Sravasti, no Parque de Jeta, no Jardim do Benfeitor dos Órfãos e Solitários.”

Dos Três Tipos de Prajna – o literário, o contemplativo e o da marca real – o prajna literário surge do estudo dos sutras, mas uma verdadeira compreensão da literatura surge somente através do prajna contemplativo. A sabedoria contemplativa, plenamente desenvolvida, penetra o objetivo final; ou seja, o prajna da marca real. Se o prajna não se manifesta, é simplesmente uma indicação de que a sabedoria básica inerente a todas as pessoas não atingiu a fruição. A sabedoria que representa o prajna da marca real surge somente quando nutrida pelas águas do prajna literário e do contemplativo.

Original

München, Bayern, Germany

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

A Palavra Prajna

Prajna.

Bambú Verde… flores amarelas…

Tudo é Prajna.

A palavra do Sânscrito prajna está incluída entre os Cinco Tipos de Termos não Traduzidos, os quais foram estabelecidos pelo Mestre do Dharma Hsüan Tsang na Dinastia Tang. A lista compreende termos não traduzidos porque eles:

  1. são secretos;
  2. possuem muitos significados;
  3. referem-se a algo não existente no país do tradutor;
  4. tradicionalmente não têm sido traduzidos; e
  5. são termos honoríficos.

Embora prajna possa ser traduzido como “sabedoria”, uma vez que a mesma possui muitos significados, o (termo) original em Sânscrito é mantido.

Há três tipos de Prajna:

  1. prajna literária;
  2. prajna contemplativa; e
  3. prajna da marca real.

Os sutras que elucidam os princípios de prajna podem ser agrupados em Oito Divisões e também caem em Dez Categorias, a saber:

  1. O Grande Sutra Prajna. Ele consiste de 600 volumes da literatura prajna. Quando o Mestre Tripitaka Hsüan Tsang traduziu o Grande Sutra Prajna, os pessegueiros floresceram seis vezes em um ano. Comumente, pessegueiros florescem somente uma vez ao ano, mas durante o período de tradução as flores desabrocharam e caíram aproximadamente uma vez a cada dois meses, ou seis vezes durante o ano.
  2. O Sutra Prajna da Luz Emitida, consistindo de 30 volumes, foi pregado pelo Buda na ocasião em que ele emitia luz.
  3. O sutra Mahaprajna, também consiste de 30 volumes, e embora Maha signifique grande, este sutra não é o Grande Sutra Prajna citado acima.
  4. O Sutra Prajna do Louvor Luminoso, que consiste de 10 volumes, é assim chamado porque enquanto pregava o prajna o Buda emitia luz para louvá-lo.
  5. O Sutra Prajna do Modo de Conduta consiste de 10 volumes.
  6. Os Capítulos Breves sobre o Sutra Prajna também consiste de 10 volumes.
  7. O Sutra Prajna dos Reis Celestiais Vitoriosos contém sete volumes.
  8. O Sutra Prajna do Rei Humano Que Proteje Seu País consiste de dois volumes.
  9. O Sutra Prajna da Marca Real está completo em um volume.
  10. As Questões de Manjushri sobre o Sutra Prajna também consiste em um volume.

Dentro dessas Dez Categorias estão contidos um total de 701 volumes de Sutras Prajna.

Original

Gêlo

Gelo

Click na imagem para site de origem da imagem. Vale a pena…

Ela esteve comigo essa noite,

tomamos, bem juntos,

um litro de medo,

com gêlo…

Toda de branco,

toda comigo,

dançamos um rock sangrento,

rasgado, sem fim…

Música: Boneca

Letra: Marcão

Banda: Território Maldito

O Coração Diamantino

O coração que é diamantino (vajra) não se refere ao coração dentro do peito. Aquele coração é carne e tem pouca utilidade quando comparado com o coração diamantino.

O coração de diamante também não é o coração do falso-pensamento, a sexta consciência mental. Os olhos, ouvidos, olfato, paladar, corpo e mente; cada um tem uma consciência.

Os olhos possuem a consciência-da-visão,

os ouvidos possuem a consciência-da-audição,

o nariz possue a consciência-do-olfato,

a língua possue a consciência-do-paladar,

o corpo possue a consciência-do-tato, e

a mente possue a consciência-mental.

As pessoas comuns, cuja consciência não vai além da sexta consciência mental, consideram o coração carnal como se fosse seu verdadeiro coração. Esse é o primeiro engano. O segundo engano é pensar que o seu coração do falso-pensamento é também o seu verdadeiro coração, como fez Ananda no Sutra Surangama.

O Buda disse a Ananda: “Aquele não é o seu coração. É a poeira diante de você, são as marcas do falso vazio da mente que delude a sua verdadeira natureza. Em razão disto, desde tempos imemoriais até a presente vida, você tem tomado um ladrão como seu filho, perdeu a sua fonte original e, desse modo, sujeita-se ao giro da roda.”

Essa passagem do Sutra Surangama é muito importante. Fala da sexta consciência mental que tem uma capacidade excepcional para preocupar-se com pensamentos triviais e inconsequentes. Aqueles falsos pensamentos que são produzidos, remetem a sexta consciência mental subitamente para leste, oeste, norte, sul; e de repente para cima, e de repente para baixo. Não se necessita embarcar num foguete para ir à lua; a mente sozinha dá origem ao pensamento: “Ah, a lua…” e instantaneamente se está lá. Um simples falso pensamento envia alguém direto para a India, um simples falso pensamento e se vai para a China. Produz-se um falso pensamento e as ruas do Japão estão diante dos nossos olhos. O mesmo é verdadeiro com relação à Alemanha, França ou onde quer que se queira; um simples falso pensamento e se está lá.

Ananda pensou que o coração do falso-pensamento fosse o coração real. O Buda disse a Ananda: “Aquele não é o seu coração. O que ele é? Apenas as aparições do falso vazio das partículas de pó diante de você. Essas aparições se manifestam a partir do seu falso pensamento e deludem a sua verdadeira natureza. Desde kalpas imemoriais até agora você tem sempre entendido aquilo como seu coração. Agir assim é como admitir um ladrão como seu filho, e faz com que você perca o conhecimento de sua Fonte (origem) eterna. Aquela fonte é a natureza preciosa eternamente indestrutível, o brilhante coração iluminado. Por essa razão, você aparece e desaparece incessantemente nos seis caminhos do giro da roda.”

O terceiro coração é o coração da verdadeira talidade (suchness) que é a marca real da sabedoria (prajna). O coração da verdadeira talidade é tão grande que não há nada para além dele, e é tão pequeno que não há nada dentro dele. Não se encontrará nada menor ou maior que a verdadeira talidade. O coração da verdadeira talidade é o coração diamantino, a natureza real de cada um de nós.

Original

Jules Henri Poincaré

Poincaré

Jules Henri Poincaré. 1854-1912.

O pai de Henri Poincaré foi Léon Poincaré e sua mãe foi Eugénie Launois. Eles tinham respectivamente 26 e 24 anos de idade quando Henri nasceu em Nancy a 29 de abril de 1854, onde seu pai era Professor de Medicina na Universidade.

Em 1862 Henri entrou no Liceu em Nancy (agora chamado Liceu Henri Poincaré em sua homenagem). Ele permaneceu onze anos no Liceu e durante esse tempo ele provou ser um dos primeiros alunos em todas as matérias que estudou. Henri era descrito por seu professor de matemática como “um monstro da matemática”, e ele ganhou o primeiro prêmio no concurso geral, uma competição entre os primeiros alunos de todos os Liceus da França.

Poincaré entrou na Escola Politécnica em 1873, graduando-se em 1875. Ele estava bem à frente de todos os outros estudantes em matemática mas, e não é de surpreender pela sua fraca compleição física, atingiu não mais que a média nos exercícios físicos e nas artes. A música era um outro dos seus interesses mas, embora ele gostasse de ouvi-la, sua tentativa de aprender piano enquanto estava na Escola Politécnica foi frustrada. Sua memória era notável e ele retinha a maior parte de todos os textos que lia, mas não na forma de aprendizado por memorização, mas sim associando as idéias que ele ia assimilando de uma forma visual. Sua habilidade para visualizar o que ouvia provou ser particularmente útil quando ele participou de conferências, uma vez que a sua visão era tão ruim que ele não poderia ver com clareza os símbolos que seus conferencistas escreviam no quadro-negro.

Após graduar-se na Escola Politécnica, Poincaré continuou seus estudos na Escola de Minas. Após completar seus estudos na Escola de Minas, passou um curto espaço de tempo como engenheiro de minas em Vesoul enquanto completava seu trabalho de doutorado. Poincaré recebeu seu doutorado em matemática da Universidade de Paris em 1879. Sua tese foi em equações diferenciais e os examinadores foram um tanto quanto críticos com relação ao trabalho.

Imediatamente após receber o seu doutorado, Poincaré foi indicado para lecionar análise matemática na Universidade de Caen. Os relatos de seu ensino em Caen não eram dos melhores, referindo-se ao seu estilo de ensino às vezes desorganizado. Ele ficou por lá apenas dois anos antes de ser indicado para uma cadeira na Faculdade de Ciências em Paris em 1881. Em 1886 Poincaré foi nomeado para a cadeira de física matemática e probabilidade em Sorbonne.

Ele é considerado como um dos grandes gênios de todos os tempos, e há duas fontes muito significantes que estudam seu processo de pensamento. Uma é a palestra  que Poincaré deu no Instituto Psicológico Geral de Paris em 1908, intitulada Invenção Matemática, na qual ele focou o seu próprio processo de pensamento que levou às suas maiores descobertas na matemática. A outra fonte é o livro de Toulouse que foi o diretor do Laboratório de Psicologia da Escola de Estudos Avançados em Paris.Toulouse explica que Poincaré mantinha horas de trabalho muito precisas. Ele realizava pesquisas matemáticas durante quatro horas ao dia, entre as 10:00 e 12:00 horas, e então das 17:00 às 19:00 horas. Ele leria artigos em jornais mais tarde, à noite. Um aspecto interessante do trabalho de Poincaré é que ele buscava seus resultados desde os primeiros passos. Para muitos matemáticos há um processo de construção com mais e mais sendo construído sobre um trabalho prévio. Esta não era a maneira que Poincaré trabalhava, e não somente a sua pesquisa, mas também suas palestras e livros, eram todos desenvolvidos cuidadosamente desde a base. Talvez o mais notável de tudo é a descrição de Toulouse sobre como Poincaré fazia ao escrever um trabalho. Poincaré:-

não faz um plano geral quando ele escreve um trabalho. Ele normalmente começará sem saber onde terminará… O início é geralmente fácil. Em seguida, o trabalho parece levá-lo sem que ele faça um esforço intencional. Nessa fase é difícil distraí-lo. Quando ele pesquisa, ele frequentemente escreve uma fórmula automaticamente para despertar alguma associação de idéias. Se o início é penoso, Poincaré não persiste, mas abandona o trabalho.

Poincaré foi um cientista preocupado com muitos aspectos da matemática, física e filosofia; e é frequentemente descrito como o último universalista na matemática. Ele fez contribuições para numerosos ramos da matemática, mecânica celestial, mecânica dos fluídos, a teoria da relatividade restrita e filosofia da ciência. Muitas das suas pesquisas envolviam interações entre diferentes tópicos da matemática e sua ampla compreensão de todo o espectro do conhecimento permitiu-lhe atacar problemas de muitos diferentes ângulos.

Analysis situs” de Poincaré, publicada em 1895, é um tratamento sistemático precoce da topologia. Pode-se dizer que ele foi o criador da topologia algébrica e, em 1901, ele afirmou que suas pesquisas em muitas diferentes áreas como equações diferenciais e integrais múltiplas haviam lhe conduzido topologia. Durante 40 anos após Poincaré ter publicado o primeiro dos seus seis trabalhos sobre topologia algébrica em 1894, essencialmente todas as idéias e técnicas no assunto foram baseadas em seu trabalho.

Em matemática aplicada ele estudou ótica, eletricidade, telegrafia, capilaridade, elasticidade, termodinâmica, teoria do potencial, teoria quântica, teoria da relatividade e cosmologia. No campo da mecânica celestial ele estudou o problema-de-três-corpos, e as teorias da luz e das ondas eletromagnéticas. Ele é reconhecido como um co-descobridor, juntamente com Albert Einstein e Hendrik Lorentz, da teoria da relatividade restrita.

Outros importantes trabalhos de Poincaré sobre mecânica celestial incluem Novos Métodos da Mecânica Celeste em três volumes, publicado entre 1892 e 1899; e Lições de Mecânica Celeste – 1905. No primeiro desses trabalhos ele ajudou a caracterizar completamente todos os movimentos dos sistemas mecânicos, evocando uma analogia com o movimento dos fluídos. Ele também demonstrou que expansão em series previamente utilizadas no estudo do problema-de-três-corpos eram convergentes, mas não uniformemente convergentes em geral, colocando assim em dúvida as provas de estabilidade de Lagrange e Laplace.

Ele também escreveu muitos artigos científicos populares  numa época que a ciência não era um assunto familiar ao público em geral na França. Os trabalhos populares de Poincaré incluem Ciência e Hipóteses (1901), O Valor da Ciência (1905), e Ciência e Método (1908).

Finalmente, olhemos para as contribuições de Poincaré para a filsofia da matemática e ciência. O primeiro ponto a destacar é a maneira que Poincaré via a lógica e a intuição como parte essencial na descoberta matemática. Ele escreveu em Definições Matemáticas na Educação (1904):

É pela lógica que provamos, é pela intuição que inventamos.

Num artigo posterior Poincaré enfatizou o ponto novamente da seguinte maneira:

A lógica, todavia, permanece estéril a menos que seja fertilizada pela intuição.

Deve-se notar que, a despeito de sua grande influência sobre os matemáticos do seu tempo, Poincaré nunca fundou a sua própria escola, uma vez que ele não tinha qualquer pupilo. Embora seus contemporâneos usassem seus resultados, raramente usavam as suas técnicas.

Poincaré alcançou as mais altas honras pelas suas contribuições de um verdadeiro gênio. Ele foi eleito para a Academia de Ciências em 1887 e, em 1906, foi eleito Presidente da Academia. A amplitude de sua pesquisa o levou a ser o único membro eleito para cada uma das cinco seções da Academia, a saber: geometria, mecânica, física, geografia e navegação. Em 1908 ele foi eleito para a Academia Francesa e foi eleito diretor no ano de sua morte. Ele também tornou-se cavaleiro da Legião de Honra e foi honrado por um grande número de sociedades científicas pelo mundo. Ganhou numerosos prêmios, medalhas e honrarias.

Poincaré tinha apenas 58 anos quando morreu a 17 de julho de 1912. Seu funeral foi assistido por muitas pessoas da ciência e da política.

Terminaremos com uma citação de um discurso no funeral:

[M Poincaré foi] um matemático, um geômetra, filósofo, e um homem das letras, que foi uma espécie de poeta do infinito, uma espécie de bardo da ciência.

Resumo e tradução de artigo escrito por: J J O’Connor and E F Robertson

Por Marcos Ubirajara.

Veja texto completo clicando no link acima.

O Título do Sutra Diamante

Vajra é uma palavra do Sânscrito que desafia a tradução em virtude de suas numerosas conotações mas, essencialmente, vajra é uma substância indestrutível, usualmente representada pelo diamante. Vajra aqui é metaforicamente estendido para se referir aos princípios deste Discurso sobre o Dharma. Vajra refere-se ao vajra coração, ao vajra natureza, e ao vajra prajna. O vajra prajna é o vajra natureza que por sua vez é o vajra prajna.

Vajra é idêntico à natureza própria, a força vital essencial de todos os seres viventes, porque ambas são indestrutíveis e adamantinas. Além disso, o coração (âmago) eternamente latente que todos os seres têm em comum é o mesmo que a natureza vajra, uma vez que ele também não pode ser destruído. Prajna, como a mais elevada forma de sabedoria que os seres viventes podem atingir, é a marca real prajna, eternamente indestrutível. É, portanto, referida como Vajra Prajna.

De acordo com as explanações tradicionais dos Sete Tipos de Títulos de Sutras, vajra no título refere-se metaforicamente a prajna, um Dharma Budista essencial. Porém, mais incisivamente, pode-se dizer que prajna é vajra, o coração é vajra, a natureza é vajra. Discriminar através da analogia serve apenas para empanar o brilho daquela verdade esplêndida. Embora dharmas (leis) possam ser usados como expressões figurativas de um princípio, como é o caso aqui ao se falar de um princípio como um diamante (vajra) indestrutível, originalmente e conclusivamente há somente um dharma. Certas discriminações (desdobramentos) de um princípio são meros expedientes que servem para concordar com as várias formas de compreensão dos seres viventes. Então, de forma desdobrada, temos Sutra Vajra Prajna Paramita, e de forma concisa é Sutra Vajra, ou Sutra Diamante. Poderia também chamar-se Sutra Prajna Paramita, ou Sutra do Paramita da Sabedoria. Não há necessidade para uma interpretação rígida. O próprio Sutra Diamante fala de “dharmas variáveis (não fixos)”. Se uma pessoas prende-se fortemente à visão de que um é um, e dois é dois, a explanação do princípio torna-se sem vida.

Diamante (Vajra) é durável, luminoso, e capaz de cortar. A substância do diamante é durável, capaz de destruir o que nada mais pode, e ainda é indestrutível em si. A substância do diamante controla totalmente as más influências, inclusive demônios celestiais e formas exteriores.

A luz, que é a marca característica do diamante, tem o poder de romper com toda a escuridão, e ainda protege-se de toda a destruição. A luz desponta quando a escuridão é destruída. Ao proteger o dharma imaculado, o diamante erradica tudo o que é divergente e pervertido. Quando dharmas distorcidos são permitidos permanecer no mundo, a escuridão floresce. Quando dharmas distorcidos são destruídos, o dharma imaculado apropriado brilha mais resplandecente para perdurar longamente no mundo.

Como luz é a marca característica do diamante, cortar é a sua função. O diamante pode cortar como a lâmina afiada de uma espada. Pode cortar metais, esculpir o jade, cortando o aço como se fosse barro – tal é o poder do diamante. Essa agudeza penetra todas as obstruções e controla todos os desvios. Nada pode derrotá-lo.

Original

O Sutra Diamante – Vajra Prajna Paramita

Comentário do Venerável Mestre Hsüan Hua:

O ensino do Buda Shakyamuni, tomado como um todo, divide-se em Cinco Períodos e Oito Ensinamentos. O Sutra Diamante – Vajra Prajna Paramita – pertence ao quarto período, ou ao período prajna, e entre os quatro primeiros ensinamentos, ele é o terceiro, o ensinamento específico.

O Grande Sutra Prajna que contém o que o Buda disse sobre prajna, compreende cerca de 600 volumes dos quais o Sutra Vajra (ou Sutra Diamante) é apenas um. O Prajna é importante, como pode ser visto pelo fato de que o Buda, tendo pregado prajna por um total vinte anos, declarou que os Sutras Prajna seriam disseminados por toda a terra.

O Mestre Tripitaka Hsüan Tsang, cumprindo parcialmente aquela previsão, traduziu o Grande Sutra Prajna do Sânscrito para o Chinês na Dinastia Tang, no Monastério Ta Hsing Shan, com a ajuda de mais de mil monges e mais de dois mil leigos. Ta Hsing Shan não era um lugar pequeno. Dos aposentos do Abade até o portão frontal havia uma distância de cerca de três milhas, e o monge encarregado da abertura e fechamento do portão frontal normalmente montava um cavalo para cobrir aquela distância num período de tempo razoável. Sendo tão grande, o monastério acomodou facilmente as três ou quatro mil pessoas envolvidas no trabalho de tradução.

Durante o ano em que o Grande Sutra Prajna foi traduzido, os pessegueiros floresceram seis vezes. Aquela ocorrência auspiciosa testificou a importância do Sutra Prajna. É também amplamente sabido que os espíritos das flores, relvas e árvores vieram todos para proteger a grande assembleia do Dharma Maravilhoso.

A preleção de abertura do Sutra Diamante marca o início de outra assembleia do prajna na América. Os eventos que levaram à essa assembleia começaram em 1968, quando um grupo de estudantes ansiosos de Seatle veio à Convenção Budista (Buddhist Lecture Hall) em São Francisco para participar da primeira sessão oficial de meditação de sete-dias realizada na América, diariamente das seis da manhã até as nove da noite, e embora os participantes a tenham considerado muito rigorosa, esta foi realmente muito oportuna. Sessões autênticas de dhyana começam às 3:00 da manhã e vão direto até meia-noite.

Naquela ocasião, aquelas pessoas causaram uma boa impressão em mim e estava claro que eles poderiam trabalhar dentro da disciplina do Buddhadharma. Durante aquela sessão solicitaram a explanação do Sutra Surangama. Diz-se:

Dharma não surge sozinho.

Com base nas condições ele nasce.

A Via não é praticada em vão.

Reunidas as condições, há uma resposta.

Eu atendi à sua solicitação, e durante o verão de 1968 o Sutra Surangama foi prelecionado em sua totalidade. E foi seguido pelo Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Eu vim para a América para criar Grandes Mestres, futuros Patriarcas, Bodhisattvas e Budas. Após ouvirem o Sutra Surangama, vários Americanos desejaram deixar a vida familiar para, sob meus cuidados, ampliar a sua compreensão do Buddhadharma, e para o benefício de todos os outros frutos da Via que lhes seguirão, estou prelecionando o Sutra Flor do Dharma.

No aniversário do dia em que o Bodhisattva Avalokitesvara deixou a vida familiar, várias pessoas solicitaram uma explanação do Sutra Diamante. Eu condescendi e comecei a pregar o sutra em adição às preleções sobre o Sutra Flor do Dharma.

A explanação do Sutra Diamante será simplificada por omissão da discussão usual dos Sete Tipos de Títulos de Sutras e os Cinco Profundos Significados. Apenas abramos a porta e olhemos para a montanha.

O trabalho se divide em três seções:

1.      Explanação Geral do Título;

2.      O Tradutor

3.      Explanação detalhada do texto.

Original

Maisons-Alfort, Île-de-France, France

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

West Falls Church, Virginia, United States

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

« Older entries

%d blogueiros gostam disto: