A História da Tradução do Sutra de Lótus

“Muito obrigado por, mais uma vez, compreender a minha necessidade.

Quer saber como preencho as minhas necessidades?

Eu apenas mudo de roupa, identidade, local e hora onde apareço.”

em 21/08/2012 às 04:30 hs.

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A História da Tradução do
Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

História da Tradução do Sutra de Lótus

História da Tradução do Sutra de Lótus. Click na imagem para leitura on-line ou download.

Conteúdo deste Volume:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Resposta a Evie Giannini

A Contribuição de José Reinaldo Guerra

Continua quando um fato relevante suceder.

Recife, Pernambuco, Brasil

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

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A Luz do Buda

Tudo começou quando Sudatta foi à Rajagriha a negócios e hospedou-se com um amigo chamado Shan Tan Nwo. Certa noite, durante a sua visita à casa de Shan Tan Nwo, seu amigo levantou-se no meio da noite e começou a enfeitar a sua casa. Ele trouxe arranjos de enfeites e os arrumou com perfeição, trabalhando noite a dentro até que sua casa ficasse formosa. O Velho Sudata ouviu o barullho e levantou-se para ver o que estava acontecendo. “Amigo, qual é a grande ocasião para tornar a sua casa tão esplêndida? Você convidou o Rei? Alguém em sua família está para casar? Por que todos esses preparativos?”

“Não é o Rei que espero, ou um casamento. Eu convidei o Buda para vir à minha casa para receber um oferecimento vegetariano”, respondeu seu amigo.

Sudatta nunca ouvira sobre o Buda antes, e quando o seu amigo falou o nome, todos os pelos em seu corpo ficaram de pé. “Estranho”, ele pensou, “Quem é o Buda?”, ele se perguntou.

O Velho Shan Tan Nwo disse: “O Buda é o filho do Rei Suddhodana. Ele abdicou à sua herança do trono com o objetivo de deixar a vida familiar e praticar a Via. Ele perseverou por seis anos  nos Himalayas, e depois, sob a árvore Bodhi, ele viu uma estrela certa noite, iluminou-se para a Via, e tornou-se um Buda”.

O fundamento das raízes do bem do Velho Sudatta o levou a imediatamente manifestar sua vontade de ver o Buda. Sua profunda sinceridade comoveu tanto o Buda Shakyamuni, que estava hospedado no Bosque dos Bambús (a cerca de sessenta ou setenta milhas a sudeste de Rajagriha), que ele emitiu uma luz para guiar Sudatta. Ao ver a luz, Sudatta pensou que fosse o alvorecer, e apressadamente vestiu-se e saiu. Na verdade, era meio da noite e os portões da cidade ainda não haviam sido abertos, mas quando o velho chegou às muralhas da cidade, os portões, devido à penetração espiritual do Buda, abriram-se e ele passou através deles, prosseguindo em seu caminho para ver o Buda. Sudatta seguiu as indicações que lhes foram dadas pelo seu amigo, e foi guiado pela Luz do Buda.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

O Tempo e o Lugar

Naquela ocasião refere-se ao tempo quando o Buda encontrava-se hospedado em Sravasti. Sravasti, o nome da cidade capital que abrigava o Rei Prasenajit, traduz-se como “Virtude Florescente”. “Florescente” refere-se aos Cinco Desejos: formas, sons, fragrâncias, sabores e objetos tangíveis; e também à riqueza que abundava no país. “Virtude” refere-se à conduta dos cidadãos, os quais eram bem educados e livres de vergonhas.

O Parque de Jeta pertencia ao filho do Rei Prasenajit, o Príncipe Jeta, cujo nome, “vencedor (Victor) da guerra”, foi-lhe dado em comemoração à vitória do Rei Prasenajit numa guerra com um país vizinho que transcorreu no dia do nascimento do seu filho.

Parque de Jeta

Vista Geral do Parque de Jeta

O Benfeitor dos Órfãos e Solitários refere-se a um filantropo Indiano da época que era muito parecido com o Rei Wen da Dinastia Chou na China. O principal objetivo do Rei Wen era beneficiar viúvos, viúvas, órfãos e solitários, significando idosos, casais sem filhos, etc. O seu reinado foi benevolente e humano, e objetivava unicamente o bem do país. O benfeitor mencionado aqui no sutra foi um idoso chamado Sudatta, “bom benfeitor”, um dos grandes ministros do Rei Prasenajit.

O Jardim de flores pertencia ao Príncipe Jeta até que Sudatta o adquiriu pelo preço exorbitante de uma polegada quadrada de ouro para cada polegada quadrada de chão. O Velho Sudatta fez a compra após o seu convite ao Buda para vir a Sravasti pregar o dharma. A seguir, os eventos que resultaram nessa compra do jardim.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

Sutra de Lótus Download Segunda Edição em Nova Formatação

Conforme anunciado no post A Contribuição de José Reinaldo Guerra, o Sutra de Lótus que fora disponibilizado para download em formato pdf na Internet em 25 de Setembro de 2010 contabilizava 4.915 downloads. Em sua nova formatação, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa se apresentará assim no Adobe Reader:

Sutra de Lótus

Sutra de Lótus em nova formatação. Click na imagem para download.

A Contribuição de José Reinaldo Guerra

Escreveu José Reinaldo Guerra

19 de agosto de 2012 14:41

Honorável Marcos,

Em primeiro lugar, permita-me reverenciá-lo por sua obra majestosa em prol do Dharma Maravilhoso, cuja Essência foi magistralmente traduzida. Como se não bastasse o feito extremamente meritório da tradução em si, ainda nos brindou com comentários muitíssimo elucidadores e inspiradores para quem busca a Via Única! Por tudo isto, sou-lhe extremamente grato e busco ser um humilde divulgador de seu trabalho em meu dia-a-dia, indicando o Sutra para as pessoas que se propõem à Busca! Oro diariamente em meu Gongyo por você e sua linda família e terei (creio que posso conjugar na 3ª. do plural) uma dívida eterna de gratidão pela iniciação ao Dharma que você nos proporcionou! Gasshô.

Na divulgação do Sutra, muitas pessoas (principalmente as mais idosas) que não possuem tanta intimidade com computação, sentem dificuldades em ler na tela do micro suas páginas. Quando tentam imprimi-las terminam quase invariavelmente por obter letras minúsculas que atrapalham ainda mais a leitura. Por isso, e entendendo plenamente suas justificativas pela não publicação em papel do Dharma, tomei a liberdade de reorganizar o arquivo pdf, colocando cada página separadamente, sem alterar em absolutamente nada o conteúdo (mesmo porque jamais o ousaria!). Terminei a tarefa hoje e gostaria de apresentá-la a você, no intuito de obter sua permissão de enviá-la aos amigos e interessados, ou ainda  – o que seria mais honroso – aproveitá-la para divulgação em seu blog, como alternativa de impressão, talvez… É uma tentativa (talvez até redundante) de humilde retribuição pelo muito que obtive na leitura do Sutra Sagrado e do muito que ganhei em compreensão através de seu blog.

Termino me confraternizando, também, com o Alan, dizendo que também gostaria de compartilhar algumas dúvidas na esperança de receber orientações mais esclarecidas dos amigos mais adiantados no caminho.

Desculpe o longo texto. Muito, muito obrigado, Marcos, por todos os seus inspiradores e lúcidos livros.

Quero ter a honra de receber um pouco de sua sabedoria e orientações para o Caminho.

Nam-MyoHo-Rengue-Kyo

Escreveu Marcos Ubirajara

19 de agosto de 2012 16:43

Prezado José Reinaldo,

Em sua pessoa vejo o objetivo plenamente realizado, pois no Sutra de Lótus o Honrado pelo Mundo diz:

“Universalmente Meritório, se uma pessoa puder receber, manter, ler, recitar, guardar adequadamente, praticar e copiar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, saiba que esta pessoa viu o Buda Shakyamuni. É como se ela tivesse ouvido este Sutra da boca do Buda. Saiba que esta pessoa fez oferecimentos ao Buda Shakyamuni. Saiba que o Buda elogiou esta pessoa, dizendo: ‘Excelente!’ Saiba que a cabeça desta pessoa foi afagada pelas mãos do Buda Shakyamuni e que ela foi coberta pelo manto do Buda Shakyamuni.”

Gostaria muito de ver o resultado do seu trabalho. Utilize esse e-mail para anexar o arquivo pdf que você criou para que eu possa apreciar o trabalho.

Aguardo ansiosamente para promover a divulgação de tão auspiciosa iniciativa.

Respeitosamente,

Gasshô!

Marcos Ubirajara.

Escreveu José Reinaldo Guerra

19 de agosto de 2012 22:42

Caro Marcos,

Seu retorno me causou indizível alegria! Muito obrigado por sua atenção e pela citação do Sutra, na parte que mais me emocionou quando pela primeira vez o li. Foi quando percebi realmente a grandiosidade de sua obra e minha gratidão multiplicou-se grandemente.

Filiado que sou, mas não frequentador, à Nitiren Shoshu, não compreendia por que não havia uma tradução disponível para nosso idioma daquele que é o maior legado do Honrado pelo Mundo, o Leão dos Shakyas para toda a Humanidade. Inquiridos os coordenadores, mostraram-se evasivos. Insatisfeito (confesso que não só neste aspecto), fui pesquisar mais fundo e me deparei com seu maravilhoso e impagável trabalho. Imediatamente percebi que estava diante da Obra mais importante do Dharma e, bastante emocionado, dediquei-lhe uma sincera gratidão, que agora posso expressar a você. Para mim, realmente, o próprio Buda respondeu meu comunicado. Não tenho palavras para expressar minha reverente alegria!

Apresento-lhe, em anexo, a paginação do Sutra, embora não tenha conseguido adequar a capa a um formato decente, portanto a retirei, na esperança de que você possa anexá-la. O simplório trabalho foi feito na plataforma Linux, para não macular o Dharma com um software pirata, o que seria indigno, penso eu.

Por favor, qualquer contribuição que eu, na pequenez de meu conhecimento, possa dar, tornar-me-á imensamente feliz – estou à disposição.

No mais, gostaria, ainda, de saber se poderia contar contigo para sanar algumas dúvidas que tenho em relação às várias correntes emanadas do Grande Mestre Nitiren Daishonin, quando puder e tiver tempo. Pergunto porque não sei se o blog seria o fórum correto para exposições mais longas. Talvez você tenha uma lista de discussões ou algo do gênero. De qualquer forma, será para mim uma grande honra se puder me ajudar.

Um grande abraço e mais uma vez obrigado.

No Dharma,

Gasshô

José Reinaldo Guerra

Sorocaba – SP

Escreveu Marcos Ubirajara

20 de agosto de 2012 12:04

Prezado José Reinaldo,

Excelente! Excelente!

Você fez algo que eu sempre quis fazer, mas me faltaram os meios e o know how que, com certeza, você possui. Muito obrigado de coração! Estou sem palavras para louvar o seu feito.

Estou anexando o arquivo com a Capa e a Contracapa montadas. Na capa, fiz referência à sua contribuição. Se estiver de acordo, a minha intenção é substituir o arquivo que está disponível lá no Cristal Perfeito por essa nova versão. No aguardo de sua resposta,

Reverentemente,

Gasshô!

Marcos Ubirajara.
Escreveu José Reinaldo Guerra

20 de agosto de 2012 16:54

Caríssimo Marcos,

Na verdade, mesmo apreciando sua grande gentileza e benevolência, preciso ser honesto com a simploriedade de meu trabalho, que jamais mereceria uma tão honrosa citação dado sua insignificância. Não posso ousar macular um trabalho tão grandioso com a citação de meu nome – isso não seria correto, pois ao contrário de seu esforço de anos de dedicação, profundo conhecimento das línguas, erudição, contatos internacionais e fé grandiosa; somente utilizei conhecimentos mínimos pesquisados na internet e confesso não ser nem mesmo um expert em assuntos de software. Acredite que a simples ciência de que pude de alguma maneira contribuir tão modestamente para o seu grandioso trabalho, já me traz um contentamento infindável. Sinto-me honrado por sua bondade, e peço-lhe que reconsidere a imerecida citação: a postagem do Sutra Maravilhoso será, por si, a maior recompensa que esse tão falho e inconstante buscador poderia obter.

Por favor, peço-lhe perdão e sua compreensão ao declinar de tão maravilhosa oferta! Por favor, não fique ofendido! Meu sonho foi realizado com meu contato auspicioso contigo, para poder, finalmente, expressar minha eterna gratidão.

Que a Compaixão do Compassivo ilumine o resplendor do Dharma que brilha na internet através de sua ação de Bodhisattva na Terra.

Muito obrigado, querido amigo, muito obrigado.

No Dharma

Gasshô

Escreveu Marcos Ubirajara

20 de agosto de 2012 21:37

Prezado José Reinaldo,

Necessariamente, essa nossa conversa constituirá um episódio relevante na História da Tradução do Sutra de Lótus. Como em outros casos, desejo publicar um post relatando a íntegra de nossa correspondência, dando testemunho dessa passagem tão importante para a posteridade. Só não o farei caso você vete ou desautorize a publicação.

Quanto à citação da sua colaboração, por que a considera tão insignificante? Por que ninguém o fez antes, se tão fácil de ser levada ao cabo? E por qual razão deveria eu ocultar a autoria de um trabalho que representa um salto qualitativo no esforço de propagação do Sutra de Lótus nesta era?

Medite sobre essas questões. Posso esperar pela resposta, pois, não tenho pressa. Todavia, seu nome estará, doravante, indelevelmente gravado nessa história.

Tenha uma boa noite,

Na paz do Dharma.

Marcos Ubirajara.

Escreveu José Reinaldo Guerra

21 de agosto de 2012 11:36

Prezado Marcos,

Perdoe-me aborrecê-lo. Não quero que pense que se trata de preciosismo ou falsa modéstia, num assunto tão importante.

Você pode, é claro, postar qualquer uma de nossas conversas em seu blog, e isso me fará muito feliz.

Pode também, assim julgando-o relevante, citar meu nome na tradução do Sutra Maravilhoso. Como poderia não achar honroso tal privilégio?

Somente destaquei a desproporcionalidade brutal de um trabalho tão humilde frente ao seu, e, ainda assim, gozar de uma citação frontal tão destacada neste que é o Rei dos Sutras, a palavra final do Bem-Aventurado, a Via Direta à Iluminação para os seres… Penso que qualquer contribuição posterior ao dificílimo trabalho de tradução que você heroicamente empreendeu, deve ser tomado com a devida proporção e, com certeza, tornaria qualquer ação ulterior bastante diminuta! Uma pequena e singela citação na contracapa, em minha opinião, já seria muito além do necessário. Porém, volto a dizê-lo, não quero aborrecê-lo com isso. Estou extremamente feliz com a oportunidade de ajudar e isso basta para mim. Peço-lhe perdão, não quis polemizar.

Permita-me perguntar se você já pensou em escrever algo sobre a interpretação do Sutra de Lótus. Já li algumas (da Sokka Gakkai), porém sempre voltadas somente para os capítulos julgados mais importantes por uma ou outra seita. Não tive, até agora, contato com nenhum trabalho mais extenso e completo sobre o Sutra todo. Se souber de algum, por favor, oriente-me. Espero que tal trabalho esteja em seus planos. Seria realmente espetacular e tornaria mais fácil, penso, o acesso ao Dharma por aqueles que não desejam filiar-se (pelo menos não imediatamente) a uma instituição religiosa, como tem sido bastante comum hoje em dia nas abordagens espirituais das pessoas mais críticas.

Mais uma vez muito obrigado por sua paciência. Que a Compaixão do Compassivo esteja sempre presente e viva em seu Ser.

Um forte abraço

Gasshô

José Reinaldo

Escreveu Marcos Ubirajara

21 de agosto de 2012 12:18

Prezado José Reinaldo,

“Muito obrigado por, mais uma vez, compreender a minha necessidade.

Quer saber como preencho as minhas necessidades?

Eu apenas mudo de roupa, identidade, local e hora onde apareço.”

em 21/08/2012 às 04:30 hs.

Deslocarei a citação para a contracapa em atendimento ao seu pedido. E agora, com a sua expressa permissão, publicarei a novidade o mais breve possível. Segue em anexo a nova versão do documento.

Gasshô!

Marcos Ubirajara.

Nessa ocasião, 22 de Agosto de 2012, o Sutra de Lótus que fora disponibilizado para download em formato pdf na Internet em 25 de Setembro de 2010 contabilizava 4.915 downloads. Então, em sua nova formatação, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa se apresentará assim:

Sutra de Lótus

Sutra de Lótus em nova formatação. Click na imagem para download.

Continua quando um fato relevante suceder.

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Resposta a Evie Giannini

As Respostas do Buda para as questões de Aniruddha

Ananda foi direto aos aposentos do Buda. Embora ele não tivesse lavado o seu rosto, seus olhos estavam enxutos e seu nariz limpo, e ele não estava tão decomposto quanto quando estava a chorar. O Buda estava prestes a entrar em samadhi, e Ananda não tinha tempo a perder. “Buda?”, disse ele: “Honrado pelo Mundo? Tenho algumas questões muito importantes a respeito das quais necessito do seu conselho. Poderia responder-me agora?”

O Buda já sabia que seu primo e mais jovem discípulo estava a caminho para indagar sobre as questões, e disse: “Certamente posso lhe responder. Quais são os seus problemas?”

“Estes não são problemas propriamente meus, mas são problemas do Buda, problemas do Budadharma, problemas de todos os Mestres Superiores! Não posso resolvê-los, e dessa forma vim à busca da instrução compassiva do Buda. Tenho ouvido muitos sutras e descortinado muita sabedoria, mas agora, face a este momento solene, não posso lidar com isto. Preciso do seu conselho, Buda.”

“Muito bem, fale!”, disse o Buda.

“A primeira questão é: após a entrada do Buda no Nirvana, desejamos compilar os sutras. Com quais palavras devemos iniciá-los para mostrar que os sutras são do Buda?”

O Buda disse: “Use as palavras ‘Assim eu ouvi’.”

“ ‘Assim eu ouvi’. Certo, eu lembrarei”, disse Anada: “qual é a resposta para a segunda questão?”

“Qual é a segunda questão? Você não a formulou ainda, Ananda.”

“Não o fiz? Oh! A próxima questão é onde deveremos viver? Há tantos de nós. Como vamos conviver? Onde residiremos?”

“Este é um problema pequeno.”, disse o Buda: “Vocês devem residir nas Quatro Moradas da Mente Desperta.”

São estas:

  1. Contemplação do corpo como impuro,
  2. Contemplação dos sentimentos como sofrimento,
  3. Contemplação dos pensamentos como impermanentes, e
  4. Contemplação dos dharmas como destituídos do eu.

“A Terceira questão: Você tem sido nosso Mestre, mas quando você entrar no Nirvana, quem sera nosso Mestre? Será o mais velho? O Grande Kashyapa é o mais velho. Será alguém de meia-idade? No caso seria Ajnatakaundinya. Se deve estar entre os mais jovens, eu sou o mais jovem, mas não posso ser o Mestre. Não posso sê-lo, Buda.”

O Buda disse: “Você não precisa ser o Mestre, e nem Ajnatakaundinya ou o Grande Kashyapa.”

“Quem será, então?”

O Buda disse: “Tome o Pratimoksa como seu Mestre”. O Pratimoksa é o Vinaya – os preceitos e regras monásticas. “Tome os preceitos como Mestre.”

O Buda disse que todas as pessoas que deixaram seus lares devem tomar o Pratimoksa como Mestre. Portanto, se você pretende deixar a vida familiar, certamente deve receber os preceitos. Se você não recebe os preceitos, então você não tem um mestre. Quando alguém deixa a vida familiar, essa pessoa deve receber os preceitos do Shramanera, os preceitos do Bodhisattva, e os preceitos monásticos. Alguém que tenha apenas os preceitos do Shramanera e os preceitos do Bodhisattva, mas não tenha os preceitos monásticos, deixou seu lar apenas parcialmente. Para deixar o lar por completo, deve-se tomar todos os preceitos como Mestre.

“Agora temos um Mestre”, disse Ananda, “mas em meio a nós há monges de má índole. Enquanto você esteve no mundo, você lhes conduziu, Buda. O que deveremos fazer com eles quando você tiver partido?”

Durante o tempo do Buda houve seis monges que eram muito indisciplinados. Eles constantemente interferiam no desenvolvimento dos outros. Se as pessoas vinham mantendo os preceitos e regras, aqueles monges tentavam impedi-los. Embora aqueles seis monges não seguissem as regras, nenhum deles era tão desobediente quanto um monge mediano dos dias de hoje.

“O que devemos fazer com relação aos monges de má índole?”, indagou Ananda.

“Oh, isso”, disse o Buda, “é muito fácil. Você deve permanecer em silêncio, e eles irão embora. Não converse com eles. Afinal de contas, eles não são maus? Eles não são falastrões e desobedientes? Ignore-os. Não lhes dirija a palavra. Eles vão se aborrecer e partirão por vontade própria.”

Essas são as respostas do Buda para as quatro questões de Aniruddha.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

Rotterdam, Zuid-Holland, Netherlands

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As Questões de Aniruddha

Após o Buda ter encerrado a pregação do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, do Sutra do Nirvana, do Sutra do Legado dos Ensinamentos do Buda, do Sutra do Bodhisattva Ksitigarbha e outros, ele anunciou que estava a entrar no Nirvana. Todos os seus discípulos caíram em prantos. Bodhisattvas choraram, Arhats choraram, e todos os monges e leigos choraram ainda mais.

“Por que eles choraram? Bodhisattvas e Arhats ainda tinham emoção?”, poder-se-ia indagar.

O profundo e compassivo dharma que o Buda pregara tinha sido como o leite que nutria-lhes. Eles haviam tomado o leite do dharma durante muitos anos, e agora a sua fonte estava secando, por isso choraram.

Ananda chorou copiosamente. As lágrimas derramavam dos seus olhos, seu nariz escorria, e ele não compreendia nada, apenas tristeza. Ele chorou tão profundamente que esqueceu tudo. O Venerável Aniruddha, embora cego, possuía o olho celestial e o ouvido celestial. Quando ele ouviu todos chorarem como se tivessem enlouquecido, ele puxou Ananda de lado e perguntou: “Por que vocês estão chorando?”.

“Ah”, suspirou Ananda, “o Buda está para entrar no Nirvana e nós nunca mais o veremos novamente. O que você quer dizer com ‘Por que eu estou chorando?’!”

O Venerável Aniruddha disse: “Não chore. Você ainda tem importantes coisas a fazer. Tente se recompor um pouco.”

Ananda disse: “Que coisas importantes? O Buda está para entrar no Nirvana, o que resta a mim fazer? Quero ir com o Buda”. Ele queria morrer com o Buda.

“Isto você não vai fazer. É um erro pensar assim.”

“Está bem, o que você quer que eu faça?”

O Venerável Aniruddha disse: “Há quatro questões que você deve colocar ao Buda.”

“Quatro questões! Agora que o Buda está para entrar no Nirvana, como ainda pode haver questões a colocar? Não posso dizer ao Buda para não entrar no Nirvana, posso?”

“Não.”

“Quais são as quatro questões?”

O Venerável Aniruddha disse: “A primeira questão é: Após a entrada do Buda no Nirvana, os sutras devem ser compilados. Quais palavras devemos usar para abrir os sutras? Que orientação deve haver?”

Ananda ouviu aquilo e disse: “Isto é realmente importante. Tão logo ouvi você dizê-lo, compreendi que devo indagar a respeito. Que outra questão há?”

“A segunda questão é: Quando o Buda se encontrava no mundo, vivíamos com o Buda. Após o Buda passar à extinção, após ele entrar no Nirvana, onde devemos viver?”

Ananda enxugou seus olhos e nariz. Ele disse: “Isto também é muito importante. Certo! Quando o Buda estava no mundo todo o grupo de mil duzentos e cinquenta monges vivia junto com ele. Agora que ele está para entrar no Nirvana, onde viveremos? Devo indagar sobre isso. Qual é a próxima questão?”. Ele foi ficando ansioso porque via que as questões eram importantes.

“A terceira questão é: Quando o Buda estava no mundo, o Buda era o nosso Mestre. Agora que ele está para entrar no Nirvana, a quem devemos tomar como nosso Mestre? Devemos escolher uma pessoa  dentre nós. Não podemos nos guiar sem um Mestre!”

“Certo. Isto também deve ser indagado. Qual é a quarta questão?”

“A quarta questão é extremamente importante: Quando o Buda estava no mundo, ele podia disciplinar os monges de má-índole”. Monges de má-índole são aqueles que abandonam o lar e não seguem as regras monásticas. “Após a entrada do Buda no Nirvana, quem os disciplinará?”

Ananda disse: “Certo novamente. Agora os monges de má-índole nos considerarão como seus iguais e não seremos capazes  de discipliná-los. Isso é uma verdadeira dor de cabeça. Certo, buscarei o conselho do Buda sobre essas questões.”

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

Nagarjuna

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

Nāgārjuna (Devanagari:नागार्जुन, Telugu: నాగార్జున, Tibetan: ཀླུ་སྒྲུབ་ klu sgrub, Chinese: 龍樹, Sinhalaනාගර්පුන), que viveu entre os anos de 150-250 da era cristã, foi um importante Mestre do Dharma e filósofo. Juntamente com seu discípulo Āryadeva, credita-se a ele a fundação da escola Madhyamaka do Budismo Mahāyāna. Credita-se também a Nagarjuna o desenvolvimento dos Sutras Prajñāpāramitā – e até, em algumas fontes, como (re) descobridor dessas escrituras no mundo, tendo-as resgatado do reino das nagas – e está também associado com a Universidade Budista de Nālandā.

Sabe-se muito pouco da vida de Nagarjuna, uma vez que os registros de sua existência foram escritos em Chinês e Tibetano, séculos após a sua morte. De acordo com alguns registros, Nagarjuna era natural do Sul da India. Alguns estudiosos acreditam que Nagarjuna foi um conselheiro de um rei da Dinastia de Sātavāhana. Evidências arqueológicas em Amarāvatī indicam que se isso for verdadeiro, o rei pode ter sido Yajña Śrī Śātakarni, que reinou entre 167 e 196 da era cristã. Com base nessa associação, Nagarjuna é convencionalmente colocado entre os anos de 150 e 250 da era cristã.

De acordo com uma biografia traduzida por Kumārajīva entre os séculos 4 e 5, Nagarjuna nasceu numa família Brâmane, e mais tarde tornou-se Budista.

Algumas fontes afirmam que Nagarjuna viveu seus últimos anos na montanha de Śrīparvata, próximo à cidade que mais tarde seria chamada de Nāgārjunakonḍa (“Montanha de Nāgārjuna”). Nagarjunakonda está localizada na atual Nalgonda/ distrito de Guntur de Andhra Pradesh.

[Fonte: Hirakawa, Akira. Groner, Paul. A History of Indian Buddhism: From Śākyamuni to Early Mahāyāna. 2007. p. 242 – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

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