Uma Vida de Prazeres

O Príncipe Siddhartha vivia feliz com sua esposa, a princesa. E o rei, cujo amor por seu filho agora se transformara em adoração, tomava infinito cuidado para poupá-lo da visão de qualquer coisa que pudesse angustiá-lo. Ele construiu três magnificentes palácios para seu filho: um para o inverno, um para o verão, e o terceiro para a estação chuvosa; e esses (palácios) ele sempre foi proibido de deixar para vagar sobre a amplidão da terra.

Em seus palácios, brancos como as nuvens de outono e reluzentes como as carruagens celestiais dos Deuses e Deusas, o príncipe esvaziava a taça do prazer. Ele levou uma vida de conforto voluptoso; passava lânguidas horas ouvindo músicas tocadas pela princesa e suas acompanhantes e, quando bonitas as músicas, dançarinos sorridentes apareciam diante dele a realizar performances ao som de tambores (kettle-drums) dourados e, com prazer (deleitado), ele os assistia conforme se agitavam com graça e rara beleza em meio às Apsaras (ninfas do paraíso de Indra) felizes.

Mulheres lançavam olhares furtivos para ele: olhares atrevidamente oferecidos ou maliciosamente suplicantes, e seus cílios prostrados eram uma promessa de prazer inefável. Suas brincadeiras divertiam-no, seus encantos prendiam-no na servidão, e ele se comprazia em permanecer nesses palácios cheios de risos e músicas.

Vida de Prazeres

Siddhartha levava uma vida de prazeres sob a proteção de Suddhodana. Click na imagem para ir ao site de origem.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Contenda

O rei restabeleceu a sua serenidade. E proclamou por toda a cidade:

“No sétimo dia a partir de hoje, o Príncipe Siddhartha competirá com todos que se destaquem em qualquer que seja o campo (de suas habilidades).”

No dia determinado, todos aqueles que se diziam habilidosos nas artes ou em ciências compareceram ao palácio. Dandapani estava presente, e prometeu sua filha àquele que, de origem nobre ou humilde, fosse vitorioso nas competições que aconteceriam.

Primeiro, um jovem homem, que conhecia as regras da escrita, procurou desafiar o príncipe, mas o erudito Visvamitra adiantou-se à assembléia e disse:

“Jovem homem, tal competição seria inútil. Você já está derrotado. O príncipe ainda era uma criança quando foi colocado aos meus cuidados; eu deveria ensinar-lhe a arte da escrita. Mas ele já conhecia as sessenta e quatro variedades de escrita! Ele conhecia certas variedades de escrita que eram desconhecidas por mim até pelo nome!”

O testemunho de Visvamitra foi suficiente para dar ao príncipe a vitória na arte da escrita.

Então procuraram testar seu conhecimento dos números. Ficou decidido que um certo Shakya chamado Arjuna, que tinha uma ou outra vez resolvido problemas intrincados, atuaria como juiz na competição.

Um jovem homem afirmou ser um excelente matemático, e a ele Siddhartha endereçou uma questão, mas o jovem homem foi incapaz de responder.

“Ainda assim era uma questão fácil”, disse o príncipe. “Mas eis uma que é ainda mais fácil; quem a responderá?”

Ninguém respondeu essa segunda questão.

“Agora é a vossa vez de arguir-me”, disse o príncipe

Eles indagaram-lhe questões que eram consideradas difíceis, mas ele deu-lhes as respostas mesmo antes que tivessem terminado de colocar o problema.

“Deixem que o próprio Arjuna examine o príncipe!” surgiu o clamor de todos os lados.

Arjuna colocou-lhe os mais intrincados problemas, e nenhuma vez Siddhartha deixou de dar a solução correta.

Todos ficaram maravilhados com o seu conhecimento de matemática e se conevenceram que sua inteligência havia explorado a fundo todas as ciências. Eles então decidiram desafiar sua habilidade atlética, mas em salto e corrida ele venceu com pouco esforço, e na luta ele teve apenas que encostar o dedo em seu adversário, e esse cairia ao chão.

Então eles sacaram os arcos, e exímios arqueiros colocaram suas flechas em alvos que eram pouco visíveis. Mas quando chegou a vez de o príncipe atirar, tão grande era a sua força natural que ele quebrou cada arco conforme o vergou. Finalmente, o rei enviou guardas para buscar um muito antigo, muito precioso arco que era mantido no templo. Ninguém que se lembre tinha sido capaz de vergá-lo ou levantá-lo. Siddhartha pegou o arco em sua mão esquerda, e com um dedo da sua mão direita ele o vergou até si. Então ele escolheu como alvo uma árvore tão distante que somente ele podia vê-la. A flecha atravessou a árvore e, enterrando-se no chão, desapareceu. E lá, onde a flecha havia entrado no chão, uma fonte  bem formado, a qual foi chamada a Fonte da Flecha.

Tudo parecia estar encerrado, e eles levaram para o vencedor um enorme elefante branco sobre o qual, em triunfo, ele foi conduzido através de Kapilavastu. Mas um jovem Shakya, Devadatta, que era muito orgulhoso de sua força, segurou o animal pela tromba e, por diversão, bateu-lhe com o seu punho. O elefante caiu ao chão.

O príncipe olhou com reprovação para o jovem homem, e disse:

“Você cometeu uma maldade, Devadatta.”

Ele tocou o elefante com o seu pé, e ele levantou-se e prestou-lhe homenagem (reverenciou-lhe).

Então todos aclamaram sua glória, e o ar vibrou com suas aclamações. Suddhodana ficou feliz, e Dandapani, chorando de alegria, exclamou:

Gopa, minha filha Gopa, orgulhe-se de ser a esposa de tal homem.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Negativa de Dandapani

“Amigo”, disse ele, “Chegou o tempo para meu filho Siddhartha se casar. Creio que sua filha Gopa tenha caído na graça dos seus olhos. Você daria sua mão em casamento para meu filho?”

Dandapani não respondeu de imediato. Ele hesitou, e novamente o rei indagou-lhe:

“Você daria a mão de sua filha em casamento para meu filho?” Então Dandapani disse:

“Meu senhor, seu filho foi criado em meio ao luxo; ele nunca esteve para fora dos portões do palácio; suas habilidades físicas e intelectuais nunca foram postas à prova. Você sabe que os Shakyas somente entregam suas filhas em casamento para homens que sejam hábeis e fortes, bravos e sábios. Como posso entregar minha filha a seu filho que, até agora, tem mostrado gosto somente para a indolência?”

Essas palavras desconcertaram o Rei Suddhodana. Ele pediu para ver o príncipe. Siddhartha veio imediatamente.

“Pai”, disse ele, “você parece muito triste. O que aconteceu?”

O rei não sabia como dizer-lhe o que Dandapani havia expressado tão veementemente. Permaneceu em silêncio.

O príncipe repetiu:

“Pai, você parece muito triste. O que aconteceu?”

“Não me pergunte”, respondeu Suddhodana.

“Pai, você está triste, o que aconteceu?”

“É um assunto doloroso; preferiria não falar sobre isso.”

“Explique-se, pai. É sempre bom ser explícito.”

O rei finalmente decidiu relatar a conversa que ele teve com Dandapani. Quando ele terminou, o príncipe começou a rir.

“Meu senhor”, disse ele, “você está perturbado desnecessariamente. Você acredita que haja alguém em Kapilavastu superior a mim em força ou intelecto? Convoque todos os que são famosos por seus feitos em qualquer que seja o campo; ordene-lhes a medir as sua aptidões (habilidades) com as minhas, e eu lhe mostrarei o que posso fazer.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

United States, Plano – Texas

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Spain, Valladolid – Castilla Y Leon

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United States, Washington – District Of Columbia

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United Kingdom, Daventry – Northamptonshire

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Japan, Toyota – Aichi

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United Kingdom, Manchester – Manchester

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United Kingdom, Brighton – East Sussex

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