Sutra do Nirvana – TOMO IV – O Rugido do Leão

“Oh Manjushri! Todos vocês! Disseminem o Grande Dharma em meio às quatro classes de pessoas. Eu agora confio este sutra a vocês. Igualmente, quando Mahakashyapa e Ananda chegarem, confiem-lhes o Dharma Maravilhoso também.” – Buda Shakyamuni ao deixar seu Corpo Transformado.

SUTRA DO NIRVANA - TOMO IV

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Quarto de 4 (quatro) Volumes.

Sutra do Nirvana – TOMO III – As Virtudes Sagradas

“Oh Manjushri! Todos vocês! Disseminem o Grande Dharma em meio às quatro classes de pessoas. Eu agora confio este sutra a vocês. Igualmente, quando Mahakashyapa e Ananda chegarem, confiem-lhes o Dharma Maravilhoso também.” – Buda Shakyamuni ao deixar seu Corpo Transformado.

SUTRA DO NIRVANA - TOMO III

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Terceiro de 4 (quatro) Volumes.

Sutra do Nirvana – TOMO II – Ações Sagradas

“Oh Manjushri! Todos vocês! Disseminem o Grande Dharma em meio às quatro classes de pessoas. Eu agora confio este sutra a vocês. Igualmente, quando Mahakashyapa e Ananda chegarem, confiem-lhes o Dharma Maravilhoso também.” – Buda Shakyamuni ao deixar seu Corpo Transformado.

SUTRA DO NIRVANA - TOMO II

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Segundo de 4 (quatro) Volumes.

A Era do Fim do Dharma

As palavras que Subhuti disse ao Buda foram adicionadas pelo Venerável Ananda quando os sutras foram compilados.

Subhuti disse: “É possível que seres viventes ouvirão este sutra que o Buda pregou e realmente acreditarão nele?” O que ele de fato estava indagando ao Buda Shakyamuni era: “É o caso que eles não acreditarão nele?”

O Buda imediatamente admoestou Subhuti por sequer sugerir tal possibilidade, e disse que mesmo nos últimos quinhentos anos os seres acreditariam no sutra.

  1. O primeiro período de quinhentos anos é chamado “O Período Forte na Libertação”. Constitui o tempo em que o Buda se encontra no mundo, e muitas pessoas certificam-se para a Via e atingem a libertação.
  2. O segundo período de quinhentos anos é chamado “O Período Forte no Samadhi Dhyana”. Esse período segue-se à extinção do Buda e é o tempo em que muitas pessoas obtêm a certificação através da cultivação do Samadhi Dhyana.
  3. O terceitro período de quinhentos anos é chamado “O Período Forte no Aprendizado”. Durante esse período muitas pessoas estudam os sutras.
  4. O quarto período de quinhentos anos é “O Período Forte na Luta”. Esse é o período ao qual o texto se refere, a presente Era do Fim do Dharma.

O Buda Shakyamuni disse: “Haverá pessoas nos últimos quinhentos anos que acreditarão e manterão em observância os preceitos, e que cultivarão bênçãos. Eles acreditarão do Sutra Diamante (The Vajra Sutra) e aceitarão seus princípios como verdadeiros, reais, e não falsos. Essas pessoas terão plantado boas raízes ao longo de ilimitados kalpas fazendo oferecimentos, demonstando respeito, e acreditando nos Três Tesouros – O Buda, o Dharma e a Sangha.”

Sutra Diamante – Capítulo 6 – A Crença Apropriada é Rara.

Original

A Mendicância do Buda

O Buda era equitativo em sua mendicância e não favorecia ricos ou pobres. Seu discípulo Ananda seguia o seu exemplo e praticava a compaixão igualitária. “Ananda já sabia que o Tathagata, o Honrado pelo Mundo, havia admoestado Subhuti e o Grande Kashyapa chamando-lhes de Arhats, cujos corações não eram equáveis.”

Ele (Ananda) decidiu que ao longo de sua ronda de mendicância ele não prestaria atenção se seus doadores eram limpos ou sujos, ‘ksatriyas’ de reputação ou humildes ‘Tangcandalas’. Ele praticaria compaixão igualitária,  ao invés de procurar remediados e humildes, e daquela forma permitir que todos os seres viventes pudessem obter méritos imensuráveis.

A imparcialidade do Buda na mendicância é indicada pela rigorosa sequencia de porta-a-porta que ele seguia. Quando ele terminava a mendicância em uma casa, ele ia mendigar em outra ao lado daquela, e assim por diante para a próxima.

Após terminar a sua mendicância sequencial, ele retornava para o Parque de Jeta no Jardim do Benfeitor de Órfãos e Solitários, onde ele se alimentava, retirava o seu robe e a tigela, e lavava os seus pés. O Buda percorria os caminhos com os pés descalços, e assim, após retornar e alimentar-se, ele lavava seus pés.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

As Respostas do Buda para as questões de Aniruddha

Ananda foi direto aos aposentos do Buda. Embora ele não tivesse lavado o seu rosto, seus olhos estavam enxutos e seu nariz limpo, e ele não estava tão decomposto quanto quando estava a chorar. O Buda estava prestes a entrar em samadhi, e Ananda não tinha tempo a perder. “Buda?”, disse ele: “Honrado pelo Mundo? Tenho algumas questões muito importantes a respeito das quais necessito do seu conselho. Poderia responder-me agora?”

O Buda já sabia que seu primo e mais jovem discípulo estava a caminho para indagar sobre as questões, e disse: “Certamente posso lhe responder. Quais são os seus problemas?”

“Estes não são problemas propriamente meus, mas são problemas do Buda, problemas do Budadharma, problemas de todos os Mestres Superiores! Não posso resolvê-los, e dessa forma vim à busca da instrução compassiva do Buda. Tenho ouvido muitos sutras e descortinado muita sabedoria, mas agora, face a este momento solene, não posso lidar com isto. Preciso do seu conselho, Buda.”

“Muito bem, fale!”, disse o Buda.

“A primeira questão é: após a entrada do Buda no Nirvana, desejamos compilar os sutras. Com quais palavras devemos iniciá-los para mostrar que os sutras são do Buda?”

O Buda disse: “Use as palavras ‘Assim eu ouvi’.”

“ ‘Assim eu ouvi’. Certo, eu lembrarei”, disse Anada: “qual é a resposta para a segunda questão?”

“Qual é a segunda questão? Você não a formulou ainda, Ananda.”

“Não o fiz? Oh! A próxima questão é onde deveremos viver? Há tantos de nós. Como vamos conviver? Onde residiremos?”

“Este é um problema pequeno.”, disse o Buda: “Vocês devem residir nas Quatro Moradas da Mente Desperta.”

São estas:

  1. Contemplação do corpo como impuro,
  2. Contemplação dos sentimentos como sofrimento,
  3. Contemplação dos pensamentos como impermanentes, e
  4. Contemplação dos dharmas como destituídos do eu.

“A Terceira questão: Você tem sido nosso Mestre, mas quando você entrar no Nirvana, quem sera nosso Mestre? Será o mais velho? O Grande Kashyapa é o mais velho. Será alguém de meia-idade? No caso seria Ajnatakaundinya. Se deve estar entre os mais jovens, eu sou o mais jovem, mas não posso ser o Mestre. Não posso sê-lo, Buda.”

O Buda disse: “Você não precisa ser o Mestre, e nem Ajnatakaundinya ou o Grande Kashyapa.”

“Quem será, então?”

O Buda disse: “Tome o Pratimoksa como seu Mestre”. O Pratimoksa é o Vinaya – os preceitos e regras monásticas. “Tome os preceitos como Mestre.”

O Buda disse que todas as pessoas que deixaram seus lares devem tomar o Pratimoksa como Mestre. Portanto, se você pretende deixar a vida familiar, certamente deve receber os preceitos. Se você não recebe os preceitos, então você não tem um mestre. Quando alguém deixa a vida familiar, essa pessoa deve receber os preceitos do Shramanera, os preceitos do Bodhisattva, e os preceitos monásticos. Alguém que tenha apenas os preceitos do Shramanera e os preceitos do Bodhisattva, mas não tenha os preceitos monásticos, deixou seu lar apenas parcialmente. Para deixar o lar por completo, deve-se tomar todos os preceitos como Mestre.

“Agora temos um Mestre”, disse Ananda, “mas em meio a nós há monges de má índole. Enquanto você esteve no mundo, você lhes conduziu, Buda. O que deveremos fazer com eles quando você tiver partido?”

Durante o tempo do Buda houve seis monges que eram muito indisciplinados. Eles constantemente interferiam no desenvolvimento dos outros. Se as pessoas vinham mantendo os preceitos e regras, aqueles monges tentavam impedi-los. Embora aqueles seis monges não seguissem as regras, nenhum deles era tão desobediente quanto um monge mediano dos dias de hoje.

“O que devemos fazer com relação aos monges de má índole?”, indagou Ananda.

“Oh, isso”, disse o Buda, “é muito fácil. Você deve permanecer em silêncio, e eles irão embora. Não converse com eles. Afinal de contas, eles não são maus? Eles não são falastrões e desobedientes? Ignore-os. Não lhes dirija a palavra. Eles vão se aborrecer e partirão por vontade própria.”

Essas são as respostas do Buda para as quatro questões de Aniruddha.

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

As Questões de Aniruddha

Após o Buda ter encerrado a pregação do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, do Sutra do Nirvana, do Sutra do Legado dos Ensinamentos do Buda, do Sutra do Bodhisattva Ksitigarbha e outros, ele anunciou que estava a entrar no Nirvana. Todos os seus discípulos caíram em prantos. Bodhisattvas choraram, Arhats choraram, e todos os monges e leigos choraram ainda mais.

“Por que eles choraram? Bodhisattvas e Arhats ainda tinham emoção?”, poder-se-ia indagar.

O profundo e compassivo dharma que o Buda pregara tinha sido como o leite que nutria-lhes. Eles haviam tomado o leite do dharma durante muitos anos, e agora a sua fonte estava secando, por isso choraram.

Ananda chorou copiosamente. As lágrimas derramavam dos seus olhos, seu nariz escorria, e ele não compreendia nada, apenas tristeza. Ele chorou tão profundamente que esqueceu tudo. O Venerável Aniruddha, embora cego, possuía o olho celestial e o ouvido celestial. Quando ele ouviu todos chorarem como se tivessem enlouquecido, ele puxou Ananda de lado e perguntou: “Por que vocês estão chorando?”.

“Ah”, suspirou Ananda, “o Buda está para entrar no Nirvana e nós nunca mais o veremos novamente. O que você quer dizer com ‘Por que eu estou chorando?’!”

O Venerável Aniruddha disse: “Não chore. Você ainda tem importantes coisas a fazer. Tente se recompor um pouco.”

Ananda disse: “Que coisas importantes? O Buda está para entrar no Nirvana, o que resta a mim fazer? Quero ir com o Buda”. Ele queria morrer com o Buda.

“Isto você não vai fazer. É um erro pensar assim.”

“Está bem, o que você quer que eu faça?”

O Venerável Aniruddha disse: “Há quatro questões que você deve colocar ao Buda.”

“Quatro questões! Agora que o Buda está para entrar no Nirvana, como ainda pode haver questões a colocar? Não posso dizer ao Buda para não entrar no Nirvana, posso?”

“Não.”

“Quais são as quatro questões?”

O Venerável Aniruddha disse: “A primeira questão é: Após a entrada do Buda no Nirvana, os sutras devem ser compilados. Quais palavras devemos usar para abrir os sutras? Que orientação deve haver?”

Ananda ouviu aquilo e disse: “Isto é realmente importante. Tão logo ouvi você dizê-lo, compreendi que devo indagar a respeito. Que outra questão há?”

“A segunda questão é: Quando o Buda se encontrava no mundo, vivíamos com o Buda. Após o Buda passar à extinção, após ele entrar no Nirvana, onde devemos viver?”

Ananda enxugou seus olhos e nariz. Ele disse: “Isto também é muito importante. Certo! Quando o Buda estava no mundo todo o grupo de mil duzentos e cinquenta monges vivia junto com ele. Agora que ele está para entrar no Nirvana, onde viveremos? Devo indagar sobre isso. Qual é a próxima questão?”. Ele foi ficando ansioso porque via que as questões eram importantes.

“A terceira questão é: Quando o Buda estava no mundo, o Buda era o nosso Mestre. Agora que ele está para entrar no Nirvana, a quem devemos tomar como nosso Mestre? Devemos escolher uma pessoa  dentre nós. Não podemos nos guiar sem um Mestre!”

“Certo. Isto também deve ser indagado. Qual é a quarta questão?”

“A quarta questão é extremamente importante: Quando o Buda estava no mundo, ele podia disciplinar os monges de má-índole”. Monges de má-índole são aqueles que abandonam o lar e não seguem as regras monásticas. “Após a entrada do Buda no Nirvana, quem os disciplinará?”

Ananda disse: “Certo novamente. Agora os monges de má-índole nos considerarão como seus iguais e não seremos capazes  de discipliná-los. Isso é uma verdadeira dor de cabeça. Certo, buscarei o conselho do Buda sobre essas questões.”

Sutra Diamante – Capítulo 1 – As Razões para a Assembleia do Dharma.

Original

O Coração Diamantino

O coração que é diamantino (vajra) não se refere ao coração dentro do peito. Aquele coração é carne e tem pouca utilidade quando comparado com o coração diamantino.

O coração de diamante também não é o coração do falso-pensamento, a sexta consciência mental. Os olhos, ouvidos, olfato, paladar, corpo e mente; cada um tem uma consciência.

Os olhos possuem a consciência-da-visão,

os ouvidos possuem a consciência-da-audição,

o nariz possue a consciência-do-olfato,

a língua possue a consciência-do-paladar,

o corpo possue a consciência-do-tato, e

a mente possue a consciência-mental.

As pessoas comuns, cuja consciência não vai além da sexta consciência mental, consideram o coração carnal como se fosse seu verdadeiro coração. Esse é o primeiro engano. O segundo engano é pensar que o seu coração do falso-pensamento é também o seu verdadeiro coração, como fez Ananda no Sutra Surangama.

O Buda disse a Ananda: “Aquele não é o seu coração. É a poeira diante de você, são as marcas do falso vazio da mente que delude a sua verdadeira natureza. Em razão disto, desde tempos imemoriais até a presente vida, você tem tomado um ladrão como seu filho, perdeu a sua fonte original e, desse modo, sujeita-se ao giro da roda.”

Essa passagem do Sutra Surangama é muito importante. Fala da sexta consciência mental que tem uma capacidade excepcional para preocupar-se com pensamentos triviais e inconsequentes. Aqueles falsos pensamentos que são produzidos, remetem a sexta consciência mental subitamente para leste, oeste, norte, sul; e de repente para cima, e de repente para baixo. Não se necessita embarcar num foguete para ir à lua; a mente sozinha dá origem ao pensamento: “Ah, a lua…” e instantaneamente se está lá. Um simples falso pensamento envia alguém direto para a India, um simples falso pensamento e se vai para a China. Produz-se um falso pensamento e as ruas do Japão estão diante dos nossos olhos. O mesmo é verdadeiro com relação à Alemanha, França ou onde quer que se queira; um simples falso pensamento e se está lá.

Ananda pensou que o coração do falso-pensamento fosse o coração real. O Buda disse a Ananda: “Aquele não é o seu coração. O que ele é? Apenas as aparições do falso vazio das partículas de pó diante de você. Essas aparições se manifestam a partir do seu falso pensamento e deludem a sua verdadeira natureza. Desde kalpas imemoriais até agora você tem sempre entendido aquilo como seu coração. Agir assim é como admitir um ladrão como seu filho, e faz com que você perca o conhecimento de sua Fonte (origem) eterna. Aquela fonte é a natureza preciosa eternamente indestrutível, o brilhante coração iluminado. Por essa razão, você aparece e desaparece incessantemente nos seis caminhos do giro da roda.”

O terceiro coração é o coração da verdadeira talidade (suchness) que é a marca real da sabedoria (prajna). O coração da verdadeira talidade é tão grande que não há nada para além dele, e é tão pequeno que não há nada dentro dele. Não se encontrará nada menor ou maior que a verdadeira talidade. O coração da verdadeira talidade é o coração diamantino, a natureza real de cada um de nós.

Original

O Buda Entra no Nirvana

A noite veio. Os habitantes de Kusinagara (Kushinagar) tinham ouvido que o Mestre estava reclinado sob as duas árvores gêmeas, e foram em grandes multidões para prestar-lhe homenagem. Um velho eremita, Subhadra, apareceu e, curvando-se diante do Mestre, professou sua crença no Buda, na Lei e na Comunidade; e Subhadra foi o último dos fiéis que teve a alegria de ver o Mestre face à face.

A noite era bela. Ananda ficou sentado ao lado do Mestre. O Mestre disse:

“Talvez, Ananda, você pense: ‘Não temos mais um Mestre’. Mas você não deve pensar isto. A Lei permanece, a Lei que eu lhe ensinei; deixe que ela seja seu guia, Ananda, quando eu não estiver mais com você.”

Ele disse novamente:

“Verdadeiramente, oh Monges, tudo o que é criado deve perecer. Nunca deixem de lutar.”

Ele já não estava neste mundo. Sua face era de ouro luminoso. Seu espírito ascendeu aos reinos do êxtase. Ele entrou no Nirvana. A terra tremeu, e um trovão ecoou através dos céus.

Próximo às muralhas da cidade, ao amanhecer, os habitantes de Kusinagara construíram uma grande pilha funeral, como se fosse para um rei do mundo, e lá cremaram o corpo do Bem-Aventurado.

Parinirvana do Buda

Parinirvana do Buda em gravura Japonesa do século 17.

Veja também Kushinagar, o Parinirvana do Buda.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

A Remissão de Ananda

Ananda estava chorando. Ele afastou-se para esconder as suas lágrimas.

Ele pensou: “Pelos muitos erros que cometi, e que ainda não foram perdoados, serei culpado por muito mais erros. Oh, ainda estou longe do objetivo da santidade, e ele que sente piedade de mim, o Mestre, está prestes a entrar no Nirvana.”

O Mestre o chamou de volta, e disse:

Não se aflija, Ananda, não desespere. Lembre-se de minhas palavras: de tudo o que nos encanta, de tudo que amamos, devemos nos separar um dia. Como pode aquele que é nascido ser senão inconstante e perecível? Como pode o que é nascido, como pode o que é criado, durar para sempre? Você me tem honrado muito, Ananda; você tem sido um amigo devotado. Sua amizade foi feliz, e você foi fiel à ela em pensamento, na palavra e na ação. Você tem feito um grande bem, Ananda; continue no caminho correto, e você terá perdoados seus erros passados.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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