Tempo Correto Para a Prática da Meditação

Rugido do Leão disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Como o Bodhisattva sabe quando é o tempo [correto] ou não?”

“Oh bom homem! O Bodhisattva-Mahasattva pode adquirir grande arrogância quando ele se torna abençoado com a felicidade, arrogância de proferir um sermão, ou arrogância dos esforços, ou arrogância na discussão da compreensão de um significado [particular], ou arrogância de associar-se a um mau amigo, ou arrogância de oferecer (em doação) o que ele estima muito, ou arrogância de (possuir) boas coisas e virtudes de natureza mundana, ou arrogância de ser respeitado pela nobreza da vida mundana. Esse não é o tempo correto (justo) para a sabedoria. Ele deve então praticar bem a meditação.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 38, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

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As Onze Virtudes da Lua-Cheia

“Oh bom homem! No décimo-quinto dia, quando a lua está cheia, há onze coisas. Quais são as onze? Elas são: 1) ela dissipa realmente a escuridão, 2) ela de fato permite aos seres ver o caminho e aquilo que não é o caminho, 3) ela permite (distinguir) o caminho certo e o errado, 4) ela permite aos seres acabar com a depressão e os abençoa com pureza e frescor, 5) ela de fato destrói a arrogância do vaga-lume, 6) ela realmente dissipa o pensamento de quaisquer ladrões, 7) ela de fato dissipa o temor dos seres das bestas malignas, 8 ) ela abre a floração da kumuda, 9) ela fecha completamente as pétalas do lótus, 10) ela evoca no viajante o pensamento de prosseguir ao longo do caminho, 11) ela permite aos seres desfrutar da aceitação dos cinco prazeres e obter alegria de muitas maneiras.

Oh bom homem! É o mesmo com a Lua-Cheia do Tathagata, a saber: 1) ele realmente dissipa a escuridão da ignorância, 2) ele expõe o caminho certo e o errado, 3) ele mostra claramente o caminho errôneo e íngreme do nascimento e da morte, e o caminho reto e plano do Nirvana, 4) ele permite aos seres apartarem-se da cobiça, má vontade e ignorância, 5) ele destrói a ignorância dos tirthikas [não-Budistas], 6) ele destrói o cativeiro dos ladrões das impurezas, 7) ele mata a mente que teme os cinco ofuscamentos (obscurecimentos) [“panca-avaranani”], 8 ) ele permite às mentes dos seres revelarem a raiz do bem de todos os seres, 9) ele de fato estanca a mente dos cinco desejos, 10) ele promove a mente dos seres [que desejam] seguir adiante rumo ao Grande Nirvana, 11) ele permite a todos os seres serem felizes com a [idéia da] Emancipação. Por essas razões, Eu entro no Nirvana no décimo-quinto dia. Mas, para dizer a verdade, Eu não entro no Nirvana. Os ignorantes e maldosos entre os meus discípulos dizem que eu entro definitivamente no Nirvana.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 37, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 5.

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O Menino Insuperável

“Oh bom homem! Uma pessoa pode muito bem aproximar-se do Buda e seus discípulos. Mas, ainda haver uma grande distância. Todos os Licchavis disseram: ‘Sabemos que somos indolentes. Por quê? Se não fôssemos indolentes, o Tathagata, o Rei do Dharma, apareceria entre nós’.

Então, em meio aos congregados, havia o filho de um Brâmane chamado Insuperável, que disse a todos os Licchavis: ‘Bem falado, bem falado! É tudo como vocês dizem. O Rei Bimbisara obteve uma grande vitória. O Tathagata Honrado pelo Mundo apareceu em seu país. Isso é como o caso de um grande lago no qual o lótus maravilhoso cresce. Embora cresça na água (lodo), a água não pode maculá-lo. Oh vocês Licchavis! É o mesmo com o Buda. Embora nascido na terra, ele não é obstaculizado pelo que se obtém no mundo secular. Com o Buda Honrado pelo Mundo, não há aparecimento e desaparecimento (ou nascimento e extinção). Para o benefício de todos os seres, ele aparece no mundo, e não é molestado pelo que se obtém no mundo. Vocês perderam o seu caminho, perderam-se nos cinco desejos, associaram-se a eles, mas não sabem como se associar ao Tathagata e vir para onde ele está. Portanto, dizemos indolentes. Quando o Buda apareceu em Magadha, não havia indolência para se falar a respeito. Por que não? O Tathagata Honrado pelo Mundo é como o sol e a lua. Ele não aparece no mundo apenas para uma ou duas pessoas’.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 37, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 5.

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A História do Monastério de Jetavana

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Vista externa do Monastério de Jetavana, em Sravasti - India - Imagem via Wikipedia

“Então, Shariputra foi para Sravasti, cavalgando junto com Sudatta. Através do meu poder transcendental, eles chegaram ao seu destino em um dia. Então, Sudatta disse a Shariputra: ‘Oh Altamente Virtuoso! Afora deste portão, há um lugar bem adequado para a finalidade. Não é próximo e nem distante, onde há muitas nascentes e lagos, muitas florestas com flores e frutos; e o lugar é puro, quieto e amplo. Construirei Viharas [monastérios – locais de residência] lá para o Buda e seus Monges’. Shariputra disse: ‘A floresta do Príncipe Jeta não é próxima e nem distante. É pura e quieta. Há muitas nascentes e córregos. Há flores e frutos da estação. Esse é o melhor lugar. Construamos um Vihara lá’.

Então, ao ouvir isto, Sudatta foi ao grande homem rico, Jeta, e lhe disse: ‘Eu agora desejo construir um Vihara Budista e dedicá-lo a alguém insuperável no Dharma, em um lugar que lhe pertence. Agora desejo comprá-lo de você. Você o venderia para mim’? Jeta disse: ‘Não o venderei, mesmo que você cubra o chão com ouro’. Sudatta disse: ‘Bem falado! A floresta pertence a mim. Tome meu ouro’. Jeta disse: ‘Não estou vendendo a floresta para você. Como posso pegar o seu ouro’? Sudatta disse: ‘Se você não estiver satisfeito, irei ao magistrado’. E ambos foram juntos ao magistrado. O magistrado disse: ‘A floresta pertence a Sudatta. Jeta deve pegar o ouro’. Sudatta imediatamente enviou homens com cargas de ouro sobre carroças e cavalos. Quando chegaram, ele cobriu o chão com ouro. Em um único dia viu-se uma área de 500 ‘bu’ [unidade de medida de terra Chinesa, em torno de 6 ou 6.4 pés] coberta; e ainda não estava tudo coberto. Jeta disse: ‘Oh homem rico! Se você tem algum arrependimento dentro de você, está completamente livre para cancelar o negócio’. Sudatta disse: ‘Não sinto qualquer arrependimento’. Ele pensou para si qual dos depósitos ele abriria agora para obter ouro para a área ainda deixada sem cobertura. Jeta pensou para si: ‘O Tathagata, Rei do Dharma, é realmente alguém insuperável. As coisas maravilhosas que ele ensina são puras e imaculadas. Esse é o porquê esse homem pensa assim tão despreocupadamente sobre este tesouro’. Ele então disse a Sudatta: ‘Não necessito agora de qualquer ouro para o que permanece descoberto. Por favor, pegue-o. Eu mesmo construirei um portão para o Tathagata, tal que ele possa entrar e sair dele’. Jeta construiu o portão e, em sete dias, Sudatta construiu um grande Vihara numa área de 300 ‘ken’ [o ‘ken’ mede cerca de 6 pés] na largura e no comprimento. Havia quartos para meditação silenciosa em número de 63. Os aposentos eram diferentes para o inverno e para o verão. Havia cozinhas, banheiros, e um lugar para lavar os pés. Havia dois tipos de lavatórios.

Concluídas as construções, ele (Sudatta) pegou um incensório e, apontando na direção de Rajagriha, disse: ‘As obras estão completas agora. Oh Tathagata! Por favor, tenha piedade e ocupe este lugar, e fique (viva) aqui para o bem dos seres’. Tão logo li o pensamento desse homem rico à distância, parti de Rajagriha. No curto espaço de tempo que leva um homem forte e jovem para dobrar e estender seu braço, viajei para Sravasti, para Jetavana, e tomei posse do Monastério de Jetavana. Quando cheguei ao local, Sudatta o dedicou-me. Eu então o recebi e o habitei.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 36, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 4.

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A História do Castelo de Kapilavastu

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Ruínas do Portão Leste do Castelo de Kapilavastu no Nepal. Imagem via Wikipedia

“Oh bom homem! Relembro, após inumeráveis anos, uma cidade-castelo chamada Kapilavastu. Naquele castelo, viveu um rei chamado Suddhodana. Sua consorte era chamada Maya. Eles tinham um Príncipe que era chamado Siddhartha. O Príncipe, naquela ocasião, não teve professores. Ele buscou a Via por si mesmo e atingiu o Insuperável Bodhi. Ele tinha dois discípulos, Shariputra e Mahamaudgalyayana. O discípulo que assistia o Príncipe era chamado Ananda. Naquela ocasião, sob as árvores sala, ele proferiu o sermão do Sutra do Grande Nirvana. Naquele tempo, eu era um dos congregados e fui capaz de testemunhar aquele sermão. Lá, foi-me dito que todos os seres possuíam a Natureza de Buda. Ao ouvir isto, eu fiquei irredutível (imóvel) no Bodhi. Então, fiz um voto: ‘Se eu atingir o Estado de Buda nos dias que virão, será como agora. Serei um mestre para meu pai, minha mãe e para a nação; os nomes dos discípulos e assistentes também serão os mesmos, exatamente como as coisas se estabelecem com o presente Honrado-pelo-Mundo. Nada será diferente’. Esse é o porquê agora estou aqui e estou proferindo esse sermão do Sutra do Grande Nirvana.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 36, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 4.

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Pérolas do Universo – Fascículo V

(O Buda disse): “Oh bom homem! O Buda-Honrado-pelo-Mundo reside no Mahaparinirvana e assim descerra, discrimina e explana o significado. Por esta razão, dizemos ‘ação sagrada’. Os Sravakas, Pratyekabudas e Bodhisattvas, tão logo ouçam [as palavras do Buda], praticarão em conformidade. Portanto, (praticarão) ‘ações sagradas’. Oh bom homem! Tão logo esse Bodhisattva-Mahasattva tenha feito esse trabalho (ação), ele atinge o estágio de destemor. Oh bom homem! Se um Bodhisattva atinge o estágio de destemor, ele então não teme (mais) a cobiça, a ira, a ignorância, o nascimento, a velhice, a doença e a morte. Também, ele não teme os domínios do infortúnio do inferno, dos espíritos famintos e dos animais.”

Leia mais em Pérolas do Universo, Fascículo 5.

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Perolas do Universo 5

Conteúdo deste Fascículo:

O Desejo como um Débito a Pagar  3

O Desejo como uma Mulher Rakshasa 3

O Desejo como uma Bela Flor  4

O Desejo Como Gula Odiosa  4

O Desejo como uma Mulher Sensual  5

O Desejo como uma Semente de Maruka  5

O Desejo como uma Carne Esponjosa  6

O Desejo como uma Tempestade  6

O Desejo como um Cometa  7

Os Cinco Dharmas Seculares  8

A Verdade Real 8

A Transitoriedade da Mente  9

A Transitoriedade da Existência Física  11

O Impresumível Giro da Roda da Lei 13

Ações Sagradas. 15

As Virtudes do Grande Nirvana  16

O Voto de Kashyapa 17

A Admoestação do Shakra Devanam Indra  18

A Doutrina do Todo-Vazio   20

Os Doze Tipos de Escrituras do Dharma 27

A História do Castelo de Kushinagar

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Templo do Parinirvana em Kushinagar - Image via Wikipedia

Rugido do Leão disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Há seis grandes castelos nos dezesseis grandes etados [isto é, os estados do Ganges ou cidades-castelo nos tempos do Buda], a saber: Sravasti, Saketa, Campa, Vaisali, Varanasi e Rajagriha. Esses grandes castelos são os maiores no mundo. Por que é que o Tathagata deixa esses lugares com a intenção de entrar no Nirvana neste distante, ruim, muito feio e pequeno Castelo de Kushinagar?”

“Oh bom homem! Não diga que Kushinagar é um castelo distante, ruim, muito feio e pequeno. Esse castelo é adornado com maravilhas e virtudes. Por quê? Porque esse é um lugar que todos os Budas e Bodhisattvas têm visitado. Oh bom homem! Mesmo a casa de uma pessoa humilde pode ser chamada de ‘grande e perfeita na virtude’, digna da visita de um grande rei, caso aconteça de ele vir e passar por lá. Oh bom homem! [Imagine] uma pessoa que está seriamente doente e que toma um remédio sujo e ruim. Sua doença é curada, a alegria surge, e esse remédio se torna o melhor e mais maravilhoso [dos remédios]. Ela o elogia e diz que ele realmente curou a sua doença.

Oh bom homem! Um homem está num navio no grande oceano. Subitamente, o navio se parte, e não há nada com que se possa contar. O homem agarra-se a um cadáver e procura a outra margem. Alcançando a outra margem, ele encontra-se feliz e elogia enormemente o cadáver, dizendo que ele teve sorte de encontrá-lo e seguramente encontrou a paz. É o mesmo caso com o Castelo de Kushinagar, o qual todos os Budas e Bodhisattvas têm visitado. Como alguém poderia dizer que ele é um castelo distante, ruim, acanhado e pequeno?

Oh bom homem! Lembro-me que certa vez, em tempos remotos, há muitos kalpas atrás tão inumeráveis quanto às areis do Rio Ganges, houve uma era chamada de kalpa ‘Suprabuda’. Naquela ocasião, existiu um rei sagrado chamado Kausika. Totalmente dotado dos Sete Tesouros e 1.000 filhos, esse rei construiu então este castelo. Ele media 12 yojanas na largura e no comprimento. Era adornado com os Sete Tesouros. O solo era bom. Havia rios aqui, cujas águas eram puras e límpidas, e de doce sabor. Eles eram: Nairanjana, Airavati, Hiranyavati, Usmodaka, e Vipasa. Havia cerca de 500 outros rios. Ambas as margens eram preenchidas com árvores frondosas que davam flores e frutas, todas frescas e puras. Naquela ocasião, a duração da vida de uma pessoa era imensurável. Então, passados 100 anos, o Chakravartin [podereso imperador] disse: ‘Exatamente como o Buda diz, todas as coisas são não-eternas. Alguém que pratique as dez boas ações acaba com todas as aflições do não-eterno’. As pessoas, ao ouvirem isto, todas praticaram as dez boas ações. Eu, naquela ocasião, ao ouvir o nome do Buda, pratiquei as dez boas ações, meditei e aspirei ao Insuperável Bodhi [Iluminação]. Ao aspirar, também transferi esse Dharma aos inumeráveis e ilimitados seres e disse que todas as coisas são não-eternas e estão sujeitas às mudanças e dissolução. Em razão disto, Eu agora continuo e digo que todas as coisas são não-eternas, são aquelas que mudam e se dissolvem, e que somente o Corpo-do-Buda é Eterno. Lembro-me do que fiz através das relações causais. Esse é o porquê agora vim aqui, pretendo entrar no Nirvana e retribuir o que devo a este lugar. Por essa razão, Eu digo no sutra: ‘Meus parentes sabem como retribuir o que eles me devem’.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 36, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 4.

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Por Que Praticamos

“Oh bom homem! A prática do Shila [preceitos de moralidade] é para a quietude do nosso próprio corpo. A prática do Samadhi é para a quietude de nossa própria mente. A prática da Sabedoria é para a erradicação das dúvidas. Erradicar dúvidas é praticar a Via. Praticar a Via é ver a Natureza de Buda. Ver a Natureza de Buda é atingir a Iluminação Insuperável. Atingir a Iluminação Insuperável é chegar ao Insuperável Grande Nirvana. Chegar ao Grande Nirvana é apartar todos os seres do nascimento e da morte, de todas as impurezas, de todas as existências [mundanas], de todos os reinos, de todas as verdades dos seres. Cortar [esses] nascimentos e mortes, e satya [realidade, presumivelmente ‘realidade mundana’] é atingir o Eterno, Êxtase, o Eu e o Puro.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 36, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 4.

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Como Praticar Sabedoria

“Como se pratica Sabedoria? Alguém que pratique Sabedoria e pense: ‘Se pratico essa Sabedoria, atingirei a Emancipação e salvarei aqueles nos três reinos do infortúnio. Quem é que de fato beneficia todos os seres, atravessando-lhes para a outra margem além do nascimento e da morte? É difícil [estar presente quando] o Buda aparece no mundo. É um evento tão raro quanto depararmos com a floração da Udumbara. Eu agora cortarei completamente as amarras das impurezas. Ganharei a fruição da Emancipação. Por conta disto, agora aprenderei praticar a Sabedoria, romperei os laços das impurezas e atingirei a Emancipação’. Qualquer pessoa que pratique a Via assim não é alguém que pratique a Sabedoria.

Como uma pessoa pratica verdadeiramente a Sabedoria? A pessoa sábia medita sobre as tristezas do nascimento, velhice e morte. Todos os seres são encobertos pela ignorância e não sabem como praticar o insuperável Caminho Correto. Ela roga: ‘Rogo para que esse meu corpo sofra grandes aflições em lugar de todos os seres. Que toda a pobreza, degradação, pensamentos de transgressão dos preceitos, todas as ações da cobiça, ira e ignorância de todos os seres recaiam sobre mim. Rogo para que todos os seres não adquiram um pensamento de cobiça, e que não estejam presos ao corpo-e-mente. Rogo para que todos os seres em breve atravessem o mar do nascimento e da morte, de modo que eu não necessite encará-los e sentir aflições. Rogo para que todos atinjam a Iluminação Insuperável’. Quando uma pessoa pratica a Via assim, ela não vê Sabedoria, nem forma da Sabedoria, nem quem pratica a Sabedoria, e nem a fruição a ser alcançada. Isto é praticar Sabedoria.

Oh bom homem! Alguém que assim pratique shila, Samadhi e Sabedoria é um Bodhisattva; alguém que não possa praticar assim o shila, Samadhi e Sabedoria é um Sravaka.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 35, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 3.

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Como Praticar Samadhi

“Como se pratica Samadhi? Se alguém, ao praticar Samadhi, o faz para iluminar a si próprio, por ganhos, não para o benefício de todos os seres, nem para a prática do Dharma, mas por cobiça, por comidas impuras, por motivos sexuais, em razão das impurezas dos nove furos, por disputas, para golpear e matar outros; qualquer pessoa que pratique Samadhi assim não é alguém que pratique Samadhi.

Oh bom homem! Qual é a verdadeira prática do Samadhi? Aquele que o pratica para o benefício de todos os seres, para implantar na mente dos seres a idéia do todo-igual, o Dharma não-retroativo, a mente sagrada, para permitir aos seres alcançar o Mahayana, para defender o Dharma Insuperável, para os seres não retroagirem da Iluminação, para eles obterem o (Samadhi) Surangama, o Samadhi-Vajra, Dharanis [isto é, mantras longos ou encantamentos], para permitir aos seres obterem as quatro (sabedorias) sem-obstruções, para permitir aos seres verem a Natureza de Buda. E quando ao praticar assim, não se vê Samadhi, nem forma do Samadhi, nem uma pessoa que pratica isso, nem qualquer resultado a ser alcançado. Oh bom homem! Se as coisas de fato ocorrem assim, dizemos que essa pessoa está praticando Samadhi.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 35, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 3.

how to practice samadhi.mp3

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