Resposta à Evie Giannini

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 17:47

Caro Marcos, tenho muito interesse em obter o seu livro “O Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa” (2ª Edição); sei q foi publicado pela Editora Editorama e vc tem divulgado a compra online pela T+8; o problema é q não acho a T+8!!! Ou os links redirecionam para uma empresa chamada “Mundivox” (e q em lugar algum há um link interno ao site para alguma livraria, editora ou coisas do gênero) ou simplesmente vem uma mensagem dizendo q o link não foi encontrado. Sei q vc disponibiliza o formato digitalizado deste livro por download (e já baixe-o! obrigada por disponibilizá-lo!) mas realmente eu preferiria comprar o livro impresso (é mais fácil ler e carregar por aí… risos). Pois é caro amigo, vc me daria alguma orientação em onde achar este livro???? É importante para mim… Aproveito para lhe parabenizar por tão importante obra!!! Sua ação faz Bem a toda gente… daqui lhe mentalizo os melhores fluídos em sua jornada. Grande abraço! Evie

muccamargo disse,

20/06/2012 às 18:42

Olá Evie,

Relutei muito para dar essa notícia, pensando que fosse um problema temporário. Notificado por vários leitores de Cristal Perfeito interessados na compra do livro, constatei que o link para compra on-line desta obra “saiu do ar” sem prévio aviso da editora (desde março de 2012), e não há outra forma de adquirí-la. Desde o início, aceitei as condições horríveis da Editorama que sempre comercializou o livro pelo site da T+8, onde fizera a autopublicação da 1a. edição com muito sacrifício, tudo em prol da propagação do Dharma Maravilhoso em nossa terra. Nunca ganhei nada com isso, sendo que a Editorama, por seu lado, não me dava notícia de nada. E assim foi até essa triste constatação acima. Peço desculpas a você a aos demais visitantes desta página por algo que está fora da minha governabilidade. Guarde com carinho o livro em seu formato digital.

Marcos Ubirajara.

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 19:01

Caro Marcos, seu esforço de resposta traduz o quão cuidadoso e gentil você é com seus leitores. Suas palavras traduzem bem a importância que você dá à divulgação do Sutra e aos benefícios que as gentes de Bem – ou que precisam de Bem – podem usufruir quando em contato com esta Sabedoria milenar. Contudo, você relata as relações, direi comerciais, cerceadas sob as condições por vezes “tiranas” de uma publicação por parte das editoras. Se você me permite usar uma força de expressão: “mantenha a calma!” Explico-me: ainda q uma editora tenha viabilizado uma publicação, ela não torna-se detentora dos direitos de sua publicação de forma irrevogável. Você é o autor, mesmo que seja tradutor, você é “O” autor, apesar de todo esforço mercantil em sujeitar os autores às duras circunstâncias da publicação. Sou doutoranda, professora universitária, e sei muito bem acerca das pedras desse caminhar tão penoso que é a publicação de livros. Vejo de perto as negociações por vezes unilaterais q estas editoras impõem. Pois bem, se você me permite, faço sugestão: tente achar OUTRA editora para fazer circular seu livro – cujo conteúdo nos é de prima importância. Suponho que talvez – eu disse talvez – você sinta o peso de ter que fazer “tudo de novo”: contatos, negociações, submissões aos editores, e tantos detalhes densos e silenciosos que só um autor conhece seus espinhos – e assim isso traga muito desânimo. Porém, se for o caso e você achar oportuno, posso tentar te ajudar nisso. Posso ao seu lado, no que se puder fazer, buscar e ajudar você a viabilizar numa nova edição, sob uma nova editora, e assim, talvez eu diminua seu peso sentido, e lucrarei com o prazer de ver seu livro circulando, o qual insisto, reconheço cada palavra de brilho que merece ter continuada sua divulgação. Sei que você não me conhece, mas considere que, com sinceridade, reconheço a importância e o valor de todo autor. Querendo a minha ajuda, é só falar! Vamos ver o que se pode ser feito! Sim, guardarei o exemplar digitalizado, mas continuarei a busca pelo impresso. Melhor ainda se for de OUTRA editora q melhor valorize os autores publicados por ela. Grande e fraternal abraço! Evie

muccamargo disse,

20/06/2012 às 21:03

Evie,

a sua declaração de apoio, para mim, tem um sentido universal. É como se muitas, ou todas as pessoas assim se propusessem a proferir mundo afora os Ditos Dourados do Buda. Neste Sutra de Lótus, o Buda faz um Voto Sagrado de enviar pessoas “nascidas por transformação” para apoiar e proteger aqueles que o ostentam. E quem são essas pessoas? São aquelas como você.

Tenho plena consciência dos direitos intelectuais sobre a obra. Mas, isso ainda é pouco para se propor realizar o trabalho do Buda. É necessário descortinar a ampla e profunda Sabedoria do Tathagata para outras pessoas, levando-lhes paz e felicidade duradouras. E isso não poderia ser fácil nessa era em que vivemos.

Se me permite, estarei publicando um post neste dia contando esse diálogo nosso, o qual fará parte da História da Tradução do Sutra de Lótus para o português brasileiro.

Muito obrigado!
Fique na Paz do Dharma!

Marcos Ubirajara.

Evie Giannini disse,

20/06/2012 às 21:21

Caro Marcos, sua resposta me felicita… Gostaria muito de ver sua obra multiplicada, infinitamente, apesar de todo o caminho das pedras que o mundo de hoje imputa, mas que ainda se converterá em caminhos na relva para você. Seus passos importam, para serem seguidos, para serem ensinados e exemplificados aos demais, e também para que nós outros possamos ter a oportunidade de ajudar – no mínimo que seja e no máximo que se possa – pessoas como você. O Dharma bem anuncia que o caminho do conhecimento ao encontro à maturidade que tudo transmuta em sabedoria nos ensina que ajudar e manter-se disponível a ajudas é ação permanente neste caminho. Conte comigo, se assim quiser. E conte com todos que queiram ajudar você. É parte de nossa boa intenção que clama pela prática em nome do Bem. Faço todos os votos que seu livro volte a pulsar em edição permanente e aguardarei, pacientemente, por este dia. Insisto que me coloco à sua disposição para ajudas todas, inclusive de divulgação, ou no que você precisar a mais. Agradeço profundamente por suas palavras. Hoje, sua generosidade me trouxe muita alegria e paz. E sim, tenha total permissão para publicar minhas palavras. São todas sinceras e são suas. Se possível, eu gostaria de manter contato. Conversar nada custa. Forte abraço, e sinta-se banhado pela Luz do Dharma!

Evie.

Continua quando um fato relevante suceder.

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

Fase Magna

Bladel, Noord-Brabant, Netherlands

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

Los Angeles, California, United States

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

Fase Magna

Gostaria de compartilhar aqui um sentimento que tenho guardado há 40 (quarenta) anos. Em 1972, eu tocava contrabaixo numa banda de música jovem em Osasco, chamada “Território Maldito” – que horror, não? Decidimos participar do Festival de Música Popular Brasileira daquele ano na cidade, com uma composição que saiu no último ensaio antes do vencimento do prazo das inscrições, à qual demos o nome de “Fase Magna”. A música era do Walter, o “Boneca”, e a letra foi escrita por mim, Marcos Ubirajara, o “Marcão”. Dizia:

“Tempos difíceis,

preciso ir daqui, contar minha história.

Minha verdade,

será bem mais que a divina fraude.

Maturidade alcancei,

sou coisa, gente, vi e amei;

todas as formas condenei

no éter da mente.

Pelos meus caminhos,

hei de estar tão só

quanto o fio de barba em meu rosto,

ao partir.

Tempos difíceis!”

Qual o sentimento? A música foi uma das mais cantadas do festival. Mas, deram-nos apenas uma “menção honrosa” pelo arranjo inovador. Nosso sentimento foi de injustiça. Meninos pobres, da periferia do que já era periferia de São Paulo, fomos para casa. Mas hoje, e com a mesma força, gostaria de cantar essa canção para vocês como se a tivesse escrito agora, graças a esse sentimento que guardei, à espera do amadurecimento do tempo.

Continua quando um fato relevante suceder.

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Liberdade

O Deus de Spinoza

Spinoza

Baruch Spinoza. Click na imagem para site de origem.

Albert Einstein sintetizou sua concepção sobre a existência de Deus ao afirmar que “a ciência sem religião é manca, e a religião sem ciência é cega”. Quando indagado pelo rabino Herbert S. Goldstein, da Sinagoga Institucional de Nova York, se acreditava em Deus, ele respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela na harmonia de todos os seres, não no Deus que se interessa pela sorte e ação dos homens”.

Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, Holanda. John Locke nasceu no mesmo ano. Spinoza era de uma família tradicional judia, de origem portuguesa. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmud. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Leu sobre a identificação de Deus com o universo, sobre a associação da matéria com o corpo de Deus. Se interessou muito pela filosofia moderna, como Bacon, Hobbes e Descartes. Então foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões. Ler mais sobre Baruch Spinoza em Consciência.org.

Fonte: PERSONAGENS QUE MARCARAM ÉPOCA – ALBERT EINSTEIN

Editora GLOBO, 2006

www.globolivros.com.br

Liberdade

Romiseta

A Romiseta. Click na imagem para site de origem.

Aos sete anos de idade, estava na primeira série do ensino fundamental no Grupo Escolar do Quilômetro 18, em Osasco. Minha professora era Dona Giselda, que vinha de São Paulo numa Romiseta, em meio àquele barreiro, para lecionar. Era um aluno considerado brilhante, de sair no jornalzinho da escola e tudo. Certo dia, tive uma convulsão na sala de aula, cai ao chão e abriu-se aquela roda: cuidado com a baba dele! Dona Giselda se aproximou, me amparou e mandou chamar meus pais imediatamente. “Seu filho teve uma crise de epilepsia. É grave. A senhora, Dona Yolanda, deve levá-lo numa clínica especializada em São Paulo. Fica no bairro da Liberdade, ao lado do colégio Santo Agostinho.”

Meu pai Theóphilo conhecia bem São Paulo, e instruiu minha mãe, coitada, que tinha oito filhos para cuidar: “Você desça na estação Julio Prestes, pegue o ônibus Paraíso Circular, e peça ao motorista para descer no Colégio Santo Agostinho.” Guardei todas as instruções, e lá fomos.

Fui examinado, algumas recomendações à minha mãe, e um pedido de exame: eletroencefalograma. Aquilo parecia grego e, naquela ocasião, o único equipamento em funcionamento na América do Sul estava no Hospital Cruz Azul da Força Pública do Estado de São Paulo. Meu irmão mais velho, José Maria, era sargento da Força Pública, o que facilitou as coisas. Entrei em tratamento, sempre acompanhado por minha mãe nas consultas naquela mesma clínica, até completar 18 anos, quando deixei de tomar os medicamentos porque tinha sarado. Sim, sou um caso raro de epiléptico que sarou. Nunca mais tomei medicamentos. Foi ali, na Liberdade.

Aos dez anos, por vontade de meu pai, em Sessão Magna ocorrida a 19 de janeiro de 1962, fui adotado na Loja Maçônica Virgílio Nascimento da Grande Loja do Estado de São Paulo, recebendo o título de Lowton (Lótus). A Loja Virgílio Nascimento, à qual meu pai frequentava às terças-feiras, ficava ali na Rua São Joaquim, na Liberdade.

Aos dezesseis anos, estudando na Escola Técnica Federal de São Paulo, herdei do meu irmão Guarani um emprego de Office-Boy num escritório de advocacia no Largo do Café. Meu irmão tivera sido chamado para prestação de serviço militar obrigatório, e eu fiquei com emprego dele. Diariamente, eu ia fazer o acompanhamento de processos para o Dr. Garcia ali no Fórum da Praça João Mendes, na Liberdade.

Quando no último ano da Escola Técnica, então com dezoito anos, conquistei uma vaga de estagiário na General Motors do Brasil S.A., após exaustivos testes aplicados nos formandos daquele ano de 1970. Selecionaram quatro alunos, eu era um deles. Vinha de Osasco até o largo de Pinheiros. Ali pegava o ônibus da Companhia, cuja linha entrecortava os bairros da Liberdade, Vila Mariana e Ipiranga, em direção a São Caetano do Sul no ABC paulista. Mesmo depois de adquirir meu primeiro carro, fiz esse trajeto diariamente durante os cinco anos em que trabalhei na GM. Tornei-me familiarizado com tudo por ali, na Liberdade.

Prestei vestibular para Física na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, passei no vestibular e fui estudar no Centro de Física e Matemática da PUC, que ficava ali na Rua do Carmo, entre a Tabatinguera e a Praça Clóvis Bevilácqua, região limítrofe da Liberdade. Ali cursei os meus cinco anos do Bacharelado em Física.

No início de 1976, então com 24 anos e recém formado, conquistei uma vaga de estágio no Centro de Controle de Operações do Metrô de São Paulo, o qual ficava junto à Estação Paraíso da linha norte-sul. Lá estava eu de volta à Liberdade. Caminhava solitário por ali nos intervalos para almoço, sem dinheiro para uma refeição, comia alguma coisinha e caminhava muito para gastar o tempo. Isto foi até meados de 1976, quando ganhei uma bolsa de estudos para o Mestrado no IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares que, na ocasião, pertencia à USP – Universidade de São Paulo.

Casei-me com uma Budista da Nitiren Shoshu em 1980. O templo e o centro cultural dessa religião ficavam no bairro da Liberdade. Por que tantas coisas importantes da minha vida aconteceram ali?

Nesse ano de 1980, fui pata São José dos Campos, onde trabalhei no IEAv – Instituto de Estudos Avançados do CTA – Centro Técnico Aeroespacial. Por ali permaneci três anos. Fui para o CTI – Centro Tecnológico para Informática em Campinas, órgão da SEI – Secretaria Especial de Informática do Governo Federal. Morei quatorze anos em Campinas. Voltei para Osasco por três anos e segui para Belo Horizonte no ano 2000. Neste 2012, voltei para conquistar a minha Liberdade.

Liberdade

Liberdade

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Um Novo Trabalho

Uma Nova Edição do Sutra de Lótus

A Tempestade

O Apoio Institucional do Budismo Primordial

O Encontro com o Budismo Primordial

Gatineau, Québec, Canada

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

Northfield, United States

Nesses lugares há pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

Inteligência

Chamar uma pessoa de inteligente é como pregar cartazes em parede: o cartaz suja a parede.

Marcos Ubirajara.

28/12/2010.

%d blogueiros gostam disto: