Nas Próximas Eleições 2014, Diga NÃO ao ERRO!

erroErro em direito é um vício no processo de formação da vontade[1], em forma de noção falsa ou imperfeita sobre alguma coisa ou alguma pessoa. É importante ressaltar que no erro o indivíduo engana-se sozinho. Ele não é vítima de artifício ou expediente astucioso por parte de outrem. Se o for, configura-se dolo[2].


 

[1] Temos aqui o ‘skandha’ decorrente do ‘contato – matéria, forma’, ‘sentimento’, ‘percepção’, e ‘volição – compulsão’; todos concorrentes para a formação da ‘consciência’. Antes de ‘errar’, consulte a ‘consciência’.

[2] Dolo ocorre quando o indivíduo age de má-fé, sabendo das consequências que possam vir a ocorrer, e o pratica para de alguma forma beneficiar-se de algo.

O Diário de um Tolo

A Volta Final

ORROZ, você disse: “As pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STI – Supremo Tribunal da Iniquidade conservador, imperial, tirânico, que não hesitava em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade”, a respeito de seu antecessor. O que diz agora diante do espelho das verdades imutáveis, e diante deste Tribunal da Equanimidade?

Oh, ORROZ ! Quando o dedo em riste aponta para o acusado, o polegar aponta para os céus (de onde se aguarda a justiça), e os outros três apontam para si.

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Conteúdo

02/05/2014 – O Cenário 7

Ato I – Antes do Rolê 9

27/01/2014 – A Charada 11
27/01/2014 – A Lenda de ORROZ 11
28/01/2014 – Visão Distorcida 12
29/01/2014 – O Espelho das Verdades Imutáveis 12
29/01/2014 – O Direito de Defesa 13
30/01/2014 – Pelos Campos do País 13
29/01/2014 – O Domínio dos Fatos 14
29/01/2014 – O Gozo das Aparências 15
31/01/2014 – O Rolê de ORROZ 16
02/02/2014 – A Armadilha da Presunção 17
04/02/2014 – O Tribunal do Horror 18

Ato II – Depois do Rolê 19

05/02/2014 – A Vacuidade dos Fenômenos 21
09/02/2014 – O Fator Tempo 21
10/02/2014 – A Senhora dos Olhos Vendados 22
13/02/2014 – Equanimidade 23
13/02/2014 – A Razão Última do Debate 24
15/02/2014 – OTNOT 25
18/02/2014 – Sobre a Boa Lei 26
19/02/2014 – O Cabo das Tormentas 27
19/02/2014 – A Cidadela 28

Ato III – O Outro Lado 29

20/02/2014 – O Outro Lado 31
21/02/2014 – O Dharma da Equanimidade 32
25/02/2014 – A Farsa Desnudada 33
25/02/2014 – De Volta ao Caminho Médio 34
27/02/2014 – Em Tempos de Carnaval 35
28/02/2014 – A Imagem do Alazão 35
10/03/2014 – A Trilha à Esquerda 38
10/03/2014 – O Corpo e a Sombra 40
25/03/2014 – As Fases da Sombra 41

Ato IV – De Volta ao Ostracismo 43

25/04/2014 – A Hipótese da Dualidade 45
06/05/2014 – Os Túneis para o Céu 46
13/05/2014 – O Efeito Túnel 47
14/05/2014 – A Trilha à Direita 48
14/05/2014 – O Sétimo Túnel 49
15/05/2014 – O Duplo Mágico 51
21/05/2014 – O Agente Fotosensitizante 52
23/05/2014 – O Turfe em Copa 53
11/06/2014 – A Volta Final 54

O Turfe em Copa

O Turfe em Copa[1]

E assim, via-se ORROZ girando nas três raias. Na raia 1 parecia alado, feito de cristal; na raia 2 parecia empacado, prisioneiro de suas próprias visões; na raia 3, aquela dos seis mundos, fulgurava sob os raios do sol escaldante de Samsara e, cada vez que puxado pelas rédeas da reflexão, relinchava um ‘não’ acentuado pelo reluzir de um dente de ouro. Tudo isto, aos olhos dos sábios que secretamente sabem quem vencerá. Quanto aos mortais comuns, poderão arriscar seus palpites aqui.


 

[1] Aqui com o sentido de ‘fechar-se em copa, calar-se amuado’. – em http://www.dicio.com.br/copa/

O Agente Fotosensitizante

ORROZ

Positivamente, ORROZ pode se apresentar em várias raias, bem como a maioria dos seres humanos. No seu caso, por ser um agente fotosensitizante[1], pode se desdobrar num tripleto[2] quando em estado de excitação elevada por fatores externos.

Apresenta-se na raia dos seis mundos trajado nas ilusões e com os skandhas à flor da pele, onde giram os mortais comuns sem nunca escaparem; apresenta-se na raia da erudição onde veste uma toga, mas é prisioneiro de suas próprias visões, onde residem os artistas, intelectuais, clérigos em geral, monges e monjas do pequeno veículo; e apresenta-se na raia superior onde aspira ao lugar dos iluminados[3] e, agora como uma onda, pretende projetar-se no futuro distante.

Observa-se que em todas as suas aparições o tripleto de ORROZ se revela, às vezes com destaque em uma das raias, mas sempre o tripleto. Daí a certeza de ser um agente fotosensitizante, pois nunca é visto na ausência dos holofotes; e se assim o for deverá ser como a sombra na completa escuridão, visível apenas pelos olhos dos sábios.


 

[1] Os agentes fotosensitizantes são substâncias geralmente no estado singleto, ou levadas ao estado singleto, e que, quando excitadas pela energia dos fótons de luz, vão ao estado tripleto.

http://sbccp.netpoint.com.br/ojs/index.php/revistabrasccp/article/viewFile/168/160

[2] Em Física Atômica – Multipleto – raia espectral que se pode subdividir em componentes muito próximos uns dos outros. Origina-se de transições eletrônicas em que os spins dos elétrons alteram ligeira e complicadamente os níveis de energia. Quando o multipleto é formado por duas raias, é um dubleto; quando tem três raias, é um tripleto, etc.

Em Física Nuclear – conjunto de partículas elementares que têm o mesmo número bariônico, massas aproximadamente iguais, mas diferem pela carga elétrica. Quando a família tem apenas dois membros, constitui um dubleto (por exemplo, o próton e o nêutron ); quando tem três membros, é um tripleto ( por exemplo, os mésons pi-mais, mésons pi-menos e pi-zero). Se só há uma partícula na família, ela é um singleto ou singuleto ( por exemplo, a partícula lâmbda).

Fonte: http://www.cepa.if.usp.br/energia/energia2000/turmaA/grupo6/SINGLETO.HTM

[3] Esses, com suas mentes já aquietadas, não mais se excitam como os demais diante das provocações, lisonja e outros apelos de Mara.

 

O Duplo Mágico

ORROZ

O sétimo túnel, da erudição, e o oitavo, da absorção, são como se fossem um, não há um intermédio entre eles, e representam o primeiro dos Três Veículos. Para os iluminados eles são uma linha reta, mas para os arrogantes ensimesmados são como um labirinto. Esse estado, ao mesmo tempo em que rechaça todo e qualquer tipo de impureza, comportando-se como uma barreira potencial impenetrável, aprisiona todo e qualquer tipo de pureza autocentrada, autóctone, que se cultiva em si e para si próprio, comportando-se como uma cidadela inescapável. A situação de ORROZ é como segue:

 

  • se praticar o que é impuro, mesmo em pensamento, será rechaçado de volta para os seis mundos inferiores;
  • se praticar o que é puro, mas por razões egoísticas ou em detrimento do Dharma da Equanimidade, ficará preso;
  • se praticar o verdadeiro altruísmo utilizando-se de suas melhores habilidades, poderá subir.

 

Misticamente, todas essas práticas poderão ocorrer de forma simultânea, e isso se denotará por uma agitação em todas as direções na vida daquela pessoa.

 

O Sétimo Túnel

ORROZ

Ao sair do sexto túnel[1], ORROZ encontrou uma grande tempestade: ventos, neve, folhas mortas, árvores caídas, seres desabrigados, gritos de socorro, deslizamentos, uma fúria. Caminhou alguns metros e pensou em voltar, desistir de sua caminhada de volta. Cansado, sentou sob uma árvore frondosa que resistia aos ventos como se os mesmos não lhe tocassem. Mais curioso ainda era que, sob a árvore, nenhum vento soprava e imperava um silêncio profundo. De sob a árvore, sua visão era límpida, nem neve, nem folhas, árvores ou seres caídos. Mas sim, a grande distância, a entrada do sétimo túnel: o túnel da erudição. Compreendia isso e via claramente um menino diante daquele portal a cantarolar uma canção que dizia:

“O medo é uma colina.

Lá no topo da colina existe um lago,

onde  a onça bebe água.

Ela é a guardiã do topo.

Aqueles que a temem,

jamais galgam o topo,

nunca saberão do lago,

e nunca contemplarão o outro lado.

Para aqueles que não têm medo,

essa  colina não existe,

muito menos a onça, muito menos o lago,

que não têm onde residir”[2].

Indagou-se: “Que lugar é esse? Devo seguir? Mas, e a tempestade? Afinal, estou num lugar tranquilo e seguro. Esse menino parece aquele que morreu afogado quando nadávamos escondidos na minha infância, e do qual nem me lembro mais o nome. Esse lago, essa onça, o que ele está a dizer com isso? Não quero voltar, mas também não posso ficar aqui”, meditou e adormeceu.

Horas após, acordou em sobressalto e bradou: “Já sei, é o medo!” Deu apenas um passo para fora da sombra da árvore e já estava dentro do sétimo túnel.


[1] Quais sejam: inferno, fome, animalidade, ira, tranquilidade e alegria.

[2] Onde a Onça Bebe Água, em Cristal Perfeito.

 

A Trilha à Direita

ORROZ

A trilha à direita é pantanosa, repleta de poços de areia movediça, sendo que o maior deles tem até um nome: GLOBE. Seu nome vem do som que se ouve da eclosão das bolhas ao tragar as suas vítimas: globe, globe, globe!

El Diablo’ resmungava: “Tenho que chafurdar[1] nessa lama para seguir aquele ingrato!”. Mal sabia ele que pegara a trilha errada e que, ingrato por ingrato, aquele país que fica a oeste daqui está repleto deles, pois que se chama ‘Ingratidão’. Seguia, então, arrancando pata por pata daquele solo pegajoso ao dar cada passo adiante.

Ao passar pelo grande poço chamado GLOBE, reconheceu muitos náufragos, dos quais fora montaria, a se debaterem inutilmente, ou a apoiarem-se uns nos ombros dos outros, com a tola ilusão de se projetarem, pois, assim somando seus pesos, afundam mais rapidamente na areia.

Areia é modo de dizer. Parece purpurina que faz reluzir o semblante daquelas pessoas, mas por pouco tempo, tragando-lhes a própria vida. Há notícias de alguns poucos que escaparam dali, direto para o ostracismo.

Surpreendente é a indiferença de ‘El Diablo’ que, como ser não-nascido, não afunda com o seu próprio peso, e pisoteia os menos afoitos que ainda não sucumbiram no grande poço.

Assim é a Trilha à Direita, dos ávidos da fama e da fortuna, onde supostamente ORROZ seria reencontrado por seu fiel alazão.

 


[1] Afundar na lama, cair no lamaçal, no chiqueiro, atolar-se em vícios, perverter-se.

 

O Efeito Túnel

ORROZ

Tunelamento é um efeito quântico que, quando compreendido, permitiu um grande avanço na física atômica e nuclear, ou física das partículas elementares. Trata-se de uma probabilidade que há de uma partícula elementar transpassar uma barreira potencial maior do que a sua energia total valendo-se da sua dualidade partícula-onda[1]. Do ponto de vista clássico isso seria impossível, mas, como de fato se comprovou acontecer, é como se a partícula desaparecesse num ponto e aparecesse em outro, daí o nome efeito túnel ou tunelamento. Na nossa história, onde o aspecto da dualidade já foi tratado de um modo bastante conservador, ou seja, referindo-se apenas aos pares opostos complementares, nesse ponto, evoca um dos princípios mais fundamentais da Filosofia Budista que é o SANTAI ou TRÊS VERDADES: Transitoriedade (partícula-matéria), Não-Substancialidade (onda), e Caminho Médio (túnel). A ciência humana levou séculos para adquirir alguma compreensão disto. Assim, o que de fato ORROZ descobriu diante daquelas escarpas intransponíveis foi o Caminho Médio, e não qualquer forma de ‘auto-superação’ ou ‘mapa da mina’. É como se sua parte pura transpassasse as barreiras potenciais de sua caminhada de volta, representadas por aquelas escarpas, mas ao sair dos túneis reacoplasse com a escória de sua existência deixada para trás ao entrar. A bifurcação da trilha a certa altura do caminho foi um artifício? Entenda como quiser entender, mas a escória é ‘El Diablo’ a segui-lo como a sombra segue o corpo. Isto não é uma história de realismo fantástico, mas é o mais fantástico realismo aplicável à vida mundana de todos os seres.

 


 

[1] Dualidade essa descrita pela equação de onda associada a uma partícula devida ao físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) proposta em 1926.

 

 

 

 

Os Túneis para o Céu

ORROZ

Aquela trilha à esquerda, a mais escarpada, tinha seus segredos, que ORROZ foi descobrindo aos poucos. Eram túneis que conduziam montanha acima, encontrados nas rochas por antepassados que por ali seguiram. Protegiam-lhe dos perigos das encostas, das avalanches e deslizamentos, do vento frio e cortante daquelas altitudes e, acima de tudo, poupavam-lhe da dependência de uma energia que na realidade não possuía. Mais ainda, davam-lhe privacidade nas muitas passagens durante a caminhada de volta que poderiam render exposições sensacionalistas na mídia, como no caso do dia em que uma rufada de vento suspendeu-lhe a toga expondo o seu traseiro mal coberto por uma cueca rasgada. Por outro lado, o tunelamento também lhe privava do calor dos holofotes a compensar a frieza daqueles ventos. Alertado sobre tais dificuldades desde o início, ORROZ seguia quase sem olhar para trás como lhe fora recomendado. Fazia-o discretamente nas curtas exposições entre túneis e, quando o fazia, ouvia-se o relinchar do energúmeno[1] que seguiu a trilha da direita a conjurar: ‘Vou persegui-lo como a sombra segue o corpo’.

Ah, como sua cueca rasgou? No início de sua caminhada de volta, ORROZ pisou num terreno barroso, infringente, que encobria uma rocha extremamente abrasiva que lhe infligiu inesperada punição. Caiu de bunda e deslizou ralando o traseiro ladeira abaixo por cerca de quinze metros, ao cabo de que, além de ferimentos leves, teve a parte posterior de sua cueca poída. Olhou para os lados, disfarçou, ajeitou a toga seguiu adiante.

 


 

[1] Energúmeno significa possesso, aquele que está possuído pelo demônio É uma palavra de origem grega “energoumenos”, que significa endemoninhado. No sentido figurado energúmeno é aquele indivíduo que está desnorteado, violento, fanático, que está exaltado, que fala e gesticula com veemência, além de outros adjetivos mais pejorativos, como imbecil e idiota. Energúmeno é também um mentecapto, um indivíduo alienado, idiota, louco, insensato.

Fonte: http://www.significados.com.br/energumeno/

 

 

 

 

O Cenário

ORROZ

A lenda de ZORRO, para quem a conheceu, nos remete para uma era pré-Eisenstein, quase pré-história da assim chamada sétima arte, o cinema. Fantasticamente, aquela era persiste naquele país distante que fica a oeste daqui, que se chama “Ingratidão”, e sobre cuja história recente se desenvolve a lenda de ORROZ. Explicaremos por quê:

Naquela era pré-Eisenstein, as câmeras eram fixas, não se moviam. Movimentavam-se cenários montados em grandes estúdios, atores e coadjuvantes devidamente credenciados, constituindo cenas ilusórias, mascaradas, sem uma substância real. A história recente daquele país, na qual ORROZ veio a figurar como importante personagem transcorre assim.

Os cenários são cuidadosamente montados, os atores e coadjuvantes caprichosamente maquiados, e dessa forma as cenas obtidas após esmerada produção midiática são massivamente difundidas através de modernos meios de comunicação como se fossem reais.

Mas, perceba-se: as ‘câmeras’ estão paradas na cena e no tempo. Não mudam sequer os ângulos de suas visadas, pois os mecanismos viciados daqueles dinossauros de outrora inspiraram os modernos equipamentos eletrônicos, legando-lhes os mesmos vícios. Para fora dos estúdios, das redações e dos recintos por onde desfilam as “celebridades”, nada é como se vê. Tudo é editado e retocado. Isto é, tudo em termos, porque aquilo que não convém, seja bom ou ruim, é tratado como algo inexistente, apenas porque não convém existir.

Por essa razão, ORROZ é uma figura mítica, produto da imersão de um ser real nessa espécie de surrealismo perverso, cada vez mais distante da realidade daquele país manifesta nas escolhas do seu povo. Lá, tudo é mítico, não substancialmente real. Por detrás desse cenário esconde-se uma realidade dantesca, capaz de chocar até os mais céticos. Desta, emergem as gárgulas trajadas de branco (white-robed)[1] do poder a protegerem instituições decadentes, inúteis, podres por dentro. E como nada é como não deveria ser, ORROZ é real.

 


 

[1] White-Robed aqui com significado de “Candidatos”, que vem da palavra latina ‘candidus’, significando puro, imaculado, branco-reluzente. Na Roma antiga, os aspirantes aos altos cargos vestiriam uma toga branca sugerindo a pureza que raramente possuem.

Fonte: http://www.proz.com/kudoz/latin_to_english/linguistics/896995-white_robed.html

 

 

 

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