O Dharma do Cristal Perfeito

Em milhares de miríades de milhões de terras,
eu manifesto um corpo puro e sólido[1],
através de ilimitados milhões de kalpas,
pregando a Lei em prol dos seres viventes.


[1] Portanto, intangível (Puro), incorruptível e inatacável (Sólido). Puro também significa Perfeito ou Correto; e Sólido significa Cristal ou Dharma (Lei). Então, um corpo Puro e Sólido é um Cristal Perfeito, ou Dharma Correto.

Sobre isso, ver também:

O Sutra do Cálice Vazio do Cristal Perfeito e

Cristal Perfeito.

Louvores ao Honrado pelo Mundo

Nisto, os seres celestiais nos céus bradaram numa estrondosa voz: “Para além de ilimitados, incomensuráveis centenas de milhares de miríades de kotis de asamkhyas de mundos daqui, há um mundo chamado Saha. Naquele mundo há um Buda chamado Shakyamuni que agora, em prol de todos os Bodhisattvas Mahasattvas, proclama um Sutra do Grande Veículo chamado Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, uma Lei para instruir Bodhisattvas, uma Lei da qual o Buda é guardião e mentor. Todos devem alegrar-se profundamente em seus corações, curvarem-se e fazerem oferecimentos ao Buda Shakyamuni”.

Ouvindo este som vindo do espaço, todos os seres viventes juntaram as palmas das suas mãos, olharam para o mundo Saha, e disseram: “Namu Shakyamuni Buda! Namu Shakyamuni Buda!”.

E então, à distância, eles espalharam todos os tipos de flores, incenso, contas, estandartes, dosséis, ornamentos para o corpo e outros objetos preciosos e raros sobre o mundo Saha. Os objetos que eles espalharam vieram das dez direções como nuvens em expansão, as quais se juntaram e transformaram-se em dosséis cravejados de jóias cobrindo completamente os Budas naquela região. Então, os mundos das dez direções interpenetraram-se sem obstruções, como se fossem uma única terra Búdica.

Excerto do CAP. 21: Os Poderes Espirituais do Tathagata, pág. 352.

Suddhodana, o Pai do Buda Shakyamuni

O Rei Suddhodana foi o pai de Siddharta Gautama, que viria ser o Buda Shakyamuni. Ele foi líder dos Shakyas, um povo que vivia no sul do Nepal. O pai de Suddhodana foi Sinahana. Foi casado com as princesas Mayadevi (mãe de Siddharta) e Prajapati (sua mãe de criação) do reinado de Devadaha no sul do Nepal, às margens do rio Anoma.

Imagem do Rei Sudhodanna e sua corte

Imagem do Rei Sudhodanna e sua corte

Foi profetizado que Siddharta se tornaria um grande girador de roda (chakravartin) ou monarca universal. No entanto, se ele visse quatro sinais, um homem velho, um homem doente, um cadáver e um monge, ele se tornaria um grande sábio. Após ouvir isto, Suddhodana tentou manter Siddharta protegido do mundo exterior, tal que ele nunca viesse a ver os quatro sinais, tornando-se então um poderoso governante. Todavia, o seu plano não funcionou e Siddharta tornou-se um sábio, deixando uma vida de luxúria no palácio para uma humilde viagem na busca da verdade.

Segundo a lenda, Suddhodana lamentou a partida do seu filho e envidou consideráveis esforços tentando localizá-lo. Anos mais tarde, depois que a palavra do iluminado Siddharta chegou a Suddhodana, ele enviou um mensageiro com 10.000 acompanhantes para convidar Siddharta a retornar à terra dos Shakyas. O Buda pôs-se a pregar para o mensageiro e todos os seus 10.000 acompanhantes, os quais decidiram aderir à Sangha e nunca mais voltaram. Suddhodana, então, enviou um amigo próximo de Siddharta, Kaludayi (Koladayin), para convidá-lo a retornar. Kaludayi também optou por se tornar um monge, mas manteve sua palavra de convidar o Buda para retornar à sua terra natal. O Buda aceitou o convite do seu pai e retornou para visitar a sua terra natal. Durante essa visita, ele pregou o Dharma para Suddhodana.

Muitos anos mais tarde, quando o Buda ouviu sobre a morte iminente de Suddhodana, ele novamente retornou à sua terra natal e pregou tanto para Suddhodana como para leigos em seu leito de morte. O rei Suddhodana, assim, atingiu o Arhatship (estado de Arhat ou Santo).

Fonte Wikipedia, a enciclopédia livre.

Monólogo no Exílio

Chamado Saha, este é o mundo da tolerância. Então, o que devemos cultivar aqui? Ora, a tolerância e a paciência.

Assim, desarme seu espírito, despojando-o da armadura da intolerância, e vista-se com os robes do Tathagata, agindo com gentileza e paciência para com todos os seres.

Se conseguir agir assim por um período de apenas 24 horas, estará apto a repeti-lo indefinidamente, e também será capaz de cultivar as virtudes da benevolência e da compaixão.

Em 19/09/2008.

Marcos Ubirajara.

O Mais Profundo dos Ensinos do Buda

“Todos os Budas, Honrados Duplamente Realizados,
sabem que todos os fenômenos são eternamente desprovidos de uma natureza.
A semente do estado de Buda germina das causas e condições;
sendo assim, eles pregam o Veículo Único.

Esta Lei permanece latente e imutável,
residindo eternamente nos aspectos mundanos.
Alcançando a compreensão disto no Lugar da Iluminação,
o Mestre Guia ensina-o através dos meios hábeis“.

Este ensino foi exaltado por todos os Budas das dez direções que com o som Brahma bradaram:

‘Excelente, Oh Shakyamuni,
Supremo Mestre Guia.
Tendo atingido a Lei insuperável,
você segue o exemplo de todos os Budas,
ao empregar o poder dos meios hábeis.
Igualmente, nós também obtivemos essa Lei insuperável,
a mais maravilhosa.
Para os vários tipos de seres viventes,
fizemos distinções e ensinamos os Três Veículos.
Aqueles de pouca capacidade,
que se comprazem nas leis inferiores,
não compreendem que eles podem tornar-se Budas.
Essa é a razão de usarmos os meios hábeis,
para fazer distinções e ensinar os vários objetivos.
Mas, embora Três Veículos sejam ensinados,
o são unicamente em prol da instrução de Bodhisattvas’.

Este é chamado O Giro da Roda da Lei.

Excerto do CAP. 02 – Meios Hábeis, pág. 53.

Muito interessante também, veja
Meios Hábeis do Buda
O Pedido do Brahma Buda
no blog Samsara.

Tozan

Estávamos num grande salão imperial, finamente decorado e muito amplo, aguardando o início de uma cerimônia ou algo assim. Ao meu lado, estavam algumas pessoas conhecidas, dentre elas a Norma e a Rita de Cássia, minhas sobrinhas.

Num dado momento, ao som de tambores, começamos todos a recitar o mantra.

Namu-Myoho-Rengue-Kyo,
Namu-Myoho-Rengue-Kyo,
Namu-Myoho-Rengue-Kyo.

Essa recitação, cadenciada ao som dos tambores, foi se intensificando, até que, do lado sudeste do grande salão, um grupo de figurantes em desfile adentrou o local. Eram muitos, fina e delicadamente trajados que, usando máscaras orientais, dançavam rodopiando ao som dos tambores e do cântico do mantra.

Namu-Myoho-Rengue-Kyo,
Namu-Myoho-Rengue-Kyo,
Namu-Myoho-Rengue-Kyo.

Seus trajes celestiais eram leves, como feitos de seda que, ao movimento dos seus passos de dança, esvoaçavam preenchendo todo o espaço com múltiplas cores. Havia dosséis, estandartes e mantos esvoaçantes compondo a evolução do grupo; brilhos e cintilações no ar de beleza indescritível.

Então, um daqueles figurantes, sempre girando, se aproximou bastante e, através da sua máscara, sinalizou com um dos olhos e sorriu discretamente. Depois, sem cessar os seus movimentos rodopiantes da dança, afastou-se.

Eu me sentia encantado, já totalmente envolvido pelo som dos tambores e do mantra em recitação; pelos movimentos e pelas cores da cena; brilhos e trajes esvoaçantes.

Acordei em 19/09/2008, às 02:00 horas. Isto veio a ocorrer nesta semana em que comemoro os vinte anos de realização do Tozan.

Marcos Ubirajara.

Ver também Taissekiji, Meus Vinte Anos de Tozan.

Taissekiji, Meus Vinte Anos de Tozan

Tozan é como se designa peregrinação em japonês. Realizei essa peregrinação entre 18 e 29 de setembro de 1988, como membro da Nitiren Shoshu do Brasil. Lá, diante do Supremo Santuário, fiz sinceros votos de dedicar-me à propagação do Budismo no Brasil, o que tenho feito dentro das minhas limitações de um estudioso leigo, mas com o máximo de sinceridade e honestidade.

Taissekiji, Meus Vinte Anos de Tozan

Taissekiji, Meus Vinte Anos de Tozan

De retorno ao Brasil, após a peregrinação, um amigo de Campinas-SP, Sr. Koichi Kawakami, recomendou-me não esperar “milagres” em minha vida, ou recompensas de quaisquer espécies, como uma retribuição pelos esforços por mim empreendidos para a realização de tal façanha. Disse-me, naquela época, que os principais benefícios de uma devoção sincera ao Dai Gohonzon do Supremo Santuário seriam imperceptíveis aos olhos humanos, e intangíveis pelos nossos sentidos; mas que, depois de 20(vinte) anos, esses benefícios se traduziriam numa grande mudança em minha vida. É surpreendente como, hoje, posso perceber que meus sinceros votos não foram em vão. Prezado Sr. Kawakami, nunca esqueci as suas palavras de então. Meus sinceros agradecimentos.

O Taissekiji, oficialmente Tahō Fuji Dai-Nichirengezan Taissekiji, foi estabelecido em outubro de 1290 (3º ano da era Shō-o) pelo 2º Sumo Sacerdote, Byakuren Ajari Nikkō Shōnin, que sucedeu o fundador, Nichiren Daishōnin, na propagação da doutrina. Esta denominação, Taissekiji, deriva de Ōishigahara, nome da localidade em que está estabelecido. O proprietário da área era Shichirō Jirō Tokimitsu Nanjo, o senhor da região de Fuji Ueno. É um local sagrado que deu a origem do Templo Principal Taissekiji. Há registro de que esse nome veio da forma da construção que era dividida em 6 cômodos.

O atual Mutsubô foi reconstruído em 1988 (63º ano Shôwa), uma iniciativa do 67º Sumo Prelado Nikken Shonin, em comemoração aos 700 anos da Fundação do Templo Principal Taissekiji.

Informações sobre Templo Taissekiji obtidas do site da Nitiren Shoshu, visite-o para maiores detalhes.

A Mente dos Mestres da Lei

“A mente desta pessoa será pura,
brilhante, aguçada e imaculada.
Com sua mente maravilhosa,
ela conhecerá as Leis superiores, medianas e inferiores.
Se ela ouvir não mais que um verso,
compreenderá ilimitados significados
e os pregará em plena concordância com a Lei,
durante um mês, quatro meses ou um ano.
Dentro e fora deste mundo, todos os seres viventes,
sejam eles seres celestiais, dragões ou humanos,
yakshas ou espíritos,
todos aqueles seres dos seis caminhos,
todos os seus diferentes pensamentos;
aquele que ostenta o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa,
como uma recompensa,
conhecerá a todos imediatamente.

Os incontáveis Budas nas dez direções,
adornados com as marcas de centenas de bênçãos,
quando pregam a Lei para os seres viventes,
essa pessoa os ouvirá e poderá recebê-la e mantê-la em mente.
Ela ponderará sobre seus ilimitados significados
e pregará ilimitadas Leis também,
sem engano ou omissão do principio ao fim,
em virtude de ostentar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.
Ela conhecerá completamente os Verdadeiros Aspectos de Todas as Leis,
e reconhecerá a sua seqüência significativa.
Conhecendo os nomes e palavras,
ela os exporá da forma como os compreende.
Tudo o quê esta pessoa diz é a Lei dos Budas anteriores,
e em razão de ela expor em acordo com esta Lei,
ela o faz destemidamente na assembléia.

Aquele que ostenta o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa possui uma mente pura como esta.
Embora ele ainda não tenha atingido a sabedoria sem falhas,
ele já possuirá as marcas acima descritas.
Esta pessoa, ostentando o Sutra,
residirá seguramente numa terra pura,
onde todos os seres viventes deleitar-se-ão nela,
estimar-lhe-ão e reverenciar-lhe-ão.
Ela poderá, através de mil miríades de tipos de habilidades e palavras inteligentes, pregar o Dharma em detalhes,
em virtude de ostentar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa”.

Excerto do CAP. 19: Os Méritos e Virtudes do Mestre da Lei, pág. 339.

Lumbini, o Exato Local do Nascimento de Buda Shakyamuni

Lumbini está localizada no distrito de Kapilavastu, no Nepal, próxima à fronteira com a India. É o local onde se diz ter a Rainha Mayadevi dado à luz Siddharta Gautama, aquele que, como Buda Shakyamuni, daria origem à tradição Budista. O Buda viveu por volta dos anos de 563 e 483 A.C. Lumbini é um dos quatro mais importantes destinos de peregrinações para os Budistas, segundo o próprio Buda, ao lado de Kushinagar, Bodh Gaya, e Sarnath.

Lumbini, o exato local do nascimento de Buda

Lumbini, o exato local do nascimento de Buda

Lumbini está localizada no sopé do Himalaia, 25 km a leste do município de Kapilavastu, onde se diz ter o Buda vivido até idade de 29 anos. Ali se encontram vários templos, entre os quais o Templo Mayadevi, e outros em construção. Ali também se encontram o Puskarini ou Lago Sagrado – onde a mãe do Buda realizou o ritual antes do seu nascimento e onde ele, também, tomou o seu primeiro banho – bem como as ruínas do Palácio de Kapilavastu.

Na época do Buda, Lumbini era um parque situado entre Kapilavastu e Devadaha. Nos dias de hoje, um pilar demarca o ponto da visita de Ashoka a Lumbini. De acordo com uma inscrição no pilar, ele foi colocado lá pelos encarregados do parque para comemorar a visita e a doação de Ashoka.

O lugar sagrado de Lumbini está cercado por uma extensa zona monástica, onde somente monastérios podem ser construídos; sem lojas, pontos de comércio, hotéis ou restaurantes. Divide-se em duas zonas monásticas, oriental e ocidental, sendo que na zona oriental se encontram os monastérios Theravada, e na ocidental se encontram os monastérios Mahayana e Vajrayana.

Naquele local sagrado também se encontram ruínas de antigos monastérios, uma sagrada árvore Bodhi, um antigo lago para banho, o pilar de Ashoka e o Templo Mayadevi; onde o preciso local do nascimento de Buda está demarcado. Das primeiras horas da manhã às últimas horas da tarde, peregrinos de vários países realizam cânticos em orações e meditação no local.

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.

Aos Que Aspiram à Emancipação

A questão central que se coloca aos que aspiram à emancipação é se estamos prontos para enfrentar e derrotar os exércitos de Mara[1]: os exércitos da paixão e do desejo, os exércitos da ira e das aflições do mundo tríplice. Derrotá-los e fugir dos domínios de Samsara, que é como uma casa em chamas. São ditos dourados do Buda:

“Se, quando eu me reúno com seres viventes,
ensino-lhes apenas o Caminho do Buda,
aqueles de pouca sabedoria ficarão perplexos;
e confusos, eles não aceitarão o ensinamento.
Eu sei que esses seres viventes nunca cultivaram boas raízes.
Eles estão fortemente apegados aos cinco desejos e,
em conseqüência da estupidez e da ansiedade,
tornam-se aflitos.

Em razão de todos os seus desejos,
eles caem nos três maus caminhos,
girando nos seis mundos inferiores,
e sofrendo toda a espécie de dor e miséria”.

 

CAP. 02: Meios Hábeis, pág 48.

 


[1] Mara é o poderoso inimigo interior, aquele que conhece nossos mais recônditos pensamentos e desejos. Também chamado de Demônio do Sexto Céu, nos impele a girar nos seis mundos inferiores, quais sejam os mundos do inferno, da fome, da animalidade, da ira, da tranqüilidade e da alegria.

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