Tatsunokuti, A Boca do Dragão – II

Como uma homenagem a esta data comemorativa, eis uma tradução livre dos dizeres da gravura abaixo, ilustrativa da “Perseguição de Tatsunokuti”, uma tentativa frustrada de decapitação do Grande Mestre da Lei Nitiren Daishonin ocorrida em 12 de setembro de 1271.

Tatsunokuti, A Boca do Dragão

Tatsunokuti, A Boca do Dragão

Tatsu No Kuti

(Boca do Dragão)

Nitiren Daishonin, venerado como o Mestre dos Mestres, possuindo altas virtudes e considerado como capaz de salvar dezenas de milhares de pessoas foi incriminado falsamente e condenado à morte por uma autoridade de péssima reputação, sendo então conduzido ao cadafalso de “Tatsu No Kuti” (Boca do Dragão), onde reinava completa escuridão, pois já não havia a luz do luar.

Naquele instante, inesperado vendaval desceu à terra em redemoinho e no céu espalharam-se estranhas nuvens que, juntamente com relâmpagos e trovões ecoando em todas as direções, transformaram-se em fortes chuvas, derrubando os muros em volta do cadafalso e rasgando o pano das cortinas, enquanto fortes descargas elétricas iluminavam alternadamente o cenário.

Repentinamente, do canto sudeste do céu, surgiram estranhas luzes, que eram grandes como a lua cheia e rápidas como as flechas, fazendo com que as montanhas e rios tremessem, como se o céu e a terra fossem se desmanchar. O renomado sabre “Jadô-maru”, empunhado em posição de iminente desfecho pelo algoz Tomosaburo Naoshigue, que estava atrás do Grande Mestre, foi então partido em três pela ira dos deuses celestiais.

Homenagem aos Budas do Universo!

Namu-Myoho-Rengue-Kyo!

Sobre Consumir Carnes

Resposta a um Leitor

O Leitor escreveu:

Ola! Como vai?

Sempre estou lendo algo de seu blog, muita matéria, parabéns. Tenho procurado estudar o Sutra de Lótus sobre o assunto “comer carne”. Apesar de minha organização não se pronunciar sobre o assunto, venho sozinho “desatando alguns nós” como o sr. me disse uma vez. O sr. conhece sobre esse assunto?

Muccamargo escreveu:

Olá Leitor!

Esse assunto é delicado, pois, de linhagem para linhagem do Budismo, esse assunto é abordado de forma diferente. Uma coisa é certa: no ensino ortodoxo do Budismo Mahayana, quando fazemos uma refeição nós praticamos as Três Recordações, quais sejam:

1. Faço voto de erradicar todo o mal;
2. Faço voto de praticar somente o bem;
3. Faço voto de levar todos os seres vivos à travessia do mar do sofrimento.

Ora, fica claro que deveríamos “matar” um ser vivo para nos alimentarmos somente em situações extremas e, mesmo assim, com um forte sentimento de compaixão por aquele ser, pois fazemos votos de conduzi-los à outra margem do oceano do nascimento e da morte. Se você mantiver essas Três Recordações em seu coração, irá diminuindo a ingestão de carnes naturalmente, não através de uma proibição, mas através de um verdadeiro sentimento de compaixão para com todos os seres.

Guarde esse ensinamento (que é do Buda) para o resto de sua vida. Não dê atenção para as tergiversações que andam por aí.

Grande abraço!

Marcos Ubirajara.

O Leitor escreveu:

Fiquei muito feliz por ter recebido seu e-mail. (Há pouco tempo pensei que não tivesse ido com a minha cara, por ser de uma outra linha do Budismo).

Sua resposta foi exatamente o que imaginava, mas não tinha certeza. Outro dia vi uma reportagem sobre os nômades que andam de um lugar para o outro no pólo norte, e carregam com eles animais para se alimentarem, até mesmo porque eles não cultivam sementes, são andarilhos.

Então pude ver a forma como eles matavam o animal, com um pequeno corte perto do coração, colocavam a mão e obstruíam uma veia, o animal falecia sem dor e sem sofrimento. Eu achei isso um imenso respeito pelo animal, e bate com sua resposta, somente em casos extremos como esse seria devido.

Sr. Marcos, eu sou Budista convertido há pouco tempo. Frequento minha organização, porém, não sou alienado e não fico achando que outras linhas do Budismo sejam erradas, por isso eu sou livre para ler outras matérias, de outra linhagem, mas de preferência do BUDA NITIREN DAISHONIN, como a sua.

(até mesmo porque uma resposta como a sua seria difícil receber da minha organização, nada contra, são só diferentes formas de pensar.)

Sr. Marcos, muito obrigado por sua atenção e tempo, fico à disposição para podermos conversar sobre esse nosso caminho ILUMINADO e maravilhoso que é nosso Budismo.

Que os Budas do Universo estejam sempre em harmonia como o Sr!

abraço!

Muccamargo respondeu:

Salústio

Caio Salústio Crispo foi um dos grandes escritores e poetas da literatura latina.
Click na imagem para site de origem.

Um Novo Trabalho

Em 08/10/2008, obtive um original do Sutra Mahayana do Mahaparinirvana traduzido para o Inglês por Kosho Yamamoto; editado e revisado pelo Dr. Tony Page (Nirvana Publications, London, 1999-2000) em http://www.nirvanasutra.org.uk. Comecei a lê-lo, sempre lembrando as referências que o Grande Mestre Nitiren Daibossatsu fazia ao Nehankyo – O Sutra do Nirvana em Japonês. O desafio era grande, pois, além do enorme volume – cerca de 1.500 páginas, o inglês não era simples, pois se tratava de uma tradução feita na década de 20. Mas senti uma verdadeira compulsão de aceitar o desafio e traduzir o Sutra do Nirvana, mais para apreendê-lo do que por outro motivo. Iniciei esse novo trabalho no dia 10 daquele mês de outubro de 2008. Essa tradução viria a ser concluída exatos 2 (dois) anos após, em 04/10/2010. Os 46 (quarenta e seis) capítulos do Sutra Mahayana do Mahaparinirvana estão disponíveis no blog Cristal Perfeito, bem como uma coleção de 17 (dezessete) fascículos intitulada “Pérolas do Universo”, contendo passagens do Sutra do Nirvana, a qual considero uma fonte inesgotável de aprendizado para aqueles que buscam o Caminho. Eis os hiperlinks:

Sutra do Nirvana

SUTRA DO NIRVANA - CAPITULO 46

Click na imagem para leitura on-line ou download.

Pérolas do Universo

Pérolas do Universo 17

Click na imagem para leitura on-line ou download.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Missiva a William Garcia

Missiva a William Garcia

Naquela ocasião, mantive correspondência com um grande amigo, hoje membro da HBS – Honmon Butsuryu Shu, e também ex-membro da Nitiren Shoshu, onde nos conhecemos, com o seguinte teor:

Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2008.

Estimado William,

Estou anexando a esta missiva uma cópia do eBook do futuro livro “Passagens Selecionadas do Sutra de Lótus”. Reverentemente, é para o vosso deleite e benefício, e também das muitas outras pessoas amigas que buscam o caminho, para as quais você poderá enviá-lo desde já. Desfrute da Paz do Dharma Maravilhoso!

Estive imensamente atribulado nos últimos tempos. A razão é uma só: o livro do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, em sua íntegra, ficará pronto nos próximos dias. Imagine o que isso exigiu de esforços e concentração para obtermos o polimento adequado da Jóia do Sutra de Lótus. Esse trabalho, agora, é a minha vida. Para sempre, e sem descanso, trabalharei para o seu aperfeiçoamento e para a propagação dos ensinos dourados do Buda, em benefício de todos os seres. A propósito, o eBook que estou anexando tem o exato objetivo de conduzir as pessoas às profundas doutrinas do Sutra de Lótus.

Considero-me um discípulo do Grande Mestre Nitiren Daibossatsu. Suas escrituras e seus muitos ensinamentos me conduziram ao Sutra de Lótus. Se não tivermos em mente que ele, Nitiren Daishonin, se utilizou dos meios hábeis do Buda para conduzir-nos ao Grande Veículo; o que pensar, então? Com toda a certeza, tudo isso se deu pela graça e benevolência do Buda Shakyamuni, Honrado pelo Mundo. Portanto, se eu puder dar alguma contribuição no trabalho de tradução das escrituras de Nitiren Daishonin, o farei com imensa alegria. Todavia, há que considerar as minhas limitações.

Entenda! Para fazer esse tipo de tradução, antes que saber inglês, você precisa ser penetrado pela intenção do Buda. Você tem que saber o que está escrito lá, e como deve ser vertido em outro idioma. Essa penetração não se dá ao nosso bel prazer. No caso do Sutra de Lótus, de posse dos originais em inglês, durante um ano, empreendi esforços de leitura, escrita e recitações. Acima de tudo, orava muito, fazia oferecimentos para os volumes dos originais, até que um dia comecei a sentir que sabia o que o Buda dizia. Dai em diante, passei um ano escrevendo e revisando.

Então, a ajuda que posso oferecer a partir do acesso aos textos originais das escrituras, passa pela minha prática diária. Não poderia fazê-lo atrelado a compromissos de prazos. Você entende, né? Mas, vamos estudar as escrituras sim.

Fico muito contente em saber que você, freqüentemente, encontra-se com a minha filha Fernanda. Considero isso um benefício pelo zelo que sempre tivemos por nossas relações. Respeito-os profundamente, você e sua família, por continuarem a recitar o Namu-Myoho-Rengue-Kyo a despeito dos percalços deste caminho. Lembranças a todos.

Marcos Ubirajara.

Continua no próximo episódio semanal de:

A História da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

por Marcos Ubirajara de Carvalho e Camargo.

Episódios Anteriores:

O Fato Motivador da Tradução do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa

O Último Dia

O Avatar

Um Novo Original do Sutra de Lótus

O Lótus Azul

A correspondência com a BTTS

A Criação dos Blogs e os Primeiros Volumes do Sutra de Lótus

A Decisão por uma Autopublicação do Sutra de Lótus

A Nitiren Shoshu

Missiva a Mattuzalem Lopes Cançado

Ensinamentos de Nitiren Daishonin

“O ovo de um pássaro não contém senão líquido, mas dele se desenvolve um bico, dois olhos e todas as partes que formam um pássaro, e pode voar pelos céus. Nós também somos como o ovo, ignorantes e vis, mas, quando nutridos pela recitação do Namu Myoho Rengue Kyo, desenvolvemos o bico das trinta e duas feições do Buda e as penas das suas oitenta características, e ficamos livres para voar nos céus da realidade última. O Sutra do Nirvana afirma que todas as pessoas estão envolvidas pela casca da ignorância, faltando-lhes o Bico da Sabedoria. O Buda volta a este mundo, tal como o pássaro-mãe retorna ao seu ninho e quebra a casca para que todas as pessoas, como aqueles filhotes, possam deixar seu ninho e voar nos céus da Iluminação.”

Nitiren Daishonin em Carta a Niike, em 1280.
As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

Leia mais em …

Conteúdo deste Fascículo:

Tatsunokuti, A Boca do Dragão

A Natureza de Nossas Vidas

Impermanência

O Espelho das Verdades Imutáveis

O Respeito Devido à Sangha

Sobre Devotar a Vida

Um Dia na Vida

A Teoria e a Prática

Respeito-os Profundamente

A Herança da Lei Última da Vida

Por Que Devemos Respeitar Uns aos Outros

A Felicidade Real

Quando Devemos Calar

O Presente de Arroz

O Sutra de Lótus e a Crise Mundial

Amor Filial e Lealdade

Em Busca do Ideal Supremo

O Grande Caminho

Uma Vida Pacífica Neste Mundo

A Felicidade Neste Mundo

Um Navio Para Atravessar o Mar do Sofrimento

A Terra Sagrada

Admoestação Contra o Apego

O Verdadeiro Itinen Sanzen

A Doutrina Máxima do Itinen Sanzen

O Preceito do Cálice de Diamante

Lua de Outono

Os Ventos da Fama e da Fortuna

O Bico da Sabedoria

A Flor do Lótus

A Flor do Lótus

Myoho-Rengue-Kyo é comparada ao lótus. A flor de mahamandarava no céu e a flor de cerejeira no mundo humano são celebradas, mas o Buda não escolheu nenhuma delas para ser equiparada ao Sutra de Lótus. De todas as flores, ele selecionou a Flor de Lótus para simbolizar o Sutra de Lótus. Há uma razão para isto. Algumas plantas primeiro florescem e depois produzem frutos, ao passo que em outras os frutos aparecem antes das flores. Algumas geram somente uma flor, mas muitos frutos; outras lançam frutos sem florirem. Deste modo, há várias espécies de plantas, mas o lótus é o único que produz flores e frutos simultaneamente. Os benefícios de todos os outros sutras são incertos, pois ensinam que a pessoa deve primeiro fazer boas causas e, só então, poderá tornar-se um Buda em algum tempo a seguir. O Sutra de Lótus é completamente diferente. Uma mão que o segura imediatamente atinge a iluminação, e uma boca que o recita instantaneamente entra no Estado de Buda, assim como a lua é refletida na água no momento em que se eleva por detrás das montanhas do leste, ou como o som e seu eco surgem concomitantemente.”

Nitiren Daishonin em Wu-Lung e I-Lung, em 1281.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

O Bico da Sabedoria

“O ovo de um pássaro não contém senão líquido, mas dele se desenvolve um bico, dois olhos e todas as partes que formam um pássaro, e pode voar pelos céus. Nós também somos como o ovo, ignorantes e vis, mas, quando nutridos pela recitação do Nam-Myoho-Rengue-Kyo, desenvolvemos o bico das trinta e duas feições do Buda e as penas das suas oitenta características e ficamos livres para voar nos céus da realidade última. O Sutra do Nirvana afirma que todas as pessoas estão envolvidas pela casca da ignorância, faltando-lhes o Bico da Sabedoria. O Buda volta a este mundo, tal como o pássaro-mãe retorna ao seu ninho e quebra a casca para que todas as pessoas, como aqueles filhotes, possam deixar seu ninho e voar nos céus da Iluminação.”

Nitiren Daishonin em Carta a Niike, em 1280.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

Os Ventos da Fama e da Fortuna

“Nas profundezas das Montanhas Nevadas (Himalayas) vive um pássaro chamado Kankutyo que, torturado pelo frio paralisante, chora dizendo que fará um ninho na manhã seguinte. Todavia, quando o dia irrompe, ele se esquece das horas na luz morna da manhã, deixando de construir o seu ninho. Dessa forma, continua chorando em vão durante toda a vida. Isso é também verdadeiro com as pessoas. Quando caem no inferno e se sufocam em suas chamas, desejam renascer humanas e juram deixar tudo de lado para servir os Três Tesouros e atingir a iluminação na existência seguinte. Porém, mesmo nas raras ocasiões em que renascem sob a forma humana, os ventos da fama e da fortuna sopram com violência e a luz da prática Budista é facilmente apagada. Sem qualquer escrúpulo, desperdiçam suas riquezas em insignificâncias, mas restringem mesmo a menor contribuição ao Buda, à Lei e ao Sacerdote. Isso é muito sério, pois estão sendo influenciados pelos mensageiros do inferno. Este é o significado de ‘o bem aos centímetros convida o mal aos metros’.”

Nitiren Daishonin, em Carta a Niike, em 1280.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

Lua de Outono

“Empenhe-se no desenvolvimento da fé até o último dia da sua vida. Caso contrário, arrepender-se-á. Por exemplo, a viagem de Kamakura a Quioto leva doze dias. Se viajar durante onze dias e parar antes de completar o décimo-segundo dia, como poderá admirar a lua da linda capital? Em qualquer circunstância, aproxime-se do sacerdote que conhece a essência do Sutra de Lótus, continue aprendendo dele a verdade do Budismo e prossiga a sua viagem de fé.

Como passam depressa os dias! Isso nos faz perceber como são curtos os anos que deixamos. Os amigos admiram as flores de cerejeira nas manhãs de primavera e então partem, levados como as flores pelos ventos da impermanência, nada deixando senão os nomes. Embora as flores tenham sido dispersadas, as cerejeiras florescerão outra vez com a chegada da primavera, mas quando renascerão aquelas pessoas? Os companheiros com quem compusemos poemas admirando a lua, nas noites de outono, desapareceram com a lua atrás das nuvens passageiras. Somente suas imagens mudas continuam em nossos corações. A lua se pôs atrás das montanhas do ocidente, mas nós iremos compor poemas sob a mesma no próximo outono. Mas onde estão os nossos companheiros que faleceram? Mesmo quando o Tigre da Morte ruge próximo a nós, não o ouvimos. Quantos dias restam ainda ao cordeiro destinado ao sacrifício?”

Nitiren Daishonin em Carta a Niike, em 1280.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

O Preceito do Cálice de Diamante

“Os cinco caracteres do Myoho-Rengue-Kyo, o âmago do ensino essencial do Sutra de Lótus, contém todos os benefícios acumulados pelas práticas benéficas e atos meritórios de todos os Budas por todo o passado, presente e futuro. Deste modo, como que esta frase não incluiria os benefícios obtidos através da observação de todos os preceitos do Buda? Uma vez que o praticante abrace este preceito perfeitamente dotado, ele não pode quebrá-lo mesmo que tente. É, portanto, denominado Preceito do Cálice de Diamante.”

Nitiren Daishonin, em Ensino, Prática e Prova, em 1275.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

Interessante ler O Sutra do Cálice Vazio de Cristal Perfeito.

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