Abertura – II

Benvindo à Trilha do Grande Veículo.

Flor de Lotus

Foto: André Felipe L. de C. e Camargo – Local: Sítio da Dôra

Prezados(as),

Esta é a Flor de Lótus. Vem do sânscrito “Pundarika” que, a rigor, quer dizer “Lótus Branco“. Floresce no lodo, que tem seu análogo nas circunstâncias que cercam a vida neste mundo Saha, mas dele não se aparta, revelando assim a pureza inerente à vida de todos os seres.

Nota: Saha quer dizer “Mundo da Tolerância“. Um mundo desigual, onde as impurezas e seus derivados são disputados como bens de vida.

A Origem de Nossas Ofensas

Comentário:

Esta parte do texto do sutra fala de uma pessoa com graves ofensas que recebe uma retribuição leve. Preocupado com que os seres viventes possam não compreender a Marca Real, o Dharma Maravilhoso do Grande Veículo, e consequentemente darem origem às dúvidas, o Buda Shakyamuni assim falou para dirimir quaisquer dúvidas. Que dúvidas teriam os seres viventes? Eles se perguntariam como é possível que alguém ao recitar o Sutra Diamante, o qual o Buda Shakyamuni afirmou ser profundo e maravilhoso, ainda fosse ridicularizado pelos outros por assim fazer.

“Vazio Nato”, o Buda disse: “Por que um homem ou mulher que tenha cultivado os cincos preceitos e as dez boas ações, e que receba o sutra com seu coração, e o ostente com o seu corpo, seria ridicularizado pelas pessoas ao ler e recitar o sutra?” Por que as pessoas depreciariam-no e diriam: “Olhem-no, ele ainda recita sutras! Ele ainda recita o nome do Buda! É só fachada. Ele está içando uma cabeça de carneiro, mas vendendo carne de cachorro. Ele estuda o Budadharma e recita o nome do Buda, e ainda assim ele rouba,mata, envolve-se em práticas sexuais impróprias, e uso tóxicos. Ele fará qualquer coisa, e ainda assim recitará os sutras. É blasfêmia! Isto equivale a caluniar o Buda.”

Alguém que ouvisse tal discurso perguntaria por que alguém ao recitar um sutra estaria sujeito a tal ridicularização. O Buda Shakyamuni explicou que tal pessoa teria cometido incalculáveis ofensas cármicas no passado – talvez até as cinco ofensas graves:

  1. matar um pai
  2. matar uma mãe
  3. matar um Santo (Arhat)
  4. destruir a harmonia da Sangha
  5. derramar o sangue do Buda

Talvez aquela pessoa tivesse caluniado outros ou tivesse sempre causado-lhes problemas. Como resultado de tais ações essa pessoa basicamente deveria cair nos três maus caminhos do inferno, espíritos famintos, e animalidade. Mas um vez que ela tenha recebido o sutil, maravilhoso e profundo Budadharma da Marca Real do Grande Veículo, a retribuição pelas suas graves ofensas anteriores é aliviada. A retribuição toma a forma de ter pessoas a ridicularizarem-na quando ela recita sutras. Assim aquela pessoa tem graves ofensas, mas um retribuição leve.

Sutra Diamante – Capítulo 16 – Obstruções Cármicas Podem Ser Purificadas.

Original

Oferecimento de Incenso

1.    Incenso. O mais fino e caro incenso deve ser oferecido para o Buda. Se você fosse comprar incenso velho que o lojista estava para descartar e o adquiriu como um oferecimento para o Buda, o seu coração estaria carente de sinceridade. Por outro lado, se você oferecesse Gosirsa-Cândana, incenso “Sândalo Cabeça-de-Boi”, sua doação, envolvendo um considerável sacrifício de sua parte, seria considerada sincera. O incenso “Cabeça-de-Boi” é frequentemente mencionado nos ensinamentos do Buda. O Sutra Sarangama explica que esse incenso era tão fragrante que podia ser sentido dentro de um raio de treze milhas quando estava sendo queimado na cidade de Sravasti durante as assembleias do Buda. No Sutra do Bodhisattva Provedor da Terra (Earth Store Bodhisattva Sutra) a mulher Brâmane vendeu sua casa e sacrificou sua fortuna no sentido de fazer um grande oferecimento para o Tathagata Rei do Samadhi Auto-Existente da Flor da Iluminação. Sua sinceridade era tão grande que ela vendeu o próprio topo de sua cabeça (escalpo) no sentido de fazer os melhores oferecimentos para o Buda.

A retribuição pelo oferecimento de incenso ao Buda é que no futuro o seu corpo será fragrante. Uma essência rara constantemente exalará da boca do Buda Shakyamuni e de cada poro do seu corpo. O corpo de uma pessoa comum tem um odor tão desagradável que pode ser sentido a milhas. Se você não acredita nisso, apenas considere que um cão policial é capaz de rastrear o cheiro de um humano a uma distância de três a cinco milhas. Todavia, se você faz oferecimentos de incenso ao Buda com a esperança de obter um corpo fragrante, então você perdeu o ponto. Você não deve procurá-lo. Quando o seu mérito e virtude forem suficientes, seu corpo tornar-se-á fragrante naturalmente. Os deuses, por exemplo, têm corpos fragrantes porque fizeram oferecimentos de incenso para o Buda nas vidas anteriores. Até que seus méritos e virtudes sejam suficientes, você continuará a ter um corpo mal-cheiroso comum não importa o quanto você se esforce para atingir um odor fragrante.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

A Torre Diamantina

Sutra:

“E por quê? Subhuti, aquele que se deleita em dharmas menores é apegado a uma visão do ‘eu’, uma visão dos outros, uma visão dos seres viventes, e uma visão de uma vida. Ele não pode ouvir, receber, ostentar, ler, ou recitar o sutra e explicá-lo para outros.”

 “Subhuti, os deuses, os humanos, e os asuras do mundo fazem oferecimentos em qualquer lugar onde este sutra seja encontrado. Você deve saber que tal lugar é uma Torre (Stupa) onde todos deveriam respeitosamente curvar-se, circundá-la, e espalhar incenso e flores.”

Comentário:

Uma pessoa que assume a responsabilidade do trabalho do Buda não é alguém que desfruta dos dharmas do Pequeno Veículo. Aqueles estudam os dharmas do Pequeno Veículo são apegados a uma visão do ‘eu’, que é uma espécie de cobiça. Eles são apegados a uma visão dos outros, que é uma espécie de hostilidade. Eles são apegados a uma visão dos seres viventes e a uma vida, o que é uma espécie de estupidez. Tal pessoa não pode ouvir, receber ou recitar o conteúdo do Sutra Diamante. Em razão de nutrirem afeição apenas pelos dharmas do Pequeno Veículo, são incapazes de receber os princípios maravilhosos do Grande Veículo, o dharma da Marca Real que é destituído de marcas. Tais pessoas não podem (elas mesmas) acreditar no Sutra Diamante e nem podem explicá-lo para outros. Seus corações também são pequenos, e sua capacidade mental é estreita demais para compreender o dharma do Grande Veículo.

Todos os seres viventes mundanos e transcendentais do reino do dharma, os deuses, humanos e asuras, sendo que estes últimos são seres com as bênçãos dos céus mas carentes das qualidades virtuosas dos deuses, devem fazer oferecimentos ao sutra onde quer que o encontrem.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

Os Sustentáculos do Trabalho do Buda

Ele é pregado pelo Tathagata para aqueles que se propuseram ao Grande Veículo. O Tathagata não pregou o sutra para Ouvintes do pequeno fruto. Foi em prol de pessoas que inicialmente eram Bodhisattvas do Grande Veículo que o sutra foi pregado.

Aqueles que se propuseram ao Grande Veículo (ou Veículo Supremo). O sutra não foi proferido apenas para aqueles que se propuseram à Via do Bodhisattva, mas também para aqueles que miravam diretamente a Via do Buda e queriam levar multidões de seres viventes à travessia – isto é, para aqueles do mais elevado e insuperável Veículo do Buda.

Se uma pessoa recebe, ostenta, lê, recita e preleciona o sutra para outros, o Tathagata vê e conhece tal pessoa através do poder do olho celestial. Essa pessoa obtém inexprimível mérito e virtude e sustenta o trabalho do Buda. Ela pode obter o Anuttara-Samyak-Sambodhi, a Insuperável, Própria e Plena Iluminação Correta.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra

Sutra:

“Subhuti, um bom homem, ou uma boa mulher, pode pela manhã doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, e novamente à tarde doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, e novamente à noite doar tantos corpos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges, doando corpos daquela maneira ao longo de incontáveis milhões de kalpas. Mas se alguém caso ouvisse esse sutra e nele acreditasse sem reservas, suas bênçãos superariam aquelas anteriores. Quanto mais seria se uma pessoa pudesse escrever, copiar, ostentar, ler, recitar e explicá-lo para outros. Subhuti, o mérito e virtude desse sutra são inexprimíveis, inconcebíveis, ilimitados, e além de todos os louvores. Ele é pregado pelo Tathagata para aqueles que se propuseram ao Grande Veículo, aqueles que se propuseram ao Veículo Supremo. Se há pessoas que possam receber, ostentar, ler, recitar e explicá-lo para outros, essas pessoas são completamente conhecidas pelo Tathagata; elas são completamente assistidas pelo Tathagata. Essas pessoas alcançaram imensuráveis, inexprimíveis, ilimitados, inconcebíveis méritos e virtudes, e assim sustentam o Anuttara-Samyak-Sambodhi (Insuperável, Própria e Plena Iluminação Correta) do Tathagata.

Comentário:

O Buda Shakyamuni novamente admoestou Vazio Nato: “Subhuti, se um homem ou uma mulher que cultiva os cinco preceitos e as dez boas ações, doasse seu corpo tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges pela manhã, à tarde e à noite”. O Buda havia previamente falado da doação do corpo de alguém como oferenda. Agora ele fala da doação do corpo de alguém repetidamente, tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges. Não apenas a pessoa doa aqueles muitos corpos pela manhã, mas também à tarde. Além disso, ele doa seu corpo tantas vezes quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges à noite. Nem é o oferecimento por apenas um dia, mas ao longo de incontáveis milhões de kalpas. Ainda assim, as bênçãos e virtudes auferidas quando uma pessoa meramente ouve o sutra e acredita-o sem reservas superam aquelas da pessoa que doa corpos tão numerosos quanto os grãos de areia que há no Rio Ganges pela manhã, à tarde, e à noite através de inumeráveis milhões de kalpas.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

O Despertar de Subhuti para o Grande Veículo

Então Subhuti, ao ouvir o Sutra ser pregado, e tendo compreendido profundamente o seu teor. Subhuti, ao compreender completamente o significado e as implicações da doutrina de nenhuma marca expressa no Sutra Diamante (Vajra Sutra), chorou. Lágrimas verteram de seus olhos e seu nariz escorreu. Normalmente, as pessoas choram quando estão tristes ou aflitas, ou quando algum infortúnio lhes acomete, mas ocasionalmente as pessoas também choram de alegria, assim como se sucedeu com Subhuti: “Extrema felicidade traz tristeza.” O Buda expressou as profundezas da prajna tão completamente que Subhuti ficou super feliz por estar apto a ouvir o ensinamento específico, o portal do dharma maravilhoso da prajna. Subhuti compreendeu que a sua satisfação anterior com os dharmas do Pequeno Veículo tinha sido equivocada. O seu despertar pode ser assim expresso:

“Após compreender, não me reprovo pelo passado;

Eu sei que no futuro eu posso reparar enganos.

Consciente de que não estou muito avançado no caminho da confusão,

agora despertei para os acertos de hoje e os erros de ontem.”

O Pequeno Veículo era o “caminho da confusão” de Subhuti, e seu despertar indica ainda que seu apego anterior aos dharmas do Pequeno Veículo não havia sido muito grande, ele “não havia ido muito longe no caminho da confusão”. “Consciente dos acertos de hoje e os erros de ontem” significa que ele compreendeu que para ele o correto era buscar o dharma do Grande Veículo, e que sua inclinação anterior para a fruição do Ouvinte do Pequeno Veículo tinha sido um engano. Ele saudou aquela compreensão com grande emoção e, todavia, assim chorou de alegria e exclamou: “Quão raro!”

Na primeira parte do texto Subhuti também disse: “Quão raro!” como uma forma de louvor à prajna da marca real que ele percebeu estar expressa em cada momento do andar, parar, sentar e reclinar-se do Buda Shakyamuni no desempenho dos seus afazeres diários. Esta segunda exclamação de “quão raro” diz respeito ao sutra. Subhuti quis dizer: “Nunca houve antes tal sutra, Honrado pelo Mundo. Ele é muito raro. O sutra que nosso Mestre Original Buda Shakyamuni prega agora é tão profundo que é de difícil compreensão para aqueles do Pequeno Veículo.”

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

Em Vila Nova de Famalicão – Portugal.

O Coração Puro de um Bodhisattva

Novamente o Buda Shakyamuni indagou a opinião de Subhuti: “Um Bodhisattva adorna as Terras Búdicas?”  Um Bodhisattva usa os méritos e virtudes do cultivo dos seis paramitas e das dez mil práticas para adornar as Terras Búdicas?

E novamente Subhuti respondeu: “Não. Ele não adorna as Terras Búdicas. Se ele tivesse um pensamento de adornar as Terras Búdicas, então ele teria a marca do eu, dos outros, dos seres viventes, e de uma vida; ele teria um apego”. O princípio é o mesmo para a primeira, segunda, terceira e quarta fruições do Arhatship. Embora eles adornem as Terras Búdicas, não há nenhum adorno. Por quê? Se eles tivessem o pensamento de que “Eu adorno as Terras Búdicas”, eles não teriam alcançado a vacuidade das pessoas e dharmas. Quando os dharmas não são vazios, há apego aos dharmas. Quando as pessoas não são vazias, há apego ao eu. Um Bodhisattva que adorna as Terras Búdicas não pensa que ele está adornando as Terras Búdicas. O adorno das Terras Búdicas é meramente um nome e nada mais. Não possui uma substância real. Portanto, um Bodhisattva, Mahasattva, deve produzir um coração puro. Um coração puro é livre de apegos. Isto significa que você não difunde (não alardeia) as suas boas ações para assegurar que qualquer mérito e virtude que possa ter sido acumulado seja propriamente creditado. Tal coração (pensamento) é impuro. É sujo. Se você tem um pensamento de si e dos outros quando faz ações virtuosas para adornar as Terras Búdicas, então não há nenhuma ação virtuosa e não há adorno nenhum. O coração de um Bodhisattva deve ser puro, sem (a ideia de) um eu ou outros, e sem certo ou errado. Pensamentos que delineiam o eu, os outros, os seres viventes e uma vida são impuros. Um coração que está apegado às seis poeiras é impuro, e é destituído de um verdadeiro e apropriado mérito e virtude.

Sutra Diamante – Capítulo 10 – O Adorno das Terras Puras.

Original

A Profecia do Buda Tocha Ardente

Tendo demonstrado, através do exemplo dos frutos do Pequeno Veículo previamente mencionados, que não há apego a nada, a seguir, o Buda utilizou a si próprio como um exemplo. Ele antecipou-se às pessoas que pensariam que um Buda ou Bodhisattva são diferentes dos sábios do Pequeno Veículo.

Não houve nenhum dharma que o Tathagata obteve enquanto com o Buda Tocha Ardente? O Buda Shakyamuni fez referência a si próprio naquele ponto. O Buda Tocha Ardente havia proferido uma profecia sobre o Estado de Buda do Buda Shakyamuni, o que significa que ele deu-lhe um nome, dizendo: “No futuro você tornar-se-á um Buda chamado Shakyamuni.”

O Buda Tocha Ardente conferiu a profecia da consecução do Estado de Buda pelo Buda Shakyamuni no tempo em que ambos eram monges. O monge que se tornaria o Buda Shakyamuni ainda não havia realizado o Estado de Buda, mas o Buda Tocha Ardente o havia feito. Naquela ocasião, o Buda Shakyamuni estava caminhando na estrada e viu à distância o monge Tocha Ardente caminhando em sua direção. O Buda Shakyamuni também viu que no trecho de estrada entre eles havia uma grande poça de água lamacenta. Em razão do seu cultivo como um Bodhisattva e de ter-se dedicado a ajudar quem quer que fosse, ele percebeu que o monge que vinha ao seu encontro seria prejudicado pela poça, e deitou-se sobre a água lamacenta para servir como uma ponte para o monge. Mas a poça era grande e seu corpo não a abrangia totalmente. Por isso, ele desenrolou o seu cabelo, o qual ele mantinha longo de acordo com as práticas ascéticas que ele cultivava, e o estendeu sobre o restante da poça. Quando o monge que era o Buda Tocha Ardente chegou ao local, o Buda Shakyamuni pediu-lhe para atravessar sobre seu corpo. O Buda Tocha Ardente aquiesceu. E quando ele atravessou ele disse ao monge: “Você é assim. Eu também sou assim”. Ele quis dizer: “Seu coração é assim e o meu coração também é assim. Você esquece de si mesmo em prol do dharma, e eu esqueço de mim mesmo em prol do dharma. Assim, estamos ambos a cultivar a Via do Bodhisattva”. Ele então afagou o topo da cabeça do monge e disse: “No futuro, você tornar-se-á um Buda chamado Shakyamuni”. Após o Buda Dipankara ter conferido ao Buda Shakyamuni aquela profecia, os dois monges se separaram e cada um continuou a praticar a Via.

Assim então o Buda Shakyamuni indagou a Subhuti: “Quando Eu recebi a minha profecia, obtive algum dharma?”

Subhuti respondeu: “Não”.

Sutra Diamante – Capítulo 10 – O Adorno das Terras Puras.

Original

O Adorno Das Terras Búdicas

Sutra:

O Buda disse a Subhuti: “O que você pensa? Houve algum dharma que o Tathagata obteve enquanto com o Buda Dipankara (Tocha Ardente)?”

“Não, Honrado pelo Mundo, não houve realmente nenhum dharma que o Tathagata obteve enquanto com o Buda Tocha Ardente.”

“Subhuti, o que você pensa, um Bodhisattva adorna as Terras Búdicas?”

“Não, Honrado pelo Mundo. E por quê? O adorno das Terras Búdicas é nenhum adorno, no entanto é chamado adorno.”

“Portanto, Subhuti, o Bodhisattva, Mahasattva, deste modo deve produzir um coração puro. Ele deve produzir aquele coração sem persistência nas formas. Ele deve produzir aquele coração sem persistência nos sons, odores, sabores, objetos tangíveis, ou dharmas. Ele deve produzir aquele coração sem persistência em qualquer lugar.”

“Subhuti, suponha que uma pessoa tenha um corpo como o (Monte) Sumeru, o Rei das Montanhas. O que você pensa: aquele corpo seria grande?”

Subhuti disse: “Muito grande, Honrado pelo Mundo. E por quê? É dito pelo Buda não haver corpo algum. Por isso, é chamado um grande corpo.”

Sutra Diamante – Capítulo 10 – O Adorno das Terras Puras.

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