A Visão dos Mestres da Lei

“Se, dentro da grande assembléia,
houver alguém que pregue este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa com o coração livre de medo,
ouça-me falar a respeito dos seus méritos e virtudes:

Esta pessoa ganhará oitocentas supremas virtudes meritórias dos olhos,
e em razão deste adorno,
sua visão será muito clara e pura.
Com os olhos que lhe foram dados no nascimento,
ela verá através dos três mil grandes sistemas de três mil mundos, dentro e fora,
seu Monte Meru, seu Monte Sumeru,
e suas Montanhas do Círculo de Ferro;
bem como as outras montanhas e florestas;
as águas dos grandes mares, rios e córregos;
abaixo até o inferno Avichi;
acima até o Pico da Existência;
e todos os seres viventes ali ela verá completamente.
Embora ela não tenha ainda ganho os Olhos Celestiais,
seus olhos físicos terão poderes tais como estes”.

Excerto do CAP. 19: Os Méritos e Virtudes do Mestre da Lei, pág. 325.

O Segredo da Não Distinção

Toda, absolutamente toda a ciência humana convergirá para um único aspecto, o décimo aspecto[1], que diz: consistência do princípio ao fim ou “não é diferente”!

Da escala subatômica à escala supragalaxial, perceber-se-á que “não é diferente”.

Então, a ciência que se notabilizou pela distinção dos fenômenos, pelas medidas e pela percepção dos limitados sentidos humanos, que são impuros, perderá um pouco do seu status, dando lugar à ciência do todo, a sabedoria que abarca todos os fenômenos. Compreenderá que não há trânsito, quaisquer manifestações impermanentes, sem a anuência do Perfeito. Todos os sentidos convergirão para Dhyana, o sentido verdadeiro e imutável.

Tudo, então, emergirá de uma compreensão do não-nascimento e da não-extinção; do não-refluxo e da vacuidade. Neste vazio está o nosso passado mais remoto: a Terra Búdica. O caminho mais curto para lá, e único, encontra-se na compreensão da nossa própria natureza.

Em 25/08/2008.


[1] Isto é: os aspectos da aparência, natureza, entidade (substância), poder, influência (função), causas (inerentes), relações, efeitos (latentes), retribuições (efeitos manifestos), e consistência do princípio ao fim. Ver em CAP. 02: Meios Hábeis do Sutra de Lótus.

A Beleza de Uma Única Cor

A Beleza de Uma Única Cor - Foto de Dôra em seu sítio em 09/08/2008.

Subhuti, o Buda Aparência do Nome

Subhuti (do sânscrito: su: “bom/boa”, bhūti: “existência”) foi um dos Dez Maiores Discípulos do Buda Shakyamuni e, de acordo com algumas fontes Mahayana, um contemporâneo de famosos Arhats como Shariputra , Mahakashyapa, Maudgalyayana e Vimalakirti. Talvez ele seja melhor conhecido como o discípulo a quem o Buda fala quando transmite o Sutra Diamante, um importante ensinamento integrante dos textos do Prajnaparamita. Este, juntamente com o Sutra Coração, está entre os mais bem conhecidos sutras, tanto entre os praticantes como não-praticantes do Budismo. No Budismo Theravada, Subhuti é muito menos proeminente.

Subhuti, o Buda Aparência do Nome

Subhuti, o Buda Aparência do Nome

Subhuti foi discípulo de Buda. Ele foi capaz de compreender o potencial da vacuidade, em que nada existe exceto na sua relação de subjetividade e objetividade. Certo dia, num estado de sublime vacuidade, Subhuti estava descansando sob uma árvore quando flores começaram a cair sobre ele.

“Estamos louvando-lhe pelo seu discurso sobre a vacuidade,” os deuses sussurraram para Subhuti.

“Mas eu não falei sobre o vazio”, respondeu Subhuti.

“Você não falou sobre o vazio, nós não ouvimos sobre o vazio,” responderam os deuses. “Este é o verdadeiro vazio.” As flores manifestaram mediante Subhuti como chuva.

Subhuti foi um dos maiores discípulos de Buda. Ele foi instruído pelo Buda no Sutra de Lótus: “ouçam atentamente em pensamento único.”

Fonte: Wikipedia, a enciclopedia livre.

A seguir, a profecia da iluminação de Subhuti no Sutra de Lótus:

Naquela ocasião, o Honrado pelo Mundo, desejando enfatizar este princípio, falou em versos, dizendo:

“Monges aqui reunidos,
eu agora vos falarei,
ouçam atentamente em pensamento único,
o que estou para dizer.
Meu grande discípulo, Subhuti,
tornar-se-á um Buda chamado Aparência do Nome.
Após fazer oferecimentos a incontáveis miríades de milhões de Budas,
seguindo as práticas dos Budas,
ele gradualmente percorrerá a Grande Via.
Na sua última encarnação ele obterá Trinta e Duas Marcas distintivas,
tornando-se altivo e belo como uma montanha de jóias.

Sua terra de Buda será insuperável em pureza e beleza.
Todos os seres viventes que o virem,
deleitar-se-ão nele.
E como um Buda,
ele salvará incontáveis multidões.
Dentro da sua Lei de Buda estarão muitos Bodhisattvas,
todos de faculdades apuradas,
girando a roda da não-regressão.
Essa terra será sempre adornada com Bodhisattvas;
a assembléia dos Ouvintes será para além de todas as contas;
todos tendo ganhado as Três Compreensões,
estarão sempre exercitando os seis Poderes Transcendentais,
perseverando nas Oito Emancipações,
e sempre possuindo grandes e surpreendentes virtudes.

Quando este Buda pregar a Lei,
ele manifestará ilimitados poderes transcendentais e transformações inconcebíveis.

As pessoas, tanto os seres celestiais como os humanos,
numerosas como as areias do rio Ganges,
todas juntarão as palmas das suas mãos para ouvir e aceitar aquelas palavras do Buda”.

Excerto do CAP. 06: Concessão de Profecias, pág. 139.

As Virtudes de um Sábio

“Muito maior é o mérito daquele que mantém este Sutra,
mas que também pratica a doação, observa preceitos,
que é paciente e deleita-se no samadhi dhyana,
que nunca é odioso ou mal-falado,
e que é reverente nas torres e templos,
humilde para com os Monges, livre de arrogância,
e sempre meditando sobre a sabedoria.
Essa pessoa poderá refrear a ira quando indagada sobre questões difíceis,
e será complacente quando fizer explanações.
Aquele que puder desenvolver tais práticas terá ilimitados méritos e virtudes“.

Excerto do CAP. 17: Distinção dos Méritos e Virtudes, pág. 313.

Ver também em Cristal Perfeito: As Três Grandes Distinções e o Mestre da Lei.

A Solidão do Buda

Ao adentrar o Portal,

corpo de pureza,
que tudo reflete,
como um espelho;
seres, fenômenos,
montanhas e vales,
florestas e mares;

estarás só!

Em 22/08/2008, 02:00 hs.

Maudgalyayana, o Maior em Poderes Sobrenaturais

Maudgalyayana (em Pali: Moggallāna), também conhecido como Mahamaudgalyayana ou Mahamoggallāna, foi um dos discípulos mais próximos do Buda Shakyamuni. Contemporâneo de famosos Arhats como Subhuti, Shariputra e Mahakashyapa; ele é considerado o segundo dos dois maiores discípulos do Buda, juntamente com Shariputra.

Maudgalyayana foi o mais talentoso de todos os discípulos do Buda nos vários poderes sobrenaturais. Essas habilidades incluíam a capacidade para discernir mentiras e verdades a partir de poderes telepáticos, transportar-se do seu próprio corpo para os diferentes domínios da existência, e falar com espíritos e deuses. Ele também foi capaz de fazer coisas como caminhar através de paredes, caminhar sobre as águas, voar através do ar, e mover-se com uma velocidade comparável à velocidade da luz.

Diversos registros nos Cânones em Pali mostram Maudgalyayana falando com mortos, a fim de explicar-lhes as suas condições horríveis e dar-lhes uma compreensão do seu próprio sofrimento, de tal modo que eles pudessem ser libertados ou colocassem um fim àquele sofrimento. Maudgalyayana foi capaz de usar seus poderes telepáticos a fim de dar bons e adequados conselhos aos seus alunos, para que eles pudessem alcançar resultados rapidamente.

O Martirio de Mahamaudgalyayana

O Martírio de Mahamaudgalyayana

O carma do Arhat na Morte: A morte de Maudgalyayana ocorreu quando ele estava viajando em Magadha. Alguns registros indicam que fanáticos religiosos teriam apedrejado-lhe até à morte, outros dizem que foram assaltantes. O consenso geral é de que ele foi assassinado de uma forma brutal. Quando perguntado por que razão Maudgalyayana não tinha protegido a si próprio, e por que um grande Arhat sofreria uma tal morte, o Buda disse que em razão de Maugalyayana ter contraído tal carma numa existência prévia (ele havia assassinado seus pais inocentes – considerado como um dos pecados capitais numa vida anterior), ele resignou-se a aceitar o seu destino e apressar essa morte, que viria a ocorrer o mais rapidamente possível. Além disso, o Buda advertiu que mesmo poderes sobrenaturais seriam de pouca ou nenhuma eficácia na tentativa de evitar o seu carma, especialmente quando este é muito pesado.

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.

Eis a profecia da iluminação de Mahamaudgalyayana no Sutra de Lótus:

“Meu discípulo Mahamaudgalyayana,
ao deixar este corpo,
verá oito mil e duzentas miríades de milhões de Budas,
Honrados pelo Mundo.
E, em prol da Via do Buda,
honrar-lhes-á e far-lhes-á oferecimentos.
Na presença daqueles Budas,
ele sempre praticará a conduta Brahman,
através de incontáveis kalpas,
observando reverentemente a Lei do Buda.
Após a extinção daqueles Budas,
ele construirá torres feitas das sete jóias,
com cúpulas de ouro.
E com flores, incenso e música instrumental;
ele fará oferecimentos para as torres dos Budas.

Gradualmente,
tendo realizado a Via do Bodhisattva,
numa terra chamada Mente Deleitada,
ele tornar-se-á um Buda chamado Fragrância de Tamalapatrachandana“.

Excerto do CAP. 06: A Concessão de Profecias, pág. 144.

Sobre Ver o Buda

Procure-o no topo da sua própria mente!

“Ajita! Se um bom homem ou uma boa mulher ouvirem a respeito da longa duração da extensão da vida do Buda, e com um profundo sentimento compreender e entender, ele ou ela, então, verão o Buda sempre presente no Monte Gridhrakuta juntamente com os grandes Bodhisattvas e a assembléia de Ouvintes circundando-o enquanto ele prega a Lei. Ele ou ela também verão o solo do mundo Saha transformar-se em lápis-lazúli. Eles o verão liso e plano, com as oito estradas maiores delimitadas com ouro de Jambunada e ladeadas com árvores de jóias. No espaço adjacente às estradas, existirão pavilhões e torres feitas de jóias, onde as multidões de Bodhisattvas residirão. A contemplação deste caminho é indicativa de profunda fé e compreensão”.

“Além disso, após a passagem do Tathagata à extinção, se uma pessoa ouvir este Sutra e não difamá-lo, mas ao invés disso regozijar-se com ele, saiba que isto indica que ela já possui profunda fé e compreensão. Quanto mais não será o caso para aquele que o lê, o recita, o recebe e o mantém. Esta pessoa carrega o Tathagata no topo da sua cabeça”.

Excerto do CAP. 17: Distinção dos Méritos e Virtudes, pág. 308.

As Cavernas Budistas de Ellora

Ellora é um sítio arqueológico, a 30 km da cidade de Aurangabad, no Estado indiano de Maharashtra, construído pela Dinastia Rashtrakuta. Famosa pelas suas monumentais cavernas, Ellora é um Patrimônio Mundial.

Ellora representa o epítome da arquitetura esculpida em pedra Indiana. As 34 “cavernas” – na realidade estruturas escavadas na face vertical das colinas de Charanandri – compreendendo templos e monastérios budistas, hindus e jainistas; foram construídas entre os séculos 5 e 10. As 12 cavernas Budistas (de 1 a 12), 17 cavernas hindus (de 13 a 29) e as 5 cavernas Jainistas (de 30 a 34), construídas próximas umas das outras, demonstram a harmonia religiosa prevalecente durante este período da história indiana.

Caverna 12 de Ellora

Caverna 12 de Ellora

As cavernas budistas foram as primeiras estruturas, criadas entre o século 5 e o século 7. Estas consistem, em sua maior parte, de viharas ou monastérios: são grandes edifícios com múltiplos pavimentos (como a Caverna 12) esculpidos na face da montanha, incluindo areas de convívio, dormitórios, cozinhas, e outras dependências.

Algumas destas cavernas-monastérios têm santuários abrigando esculturas do Buda, Bodhisattvas e Santos. Em muitas delas, os escultores envidaram esforços no sentido de dar a aparência de madeira á pedra.

Mais famosa dentre as cavernas Budistas, a caverna 10 é popularmente conhecida como a “Caverna do Carpinteiro”. Para além da sua entrada de múltiplos pavimentos encontra-se um hall no estilo de uma catedral, também conhecido como chaitya, em cujo teto foram esculpidos arcos dando a impressão de vigas de madeira. No centro desta caverna encontra-se uma estátua do Buda de 15 pés, sentado em postura de pregação.

Caverna 10 de Ellora

Caverna 10 de Ellora

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.

A Prática Para Si e a Prática do Bodhisattva

“Além disso, Ajita, se alguém ouvir a respeito da longa duração da extensão da vida do Buda e compreender a importância dessas palavras, os méritos e virtudes que tal pessoa obterá serão sem fronteiras ou limites, porque possibilitarão àquela pessoa ascender à suprema sabedoria do Tathagata. Quanto mais não será o caso para aquele que possa ouvir este Sutra extensivamente; induzir outros a ouvir; mantê-lo para si; induzir outros a mantê-lo; copiá-lo em si; induzir outros a copiá-lo; ou usar flores, incenso, contas, estandartes, bandeiras, dosséis de seda, óleos fragrantes ou velas para fazer oferecimentos a este Sutra. Os méritos e virtudes de tal pessoa serão ilimitados e infinitos, porque possibilitarão àquela pessoa ascender à Sabedoria que Abarca Todos os Fenômenos[1]”.

 


[1] Nesta passagem o Buda faz uma distinção entre os imensuráveis benefícios auferidos “se alguém ouvir a respeito da longa duração da extensão da vida do Buda e compreender a importância dessas palavras” – descrita no CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata – ; e os auferidos por alguém que, além disso, “possa ouvir este Sutra extensivamente; induzir outros a ouvir; mantê-lo para si; induzir outros a mantê-lo; copiá-lo em si; induzir outros a copiá-lo; ou usar flores, incenso, contas, estandartes, bandeiras, dosséis de seda, óleos fragrantes ou velas para fazer oferecimentos a este Sutra“. Essa distinção é fundamental porque o Buda a faz entre aquele que abraça parte do sutra (“que ouve, acredita e entende a longa duração da vida do Tathagata“) e aquele que o abraça na íntegra (“que possa ouvir este Sutra extensivamente“), levando a cabo Práticas do Bodhisattva (“induzir outros a ouvir; mantê-lo para si; induzir outros a mantê-lo; copiá-lo em si; induzir outros a copiá-lo, etc”.).

Excerto do CAP. 17: Distinção dos Méritos e Virtudes, pág. 308.

Rei da Medicina, Alegremente Visto por Todos os Seres

Buda Medicina

Buda Medicina

O Buda disse ao Bodhisattva Rei da Constelação Flor: “O quê você pensa? Teria o Bodhisattva Alegremente Visto por Todos os Seres sido qualquer outro? Ele era justamente o presente Bodhisattva Rei da Medicina[1]. Ofereceu seu corpo, tal como é, um número de ilimitadas centenas de milhares de miríades de kotis de nayutas de vezes”.

 “Rei da Constelação Flor! Se uma pessoa que toma a decisão pela consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi puder queimar um dedo da mão ou do pé como um oferecimento à torre de um Buda, seus oferecimentos superarão os daqueles que usam como oferecimentos países, cidades, esposas e filhos, ou mesmo os três mil grandes sistemas de mil mundos com todas as suas montanhas, florestas, rios, lagos e objetos preciosos”.

 “Se, além disso, uma pessoa preencher todos os três mil grandes sistemas de mil mundos com os sete tesouros e oferecê-los ao Buda, aos grandes Bodhisattvas, Pratyekabudas e Arhats; os méritos e virtudes que aquela pessoa obteria não se igualariam ao daquela que recebe e ostenta mesmo que um simples verso de quatro linhas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa[2], pois as bênçãos desta última são longinquamente maiores”.

 


[1] Aquele que no passado, como Bodhisattva Alegremente Visto Por Todos os Seres, sob a Lei do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa exposta pelo Buda Pura Virtude e Brilhante como o Sol e da Lua, foi capaz de alcançar o samadhi em que se pode manifestar quaisquer formas físicas. Evidentemente, seu nome faz referência àquele capaz de manifestar, regenerar ou reconstituir quaisquer formas físicas por transformação: Rei da Medicina.

[2] Porque o “corpo completo do Buda” está contido em cada caractere do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Excerto do CAP. 23: Os Feitos Passados do Bodhisattva Rei da Medicina.

Imagem do Buda Medicina obtida de Budismo, Textos e Práticas para se Iluminar.

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