Uma Técnica para “Fusão do Vácuo” – Parte 4 – Final

Parte 4 – Os Limites da Análise nas Idéias de Kogut, Wilson e Susskind

“A força magnética entre duas partículas carregadas é descrita pela lei de Coulomb24: a força decresce com o quadrado da distância entre as cargas. Kogut, Wilson e Susskind argüiram que a força forte entre dois quarks coloridos comporta-se completamente diferente: ela não diminui com a distância, mas, permanece constante independente da separação dos quarks. Se seu argumento é válido, uma enorme quantidade de energia será requerida para isolar um quark. Separar um elétron da camada de valência de um átomo requer uns poucos eletronvolts. Desintegrar um núcleo atômico requer uns poucos milhões de eletronvolts. Em contraste com esses valores, a separação de um quark simples de apenas uma polegada do próton do qual ele é constituinte, requereria o investimento de 1013 GeV, energia suficiente para separar o autor da terra de uns 30 pés. Muito antes de tal nível de energia ser alcançado, um outro processo interviria. Da energia fornecida no esforço para extrair um quark simples, um novo quark-antiquark se materializaria (do vácuo). O novo quark substituiria aquele removido do próton e reconstituiria a partícula. O novo antiquark associar-se-ia ao quark deslocado, fazendo um meson. Ao invés de isolamento de um quark colorido, tudo é resumido na criação de um meson incolor.

“Se esta interpretação do confinamento do quark é correta, sugere-se uma engenhosa maneira de terminar a regressão aparentemente infinita da estrutura fina da matéria. Átomos podem ser analisados em elétrons e núcleo; núcleos em prótons e nêutrons; e prótons e nêutrons em quarks. Entretanto, a teoria do confinamento do quark sugere que a série para aqui. É difícil imaginar como que uma partícula poderia existir numa estrutura interna se a partícula não pode ser criada.”

A tentativa feita com a hipótese do “bootstrap” para deter a infinita regressão no nível dos hadrons, falhou por causa dos quarks. O confinamento do quark deve ser uma forma de encerrar a série para o nível da matéria que alcançamos, mas ele é ainda um trabalho hipotético, embora atrativo.

Na teoria do modelo do Cristalino, acredito que há um limiar de energia para o estudo das partículas elementares através da análise (isto é, por cisão e isolamento e confinamento), a partir do qual passa a ocorrer a fusão do Cristalino, excitando partículas de semelhante natureza daquelas que se pretende isolar da estrutura mais complexa que, segundo o modelo, tiveram sua origem nas interações dessas partículas primas. Essas partículas primas, nos primeiros instantes do Universo, teriam se associado através das ligações fortes, fracas e eletromagnéticas, constituindo os átomos, moléculas etc.; e através das interações gravitacionais, vieram constituindo as entidades do macrocosmo. É claro que a hierarquia das interações submete-se ao seguinte comando: sendo o tamanho da entidade comparável ao alcance da interação, predomina a interação de alcance imediatamente superior e, portanto, mais fraca.

 

Amaldi, U. – Particle Accelerators and Scientific Culture – CERN-79-06, Experimental Physics Division, July, 12 1979 – Genova – Italy.

 

Uma Técnica para “Fusão do Vácuo” – Parte 1

Uma Técnica para “Fusão do Vácuo” – Parte 2

Uma Técnica para “Fusão do Vácuo” – Parte 3

Por muccamargo

Físico, Mestre em Tecnologia Nuclear USP/SP-Brasil, Consultor de Geoprocessamento, Estudioso do Budismo desde 1987.

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