Religião? O que é? – 1ª Parte

1ª Parte

Não há nada mais real e verdadeiro do que um fato concreto diante dos nossos olhos. Não é? E se a ocorrência desse fato é prevista com exatidão, não pela capacidade premonitória de alguns, mas por uma Lei; então, essa Lei é Verdadeira e oferece uma Prova Real. Não é? A diferença básica está em que uma premonição antecipa a ocorrência de fatos isolados no futuro próximo ou distante. A Lei é diferente. Uma Lei estabelece uma relação causal inexorável, perpetuando a ocorrência do fato (ou efeito) sempre que a causa estiver presente.

Grandes incêndios, grandes enchentes, fortes ventos, secas, fome, conflitos internos, epidemias, invasão estrangeira, guerras. Tais são as calamidades e desastres previstos para uma nação quando sua sociedade torna-se desrespeitosa e hostil à Verdade. Às portas do novo século, e mesmo com toda a bagagem científica acumulada nos últimos cem anos, a humanidade parece impotente diante de fenômenos naturais (leia-se reações) resultantes da desagregação do sistema vida-meio-ambiente (incêndios, enchentes, secas, fome, etc.); da desagregação social (conflitos e guerras); e da violação da integridade individual (violência, doenças físicas, mentais e epidemias). Essas ocorrências assolam as civilizações há milênios, nada tendo em particular com a nossa época ou com o fim do mundo.

Todavia, se fizermos um mapeamento da freqüência e da intensidade dessas ocorrências sobre o globo terrestre, começaremos a notar que a distribuição desses “fenômenos” é heterogênea em qualidade, quantidade e intensidade. Parece haver regiões do planeta com mais “vocação” para este ou aquele tipo de calamidade. Claro que sim! Conflitos internos, invasões estrangeiras e guerras são desastres típicos das regiões do planeta onde coabitam diversas crenças religiosas. Uma torna-se o espelho dos erros da outra e não há paz. Já as calamidades dos incêndios, secas, fome endêmica, enchentes, etc.; são típicas das regiões onde há predomínio de 1(uma) religião e não resultam de contendas, mas, da ignorância. Em todos os casos, porém, a causa fundamental de todas as calamidades e desastres está em crenças cegas, errôneas e falsas doutrinas; e a razão fundamental de vivermos numa “casa em chamas” encontra-se no Sutra de Lótus: “…as pessoas preferem os ensinos inferiores, são pobres de virtudes e abundantes na corrupção.” (3)

Uma verdadeira religião deve ter como objetivo primordial a correta percepção do mundo fenomenológico. “Buda é aquele que atingiu a verdade (iluminação) no remoto passado e cujos ensinos visam conduzir todas as pessoas à mesma percepção da verdade tal como Ele o fez” (4). Buda, portanto, não existe como um Ser Supremo fora da vida das pessoas, mas sim como um estado de vida potencial e inerente à própria vida de todos os seres sensíveis e insensíveis. Como a essência da vida, dos sofrimentos aos prazeres, está nessa percepção da realidade, resta saber se essa percepção é correta, ampla e profunda; tal como o foi na iluminação do Buda. Nitiren Daishonin escreveu em Resposta ao Lorde Soya: “O mundo objetivo é o corpo de todas as leis, a sabedoria subjetiva significa o aspecto de iluminar e revelar o referido corpo”. (4)

Religião? O que é? – 2ª Parte

Religião? O que é? – 3ª Parte

Religião? O que é? – 4ª Parte

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