Kumarajiva, O Grande Tradutor do Sutra de Lótus

Kumarajiva (344-409), menos freqüentemente chamado Kamarajiva, foi um monge Budista Indiano e um dos maiores tradutores do mundo. Ele foi o provedor de competentes traduções de importantes escrituras Budistas para o Chinês, até então proferidas em Chinês a partir de traduções grosseiras ou versões até incoerentes. Da sua condição de Monge e de grande estudioso do Budismo, tornou-se, além de renomado tradutor, um dos maiores precursores do ensino Mahayana, cristalizado no Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Kumarajiva nasceu na cidade de Kucha, na Ásia Central, filho de um Brahman Indiano e uma Princesa de Kucha. Quando ele tinha 7 anos, sua mãe tornou-se uma Monja Budista, e ele passou os próximos anos da sua vida seguindo-a e estudando a doutrina Budista em Kucha, em Kashmir e em Kashgar. Ele foi ordenado Monge no palácio real de Kucha aos 20 anos de idade. Em Kashgar ele converteu-se do Budismo Hinayana para o Mahayana. Tornou-se conhecido como um Monge brilhante e parece ter sido muito bem versado nos ensinamentos Budistas das escolas então em vigor no Norte da India.

Tradutor e Professor

As traduções de Kumarajiva em Ch’ang-an, na China, foram feitas a partir de um esforço coletivo. Ele comandou uma equipe de especialistas Chineses diante de uma audiência de centenas de Monges. Enquanto ia sendo traduzido, ele respondia questões acerca do texto, e algumas de suas respostas foram incluídas, provavelmente por acidente, na tradução Chinesa. Evidentemente, há incorreções e omissões, mas, no geral, Kumarajiva e seus auxiliares produziram traduções muito confiáveis de textos muito difíceis de uma lingua (sânscrito) para a outra (chinês), as quais diferiam entre si de todas as formas linguísticas imagináveis.

Uma das razões para esse sucesso talvez tenha sido o vasto conhecimento de Kumarajiva: sua visão filosófica incluia toda a doutrina Mahayana, e ele não tinha qualquer interesse em distorcer o texto para ajustá-lo à alguma escola sectária. Trabalhos de sua própria autoria são raros, sendo que o mais importante para a compreensão do seu pensamento é o seu comentário ao Vimalakirtinirdesasutra; suas cartas para Hui-yüan, escritas talvez após 405, também são interessantes.

Fonte: Answer.com

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