A Morte de Suddhodana

Próximo à cidade de Vaisali, havia uma imensa floresta que tinha sido presenteada ao Mestre, e lá ele estava vivendo quando lhe chegaram notícias de que seu pai, o Rei Suddhodana, tinha caído doente. O rei já era um homem velho; a doença era grave; temia-se que ele estivesse morrendo. O Mestre decidiu visitá-lo e, voando através do ar, ele chegou a Kapilavastu.

Rei Suddhodana e a Rainha Maya

O Rei Suddhodana no auge de sua vida, e a Rainha Maya.

O rei encontrava-se abatido em seu leito. Estava ofegante. A morte estava muito próxima. No entanto, ele sorriu quando viu o seu filho. E o Mestre falou essas palavras:

“Longa é a estrada pela qual você tem viajado, oh Rei, e você sempre tem se esforçado para fazer o bem. Você nada sabia de maus desejos; seu coração era inocente, o ódio e a ira nunca cegaram a sua mente. Feliz é aquele que é dado a fazer o bem! Feliz é aquele que olha para dentro de um lago límpido e vê o seu rosto imaculado, mas muito mais feliz é aquele que examina a sua mente e sabe a pureza dela! Sua mente é pura, oh Rei, e a sua morte é tão tranquila quanto o crepúsculo de um belo dia.”

“Abençoado”, disse o Rei, “Agora eu compreendo a impermanência do mundo. Estou livre de todo o desejo; estou livre dos grilhões da vida.”

Mais uma vez, ele prestou homenagem ao Buda. Então, voltou-se para os servos reunidos no salão.

“Amigos”, disse ele, “devo ter-lhes prejudicado muitas vezes, porém, em nenhuma ocasião vocês se mostraram aborrecidos com os malefícios. Vocês foram gentis e bons. Mas, antes de eu morrer, devo ter o seu perdão. Os erros que cometi com vocês foram sem intenção; perdoem-me, amigos.”

Os servos estavam chorando. Eles murmuraram: “Não, você nunca nos prejudicou, senhor!”

Suddhodana continuou:

“E você, Mahaprajapati, você que foi minha consorte piedosa, você a quem vejo em prantos, acalme sua dor. Minha morte é uma morte feliz. Pense na glória dessa criança que você criou; contemple-o em todo o seu esplendor, e alegre-se.”

Ele morreu. O sol estava se pondo.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

1 Comentário

  1. marlos silva said,

    27/01/2015 às 7:26

    felis eo homem que nunca foi contaminida por politica relegiao eo dinheiro as leis da naturesa tem a melhor resposta e um caminho de gloria e paz


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