A Embriaguez das Ilusões

“Uma pessoa intoxicada não sabe quem está próximo ou não, se sua mãe ou irmã, se perde na rudeza e na luxúria, perde a faculdade da fala e dorme em lugares degradados. Pode acontecer de ela encontrar um bom médico, que lhe dê um remédio. Após tomá-lo, ela vomita e recupera a sua saúde; recobra a consciência e o arrependimento se abate sobre ela. Ela se autocensura muito mais e passa a reputar a bebida como a raiz de todos os atos vis. Se ela pudesse livrar-se da bebida, seus maus atos cessariam. O mesmo se passa aqui. Oh Honrado pelo Mundo! Há longo tempo estamos reciclando entre o nascimento e a morte. Estamos perdidos nos prazeres sensuais e vorazmente atados aos cinco desejos. Aquela que não é mãe tomamos como mãe, aquela que não é irmã tomamos como irmã, a que não é fêmea tomamos como fêmea, e os não-seres como sendo seres. Em razão disto, a transmigração continua e sofremos a partir do nascimento e da morte. É como no caso do intoxicado deitado na sarjeta. Oh Tathagata! Por favor, dê-nos o remédio do Dharma, e faça-nos vomitar a bebida vil das ilusões.”

Sutra do Nirvana – TOMO I, Capítulo 3: Sobre a Aflição.

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