A Terra Sagrada

“Esta é uma região montanhosa distante de qualquer habitação humana. Não há uma única vila em qualquer direção. Embora eu more em uma cabana tão abandonada, no fundo desta carne mortal, eu preservo a Lei Secreta Máxima, herdada do Buda Shakyamuni no Pico da Águia. O meu coração é onde todos os Budas entram no Nirvana. Minha lingua, onde eles giram a roda da doutrina. Minha garganta, onde eles nascem neste mundo, e meus lábios, onde eles atingem a iluminação. Esta montanha é onde habita o magnífico devoto do Sutra de Lótus. Portanto, como pode ser menos sagrada que a terra pura do Pico da Águia? Por ser a Lei suprema, a Pessoa é digna de respeito. Como a Pessoa é digna de respeito, a Terra é Sagrada.”

Nitiren Daishonin em Resposta ao Lorde Nanjo, em 1281.

As Escrituras de Niriren Daishonin, Vol. III.

A Terra Sagrada

A Terra Sagrada

Um Navio Para Atravessar o Mar do Sofrimento

“Nos últimos dias da Lei, o devoto do Sutra de Lótus surgirá infalivelmente. Quanto maiores sofrimentos lhe sobrevêm, maior a alegria que ele sente, devido à sua forte fé. O fogo não queima mais vivamente quando se adiciona lenha? Todos os rios fluem para o mar. Entretanto, a sua abundância faz com que os rios retrocedam? As correntezas do sofrimento desaguam no mar do Sutra de Lótus e precipitam-se contra o seu devoto. O rio não é rejeitado pelo oceano, nem o devoto recusa o sofrimento. Se não houvesse os rios fluentes não haveria mar. Do mesmo modo, sem adversidades não haveria devoto do Sutra de Lótus.

Uma passagem do Sutra de Lótus diz: ‘…como se a pessoa tivesse encontrado um navio para fazer a travessia’. Esse ‘navio’ poderia ser descrito da seguinte forma: O Lorde Buda, um construtor de navios de sabedoria infinitamente profunda, coletou a madeira dos quatro sabores e oito ensinos, projetou-o descartando honestamente os ensinos provisórios, cortou e mostrou os bordos, usando tanto o certo como o errado, e completou a embarcação usando os pregos do ensino único, supremo. Deste modo, ele lançou o navio ao mar do sofrimento. Largando as velas das três mil condições sobre o mastro da doutrina do Caminho Médio, impelido pelo favorável vento de ‘todos os fenômenos revelam a verdadeira entidade’, a embarcação navega à frente, transportando todos os praticantes que conseguem penetrar no Estado de Buda através da sua pura fé. O Buda Shakyamuni e o timoneiro, o Buda Muitos Tesouros, maneja as velas, e os quatro Bodhisattvas liderados por Jogyo (Práticas Superiores) movem harmoniosamente os remos rangentes. Esse é o navio de ‘um navio para fazer a travessia’, a embarcação do Myoho-Rengue-Kyo. Aqueles a bordo dele são os discípulos e seguidores de Nitiren.”

Nitiren Daishonin em Um Navio Para Atravessar o Mar do Sofrimento, em 1280.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. III.

A Felicidade Neste Mundo

“Não há maior felicidade que ter fé no Sutra de Lótus. Este nos promete ‘paz e segurança nesta vida e boas circunstâncias na próxima’. Jamais permita que os impasses da vida o perturbem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios.

Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei”.

Nitiren Daishonin em A Felicidade Neste Mundo, em 1276.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. III.

Uma Vida Pacífica Neste Mundo

“Virá o tempo em que todas as pessoas, inclusive aqueles de Erudição, Absorção e Bodhisattva, entrarão no caminho para o Estado de Buda, e a Lei Mística somente florescerá por toda a terra. Nesse tempo, pelo fato de todas as pessoas recitarem o Nam-Myoho-Rengue-Kyo juntos, o vento não fustigará os galhos ou ramos, nem a chuva cairá torrencialmente a ponto de cavar o solo. O mundo tornar-se-á como nas épocas de Fu Hsi e Shen Nung na China antiga. Os desastres serão expelidos da terra, e as pessoas se livrarão do infortúnio. Elas também aprenderão a arte de viver longa e plenamente. Perceba que chegará o tempo em que será revelada a verdade de que a Pessoa e a Lei são eternas. Não pode haver a menor dúvida sobre a solene promessa do Sutra de uma vida pacífica neste mundo“.

Nitiren Daishonin em A Prática dos Ensinos do Buda, em 1273.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. III.

O Grande Caminho

“Pequenos riachos se juntam e formam o grande oceano, e minúsculas partículas de poeira se acumulam para constituir o Monte Sumeru. Quando eu, Nitiren, inicialmente abracei a fé no Sutra de Lótus, eu era como uma única gota d’água ou uma única partícula de pó em todo o país do Japão. Porém, posteriormente, quando duas pessoas, três, dez e, eventualmente, dez bilhões de pessoas vierem a recitar o Sutra de Lótus e transmití-lo aos outros, então, elas formarão um Monte Sumeru de Maravilhosa Iluminação, um grande oceano de Nirvana! Não busquem nenhum outro caminho para atingir o Estado de Buda!”.

Nitiren Daishonin em “Seleção do Tempo”, em 1275.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. III.

Em Busca do Ideal Supremo

“Eu nasci numa região remota da terra, como pessoa de humilde posição social, destinada a uma vida de pobreza. Durante minhas transmigrações passadas pelos seis mundos mais baixos da existência, talvez tivesse nascido como um grande governador em mundos humanos ou celestes, e curvado as multidões ao meu desejo como um forte vento curva os ramos das pequenas árvores. Porém, nessas ocasiões, eu não era capaz de tornar-me um Buda.”

Nitiren Daishonin em Abertura dos Olhos.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. II.

Amor Filial e Lealdade

“Os mais de três mil volumes de escrituras não-Budistas da China enfatizam, no seu todo, dois princípios, que são do amor filial e a lealdade ao soberano. Mas a lealdade nada mais é senão o amor filial estendido a pessoas fora da família. O amor filial pode ser descrito como elevado. Embora o céu seja elevado, não é mais que o ideal do amor filial. O amor filial pode ser chamado de profundo. Embora a terra seja profunda, não é mais que o amor filial. Os sábios e homens dignos são produtos de famílias onde se ensina o amor filial. Portanto, não há necessidade de dizer que as pessoas que estudam os ensinos do Budismo devem também observar o ideal do amor filial e compreender e cumprir suas obrigações. Os discípulos do Buda devem sem falha compreender os quatro tipos de obrigações (gratidão aos Pais, ao Mestre, aos Três Tesouros e ao Soberano) e saber como cumpri-las”.

Nitiren Daishonin em Abertura dos Olhos.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. II.

O Sutra de Lótus e a Crise Mundial

“Assim, o senhor deve rapidamente reformular os dogmas que mantém em seu coração e abraçar o Veículo Único, a doutrina única do Sutra de Lótus. Se assim fizer, todo o mundo tríplice se transformará na Terra do Buda, e como poderia a Terra do Buda decair? As regiões das dez direções se transformarão em mundos de tesouros, e como poderia um mundo de tesouros sofrer danos? Se viver num país que não conheça a degradação ou a decadência, ou numa terra que não sofra danos ou destruição, o corpo do senhor encontrará repouso e segurança, e a sua mente ficará calma e imperturbada. O senhor deve crer em minhas palavras; preste atenção no que digo!”

Nitiren Daishonin em Rissho Ankoku Ron – A Pacificação da Terra Através da Propagação do Verdadeiro Budismo, em 1260.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. II.

O Sutra de Lótus e a Crise Mundial

O Sutra de Lótus e a Crise Mundial

O Presente de Arroz

“Os sutras que vieram antes do Sutra de Lótus ensinaram que todos os fenômenos derivam da mente das pessoas. A mente é assemelhada à terra, e os fenômenos universais às plantas que crescem na terra. No Sutra de Lótus, contudo, é ensinado que a mente é una com a terra e a terra é una com suas plantas. Os sutras provisórios explanam que uma mente pura é como a lua e um coração inocente como as flores, mas o Sutra de Lótus afirma que os corações e as mentes das pessoas são eles próprios as flores e a lua.

Disto é óbvio que o arroz não é meramente arroz, mas que é a própria vida.”

Nitiren Daishonin em O Presente de Arroz.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, VOL. I.

Quando Devemos Calar

“O Buda existe dentro do nosso coração. Tome, por exemplo, o fato de que o fogo pode ser produzido por pedras ou que as jóias possuem valor em si mesmas. Nós, seres humanos, não podemos ver nossas sobrancelhas que estão próximas, e nem o céu distante. Do mesmo modo, não compreendemos que o Buda existe em nossa própria mente. Naturalmente pode desejar saber como o Buda pode nos alcançar quando, ao mesmo tempo, o nosso corpo humano, que herda o sangue dos pais, é a origem das três impurezas e o local dos desejos carnais. Ponderando-o reiteradamente, compreendemos ser razoável. A pura flor de lótus floresce do fundo lamacento de um lago; a fragrância do sândalo cresce da terra; as graciosas flores de cerejeira vêm da árvore; a bela Yang Gui Fei nasceu de uma serpente; e a lua nasce detrás das montanhas para espalhar a luz sobre elas. A desgraça vem da boca de uma pessoa e arruína-a, enquanto a boa sorte vem da mente e traz-lhe honra.”

Nitiren Daishonin em Carta de Ano Novo.
As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. I.

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